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A coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.

PS: Estivemos ausentes nas últimas semanas com a coluna pois, como dito na última publicação, a vida fora da internet ficou um pouco pesada. Estamos totalmente recuperados e de volta!


  1. Passados um quarto da temporada, copiei ontem a ideia do Bill Barnwell e montei uma pequena listinha de prêmios de meio da temporada.

MVP: Patrick Mahomes (QB, Kansas City Chiefs)
OPOY: Alvin Kamara (RB, New Orleans Saints)
DPOY: Khalil Mack (LB, Chicago Bears)
DROY: Derwin James (S, Los Angeles Chargers)
OROY: Calvin Ridley (WR, Atlanta Falcons)
COY: Andy Reid (Kansas City Chiefs)

Sobre cada voto, a justificativa:

  • Simples e direto, Mahomes foi o melhor jogador da liga pra mim nessa primeira parte da temporada. Inserido na posição de titular após a troca de Alex Smith, ele tem demonstrado jogo sim, jogo também, o quanto a sua principal qualidade lhe é útil: a capacidade de lançar com precisão e velocidade mesmo de plataformas de lançamento instáveis. Seus ótimos números não são simplesmente coincidência: Mahomes é, nesse momento, o melhor jogador da NFL.
  • Foi difícil escolher entre Alvin Kamara e Todd Gurley para Offensive Player of the Year, mas como dito num texto ontem, creio que Kamara seja o melhor da NFL atual. Sua atuação monumental contra o New York Giants no último domingo foi decisiva para que eu o escolhesse aqui.
  • Se você acompanhou minimamente a NFL nesseício, a indicação de Mack não é surpresa alguma aqui. Principal âncora de uma defesa de elite, o recém-chegado jogador tem justificado cada centavo de seu contrato assinado antes doício da temporada, acumulando cinco, quatro forçados e até mesmo uma interceptação em apenas quatro jogos.
  • Essa foi a escolha mais difícil. Se poderia escolher Denzel Ward, que vem sendo nada menos do que especial em seuício de carreira com os Browns; Minkah Fitzpatrick também tem agradado muito em seuício nos Dolphins. Porém, o conjunto da obra é quem me levou a escolher Derwin James aqui: não só vem fazendo um trabalho excepcional em cobertura como até mesmo atacando os: James, um, já acumula três em 2018.
  • Nos últimos três jogos, Ridley recebeu três. Ele faz rotas parecerem simples, é um monstro na e com apenas quatro jogos, já se tornou parte crucial do ataque aéreo dos Falcons. Junto de Jones e Sanu, Ridley pode ajudar Atlanta a ter um ataque quase letal
  • Já vimos ataques e mais ataques de Andy Reid estarem dentre os melhores da liga, mas esse talvez seja seu melhor trabalho, transformando um jogador com apenas uma partida em sua temporada de calouro no favorito a MVP na temporada seguinte. Os Chiefs estão invictos e parecem o grande favorito na AFC atualmente por conta de seu excelente treinador.

2. Favoritos na AFC, sim. Mas os Chiefs precisam arrumar a casa na defesa. Mesmo com suas quatro vitórias para começar o ano, Kansas City é a segunda equipe que mais cedeu big plays (jogadas de 20 ou mais jardas) em toda a NFL (23, atrás apenas das 24 cedidas por Tampa Bay). Sim, os Chiefs são também o segundo time que mais as conseguiu (24, atrás dos Chargers com 25), mas é uma conta praticamente insustentável para um time que tem altas aspirações.

3. Se você é torcedor dos Steelers, eu entendo totalmente a decepção com Le’Veon Bell. Claro, a janela para que Roethlisberger ganhe mais um ou dois anéis com o time está muito perto do fim e, embora James Conner seja um bom, ele não possui toda a qualidade que o primeiro. É justificável.

Mas não culpe Le’Veon Bell por isso. Ok? Principalmente depois do último fim de semana, quando Earl Thomas – que se encontra em situação contratual não tão diferente, mas que optou por reportar ao time – agora vai perder a temporada (e vantagem nas negociações) por conta de uma grave lesão. Bell está se poupando para receber na um contrato melhor que os Steelers ofereceram-no, e ninguém pode julgá-lo. A NFL é um negócio frio quando os times tomam decisões. Bom para os jogadores que eles também saibam agir assim.

4. A contratação de Eric Reid eleva os Panthers a outro patamar. Os Panthers tem problemas na linha ofensiva também, mas a secundária era o grande calcanhar de aquiles da equipe – e perder Da’Norris Searcy pelo resto da temporada não ajudou em nada. Questões políticas de lado, Eric Reid é indiscutivelmente um ótimo e um reforço de grande qualidade para Carolina, que deve competir com New Orleans até o fim pelo título da NFC South.

5. Os Bengals tem uma chance legítima de dispararem na AFC North nas próximas semanas. Se você ainda não prestou atenção em Cincinnati, esse é o quarto ataque que mais pontua em média na NFL (31.0 ppg). São três os jogos em que os Bengals anotaram pelo menos 34 pontos em 2018, com exceção feita aos 21 anotados na visita aos Panthers.

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As próximas semanas podem fornecer a injeção de confiança necessária para o time passar de pretender para contender na conferência. O time recebe Miami e Pittsburgh (dois jogos em que Cincinnati será favorita), visita Kansas City (que, apesar de comandar a AFC no momento, sofre do lado defensivo da bola) e, por fim, recebe Tampa Bay e New Orleans, times que também tem problemas do lado defensivo. Se quatro vitórias acontecerem aqui e o time alcançar o record de 7-2, a AFC North vai ter os Bengals como favoritos.

6. Eu amo técnicos agressivos, mas existe um limite pra isso. Frank Reich precisa aprendê-lo. Com Indianapolis e Houston empatados por 34 pontos na prorrogação e o relógio mostrando 27 segundos restando, os Colts tinham a bola na linha de 43 jardas do campo de defesa e enfrentavam uma 4th & 4. A decisão de chutar um punt é óbvia aqui… certo?

Reich discordou, chamando uma rota curl para Chester Rogers do lado direito. O passe saiu incompleto, os Texans receberam a bola no campo de ataque e, em apenas uma jogada, se colocaram em posição para chutar o da vitória, convertido da distância de 37 jardas.

Reich recém-chegou do Philadelphia Eagles, campeão do Super Bowl que ficou conhecido por sua agressividade em quartas descidas. Como treinador calouro, é normal que algumas decisões sejam questionáveis; todavia, o acontecido no último domingo ultrapassa o limite do aceitável. Foi uma decisão estúpida por todos os ângulos.

7. Veredito inicial sobre os quarterbacks calouros na primeira parte da temporada: Baker Mayfield é realmente a salvação de Cleveland: haverão dores de crescimento, mas ele vai se tornar no que os Browns esperam… Sam Darnold está sofrendo dessas mesmas dores, o que era esperado: ele ainda está longe de ser um produto finalizado… Josh Allen tem progredido como – muito longe do nível ideal, mas existem pontos positivos, e o grande perigo é o péssimo time dos Bills limitar seu desenvolvimento: ele não tem recebedores decentes… Josh Rosen teve apenas um jogo como titular, mas mais impressionante no geral do que qualquer outro dos calouros: os torcedores dos Cardinals tem todo o direito de sonhar.

8. Os Patriots são o sétimo time com menos big plays na temporada, mas a volta de Edelman vai deixar tudo bem. Não foi oício de ano ideal em New England, com muitos questionamentos na defesa e na linha ofensiva. Entretanto, a falta de alvos, problema que mais chamou a atenção no jogo em horário nobre contra Detroit, não deve ser mais uma preocupação a partir da quinta semana, já que Josh Gordon estará ainda mais adaptado ao playbook dos Patriots e Julian Edelman retorna de suspensão. Não deve demorar muito até o ataque da equipe começar a voar.

9. Muito já se foi dito sobre a nova regra de proteção aos, e parece justo que haja mais uma opinião sobre ela na volta da coluna: é estúpida, imbecil, sem lógica ou sentido e a NFL deve se livrar dela o mais rápido possível. Obrigado pela atenção.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 4:

Melhor jogada da semana: Perdendo por 36 a 31 e restando 12 segundos no cronômetro, os Bengals enfrentavam uma 2nd & 10 da linha de 13 jardas do campo dos Falcons. AJ Green correu então uma e Andy Dalton lançou um passe baixo, extremamente preciso, conectando com sua principal arma na end. A jogada completou a vitória surpreendente de Cincinnati em Atlanta.

Pior jogada da semana: Os Colts chamaram um passe na 4th & 4 na linha de 43 jardas do campo de defesa na prorrogação. Após a conversão não acontecer, os Texans adentraram a área de field goal e ganharam o jogo logo depois.

Jogada subestimada da semana: Os Titans venceram os Eagles por 26 a 23 também na prorrogação, mas a jogada essencial para a vitória de Tennessee ocorreu antes no drive. Enfrentando uma 4th & 2 da linha de 32 jardas, Mike Vrabel chamou sua unidade de field goal para campo buscando igualar a partida; contudo, pediu tempo e resolveu tentar a conversão. Conseguiu, e, posteriormente, os Titans anotaram o da vitória.

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