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Se você lê o ProFootball assiduamente, sabe que essa coluna costumeiramente é basicamente um apanhado dos acontecimentos semanais com minhas opiniões sobre os mesmos. Porém, estamos no começo de julho, período em que os minicamps já se encerraram e os training camps ainda estão a algumas semanas de começar

Dessa forma, até o fim de julho, a coluna vai se transformar numa espécie de Power Ranking  sobre os mais variados temas: na semana retrasada foram quarterbacks, na passada foram os técnicos, e assim vai. Mais uma vez: o importante é você se lembrar que estamos em julho e isso é só um aquecimento para a temporada que está chegando, certo?
Como ninguém é de ferro e, já tentando matar a saudade da liga, revisitei alguns ótimos jogos da última temporada e cheguei a essa lista com os melhores de 2017. Acha que eu esqueci algum? Discorda da lista? Mande seu feedback no Twitter!

10. Los Angeles Rams 41 @ 39 San Francisco 49ers

Este jogo acabou não tendo qualquer importância em termos práticos para a temporada como um todo, embora tenha sido extremamente divertido (ainda mais se tratando de um Thursday Night Football). Ademais, esse foi o primeiro confronto entre as badaladas mentes ofensivas de Sean McVay e Kyle Shanahan, e os 80 pontos somados no placar ao fim da partida comprovam que não faltou entretenimento na California durante o duelo.

Os 49ers ainda estavam na fase “Sofrência com Brian Hoyer” e o primeiro passe do jogo ter resultado numa interceptação não poderia ter sido mais poético. Os Rams, com um time muito melhor, estiveram a frente do placar o tempo inteiro, o que não impediu o confronto de ter sido excitante. Ainda que as defesas estivessem bem abaixo de seu melhor, a quantidade de grandes jogadas não pode ser menosprezada.

Os visitantes pareciam ter o jogo sob total controle quando, com um de Sammy Watkins, abriram 15 pontos de diferença na metade do último quarto. San Francisco, entretanto, não estava disposta a desistir: após diminuir a diferença para oito pontos com cinco minutos restantes, os 49ers ganharam vida nova na partida quando Pharoh Cooper sofreu um fumble já no kickoff, devolvendo a posse para os donos da casa.

O tempo ainda era um fator importante na partida e, mesmo começando o drive muito perto da red, os três minutos gastos na campanha fizeram a diferença no fim, principalmente depois que a conversão de dois pontos após o não foi de sucesso. O final do duelo continuou animador após a recuperação do onside kick pelos 49ers, mas o ataque não conseguiu avançar mais e, com um sack de Aaron Donald, os Rams voltaram para Los Angeles com uma vitória apertada.

9. Kansas City Chiefs 30 @ 31 Oakland Raiders

Um matchup muito antecipado noício da temporada, Chiefs e Raiders seguiam caminhos distintos na AFC West até então. Se os visitantes haviam sido o último time invicto a ser derrotado na NFL, os donos da casa, cotados inicialmente para serem a principal ameaça dos Patriots na conferência, venceram apenas dois dos primeiros seis jogos.

Quem abriu o placar foi Kansas City com um field goal, mas um flea flicker perfeitamente executado por Derek Carr e Amari Cooper trocou a posse da liderança. Parecia que nos aproximávamos de mais um jogo completamente recheado de pontos, depois de mais um de cada um dos times ainda no primeiro quarto.

No segundo período, foram os Chiefs quem assumiram o controle do jogo. Com dois passes longos, Kansas City explorou a principal fraqueza do rival – a secundária – para voltar a liderança no placar e, perto do fim do primeiro tempo, um field goal ampliou a liderança. No fim do terceiro quarto, as duas posses de vantagem para os visitantes pareciam ditar o time que sairia como vencedor.

Sabendo da importância de um confronto divisional naquela parte da temporada, os Raiders sabiam que uma derrota colocaria a equipe muito distante na AFC West. Assim, a defesa conseguiu parar Alex Smith por todo o último quarto, dando uma chance final de Derek Carr completar uma virada quando o placar apontava 30-24. O drive final merece um parágrafo por si só.

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Defrontando uma 4th & 11, Carr encontrou seu tight end Jared Cook no meio do campo, conquistando jardas suficientes para manter a campanha viva. Depois, numa 3rd & 10 com apenas 20 segundos restando, Cook fez uma recepção dificílima no meio de três defensores; o que pareceu ser um foi revisto e a bola foi posta na linha de uma jarda.

A bola novamente adentrou a end, mas a jogada foi anulada por falta de Michael Crabtree e só sobravam três segundos. A jogada seguinte não resultou em , mas uma falta da defesa deu uma nova chance aos Raiders mesmo com o cronômetro zerado. Tal cenário se repetiu mais uma vez; finalmente, saindo da linha de duas jardas, Carr encontrou Michael Crabtree no canto da end e empatou a partida, dando a vitória a Oakland com o extra point.

8. Baltimore Ravens  38 @ 39 Pittsburgh Steelers

Ravens e Steelers é sempre um nome lembrado na lista das maiores rivalidades da NFL. Dois times com históricos de defesas ferozes, não é nada raro ver confrontos bastante físicos entre as duas organizações. Naquela noite de domingo, os donos da casa tinham motivação extra pela gravíssima lesão de Ryan Shazier na rodada anterior.

Se a defesa parecia sofrer, o ataque ia muito bem. Pittsburgh já liderava por 14-0 noício do segundo quarto e Baltimore, com um dos ataques mais ineptos da temporada, não parecia uma grande ameaça. Contudo, a lesão de Shazier derrubou e muito o nível da defesa dos Steelers. Dois touchdowns dos Ravens no segundo quarto trouxeram a diferença para seis pontos no intervalo.

O terceiro quarto foi traumático para a equipe da casa. O ataque não funcionava, e a defesa cedia big play atrás de big play. Foram 17 pontos consecutivos dos visitantes, suficientes para adentrarem o último quarto vencendo por duas posses. O jogo tinha implicações importantíssimas para os dois times nos playoffs: Baltimore brigava por uma das vagas de wild card, Pittsburgh pela primeira posição na Conferência Americana.

Foi quando Ben Roethlisberger e Antonio Brown tomaram o jogo de assalto.

Primeiro, um field goal reduziu a diferença para oito pontos e, três minutos mais tarde, um deixou os Steelers há apenas dois pontos. O shootout continuou quando Javorius Allen chegou a end restando apenas seis minutos e parecia colocar um ponto final no confronto, mas a impressão estava errada: uma conexão de Roethlisberger e Brown deixou os donos da casa em posição de diminuir a diferença, fato realizado numa corrida de Le’Veon Bell. Depois de forçar um three-and-out, o quarterback teve calma e tempo suficiente para completar a virada, convertendo duas terceiras descidas no processo. Ao fim, um field goal de 46 jardas de Chris Boswell daria números finais ao jogo, que teve um peso emocional muito maior pela lesão de Shazier.


7. Houston Texans 33 @ 36 New England Patriots

A primeira ótima impressão deixada por Watson foi na terceira semana da temporada, quando Houston viajou até Foxborough para defrontar seu nêmesis New England. Os Texans vinham de duas semanas iniciais horríveis de seu ataque, que pouco podia fazer pela ineficiência de sua linha ofensiva e um playbook bastante conservador.

Para dar ainda mais favoritismo aos Patriots, Bill Belichick nunca havia sido derrotado por um quarterback calouro. A resposta de Bill O’Brien, outrora um pupilo de Belichick, foi brilhante: sabendo que a defesa de New England teve duas semanas bastante instáveis noício da temporada, o plano de jogo dos Texans foi bastante agressivo, potencializado principalmente pela quantidade de movimentação pre-snap que Houston imprimiu ao longo do confronto – tal como os Chiefs fizeram na Semana 1 – e que causou problemas para a unidade defensiva dos Patriots.

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Os donos da casa iniciaram o jogo na frente e, mesmo com o time liderando no intervalo, já estava claro que a missão seria muito mais difícil do que se previa: Watson estava em ótima atuação, a pressão da linha defensiva texana funcionava e até mesmo um  defensivo os Texans anotaram.

Na volta do intervalo, Brady e Cia. ampliaram a vantagem e parecia que o jogo começaria a se desenrolar com maior tranquilidade em favor dos donos da casa. Foi quando Houston voltou a anotar um e, com mais dois field goals no último quarto, ficou bastante próxima de finalmente quebrar a sina de derrotas contra New England. Contudo, já bastante acostumados a esse tipo de situação, os Patriots lideraram um drive perfeito nos últimos dois minutos – incluindo uma conversão de 3rd & 18 – e, com menos de 30 segundos restantes, Brady encontrou Brandin Cooks numa bola extremamente precisa no canto da end. Mesmo com a derrota, Watson chamou muito a atenção já em seu terceiro jogo na liga.

6. Carolina Panthers 26 @ 31 New Orleans Saints

A rodada de wild card se encerrou com um confronto direto entre duas equipes da NFC South que, se pareciam estar em patamares diferentes no pré-jogo, se mostraram bastante semelhantes em nível naquela tarde de domingo. Os Saints chegavam a pós-temporada como um dos favoritos para representar a conferência no Super Bowl, ao passo que os Panthers se encontravam no meio de uma controvérsia com seu dono, Jerry Richardson, acusado de assediar sexualmente diversas mulheres que trabalhavam junto da organização.

O favoritismo estava totalmente do lado da equipe da casa mas, sem conseguir impôr seu potente jogo terrestre noício da partida, parecia que Carolina é quem sairia em vantagem. Entretanto, um field goal errado de 26 jardas por Graham Gano e um longo com Ted Ginn Jr (ex-recebedor dos Panthers, inclusive) deram os primeiros pontos do jogo aos Saints.

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Carolina conseguia avançar em campo, porém, quatro drives consecutivos se encerraram com apenas três pontos para o time. Enquanto isso, New Orleans já liderava por 24-12 no meio do terceiro quarto. Cam Newton tinha um jogo praticamente perfeito até o momento, mas seus recebedores pouco o ajudavam; do outro lado, o jogo terrestre dos Saints continuava inepto.

A partida parecia estar definida quando, após uma conexão longa com Michael Thomas que deixou o time dentro da linha de 5 jardas, os Saints botaram 12 pontos de vantagem no placar restando apenas cinco minutos. O comeback ainda seria possível, no entanto, depois que um rápido de Christian McCaffrey seguido de uma interceptação de Drew Brees dariam aos visitantes a bola restando menos de dois minutos. Newton ainda faria mais um par de passes maravilhosos; contudo, mais uma vez, seus recebedores o deixariam na mão. New Orleans impediria Carolina de chegar na end com quatro segundos restantes e se qualificaria para a rodada divisional.

5. Philadelphia Eagles 41 @ 33 New England Patriots (Super Bowl)

O último jogo da temporada cumpriu perfeitamente com suas expectativas de fechar um 2017 surpreendente com duas equipes em total contraste. De um lado, os Patriots tinham vencido esse mesmo jogo por cinco vezes e contavam com o melhor quarterback e o melhor técnico da história da liga, enfrentando também uma conturbada época fora de campo; do outro, os Eagles abraçaram a fama de underdogs mesmo contando com o melhor elenco da NFL, dado que Carson Wentz, quarterback e principalmente estrela do time, havia sido derrubado pelo resto da temporada com uma lesão no joelho.

Doug Pederson percebeu, duas semanas antes, que podia ser agressivo mesmo com Nick Foles no comando do ataque e a recompensa veio perto do fim do primeiro quarto. Após uma longa corrida de LeGarrette Blount, Pederson chamou um passe longo saindo de um play action já na jogada seguinte. Philadelphia conseguiu o e assumiu a liderança, com o placar em 10-3.

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Tudo parecia acontecer em favor dos Eagles naquele momento. Brandin Cooks sairia da partida por conta de uma concussão. A trick play dos Patriots falhou quando Tom Brady não conseguiu fazer a recepção. A liderança foi ampliada em nova corrida de Blount – que, na temporada anterior, foi campeão do Super Bowl justamente com New England.

A equipe da AFC recuperaria nove pontos da diferença e nos aproximávamos do fim do segundo quarto quando os Eagles tinham a bola na linha de uma jarda na quarta descida quando aconteceu a jogada mais icônica da história da franquia: Nick Foles corre gritando para a direita como se estivesse mudando a jogada. Snap direto para Corey Clement, que faz um passe lateral para Trey Burton. Este lança para Foles, completamente livre, na end. Apelidada de Philly Special, a jogada deu 10 pontos de vantagem aos Eagles ao fim do primeiro tempo

O plano dos Patriots na volta ficou evidente: encontrar Rob Gronkowski. No primeiro drive da segunda metade, não demorou muito até ele encontrar a end. Um passe perfeito de Foles para Clement levaria a diferença de volta para duas posses; no drive seguinte, mais um . Não foi surpresa verificar ao fim da partida que diversos recordes ofensivos haviam sido quebrados ali.

O primeiro momento onde New England alcançou a liderança foi em mais uma conexão com Rob Gronkowski na end, na metade do último quarto. Philadelphia liderou um drive perfeito, convertendo até mesmo uma quarta descida no meio do campo, comendo bastante relógio e encerrando-o com um A jogada que definiria o placar, entretanto, foi a única relevante feita por algum defensor: Brandon Graham forçou um fumble no campo de defesa e os Eagles aumentaram a vantagem com um field goal. Os Patriots não conseguiram avançar todo o campo em menos de um minuto e o primeiro título de Philadelphia em 58 anos se confirmou quando a hail mary falhou.

4. New England Patriots 27 @ 24 Pittsburgh Steelers

Os dois times adentraram essa semana com tudo a ganhar. Com records então parecidos (Patriots 10-3, Steelers 11-2), o vencedor dessa partida praticamente garantiria a vantagem de jogar em casa ao longo dos playoffs da AFC. Mesmo com melhor campanha e jogando em casa, o favoritismo não estava do lado dos Steelers, mais uma vez pela lesão de Ryan Shazier.

Os Patriots abriram o placar em seu primeiro drive com a bola, e não demorou muito até os Steelers igualarem-no. A partir daí, a chuva em Pittsburgh apertou, e os ataques tinham dificuldade de conseguirem grandes jogadas, principalmente no jogo aéreo. Ainda assim, uma incrível recepção de Martavis Bryant perto do intervalo deu a liderança aos Steelers por 17-10.

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New England quase igualou o placar noício do terceiro período, o que não se confirmou com o erro de ponto-extra de Stephen Gostkowski; a defesa de Pittsburgh pressionava Tom Brady e forçava-o até mesmo a lançar interceptações: com o campo reduzido, os Steelers voltaram a anotar um . A partir daí, o jogo ficou bastante defensivo e um longo período se passou até o placar mudar novamente, com um field goal dos visitantes. Com a posse da bola restando dois minutos para o fim, os Patriots forçaram a estratégia de lançar para Gronkowski não importa o que aconteça e, se aproveitando da vantagem física do tight end, conquistaram a virada com 57 segundos restantes.

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Parecia mais uma daquelas vitórias incríveis de New England no fim da partida, mas o incrível ataque de Pittsburgh conseguiu avançar bastante com uma longa corrida após a recepção de JuJu Smith-Schuster. Na jogada seguinte, o que parecia ter sido um de Jesse James foi anulado pelo jogador não ter completado o football move após a recepção; correndo contra o tempo, o fake spike dos Steelers não funcionou, e a interceptação de Roethlisberger nos segundos finais selou a vitória dos Patriots.

3. Philadelphia Eagles 43 @ 35 Los Angeles Rams

Em 2017, a maior diferença entre essas duas equipes era apenas a localização dentro dos Estados Unidos. Rams e Eagles chegavam na semana 14 com ótimas e surpreendentes campanhas e técnicos que, ainda que inexperientes, tomavam a liga de assalto com suas inovações ofensivas; Los Angeles tinha Jared Goff, a primeira escolha geral do Draft de 2016, ao passo que Philadelphia tinha Carson Wentz, selecionado logo depois pelos Eagles.

Nos primeiros minutos de jogo, parecia que Los Angeles é quem dominaria o duelo, com um turnover forçado e um consequente . No entanto, Philadelphia, que não contava com Zach Ertz no duelo, respondeu com três touchdowns consecutivos para os tight ends reservas, abrindo 21-7 no segundo quarto; coube aos Rams recuperarem a desvantagem na volta do intervalo e assumirem a liderança por 28 a 24, quando o momento mais importante da partida aconteceria.

Com a bola na linha de duas jardas, os Eagles tinham uma 1st and goal; depois de suas progressões, Wentz correu para a direita e se atirou para a end. A jogada seria anulada por uma segurada, mas ao se atirar, o quarterback de Philadelphia seria atingido no joelho esquerdo, rompendo o ligamento cruzado anterior. Incrivelmente, ele permaneceria em campo naquele drive e anotaria os pontos que representariam a virada, mas esse seria o fim do mágico ano do segundo anista.

O que aconteceria no último quarto seria muito importante para o futuro da NFC em termos de home advantage na pós-temporada: os Rams voltaram à liderança, contudo, já com Nick Foles under, os Eagles anotaram dois field goals consecutivos e, com ajuda de sua defesa, encerrariam a esperança dos Rams na partida, marcando um defensivo no último segundo para selar o título da NFC East mesmo sua principal estrela.

2. Houston Texans 38 @ 41 Seattle Seahawks

Russell Wilson e Deshaun Watson são ambos jogadores bem diferentes do protótipo tradicional de quarterback; naquela tarde em Seattle, os dois foram os personagens principais de um dos duelos mais incríveis de 2017.

Wilson, já estabelecido na liga, foi o mágico de sempre, somando 482 jardas totais ao longo da partida. Watson, o calouro, também ultrapassou as 450. Ao longo do confronto, Texans e Seahawks trocaram big plays atrás de big plays, especialmente no último quarto. A equipe da casa vencia por 27-24 quando o quarterback de Houston liderou mais um incrível drive da mesma forma que encantou os fãs de futebol americano ao longo de suas atuações em 2017: sendo elusivo, saindo do pocket e colocando a bola com precisão em passes dificílimos, mesmo contra a famosa Legion of Boom.

Em mais uma dessas jogadas mágicas, Watson escapou de um sack depois de sua primeira leitura e, após novamente quase ser derrubado, encontrou Lamar Miller livre na end. Os dois times trocariam mais touchdowns e, liderando por 38-34, a partida parecia chegar ao seu fim quando Wilson lançou uma interceptação restando pouco menos de três minutos.

Só parecia. A defesa dos Seahawks, que pouco pôde fazer frente a atuação do calouro, conseguiu dar à seu ataque uma última chance de vencer o shootout. Wilson, meio mágica, meio desespero, completou mais um passe longo e colocou Seattle em seu campo de ataque. Mesmo sem timeouts sobrando, o time teve tempo suficiente para adentrar a red e, com 20 segundos restantes, Jimmy Graham recebeu a bola livre no meio do campo e fechou o placar. Foi uma excelente impressão deixada por Watson contra uma das defesas mais icônicas da história da liga, mesmo que Houston não tenha voltado para o Texas com o triunfo.

1. New Orleans Saints 24 @ 29 Minnesota Vikings

O líder dessa lista não poderia ser outro. Estava claro que, na Conferência Nacional, era notória a diferença dentre Eagles, Vikings e Saints para o resto. O primeiro já estava qualificado para a final da conferência após bater os Falcons no dia anterior; coube aos outros dois duelarem pela vaga final.

Assim que a partida começou, todavia, as duas equipes pareciam estar em universos completamente diferentes. O time da casa, motivado pela ideia de se tornar a primeira equipe a disputar o Super Bowl em seu próprio estádio, fez um primeiro tempo quase perfeito, abrindo uma vantagem de 17-0 durante o segundo quarto e mantendo-a até o intervalo. Os visitantes pouco tinham resposta: a defesa dos Vikings jogava com extrema intensidade e parecia que o jogo não seria tão equilibrado quanto esperado, principalmente depois da segunda interceptação de Drew Brees na partida.


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Só parecia. A defesa dos Saints voltou com outra intensidade no terceiro quarto, praticamente anulando o ataque dos Vikings ao longo do período. O primeiro veio no fim da parcial e, depois de forçar uma decisão ruim de Case Keenum e receber a bola no campo de ataque, de repente a diferença era de apenas 3 pontos.

Minnesota ampliou sua liderança com mais um field goal, mas o momentum estava totalmente do lado de New Orleans. A primeira liderança dos visitantes na partida chegou com apenas três minutos no cronômetro após Brees conectar com Alvin Kamara. Foi quando a partida tomou contornos dramáticos.

Correndo contra o relógio e vindo de um péssimo desempenho ofensivo no segundo tempo, os Vikings precisavam de um field goal para vencer a partida. E conseguiram, num chute bem longo de Kai Forbath. Todavia, os 90 segundos restantes no relógio foram suficientes para os Saints retomarem a liderança também num field goal. Os donos da casa teriam apenas 25 segundos para pontuar ou o sonho do Super Bowl em Minneapolis estaria encerrado. Numa 3rd & 10 com 10 segundos sobrando, Keenum lançou um passe longo na direção da sideline. O safety Marcus Williams não o derrubou após a recepção e Diggs, com o caminho livre, nem mesmo saiu de campo para parar o relógio. Quando o cronômetro zerou, os Vikings anotaram o da vitória e se qualificaram para a final de conferência.

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