10 Opiniões: O auge de Indianapolis na hora certa e Carolina limitando seu próprio potencial

 coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.


1- O conceito de “peaking at the right time” está se aplicando perfeitamente ao Indianapolis Colts em 2018. O time, que começou a temporada com apenas um triunfo em seis exibições, é agora o grande favorito para obter a última vaga de wild card na AFC, disputada atualmente por quatro times com o mesmo record de 5-5 (Colts, Dolphins, Ravens e Bengals).

O Miami Dolphins começou a temporada com um surpreendente início, vencendo seus três primeiros jogos e parecendo uma real ameaça à hegemonia do New England Patriots na AFC East. O Cincinnati Bengals saiu vitorioso em quatro de seus primeiros cinco jogos, ao passo que o Baltimore Ravens venceu quatro dos primeiros seis. Para esses times, que pareciam reais contenders aos playoffs da AFC, conquistar uma vaga parece uma missão cada vez mais distante – em contrapartida, para os Colts, a possibilidade é cada vez mais real.

Passando pelo drama da contratação-não-fechada de Josh McDaniels e a incerteza com relação à saúde de Andrew Luck em toda a offseason, é um trabalho tremendo encabeçado por Frank Reich desde sua chegada à Indiana. Se analisarmos de cima a baixo, o elenco dos Colts ainda possui um grande número de buracos; entretanto, uma ótima classe de Draft, a evolução da linha ofensiva e um excelente desenho ofensivo impulsionaram esse time na série de quatro vitórias.

Mais importante ainda, os Colts receberão justamente os Dolphins na próxima semana, e é justo apontar esse como o jogo mais importante do ano para a equipe, com implicações diretas na briga pela última vaga – mesmo em excelente fase, o time ainda está numa distância considerável para o líder da divisão, o Houston Texans. Se confirmarem o favoritismo, Indianapolis, ainda que na condição de seed 6, vai ser o grande candidato à surpresa na AFC, ainda mais se levarmos em consideração o nível em que Andrew Luck está jogando.

2. Excelente e divertido jogo entre Rams e Chiefs na segunda-feira. Ainda acho que os Saints são um time superior a ambos. O Curti já detalhou na coluna dele – que está no link acima – muito sobre a partida, e um dos trechos citam Rams e Chiefs como times que certamente estarão nos playoffs. Não só isso: ambos times possuem qualidade suficiente para chegar ao Super Bowl.

Mas, apesar do espetáculo ofensivo de segunda-feira, ainda não consigo ver nesse momento nem Los Angeles, nem Kansas City como favoritos num jogo contra New Orleans. Os Saints destroçaram os atuais campeões do Super Bowl por uma diferença de 41 pontos e, se o ataque é digno de comparações com os de Rams e Chiefs, a defesa é claramente uma unidade superior a dos outros times supracitados. Assim como Indianapolis, New Orleans está numa crescente de produção e é atualmente o melhor time da liga.

3. Ainda sobre os Saints: se você está incomodado com seu adversário anotando pontos num jogo que já está ganho, solução: defenda. Não é nada errado o que Sean Payton fez no último domingo, chamando um passe numa 4th & 7 da linha de 37 no último quarto contra os Eagles enquanto o placar já mostrava 38 a 7 para os Saints. Claro, Brees conectou com Kamara e anotou o .

Tem surgido uma polêmica sobre a reação de Malcolm Jenkins após o Jenkins, ex-jogador dos Saints e o jogador responsável pela cobertura em Kamara na jogada, levantou o dedo em direção à Payton. Embora o safety tenha dispersado o assunto, a solução mais fácil para evitar tudo isso teria sido o passe. Jenkins não o fez.

Sim, muito simplista, Payton podia ter segurado, tudo o mais. Por que? Chego até a gostar da chamada do treinador – e não é segredo algum que torço para o Philadelphia Eagles. Se você quer subir o placar para mostrar dominação ou por qualquer outro motivo, faça-o. No ano passado, os Eagles batiam adversários com facilidade e dançavam nas comemorações de touchdowns e turnovers. Isso não se torna errado por estarem do outro lado da moeda.

4. Finalizando também o assunto Monday Night Football, Aaron Donald é o melhor jogador em toda a NFL. Sim, melhor do que qualquer outro jogador em qualquer outra posição – e a margem não é assim tão rasa. Donald é capaz de destruir qualquer linha ofensiva, e a maior prova disso são os seus 14.5 sacks em 2018, três a mais do que qualquer outro jogador da liga. Importante lembrar: Donald, embora seja um pass rusher de elite, é um defensive e não um EDGE. 

‘Destruir qualquer linha ofensiva’ não é um exagero: Donald tem recebido bloqueios duplos em 72% (!!!) dos snaps, e mesmo assim ele tem números absurdos. Imagine que um coordenador ofensivo passe a semana inteira planejando maneiras de limitar o impacto de Aaron e ainda assim ele é incrível semana sim, semana também. Não é nada absurdo considerar Donald como o melhor jogador em toda a NFL.

5. É assustador como os Panthers se recusam a colocar seu melhor recebedor em campo e limitam sua quantidade de snaps. Se lembram de quando os Panthers selecionaram Christian McCaffrey e Curtis Samuel no Draft de 2017 e o pensamento geral foi de “esse ataque vai ser extremamente dinâmico agora, Newton finalmente vai ter alvos que prestam e o reconhecimento devido!”

Bem, aí foi quando Ron Rivera aconteceu – de novo.

Curtis Samuel tem 21 toques na bola ao longo da temporada – cinco deles foram . Os Panthers não dão nem de perto uma quantidade de snaps razoável ao segundanista, que já mostrou várias e várias vezes que é o melhor recebedor do time mesmo numa quantidade limitadíssima de tempo de jogo. Carolina tem outros defeitos no time, sim. No entanto, o grupo de recebedores não é dos piores, e o real problema está numa administração grotesca da quantidade de tempo de jogo distribuída dentre as opções. É perfeitamente possível combinar D.J. Moore, Devin Funchess e Curtis Samuel no time titular, o que melhoraria – e muito – o ataque aéreo dos Panthers. Todo mundo pode ver isso. Rivera, aparentemente, não.

6. Se os Ravens ainda aspiram qualquer coisa em 2018, a chance está em abraçar o caos, e isso significa dar a titularidade para Lamar Jackson. Fui perguntado algumas vezes na segunda-feira sobre o que achei da estréia de Lamar como titular no último domingo, e a opinião foi “nada diferente do esperado. Muito espaço pra melhorar na precisão, mas elusivo e eficiente correndo com a bola. Teve lá seus bons momentos passando a bola também.” 

‘Elusivo’ é o termo chave na sentença acima. Os Ravens não vão a lugar algum nessa temporada se Flacco voltar para o posto de titular, contudo, com 5-5 e atualmente numa posição de classificação para a pós-temporada, a franquia não pode desistir da temporada. Com o calouro, as defesas não saberão ao certo como pará-lo, e se não vai ser bonito, certamente será mais efetivo do que com o veterano. Jackson tem de ser declarado o titular a partir de agora.

7. Mudança de opinião: Mike McCarthy precisa ser demitido. Mantive a opinião por algum tempo de que McCarthy não era o único responsável pelo mau desempenho dos Packers no lado ofensivo da bola e que sua manutenção no cargo, ao menos até o fim desta temporada, seria importante, dado que o ataque de Green Bay não é tão mal-desenhado quanto se pinta.

Porém, o trabalho de um head coach vai muito além de sua responsabilidade em um (ou ambos) lado da bola, e o que vimos na última quinta-feira foi mais do que suficiente para justificar a demissão de McCarthy. Primeiro, o mau uso de timeouts ao longo do segundo tempo; depois, o não-desafio de uma recepção de Tyler Lockett justamente por ter apenas um tempo e, por fim, chutar um punt perdendo por três pontos na linha de 32 do campo de defesa com apenas quatro minutos restantes no cronômetro numa 4th & 2.

Sim, sim, posição de campo, etc. Pense dessa forma por um segundo: McCarthy confiou mais em sua defesa parar Russell Wilson, com pouquíssimo tempo restante no cronômetro e com o jogador vindo de um excelente drive, do que confiou em Aaron Rodgers, um dos passadores mais talentosos da história da liga, para conquistar três jardas em uma jogada. A decisão foi horrível.

8. Bons times costumam ter panes e jogos ruins ao longo da temporada. Está tudo ok com os Chargers. Nunca é animador quando um favorito como o Los Angeles Chargers perde um jogo em casa para um rival de divisão que vem num ano ruim, especialmente se levarmos em consideração o quão mal treinado é o Denver Broncos de Vance Joseph. Mas não há motivo pra pânico: todos os grandes times atuam abaixo de seu mais alto nível em um par de semanas de uma temporada, e essa foi a vez dos Chargers. Jogo ruim, é claro, mas nada mais do que apenas um jogo.

9. Os jogos de Ação de Graças no feriado não me criam muita expectativa. Primeiro, vou endossar a campanha do Curti: doe sangue na quinta-feira de manhã. Além de ser uma atitude extremamente nobre, você ganha o dia de folga. No feriado de Ação de Graças, tradicionalmente temos três jogos, ou seja: você ficará o resto de sua quinta-feira em casa assistindo NFL.

Por outro lado, os três jogos da rodada não me causam muita expectativa, se estamos sendo sinceros. Os Bears visitam os Lions com Chase Daniel de titular, dada a lesão sofrida por Mitchell Trubisky no fim do Sunday Night Football. Depois, um clássico crucial para os rumos da NFC East dentre o time de Washington e Cowboys pela liderança da divisão – os visitantes terão Colt McCoy de titular. Por fim, um clássico da NFC South com amplo favoritismo para os Saints. Será ótimo o prospecto de uma rodada completa de jogos na quinta-feira, mas não espere tanto equilíbrio ou grandes jogos.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 11

Melhor jogada da semana: Liderando por 7 a 3 no fim do primeiro quarto do Thursday Night Football, os Packers tinham uma 2nd & 10 da linha de 46 jardas do campo de defesa. Aaron Rodgers recebeu o under e, pressionado pelo meio da linha, correu para o lado direito do campo. Dali, lançou uma bola contra o movimento do corpo, com precisão e velocidade ímpares, para anotar um de 54 jardas com Robert Tonyan.

Pior jogada da semana: Perdendo por 14 a 6 no último quarto do Sunday Night Football, os Vikings tinham a bola na linha de 11 jardas e chamaram o conceito Smash no lado direito do campo. Kirk Cousins fez um lançamento terrível tentando encontrar a corner que se desenhava – e que estava marcada em cobertura tripla. Eddie Jackson fez a interceptação e a retornou para , quase que selando a vitória dos Bears num jogo crucial da NFC North.

Jogada subestimada da semana: Foi uma surpresa ver Justin Reid cair até a terceira rodada do último Draft e ele provou seu potencial no último domingo. Vencendo o time de Washington por 10 a 7, os Texans tinham de uma 3rd and goal da linha de 9 jardas perto do intervalo, e o passe de Alex Smith foi interceptado por Reid dentro da end. Mais impressionante ainda foi o seu retorno de 101 jardas para completar a pick six e ampliar a vantagem dos visitantes na capital americana. Houston venceria por 23 a 21.

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