10 Opiniões: Os playoffs da AFC podem ter o melhor wild card da década, com uma surpresa no seed 1

 coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.


1. A AFC possui quatro times com a campanha 7-6 brigando por uma única vaga no wild card. Intrigado por isso, resolvi simular a playoff picture das últimas três semanas para ver quem terminaria na frente. Eis que…

Você provavelmente notou que o seed 1 da conferência não é quem você esperaria. Eu mantenho a previsão da coluna da semana 7: eu acho que os Chargers são um time melhor que os Chiefs, que vencerão o jogo de quinta-feira e que representarão a conferência no Super Bowl – mas vamos deixar essa última parte pra uma coluna mais à frente.

Como falarei nos próximos itens, creio que os Ravens mostraram uma boa forma de limitar o ataque dos Chiefs e que só não venceram o jogo pois, além das jogadas excepcionais de Mahomes, Baltimore não tinha um ataque aéreo minimamente competente; caso contrário, o resultado teria sido outro. Você sabia que Philip Rivers está tendo uma das melhores temporadas da história da NFL? Por mais que seja pouco falado – afinal, em sua própria divisão, um jogador em seu primeiro ano como titular está tendo uma temporada ainda melhor -, Rivers está em seu melhor ano e Los Angeles possui um time muito forte em ambos os lados da bola.

Em resumo, eu acho que os Chargers vencerão o jogo de quinta-feira, o que deixará as equipes empatadas na campanha do ano. Depois, acho que os Chargers vencerão também os outros dois jogos restantes, enquanto que os Chiefs não são uma aposta tão segura contra os Seahawks em Seattle. Caso o cenário da imagem se confirme, teremos a revanche dentre Kansas City e Baltimore no wild card. Todo o potencial para um grande jogo.

2. O outro matchup da AFC, seguindo a imagem acima, seria um wild card dentre Indianapolis e Houston, que também foi um jogo da semana 14. Eu não teria a menor ideia do que palpitar nesse jogo. Os Texans (9-4) ainda comandam a divisão com folga, possuindo vantagem de dois jogos sobre Titans (7-6) e Colts (7-6) restando apenas três jogos. Só uma tragédia tira Houston da pós-temporada nesse momento.

Mas os Colts quebraram uma sequência de nove triunfos consecutivos dos Texans com uma atuação ímpar em Houston, pressionando Deshaun Watson ao longo de toda a partida e limitando totalmente o jogo corrido da equipe. Indianapolis também não conseguiu correr com a bola, mas isso foi irrelevante ante à atuação de Andrew Luck.

Um time com um bom e uma boa defesa é tudo o que se faz necessário para uma surpresa nos playoffs. Houston possui ambos os elementos, Indianapolis possui ambos os elementos, e tanto Texans quanto Colts venceram jogos na casa do rival nesse ano. Num terceiro confronto dentre as equipes na temporada, não há como ter certeza alguma de quem sairia vencedor.

3. Um evento tradicional no futebol brasileiro atende pelo nome de Parmerada. Basicamente falando, é o jogo anual contra uma equipe, notoriamente mais fraca, em que o Palmeiras perde por um placar elástico. Vimos esse acontecimento contra Goiás (6×0, 2014), Mirassol (6×2, 2013), Água Santa (4×1, 2016), Chapecoense (5×1, 2015), enfim.

A versão americana da Parmerada acontece sempre em Miami, quando os Patriots visitam os Dolphins: são cinco vitórias dos golfinhos nos últimos seis jogos em casa contra os patriotas, mesmo que os visitantes tenham vencido a divisão em todos os anos em questão. Como o Curti bem tweetou, Miami é o Bad Place dos Patriots: toda vez que a equipe vai lá, algo de ruim acontece.

Porém, de todas as derrotas para os Dolphins, a do último domingo foi a pior para os Patriots num contexto geral. O time vencia por 33 a 28 e devolveu a bola aos rivais restando sete segundos no cronômetro. Sabe aquelas jogadas com vários passes laterais de rugby que os times tentam no fim de um jogo e que nunca dão certo? Pois bem, funcionou. Contra o time mais bem treinado da liga.

Belichick merece ser criticado aqui: a bola saiu da linha de 31 jardas do campo de defesa, e os Patriots estavam marcando a Hail Mary ao invés de marcarem as laterais. É improvável pensar que Tannehill lançaria um passe de 69 (nice) jardas, já que seu braço não é assim tão forte. Sorte dos Dolphins que o time mais bem treinado da liga teve um descuido.

Uma nota final sobre esse jogo: Tannehill não é e nunca será de elite, mas ele é um que tem lá sua eficiência no sistema de Adam Gase. Seu jogo foi muito bom e ele pareceu incisivo e seguro na maioria de seus passes. Os Dolphins, com 7-6, ainda estão na briga.

4. Se os jogos de domingo nos ensinaram uma lição importante com relação à pós-temporada, foi essa: Mahomes e Goff são humanos e podem ser batidos. Os Chiefs conseguiram escapar com a vitória num jogo apertadíssimo em Kansas City, e os Rams sofreram com o frio de Chicago e a ótima defesa dos Bears. Independente do resultado final, em ambos os casos, os possíveis adversários da pós-temporada adoraram ver o que lhes foi mostrado.

O plano de jogo dos Ravens foi bastante interessante: na maioria dos snaps, Baltimore lotou a linha de scrimmage, o que claramente causou confusão em Patrick Mahomes e afetou seus diagnósticos pré e pós-snap. A pressão também chegou no, e juntando esses dois fatores, não foi surpreendente vermos uma atuação não-explosiva semelhante ao que se tornou comum em 2018.

Mahomes conseguiu jogadas incríveis numa quantidade suficiente para vencer a partida: touch pass contra o movimento do corpo; um passe sem olhar, à la Roberto Firmino; e a incrível conversão de 4th & 9, quando os Chiefs perdiam por 24 a 17 e restavam menos de dois minutos no cronômetro. Mas o time só conseguiu sair vencedor pela incapacidade do ataque dos Ravens de atacar o fundo do campo: Jackson abriu o ataque com formações pistol e jogadas de corrida, mas seu desempenho passando a bola ainda não é nada bom. Adversários da conferência certamente ficaram satisfeitos com a maneira que Baltimore lhes mostrou de limitar os Chiefs.

Mais tarde, no frio de Chicago, Jared Goff teve a pior atuação de seu ano e, possivelmente, de sua carreira. Ele sofreu constantemente com a pressão provinda do interior da linha e lançou quatro interceptações, além de errar passes para recebedores completamente livres. Ele não pareceu confortável em momento algum com relação à sua proteção e, por mais que outros fatores também tenham prejudicado seu desempenho – a baixíssima temperatura em Chicago foi o maior deles -, os Bears apresentaram a receita: pressione Goff pelo meio do campo e ele sofrerá.

5. Existem níveis de criatividade para um ataque. Depois, existem formações jumbo com seis jogadores de linha ofensiva e quatro de linha defensiva. E os Bears anotaram um passando a bola nesse personnel. Eu nem mesmo sei como chamar: 00? Não há nenhum tight end e nenhum em campo.

Na, Nagy chamou tal jogada, com Bradley Sowell (sim) se declarando elegível para receber o passe pré-snap. Com Akiem Hicks (juro) no backfield (mesmo), os Bears executaram um play-action (eu não estou brincando) e Sowell, completamente livre na end, fez a recepção e ampliou a vantagem de Chicago para duas posses. Los Angeles não anotaria mais qualquer ponto no jogo.

6. Eu acho que os Seahawks de 2018 são o melhor trabalho de Pete Carroll à frente da organização. Dane-se que ele levou os times de 2013 e 2014 ao Super Bowl. Os Seahawks nesse momento possuem oito vitórias e cinco derrotas e estão com a vaga para a pós-temporada praticamente assegurada, além de estarem jogando num nível altíssimo.

Absolutamente ninguém esperaria isso ao início da temporada, com tamanhas perdas na defesa (Cliff Avril, Kam Chancellor, Michael Bennett, Richard Sherman). O ano começou com duas derrotas menos do que inspiradoras. Depois, Earl Thomas se machucou gravemente e está fora da temporada – e certamente de Seattle como um todo. Ainda assim, a defesa do time é assustadora, a linha ofensiva subiu muito de produção e o ataque como um todo tem brilhado. Os Seahawks chegam na parte derradeira do ano em ótima fase e são uma ótima aposta para surpreender em janeiro.

7. O grande problema do item acima é que o seed 4 também é um time que vem crescendo no momento mais importante da temporada. Sim, os Cowboys (muito provavelmente) não vencerão o Super Bowl esse ano, majoritariamente por conta de seu ataque aéreo que não é bom o suficiente para tal. Entretanto, Dallas vem de uma sequência notável de cinco triunfos consecutivos e, mais do que isso, a defesa inspira muita confiança. Um confronto dentre Seattle e Dallas no Wild Card Round cria muita expectativa, e tem tudo para ser um bom jogo.

Apesar da crítica acima ao ataque aéreo, há de se registrar que a chegada de Amari Cooper fez maravilhas ao time, e seus números incríveis na última partida são uma prova de que uma escolha de primeira rodada foi um valor justo: ele se tornou o primeiro jogador da história da NFL a anotar três touchdowns para colocar o time em vantagem no último quarto + na prorrogação em um único jogo – seus números no último quarto e na prorrogação foram 8 targets, 7 recepções, 163 jardas e três touchdowns. Junto de Michael Irvin (1992) e Frank Clarke (1962), Cooper se tornou o terceiro jogador dos Cowboys com 200 jardas e três na mesma partida.

8. Ainda falando sobre números, eu fiquei extremamente desapontado que George Kittle não conseguiu quebrar a marca de Shannon Sharpe de mais jardas recebidas por um tight end em apenas uma partida. Parecia questão de tempo que Kittle se tornaria o recordista no último domingo, depois de conseguir 210 jardas apenas no primeiro tempo (!) da partida contra o Denver Broncos. O recorde é de Shannon Sharpe, com 214.

Infelizmente, Kittle não conseguiu uma recepção sequer na segunda metade, o que assegurou à Sharpe a manutenção do recorde – 210 são agora a terceira maior marca da história. Uma marca importante que o tight end dos 49ers conquistou foram 135 jardas depois do catch, o mais alto número de um jogador da posição em apenas uma partida nos últimos dez anos. Para uma escolha de quinta rodada e que está apenas em seu segundo ano na liga, Kittle alcançou o estrelato muito mais rápido do que parecia.

9. Foi melhor para ambas as partes o fim do casamento entre Minnesota Vikings e John DeFillippo. Ainda que não seja totalmente culpa do coordenador ofensivo o péssimo desempenho do ataque dos Vikings na temporada – Cousins tem tido um ano bem ruim e a linha ofensiva é pútrida -, Flip falhou em criar adaptações que pudessem fazer seu sistema mais efetivo.

A falta de comunicação entre DeFillippo e Mike Zimmer, o treinador principal da franquia, se tornou clara e evidente à medida que a temporada avançava e o ataque não produzia – repito aqui que a perda de Tony Sparano semanas antes da temporada regular certamente teve peso grande na situação, já que Sparano era notoriamente uma importante linha de comunicação dentre Zimmer (que muito o respeitava) e DeFillippo (que também muito o respeitava). Com poucos resultados, o principal culpado tinha de ser alguém. O coordenador pagou com seu emprego.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 14

Melhor jogada da semana: Dois candidatos fortes poderiam ser escolhidos aqui, mas a jogada final da partida dentre Patriots e Dolphins, que contou com diversos passes laterais e terminou com um com o cronômetro zerado fica com o prêmio. Miami venceria os rivais de divisão por 34 a 33 e continuaria vivíssimo na briga pelo wild card.

Pior jogada da semana: Os Seahawks venciam por 3 a 0 com 16 segundos no cronômetro ao fim do segundo quarto e a bola na linha de uma jarda do campo de ataque. Por não ter timeouts, o time decidiu chamar uma jogada de passe, mas Russell Wilson escorregou durante seu rollout e, pressionado, tentou se livrar da bola jogando ela para a frente. Eric Kendricks realizou a intercepação, e Seattle foi para o intervalo sem anotar qualquer ponto na última campanha.

Jogada subestimada da semana: Uma chamada interessantíssima de Freddie Kitchens enquanto os Browns tinham a bola na linha de três jardas perdendo por 7 a 0 na metade do primeiro quarto: um fake jet sweep com Breshad Perriman, com Baker Mayfield entregando a bola para Jarvis Landry que vinha logo atrás e teve caminho aberto até a end. Cleveland venceria a partida por 26 a 20.

Comentários? Feedback? Siga-me no Twitter em @henrique_bulio, ou nosso site em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

Exclusivo de nossos assinantes – assine agora com 30% de desconto
🏈 PRO! | Mahomes segue genial, mas os Chiefs precisam consertar sua defesa
🏈 PRO! | Como os Bears subiram de possível surpresa para uma das potências da NFC
🏈 PRO! | Derrota confirma que a linha ofensiva ainda é o Calcanhar de Aquiles do Houston Texans
🏈 PRO! | Amari Cooper: a aposta alta e vencedora do Dallas Cowboys
🏈 PRO! | Análise Tática: A surpreendente temporada do Houston Texans


“proclubl"

Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.