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A coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.


  1. Se a temporada da NFL acabasse hoje, essa seria a playoff picture, a qual não faz absolutamente nenhum sentido:

Como analista, a ideia de ir mais a fundo é sempre de chegar o mais próximo possível da realidade. Se você me dissesse antes da temporada que esperava Cincinnati conquistando a bye com Tampa Bay, Chicago e Washington nos playoffs, eu provavelmente daria risada de sua cara e diria que você não sabe nada de NFL. Exceto que você provavelmente sabe, e eu aparentemente não.

Não, sério agora. Minnesota, Green Bay, Philadelphia, Pittsburgh, Jacksonville. Todos esses estariam de fora da pós-temporada se a NFL acabasse agora. Você que torce para algum dos time surpreendentes que estaria se classificando hoje provavelmente esperava que seu time tivesse esse bom início – e tudo bem, inclusive: você torce para o time, vai muito a fundo, certamente criou uma esperança… mas todos os quatro citados no parágrafo acima?

A NFL está muito, muito estranha nesse momento. Pessoalmente falando, acredito que haverá uma correção natural desse curso com dois dos times da NFC – Tampa Bay já parece ter perdido a mágica e eu acredito que Philadelphia irá tomar vergonha na cara vai se ajustar em algum ponto nas próximas semanas. Mas, ainda assim, estranha.

2. Ainda falando sobre Philadelphia, existem (vários) boatos sobre um possível interesse do time por Le’Veon Bell. Eu não acho que os Eagles deveriam se interessar por ele. E, sim, eu sei que Adam Schefter já comentou que a organização não tem planos no momento de trocar pelo jogador; no entanto, os boatos tem sido fortes o suficiente para que a possibilidade seja ao menos considerada. Vamos ao porque de eu ser contra então:

Se Bell sair livremente como free agent ao fim da temporada, os Steelers devem receber uma escolha compensatória de terceira rodada no Draft. Ou seja, a lógica diz aqui que os Eagles teriam de oferecer, no mínimo, uma escolha de terceira rodada para os companheiros de Pennsylvania para adquirir o jogador.

Você sabe qual a maior vantagem de escolhas de Draft? Elas são baratas. E Philadelphia precisa muito de espaço na folha salarial. Os Eagles estão projetados, nesse momento, 21,06 milhões de dólares acima do que se projeta ser o teto salarial em 2019. Se o time troca por Bell, isso não vai ter efeito nenhum nesse déficit em questão, afinal Bell é um free agent após o fim de 2018. Mas, de novo, escolhas de Draft são baratas, etc.

E, sim, eu sei que os Eagles acabaram de reestruturar o contrato de Fletcher Cox e poderiam acomodar o contrato de Bell. Porém, reporta-se que o preço pedido pelos Steelers é uma escolha alta de Draft + um bom jogador. Um preço bem caro por alguém cujo contrato se encerra ao fim de 2018 e que Philadelphia certamente não terá condições de oferecer o contrato que ele espera receber na free agency, certo?

Então, sim, trocar por Bell seria um movimento que eu acho ruim. Agora, que isso fique claro: eu acho que os Eagles precisam trocar por um. Perder Jay Ajayi para o resto da temporada será letal – e ele também será um free agent ao fim do ano, e eu também não acredito que a organização terá condições financeiras de mantê-lo -, e para um time com aspirações altas apesar do péssimo início de ano, não se pode ter Corey Clement liderando o. Eles deveriam trocar por um? Sim. Esse deveria ser Le’Veon Bell? Não.

3. Eu acho que temos um forte candidato a uma das piores escolhas de Draft na década atual e ninguém fala muito dela. Não se fala muito dela porque não se a vê em campo, então, há de se questionar o porquê dela não jogar.

O Seattle Seahawks selecionou Rashaad Penny com a 27ª escolha na primeira rodada do último Draft. As pessoas me viram batendo muito na escolha de Josh Allen porque meu trabalho à época era ainda focado em, todavia, a escolha de Penny, que passou batida pela maioria no momento em questão, foi ainda pior. Você pode entender os Bills trocando por um que gostam e selecionando-o cedo no Draft. Você não pode entender os Seahawks pegando um na primeira rodada quando sua cotação era muito menor que essa – e seu talento também é.

Você já ouviu o nome de Chris Carson algumas vezes essa temporada, provavelmente, já que ele é o titular de Seattle no momento. Carson foi uma escolha de sétima rodada no Draft de 2017, e não precisou de muito tempo na inter temporada para que o time percebesse que ele era o melhor corredor do elenco. Então, chega a fatídica semana 4, quando Chris estava inativo por conta de uma lesão e parecia que Penny finalmente seria titular.

Então aparece Mike Davis. Um corredor que nunca teve destaque algum na liga em seus três primeiros anos assumiu a condição de titular e, mais do que isso, teve um ótimo jogo: 21 corridas, 101 jardas, 2 touchdowns. No último domingo, com Carson de volta, Penny não participou de um snap sequer. 0.

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Os Seahawks, atravessando um processo de reconstrução intenso, utilizaram uma escolha de primeira rodada num jogador com talento que não justifica uma escolha tão alta, numa posição que tem se provado cada vez menos importante e que justifique utilizar uma escolha de primeira rodada, e que é preterido na rotação por dois jogadores cuja expectativa dentro da liga era baixíssima – e que vem jogando bem melhor que Penny. Eu não acho que existe alguma forma que essa escolha pudesse ter sido pior.

4. Eu tenho um problema com a forma que o Cleveland Browns vem jogando, muito embora eu não devesse esperar algo diferente considerando a coaching staff. Os fatos importantes para esse item são: o time do Browns é extremamente talentoso; Hue Jackson é um dos piores treinadores da liga.

Você já percebeu como TODOS os jogos de Cleveland foram extremamente equilibrados esse ano não importa qual o oponente? Eu realmente acho que os Browns podiam estar 5-0. Ou 0-5. É assustador o quanto a coaching staff limita o potencial da equipe como um todo, e não importa qual o nível do adversário, os Browns sempre jogam no mesmo nível. E isso é errado: o time deveria obliterar adversários que claramente são menos talentosos.

A falta de talento nunca foi o real problema em Ohio. A falta de um treinador minimamente competente, sim. Eu não vejo como a organização pode atingir o seu potencial máximo enquanto Hue Jackson liderar o time – até mesmo nos Hard Knocks isso ficou evidente. Numa série de TV!

Ah, e eles também precisam de um novo kicker. Não tanto quanto um técnico novo. Mas precisam.

5. Mesmo sem Leonard Fournette disponível, eu acho que os Jaguars vão continuar perdendo jogos se o plano ofensivo atual se manter. Jacksonville viajou até o Missouri para defrontar Kansas City, foram para o intervalo já perdendo por 20-0 e, consequentemente, tiveram de passar mais a bola para tentar se aproximar no placar. Dessa forma, não criticarei a distribuição passe/corrida do time contra os Chiefs (61/17, no caso).

Criticarei o modelo ofensivo do time como um todo ao longo da temporada. Os Jaguars, seja lá qual a motivação por trás disso, se tornaram um time que passa muito mais a bola do que corre com ela. Em 2018, Bortles lançou 211 passes, ao passo que a equipe correu com a bola 122 vezes – e 22 dessas foram feitas por seu quarterback.

Se você me conhece, sabe que eu defendo muito a teoria de que os times devem investir no jogo aéreo e que isso é o que abre espaço para o jogo corrido. Entretanto, caso os Jaguars ainda não tenham percebido, Blake Bortles é um dos piores titulares da liga. Talvez, só talvez, fosse uma decisão inteligente moldar um plano de jogo ofensivo em que Jacksonville não apostasse tanto no jogo aéreo, que tem sido bastante inefetivo com Bortles há muito tempo e não só em 2018. A esperança é que isso mude com a volta de Fournette, a qual não se sabe ainda quando ocorrerá.

6. A AFC South como um todo tem grandes problemas, a bem da verdade. Se o fim de semana de Jacksonville não foi bom, imagine o de Tennesseee? Mesmo com record positivo, os Titans tem tido jogos longe de impressionar – principalmente do lado ofensivo da bola. Todos nós esperávamos que a chegada de Matt LaFleur fizesse maravilhas ao desenvolvimento de Mariota; ao contrário, o ataque da equipe ainda não adentrou um ritmo satisfatório e o vem jogando em nível baixíssimo.

Incrivelmente, os Titans ainda lideram a divisão por conta do confronto direto – a vitória pelo incrível placar de 9 a 6 num jogo excitante e divertido contra os Jaguars são o critério de desempate. Contudo, do jeito que ambos os times (3-2) tem jogado, os Texans (2-3) e os Colts (1-4) estão nada longe de brigarem pela divisão.

7. Eu acho que a fala de Jerry Jones sobre recebedores faz sentido e que os Cowboys precisam, de fato, reforçar a posição – e não apenas um nome. A chegada de Alshon Jeffery fez maravilhas para o ataque dos Eagles e para o desenvolvimento de Carson Wentz como um todo, e a falta de alvos de qualidade claramente tem limitado o progresso de Dak Prescott.

O péssimo nível do grupo de recebedores de Dallas mais uma vez esteve em evidência no último domingo. Jogando no horário nobre, dentre outros exemplos, podemos citar o drop de Allen Hurns que gerou uma interceptação para Houston dentro do two-minute warning, quando os Cowboys tinham a posse da bola no campo adversário. O passe não foi perfeito, mas qualquer recebedor de nível mediano ou acima tem a obrigação de fazer tal recepção.

Isso não é uma defesa apaixonada de Dak Prescott – ele tem cometido erros e mais erros desde 2017 também, não se engane. Entretanto, é bem verdade que ele não tem lá muita ajuda do ataque à sua volta, tampouco das chamadas e do desenho do ataque de Jason Garrett e Scott Linehan. A chegada de recebedores melhores não vai necessariamente transformá-lo na grande estrela que se projetava em 2016… mas certamente não pode atrapalhá-lo, certo?

8. Ainda sobre recebedores… eu amo Odell Beckham Jr., todavia, está na hora dele crescer, para o bem dos Giants. As demonstrações de imaturidade que vimos de Odell desde sua chegada a liga não são poucas. Elas costumam passar batido por conta de seu talento – justo, diga-se – e, principalmente, recebedores de elite costumam ser divas. É a natureza da posição.

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Mas existem limites pra tudo. Reclamar por não receber passes o suficiente é algo completamente diferente de dar uma entrevista dizendo que não sabe se seu, que venceu títulos com a franquia e é uma entidade dentro do New York Giants, é a razão pela qual o time tem problemas no ataque. É assustador pensar que mesmo depois de várias temporadas na liga, a maturidade de Beckham Jr. ainda não parece ter evoluído – e isso precisa acontecer. Agora.

Ah, e Beckham deu a entrevista do lado do Lil Wayne. Lil Wayne é um bom rapper e seu novo álbum é muito bom. Ouçam Lil Wayne.

9. O Curti falou isso de forma mais extensa na coluna dele, mas acho justo reforçar: as pessoas – e esse escritor, incluso – deveriam dar mais amor a Drew Brees. A lista de recordes do é extensa, ele foi o responsável por dar um título (e esperança pós-Katrina) para New Orleans e continua jogando em altíssimo nivel mesmo com quase duas décadas de liga.

Brees não pertence a discussão de melhor da história. Agora, isso realmente importa? Quero dizer… só um é o melhor da história da NFL, e nunca teremos 100% de certeza de quem é o real detentor do posto. A impressão que fica é que, as vezes, o ídolo da Louisiana não tem o amor que merece – esse escritor é culpado aqui, por exemplo. Mas, assim como apreciamos os últimos atos de Tom Brady, devemos apreciar Drew Brees.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 5

Melhor jogada da semana: E poderia ser outra? Liderando por 20 a 6 no segundo quarto do Monday Night Football, Drew Brees conectou uma bomba de 62 jardas para Tre’Quan Smith, que anotou o e ampliou o placar para os Saints. Com esse passe, Brees se tornou o recordista de mais jardas aéreas em toda a história da liga, superando Peyton Manning.

Pior jogada da semana: Com os Raiders perdendo por 20 a 3 e com a bola na linha de uma jarda, Derek Carr realizou um play-action e, enquanto andava para trás, lançou a bola em direção a end. É impossível dizer com exatidão o que passava pela cabeça de Carr, que lançou a bola no colo de Melvin Ingram e tirou os Chargers da posição extremamente desconfortável. Um passe inexplicavelmente ruim.

Jogada subestimada da semana: Não subestimada, mas digna de menção na coluna: o de 63 jardas de Graham Gano, que garantiu a vitória dos Panthers no estouro do cronômetro em Carolina por 33 a 31. É bem verdade que a situação desfavorável na partida foi por culpa própria dos donos da casa; ainda assim, Gano ficou a uma jarda de igualar o recorde de chute mais longo da história da liga, e fez isso no estouro do cronômetro.

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