10 Opiniões: se não acontecer uma tragédia, o MVP é Drew Brees

 coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.


  1. Seria necessária uma tragédia para tirar o MVP de Drew Brees. Em uma nota pessoal, eu vinha defendendo a campanha de Patrick Mahomes para o prêmio porque, bem, eu sou muito fã de Mahomes desde o College. Mas é tempo de encarar a realidade.

Estatisticamente falando, somente em 2018, estamos tendo quatro quarterbacks tendo temporadas dentre as oito melhores da história da NFL – Brees (2º), Mahomes (4º), Goff (7º) e Rivers (8º). Além disso, Brees supera o líder Peyton Manning em vários quesitos: passer, % de interceptações e % de passes completos. O que pesa a favor de Peyton Manning nesse momento são seus incríveis 49 passes para naquele ano, que lhe dão uma média de aproximadamente um lançado a cada dez passes.

Esse feito se torna ainda mais impressionante se você observa os jogadores para quem Brees tem lançado em 2018. Tire da equação Michael Thomas, que tem sido no mínimo um dos três melhores recebedores da NFL na temporada atual, e você terá uma alta quantidade de calouros e jogadores não-draftados que nunca tiveram sucesso na liga – a exceção é o veteraníssimo Brandon Marshall, que foi recentemente adicionado ao elenco.

Isso não é um defeito ou desvantagem para Mahomes, também. Se ele tem ótimos alvos, melhor ainda. Mas torna o feito de Brees ainda mais impressionante. E, com um número baixíssimo de turnovers, uma sequência de dez vitórias e os Saints na condição de favoritos na NFC, meu voto de MVP fica com Drew Brees.

2. Eu não acho que Baker Mayfield deva qualquer agradecimento, explicação ou amor à Hue Jackson. Em resumo: ele não é o vilão. Jackson pediu o tempo inteiro que seus jogadores se dedicassem inteiramente ao projeto de reconstrução do Cleveland Browns encabeçado por ele, e depois de sua dispensa, se juntou rapidamente a um time que enfrenta os próprios Browns duas vezes por ano. Não é nada surpreendente ou errada a reação fria de Mayfield quando Jackson tentou abraçá-lo, e você também não pode criticá-lo por suas declarações sobre o ocorrido.

MAS, é importante ressaltar que Jackson também não devia qualquer explicação ou amor aos Browns. O vínculo entre o treinador e a organização já não existia mais e ele era livre para assinar com quem quisesse. O mais importante de toda essa história é que Damarious Randall entregou a bola da interceptação para Jackson, e esse momento viverá para sempre nos nossos corações. Obrigado, Damarious.

3. Seu lembrete amigável de que, para a NFL, violência doméstica é algo menos pior do que ajoelhar no hino americano. Washington não foi atrás de Kaepernick após a lesão de Alex Smith na última semana por, alegadamente, querer evitar um circo da mídia em relação à contratação.

Washington foi o único time em toda a NFL a buscar Reuben Foster nos waivers. O linebacker, segundanista recém-dispensado pelos 49ers, foi dispensado da equipe de San Francisco após ser acusado de violência doméstica no hotel do time no último sábado, enquanto o time se preparava para enfrentar o Tampa Bay Buccaneers.

Esse é um problema muito maior da NFL do que da organização em si. Se Washington não o tivesse contratado, outra equipe teria. O talento do jogador lhe permite isso, infelizmente. Mas deixa claro o que a liga vê como mais prejudicial dentre violência doméstica ou ajoelhar no hino nacional.

4. Os Vikings precisam de manter essa fórmula ofensiva se querem competir em janeiro. O plano de jogo contra os Packers no Sunday Night Football foi bem simples: playmakers não estão em falta em Minnesota, então o ideal é que DeFillippo desenhe seu ataque de modo que tudo que Cousins tenha de fazer é botar-lhes em condição de fazer as jogadas. Flip o fez, e seu quarterback teve uma excelente partida. Não é preciso complicar mais as coisas.

5. Eu não acho que seja um overreaction pedir a saída de Ron Rivera. A esse ponto, o trabalho do treinador dos Panthers merece ser questionado em todas as vertentes, nenhuma mais notável do que sua falha em montar um ataque que esteja dentre as maiores potências da NFL, dado que seu é um dos melhores atletas em toda a história da liga e seu grupo de não é assim tão fraco.

Ainda que Rivera tenha tido bons momentos em Carolina e que os Panthers sejam um bom time (com suas falhas, é bem verdade) em 2018, parece claro que o teto do time sob o comando do treinador não é tão alto. Uma mudança de ares se faz necessária em Carolina.

6. A performance de Marcus Mariota não foi eficiente no Monday Night Football não importa o que os números digam. 22/23, 303 jardas, 2 touchdowns, 147.7 de passer. Números que são bonitos no papel, mas que de forma alguma mostram a ineficiência do ao longo da partida: apenas 10 first downs conquistados, 6 sacks sofridos, um fumble sofrido e apenas 17 pontos para os Titans. Mariota fez alguns bons passes, mas isso é o quão positivo podemos ser sobre sua atuação. Ele continua jogando com um baixo nível de eficiência.

7. Mesmo na pior divisão da NFL e com dois times não tão bons, você absolutamente deveria assistir Washington e Philadelphia no Monday Night Football. A tendência é que New Orleans vença Dallas no próximo Thursday Night Football e, se isso acontecer, os Cowboys ficarão com uma campanha de 6-6. Assim, Washington (6-5) e os Eagles (5-6) poderão encerrar a rodada num empate triplo na NFC East.

O prospecto de ver Colt McCoy num jogo que começa quase a meia-noite não é nada agradável, sabemos, mas se falta qualidade na NFC East, sobra emoção. Além disso, o último Washington e Philadelphia no Monday Night Football nos mostrou uma atuação magistral de Carson Wentz, do tipo que será lembrada até o fim de sua carreira. Dê uma chance ao jogo.

8. Na onda de treinadores jovens, ofensivos e modernos, o nome de Kliff Kingsbury precisa circular na NFL. Junto de Lincoln Riley, o head coach de Oklahoma, Kingsbury é minha mais recente aposta para comandar ataques potentes e divertidos, muito nos moldes de Sean McVay e Matt Nagy. Kliff ainda não está pronto para assumir o posto de treinador principal de uma franquia após sua saída de Texas Tech, mas muitos dos times da liga profissional deveriam observá-lo para o posto de coordenador ofensivo. Uma boa combinação seria Kingsbury e Ravens, e pareá-lo com Lamar Jackson faria maravilhas.

9. LSU e Texas A&M foi mais um lembrete de que a NFL precisa mudar sua regra de prorrogação. No último sábado, o duelo entre as equipes da SEC teve nada menos do que SETE prorrogações, encerrando com um triunfo por 74 a 72 de Texas A&M.

Nem tanto pelo placar, que lembrou Chiefs e Rams em muitas das pessoas que assistiram o jogo até tarde da noite. A lição que fica do confronto é que a prorrogação do College é justa por dar as mesmas oportunidades a ambos os times, e que a NFL deveria adotar essa regra. O formato de overtime atual da liga possibilita que só um dos times vença o jogo se anotar um na primeira posse, e isso é injusto.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 12

Melhor jogada da semana: Os Texans ampliaram a sequência de vitórias para oito jogos impulsionados por uma corrida de 97 jardas de Lamar Miller para no segundo quarto, quando o time liderava por 14 a 10. Foi a corrida mais longa da NFL desde uma corrida também de 97 jardas do próprio Miller, quando atuava pelos Dolphins em 2014.

Pior jogada da semana: Incrivelmente (ou não), essa não foi uma semana cheia de jogadas horríveis, então darei o prêmio a algo que não aconteceu numa jogada: os Jaguars tinham a bola na linha de trinta jardas empatados em 14 a 14 com os Bills no fim do terceiro quarto, e após uma descida na qual os árbitros não tinham certeza se a bola cruzou o plano de gol ou não após um bom passe de Blake Bortles (mesmo), Leonard Fournette saiu do banco do time sem razão alguma e começou a dar socos em jogadores do adversário. O time não sofreu prejuízo por conta da posição de campo já que a falta foi anulada por motivos de offsetting, mas Fournette foi expulso, assim como Shaq Lawson. Os Jaguars sofreram sem seu running back ao longo dessa temporada, e sua decisão horrorosa lhe custou o resto da partida – e ocasionou também uma suspensão do confronto contra os Colts no domingo.

Jogada subestimada da semana: Ninguém deu atenção a esse passe pois a jogada acabou incompleta, mas Kirk Cousins fez um passe milimetricamente perfeito para Stefon Diggs no último quarto da partida contra o Green Bay Packers. Dentro da red, Diggs atacou o outside em sua rota e Cousins instantaneamente lançou-lhe um passe vertical na end, de modo que nem o cornerback e nem o safety tivessem qualquer chance de desviar o passe. Diggs não conseguiu segurar a bola até o fim, o que não tira o brilhantismo do lançamento de Cousins.

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