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Leitura Rápida: Preparem as tochas e os garfos, vamos tocar num assunto delicado. O título diz tudo: quais os melhores jogadores, entrando 2018, na posição mais importante do esporte?


Se você lê o ProFootball assiduamente, sabe que essa coluna costumeiramente é basicamente um apanhado dos acontecimentos semanais com minhas opiniões sobre os mesmos.

Bom, temos um problema. Estamos na segunda metade de junho, quando os jogadores já não estão mais nos períodos de minicamps e os training camps ainda estão a algumas semanas de começar. Ou seja: não havia assunto algum para escrever sobre, além de algumas manchetes que não são nada interessante e que sempre aparecem nessa época do ano (idade de aposentadoria do Brady, jogador na bolha do elenco… enfim)

O que fazer, então? Tenho visto muitos jogos da última temporada para me preparar para as prévias que vamos escrever para nossa revista. Dessa forma, com a exceção óbvia dos calouros, já foi possível fazer um top 10 de como os quarterbacks chegam para a temporada de 2018.

Isso é um indicativo de como eles vão jogar? Não. Isso é só um texto opinativo – ali embaixo tem o Twitter pra você discordar se quiser. O mais importante é você se lembrar que estamos em junho e isso é só um aquecimento para a temporada que está chegando, certo?

10. Deshaun Watson, Houston Texans

Antes de você usar o argumento do “mas foram só sete jogos!”, tenha em mente que foram excelente sete jogos. O’Brien modificou o ataque de modo a utilizar todo o potencial e mobilidade de Watson, imprimindo jogadas com diversas movimentações antes do snap, uma alta quantidade de options e diversas empty formations – aquelas em que o quarterback se encontra sozinho no backfield, com mais alvos para lançar a bola.

Um fator importante precisa ser posto na equação de sucesso: Watson é agora o líder do time e, mesmo se recuperando de uma grave lesão no joelho, suas repetições nos treinos são sempre com o primeiro time, diferente de quando Tom Savage liderava o time na intertemporada passada. Se O’Brien manter a criatividade imposta nos jogos em que o então calouro esteve a disposição – especialmente com conceitos da spread offense -, não há razão para duvidar de um ano excepcional de Deshaun.

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9. Matthew Stafford, Detroit Lions

O braço mais forte de toda a liga não é só mais um braço forte há algum tempo e, mesmo com a mudança de treinador, a manutenção do coordenador ofensivo é bastante importante para que o bom nível seja mantido. Até alguns meses atrás, Stafford era o jogador mais bem pago da NFL e, embora ele não seja nem de perto o melhor jogador da liga, ele tem seus méritos na consideração de elite nos últimos anos.

O sistema ofensivo dos Lions em 2017 foi diferente do que se acostumava a ver com Cooter no comando. Stafford não foi “escondido”, com o ataque sendo montado em passes longos e intermediários, diferente dos checkdowns tão utilizados em 2016. Consequentemente, seus turnover-worthy throws (estatística que mede a % de passes que são passíveis de turnover) também tiveram uma alta porcentagem; ainda assim, o ataque de Detroit funciona melhor quando o braço de Stafford é uma arma que não fica resguardada.

8. Ben Roethlisberger, Pittsburgh Steelers

Eu apostaria em 2018 como o ano em que Roethlisberger começa a apresentar um declínio mais acentuado em sua produção. Deício, sua motivação já não é mais a mesma – ele tem falado abertamente sobre aposentadoria já há algum tempo e a chegada de Mason Rudolph não parece ter tido um efeito positivo na mentalidade do jogador.

Com o novo coordenador ofensivo sendo um favorito de Big Ben, pode-se esperar também mais liberdade para Roethlisberger comandar o ataque – com bastante uso de no-huddle e mais foco na. Além disso, a adição de James Washington deve ajudar bastante no jogo vertical. Ele precisa dar atenção a sua efetividade contra blitzes, contudo.

7. Cam Newton, Carolina Panthers

A grande dúvida desse texto é se Newton está muito baixo: ele é provavelmente um quarterback top 5 na posição atualmente – mesmo que ninguém saiba dar o devido valor ao jogador -, mas minha incerteza com a chegada de Norv Turner para o cargo de coordenador ofensivo me faz limitar um pouco a empolgação com ele.

Newton, como jogador, é muito melhor do que a opinião comum pensa: ele tem um excelente braço, as defesas são obrigadas a respeitar sua capacidade de correr com a bola e, mais essencial, ele consegue lançar com precisão mesmo quando sua base de lançamento não está totalmente estabelecida. Não sei muito bem como Turner moldará o ataque em volta dele, porém o quarterback que o novo coordenador ofensivo tem em mãos é um dos melhores da liga.

6. Drew Brees, New Orleans Saints

O ataque do New Orleans Saints recebeu um novo molde em 2017 e o resultado foi bastante proveitoso, culminando com a primeira qualificação para a pós-temporada desde 2013 e um ataque terrestre que dizimou adversários o ano inteiro. Com efeito, New Orleans não precisou de Brees forçando seu braço como nos anos anteriores. Isso manteve o quarterback descansado, fator essencial quando levamos em consideração seus 39 anos.

A força no braço tem sofrido um leve declínio nos últimos anos, é verdade – mas, de novo: Brees não precisa mais de ganhar sozinho os jogos para os Saints. 2018 se projeta como um ano onde seu nível vai continuar ainda bastante alto: seus fundamentos continuam refinados como sempre e a linha ofensiva do time deve estar ainda melhor.

5. Russell Wilson, Seattle Seahawks

Wilson adentra 2018 com a presunção de que sua linha ofensiva finalmente lhe dará alguma proteção de qualidade. Devemos lembrar que, na última temporada, o quarterback era forçado a sair do pocket em praticamente toda jogada para correr por sua vida e mesmo assim suas jogadas eram mágicas.

Não foi apenas a saída de Tom Cable que transformará a linha ofensiva num grupo melhor: o investimento de Seattle em jogadores de proteção é recente e, por isso, é justo de se esperar uma melhora do conjunto – afinal, os jogadores são ainda jovens. Sem necessitar de improviso em todas as jogadas, Wilson poderá passar por suas progressões com mais tranquilidade e isso terá efeito positivo em sua principal falha, que é o fato de segurar demais a bola. Os Seahawks deverão estar muito melhor em proteção e isso ajudará muito seu líder.

4. Carson Wentz, Philadelphia Eagles

Da forma que a recuperação de Wentz vem se desenrolando, é praticamente impossível imaginar que ele não será o titular na primeira semana. O ataque de Philadelphia por si só é maravilhoso, e a velocidade com a qual Carson o executa deixa o sistema ofensivo ainda mais letal para os adversários.

Da forma que Wentz joga, a grave lesão no joelho é motivo de óbvia preocupação – sua mobilidade é um atributo importantíssimo de seu jogo. Mais um ano de experiência, todavia, lhe dará melhores tomadas de decisão. A curva de desenvolvimento ainda não atingiu seu pico, embora Carson já faça parte da elite da posição.

3. Matt Ryan, Atlanta Falcons

Rever os jogos antigos me fez notar que o playbook dos Falcons foi muito melhor trabalhado a partir da semana 8, quando Steve Sarkisian percebeu que uma boa estratégia para ganhar os jogos seria envolver seus melhores jogadores no plano de jogo. Ryan não caiu em desempenho em comparação ao excelente 2016; suas estatísticas caíram por conta da mudança do coordenador ofensivo.

Se manter o nível recente, Ryan é automaticamente um quarterback top-5 na liga. Estou apostando que o ataque vai operar de forma muito mais funcional no segundo ano de Sarkisian como coordenador ofensivo e, por fim, o líder dos Falcons ganha pontos extras por sua durabilidade.

2. Tom Brady, New England Patriots

Mais do mesmo, certo? Já são quase duas décadas atuando num nível muito acima dos mortais. Não espere muitas mudanças sobre o jogo de Tom Brady mesmo com sua idade bastante avançada: seu corpo ainda parece longe de se entregar e seus fundamentos continuam bastante refinados.

Ao fim da temporada regular de 2017, a impressão que ficou é de que o braço de Brady estava “cansado”. Sabendo que New England costumeiramente consegue folga na primeira rodada dos playoffs, isso não seria um grande problema em janeiro, mas é de se imaginar se Belichick não fará o jogador descansar com mais frequência ao longo do ano.

1. Aaron Rodgers, Green Bay Packers

Ainda o melhor passador puro em toda a NFL, Rodgers tem tido problemas para se manter saudável nos últimos anos. Aos 34 anos e numa situação contratual não muito agradável, Green Bay precisa ter um pouco de atenção com relação ao seu quarterback – especialmente se levarmos em consideração as mudanças na organização. Ainda assim, a verdade é que não há na NFL jogador mais importante para seu time do que Rodgers para os Packers.

Mesmo com a idade já um pouco avançada, seu corpo não dá qualquer sinal de declínio: se levarmos em consideração as atuações antes da lesão contra os Vikings, o braço de Rodgers continuava no auge, completando passes com precisão e velocidades notáveis em qualquer faixa do campo. No entanto, é de se observar se uma das principais qualidades de Aaron terá utilidade reduzida em 2018: Rodgers é a personificação de um quarterback scrambler perfeito; será que as lesões vão mantê-lo no pocket com uma maior frequência?

“greenbay"

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