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1-  Para um quarterback que nas últimas duas temporadas flertou (mesmo que brevemente) com a aposentadoria, Ben Roethlisberger precisa deixar o ego de lado e crescer. Desde que os Steelers escolheram Mason Rudolph na terceira rodada do último Draft, Roethlisberger tem agido de forma bastante imatura, com declarações do tipo “se ele me perguntar algo, eu vou ter de apontar para o playbook” e “eu não sei como sendo o reserva ou até mesmo o terceiro cara, sabe-se lá onde ele vai parar no depth chart, pode nos ajudar a vencer agora”. Declarações um pouco estranhas, já que o próprio Roethlisberger assumiu a titularidade como novato sobre um veterano relativamente consolidado em 2004 e, mesmo após Tommy Maddox ter perdido a titularidade, não deixou de momento algum de ajudar a nova cara da franquia. Uma matéria publicada na segunda-feira no MMQB dá mais detalhes dessa relação.

2. Joe Flacco tem mostrado os mesmos sinais de imaturidade, mas o caso dos Ravens não é tão relevante e não devemos dar atenção. Sabe-se que Flacco até o presente momento não mandou nem mesmo uma mensagem para Lamar Jackson, quarterback selecionado na primeira rodada por Baltimore e que deve assumir os rumos da franquia num futuro próximo. É uma abordagem mais “passivo-agressiva”. Diferente do caso do rival, os Ravens não estão se preparando para um futuro sem Flacco por conta de sua idade e sim por conta de seu baixíssimo nível – Jackson deve assumir no mais tardar na primeira semana de 2019. Não dê atenção a Joe Flacco.

3. É bastante triste ver Jason Witten se aposentando, mesmo que ele já estivesse longe de seu auge. 2017 representou seu ano com menos jardas recebidas (560) desde 2003, seu primeiro ano na liga. Witten é o segundo tight end com mais recepções na história da liga – atrás apenas de Tony Gonzalez – e, mais do que sua produção em campo, liderou por exemplo o Dallas Cowboys na última década e meia por seu profissionalismo e sua forma de abordar o futebol americano. Poucos jogadores tiveram tamanho impacto na liga e farão tanta falta: Witten se junta em 2018 ao grupo de transmissão do Monday Night Football, da ESPN.

4. Neste ponto da intertemporada, eu não ficaria animado com o ataque do Dallas Cowboys. Sim, o auge físico de Jason Witten já estava longe e ele ainda era de (muito) longe o melhor tight end da equipe: todos os outros, somados, possuem NOVE recepções na carreira. Os principais nomes do grupo de recebedores são Allen Hurns e Terrance Williams. Os Cowboys provavelmente vão forçar Ezekiel Elliott ao máximo em 2018 e sabemos o quanto isso é perigoso para running backs. A defesa tem bastante potencial; no entanto, o ataque não é de encher os olhos.

5. Se eu tivesse de apostar num quarterback jovem brilhando em 2018, meu dinheiro iria em Patrick Mahomes. Ele precisava de um ano para melhorar sua leitura de defesas e comando no huddle antes de assumir a titularidade em Kansas City – 2017 lhe deu essa oportunidade. O ataque dos Chiefs está recheado de bons jogadores e ter Andy Reid chamando as jogadas é também de grande utilidade. Nos últimos 12 anos, nenhum quarterback escolhido na primeira rodada e que não foi titular no primeiro ano teve sucesso na liga: espere por Mahomes quebrando a tese.

6. A contratação de C.J. Anderson pelo Carolina Panthers não pode passar batida. Ele provavelmente vai tirar algumas carregadas de Christian McCaffrey? Sim, o que não precisa de ser transformado em algo maior do que é. Anderson é um complemento para a versatilidade que McCaffrey traz para o ataque de Carolina além de ser excelente na proteção em jogadas de passe. O contrato do jogador é de apenas um ano e ele vem da primeira temporada na carreira com mais de 1000 jardas. Isso não pode ser visto como algo ruim.

7. Eric Reid é bom o suficiente para estar num elenco da NFL a esse ponto do ano e isso não é discutível. Estamos em maio. O mercado de safeties não está nem um pouco animador. Isso não altera em nada o fato de Reid ser um jogador acima da média para a posição, sem problemas de saúde e que pode atuar também como linebacker, como foi majoritariamente o caso dos 49ers em 2017. A notícia de que ele processou a NFL por conluio na semana passada por conta de seus protestos no hino americano não causa surpresa não causa exatamente uma surpresa – ex-companheiro de Reid em San Francisco, Colin Kaepernick já havia feito o mesmo. Reid deveria estar num elenco, ponto.

8. Aaron Rodgers receberá o maior contrato da história da liga em semanas, mas isso não afetará totalmente o Green Bay Packers nos próximos anos. O piso foi dado por Matt Ryan na última semana – 5 anos, 150 milhões de dólares – e Rodgers certamente receberá mais que os 30 milhões anuais dados a Ryan. Se a média anual do quarterback dos Packers for de, digamos, 33 milhões por temporada, a constante subida do teto salarial fará o valor ser acessível a folha de Green Bay. É importante notar, entretanto, que o número importante em qualquer extensão contratual é o valor garantido, e não o valor total: será interessante ver o quão dinheiro estará garantido a Rodgers sabendo de seus problemas de se manter saudável.

9. Pensamento semanal sobre o futebol americano universitário: a classe de linha defensiva do Draft 2019 será nada abaixo de monstruosa. A grande maioria dos jogadores da linha defensiva de Clemson preferiu se manter na NCAA depois de receberem cotações não tão altas do grupo de consultores do Draft da NFL e, somados aos excelentes Dexter Lawrence, Christian Wilkins, Clelin Ferrell e Austin Bryant que atuam pelos Tigers, o mais novo dos irmãos Bosa (Nick, defensive end de Ohio State) adentra a temporada 2018 com expectativas de ser escolhido no top 5, assim como Ed Oliver, defensive tackle de Houston que já se declarou para o Draft de 2019. Fique de olho também em Raekwon Davis, defensive tackle de Alabama.

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10. Pensamento semanal não-relacionado ao futebol americano: A janela do Toronto Raptors está muito perto do fim. O leste tem 14 dos 20 times mais jovens da NBA. Os Celtics ficam cada vez mais fortes e, com Irving e Hayward de volta em 2019, sabe-se lá o potencial real de Boston. Não se sabe até que ponto os Raptors podem se fortalecer mais, dado que sua folha salarial está cada vez mais apertada e as estrelas do time (Lowry, DeRozan, Ibaka) se aproximam (ou até ultrapassam, no caso de Lowry) dos 30 anos e as três derrotas consecutivas para o Cleveland Cavaliers nos certamente deixarão uma marca bastante negativa no Canadá. É bem provável que a janela de Toronto esteja no fim – e isso se não tiver se encerrado nessa temporada.

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