10 Opiniões: O maior teste para os Colts

A coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.

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  1. Numa madrugada normal pelo Twitter, esse tweet me chamou a atenção.

Curioso que sou, resolvi conferir o DVOA ofensivo de todos os times que os Colts enfrentaram desde que começaram a temporada regular com uma vitória em seis jogos. Esse foi o resultado:

A defesa dos Colts tem jogado em um nível impressionante, isso é indiscutível. Mas os desafios que o Kansas City Chiefs vai imprimir na semifinal da conferência estão num nível muito acima de qualquer coisa que Indianapolis enfrentou ao longo de toda a temporada regular: somente um ataque nas últimas onze partidas – adicionando o wild card, contra o Houston Texans – estava dentre os vinte (!) melhores da NFL.

Talvez, talvez, os Colts consigam segurar os Chiefs e provar esse escritor que ele estava errado. Porém, esse será o primeiro desafio real de uma unidade que todos apontam como extremamente evoluída, embora a verdade seja de que seus adversários não eram uma grande ameaça ofensiva.

E eu jamais apostaria contra Andy Reid após uma semana de folga.

2. Uma das coisas que mais me fazem elogiar o trabalho de Chris Ballard e Jerry Jones é o investimento maciço na linha ofensiva. Isso esteve em total evidência no jogo do último sábado e foi a principal diferença para as vitórias de Colts e Cowboys.

Enquanto Deshaun Watson sofria pressões e mais pressões em frente a uma linha defensiva dos Colts que foi dominante ao longo de toda a partida, Andrew Luck teve muito mais calmaria no mesmo com o feroz pass rush dos Texans – um resumo de toda a temporada ao longo dos 60 minutos, inclusive. Nos Cowboys, as escolhas de primeira rodada gastas em Tyron Smith, Zack Martin e Travis Frederick ao longo da década continuam pagando dividendos até hoje, e os efeitos no sistema ofensivo como um todo são notáveis. Enquanto times como Houston continuarem a negligenciar a linha ofensiva, seus ataques continuarão produzindo abaixo do potencial dos skill players.

3. Dois dos nomes com maior responsabilidade na recente ascensão dos Eagles são Cre’von LeBlanc e Avonte Maddox. Os dois, de pouquíssimo nome e reconhecimento na liga, tem apresentado um ótimo nível nas semanas recentes, se tornando jogadores primordiais na secundária de Jim Schwartz que subiu muito de produção após ser obliterada pelos Saints na semana 11.

Quando Philadelphia voltar até New Orleans para a semifinal da NFC (Divisional Round) no domingo, a missão de Drew Brees certamente não será tão fácil igual no confronto da semana 11, muito por conta do desenvolvimento dos dois jogadores supracitados. LeBlanc se juntou ao time no meio da temporada por meio dos waivers, e Maddox é uma escolha de quarta rodada que só se tornou titular pela extensa lista de lesões no grupo de defensive backs; hoje, ambos são importantíssimos.

4. Por menos impressionante que seja a defesa dos Chiefs, dê o devido valor ao pass rush de Kansas City. Sem dúvidas, Andrew Luck será capaz de romper a secundária em pedaços em várias jogadas, dada a baixa qualidade dos defensive backs dos Chiefs; porém, não pense nesse matchup como um que os Colts vencerão com facilidade: o pass rush de Kansas City é bem efetivo, e a defesa é a quarta que mais produziu quarterback em 2018, com 110 – e nenhum time conseguiu mais sacks, com 52.

5. Poucos jogadores fizeram tanta falta para suas equipes no wild card quanto Will Fuller. O recebedor dos Texans, fora de ação já há algum tempo, era a arma vertical que abria muito o leque de opções de Bill O’Brien no desenho de jogadas e fornecia mais opções para explorar a defesa; sem ele, Houston ficou limitada a rotas iso com DeAndre Hopkins e crossers com Keke Coutee, e não foi possível ter um bom desempenho pelo jogo aéreo no último sábado. Como resultado, apenas sete pontos.

6. Eu acho ótima a decisão dos Browns de dar continuidade a junção de Freddie Kitchens e Baker Mayfield. Cleveland vem tomando decisões boas atrás de decisões boas, e por mais surpreendente que isso seja dado o histórico da franquia, essa foi mais uma ótima prova. Kitchens fez maravilhas ao desenvolvimento do ataque dos Browns na última temporada quando assumiu o posto de coordenador ofensivo, elevou e muito as performances de Mayfield e se mostrou um treinador bastante querido pelos jogadores. Mantê-lo na organização foi uma excelente medida de John Dorsey.

7. A contratação de Bruce Arians pelo Tampa Bay Buccaneers também foi outra que acho positivíssima. Das duas, uma: ou Arians vai chutar Winston pela porta da frente em duas semanas de treino, ou veremos o ataque mais sem noção – mas de uma maneira positiva – dos últimos tempos: Winston AMA tomar riscos desnecessários, e Arians ama um ataque vertical e arriscado. Junte isso com Mike Evans, O.J. Howard e, possivelmente, DeSean Jackson, e os Buccaneers de 2019 serão interessantíssimos de se acompanhar – para o bem, ou para o mal.

8. Eu não vejo muitas razões para os Cardinals contratarem Kliff Kingsbury dado seu resumo, mas hey, todo mundo está atrás do novo McVay. Kingsbury falhou na missão de conseguir recrutar com qualidade em Texas Tech, mas Arizona certamente se atraiu pelo seu trabalho com – o time não pode arriscar frear o progresso de Josh Rosen – e por fazer parte do molde “treinador jovem e ofensivo”. Não gosto de criticar contratações de treinadores antes de ver o resultado em campo, e além disso, quero ver como Kingsbury adaptará sua Air Raid Offense num passador como Rosen. Não foi uma contratação ruim à primeira vista, e sim interessante.

9. O novo coordenador defensivo dos Bears vai ter uma missão impossível em substituir Vic Fangio. É o típico caso de que o antecessor era tão bom que o trabalho do novo tem uma barra muito alta para alcançar. Fangio deixou o cargo de coordenador defensivo em Chicago para assumir o posto de treinador principal em Denver, e semelhante a situação de Steve Sarkisian pós-Kyle Shanahan no Atlanta Falcons, quem assumir o cargo terá muita dificuldade em agradar os torcedores e apresentar um nível satisfatório.

10. O matchup entre Chargers e Patriots é fascinante por uma série de motivos. Vocês já devem estar cansados de ouvir que Los Angeles é meu favorito na AFC, mas nenhum desafio será maior do que defrontar Bill Belichick e Tom Brady recém-saídos de uma semana de folga em Foxborough. Rivers não está vem há três semanas, e contra os Patriots, ele realmente precisa de um jogo excepcional para elevar os Chargers a final da AFC.

“proclubl"

 

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