10 Opiniões: Seahawks no wild card e o efeito dominó da lesão de Fournette

 coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.


  1. Olhando a corrida pelo wild card da NFC – e considerando que a primeira vaga não vai ser desperdiçada pelos Panthers -, quatro times me saltam como possíveis candidatos ao posto de seed 6: Vikings (5-3-1), Packers (4-4-1), Seahawks (4-5) e Eagles (4-5).

Cowboys e Falcons possuem campanhas semelhantes aos dois últimos citados, mas eu não creio que eles possuam poder de fogo suficiente para brigarem com os times acima – a NFC East é deplorável, então Dallas não pode ser descartado de brigar pelo título da divisão. No caso dos Eagles, os atuais campeões perderam jogos em situações que jamais se poderia perder jogos (a 4th & 15 contra os Titans e a 4th & 10 contra os Panthers saltam aos olhos), conquanto o nível de Carson Wentz ainda não me permita descartar-lhes da temporada; o mesmo com os Packers, que sempre podem tirar da cartola uma arrancada à la 2016 dado o fator Aaron Rodgers.

Sobram Vikings e Seahawks. Minnesota está 1.5 jogos na frente de Seattle nesse momento, mas a diferença de nível dos adversários restantes na tabela é brutal. Enquanto o time da NFC North tem os três próximos confrontos contra Bears (fora), Packers e Patriots (fora), o time da NFC West recebe os Packers, visita os Panthers e recebe os 49ers. Qual o próximo jogo da sequência de ambos? Vikings @ Seahawks.

Se eu tivesse de colocar dinheiro no último classificado para os playoffs da NFC, apostaria nos Seahawks. Eu não acho que os Bears perderão a NFC North, e eu acho que a tabela dos Vikings é brutal. Mesmo em desvantagem na classificação atual, Russell Wilson e cia. tem jogado em alto nível depois de um mau começo de temporada, e com uma tabela muito mais suave, é perfeitamente possível – improvável, mas possível – que Seattle encerre a temporada regular com 10-6. Se isso vai ser suficiente ou não, só descobriremos ao fim de dezembro.

2. Caso você não se lembre, Leonard Fournette atuou pouquíssimo em 2018 por conta de uma lesão na coxa, que se agravou na quarta semana da temporada e lhe manteve fora do campo até o último domingo, na derrota dos Jaguars para os Colts por 29 a 26. Fournette teve um desempenho muito ruim no clássico divisional, e seu ano é certamente uma grande decepção também para quem selecionou-o no Fantasy Football, por exemplo.

Ok, Fournette não jogou em outubro. Com efeito, Jacksonville não queria sofrer semana sim, semana também com a incerteza por conta de seu corredor e resolveu agir, trocando uma escolha de quinta rodada com Cleveland por Carlos Hyde. Então o titular nos Browns, Hyde foi qualquer coisa, menos um grande jogador pelos Jaguars até o momento presente. Porém, mesmo dando seu principal running back por uma escolha baixa, é impossível imaginar que a equipe de Ohio esteja mais feliz nesse momento.

Os Browns demoraram muito para dar a Nick Chubb a titularidade que ele merecia, e só o fizeram depois de Chubb provar mais de uma vez que era o corredor mais talentoso da equipe. A resposta veio no último domingo, com um desempenho excepcional contra os Falcons – 20 carregadas, 176 jardas e um , provindo de uma corrida de incríveis 92 jardas – o calouro ainda receberia mais um passe que terminaria em pontos. O efeito dominó dessa troca foi ótimo para Cleveland.

3. Falando sobre os Browns, ainda que não estejam prontos para uma arrancada rumo ao wild card da conferência, o ataque da equipe tem todo o potencial para voar na segunda metade da temporada.

Os conceitos desenhados por Freddie Kitchens foram muito mais efetivos do que o que se via com Todd Haley no comando. Baker Mayfield teve de longe o melhor jogo de sua carreira no último domingo, e as mostras de que sua evolução acontece em bom ritmo estiveram a mostra – especialmente seus passes em antecipação e a inteligência de aceitar o que a defesa lhe dá, explorando os checkdowns. A ascensão de Nick Chubb de nada atrapalha. O ano do time ainda não está acabado, embora seja improvável que estejam vivos em janeiro; todavia, o desenvolvimento de um ataque com tanto potencial precisa ser acompanhado.

4. Os pedidos para a demissão de Kyle Shanahan nos 49ers são totalmente exagerados. Até mesmo Richard Sherman elogiou recentemente o treinador por manter o grupo unido apesar da péssima campanha, ocasionada principalmente pela lesão de Jimmy Garoppolo. A narrativa de que “Shanahan é um bom coordenador ofensivo, mas não um grande treinador principal não tem sentido algum”.

Por pior que seja a campanha dos 49ers em 2018, vimos o que o time foi capaz de fazer com um minimamente competente num espaço amostral minúsculo na temporada passada. San Francisco se mantém competitivo nos jogos, apesar de não estar no mais alto nível da NFL com relação ao talento de seus jogadores. Shanahan transformou George Kittle e Matt Breida em grandes armas ofensivas e seus ataques continuam produtivos mesmo com o time ainda num processo de reconstrução. Não há razão alguma para sua saída.

5. Se os primeiros sinais se confirmarem, os Cowboys acertaram e muito na escolha de Leighton Vander Esch. O produto de Boise State subiu nas boards do processo pré-Draft por conta de seu atleticismo, e sua escolha na metade da primeira rodada por Dallas pareceu um reach à época.

A chance de estarmos enganados é muito grande. Vander Esch teve uma atuação tão fenomenal em horário nobre contra o rival Eagles que recebeu até mesmo as honras de jogador defensivo da semana da conferência nacional. Além de uma interceptação no início da partida, o calouro foi o responsável por um tackle para perda de jardas numa terceira descida crucial no último drive de Philadelphia na partida, que selou a vitória de Dallas. Vander Esch só foi titular por conta da ausência do excelente Sean Lee por lesão, mas a defesa dos Cowboys nada sentiu falta do veterano.

6. Por mais que eu goste (muito) do treinador, os Jets precisam demitir Todd Bowles. Bowles assumiu o time após o fim da épica era Rex Ryan e, depois de um 2015 bastante positivo – 10-6 e quase vaga na pós-temporada com Ryan Fitzpatrick de quarterback -, Bowles falhou em liderar os Jets aos playoffs. A mágica de Fitzpatrick não se repetiu em 2016 e o time iniciou um processo de reconstrução intenso no ano seguinte, culminando na seleção de Sam Darnold no último Draft.

É difícil julgar a passagem de Bowles por New York porque nunca lhe foi dado um time realmente competitivo. Nos três primeiros anos, lhe faltou um – em 2017, lhe faltou tudo. Mesmo assim, por mais que os Jets nunca fossem ameaçadores, também nunca deixaram de ser competitivos. Talvez não seja justo com o treinador, mas depois da derrota acachapante para os Bills no último domingo, está claro que a franquia precisa de novos ares.

7. A situação de Nathan Peterman foi injusta desde o início, não importa o quão ruim ele realmente seja. Como um calouro de quinta rodada, Peterman foi forçado a atuar como titular num jogo importantíssimo contra os Chargers na temporada passada enquanto os Bills estavam na busca por uma vaga na pós-temporada. Totalmente despreparado, sua atuação foi um desastre completo.

Em 2018, Peterman ganhou a vaga de titular na primeira semana por falta de um quarterback minimamente competente no elenco e fracassou novamente, sendo substituído por Josh Allen já na segunda semana. Cercado pelo pior ataque da liga e com um grupo de recebedores que não possui um grande jogador sequer – não citem Kelvin Benjamin, por favor -, a situação à sua volta sempre foi deplorável, de modo que esperar qualquer coisa além das péssimas exibições em Buffalo seria exagero. Seu corte é justificável, claro, mas a situação nunca lhe favoreceu.

8. Bom para os Steelers que a novela Le’Veon Bell finalmente acabou. Já tocamos nesse assunto várias e várias vezes nas últimas semanas e não há muito mais a ser dito, além de que o fim da distração causada pela ausência de Bell terá um efeito positivo no vestiário de Pittsburgh. James Connor tem jogado em altíssimo nível e Bell, apesar de um talento de elite, não faz falta no time atualmente. A franquia pode agora seguir em frente, assim como Bell.

9. Eu acho que o cancelamento do jogo entre Rams e Chiefs na Cidade do México é uma notícia ruim também para o Brasil. Não é segredo para ninguém a política expansionista atual da NFL, que quer expandir sua marca para todo o mundo. A China, por exemplo, é um mercado gigantesco que a liga quer explorar, e esse processo estava ainda restrito à Cidade do México e Londres, que receberam jogo da temporada regular nos últimos anos.

Com o fracasso do evento que seria realizado no México na próxima segunda-feira, a NFL certamente terá um pé atrás em realizar eventos fora dos Estados Unidos, e os que forem realizados estarão sobre forte escrutínio da liga. Dessa forma, se você sonhava com um jogo da liga no Brasil nos próximos anos, o cancelamento de Rams e Chiefs pelas condições deficitárias do gramado do Estádio Azteca é uma notícia péssima.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 6

Melhor jogada da semana: Nick Chubb recebeu o handoff na primeira descida com os Browns saindo da linha de oito jardas liderando por 21 a 10 na metade do terceiro quarto contra os Falcons. Ele quebrou um par de tackles na linha de scrimmage, mais um na linha de 20 jardas e arrancou até o fundo do campo, anotando um incrível de 92 jardas que praticamente selou o triunfo de Cleveland naquela tarde. Foi o quinto de Chubb como membro dos Browns.

Pior jogada da semana: Com 10:13 restando no primeiro quarto e com o placar já empatado em 7-7, os Panthers tinham a bola na linha de 12 jardas do campo de defesa. Cam Newton realizou um naked bootleg e a linha ofensiva deixou T.J. Watt completamente livre para atacar o. Tentando evitar o safety, Newton cometeu um erro ainda pior, jogando a bola para a frente. Esta foi interceptada facilmente pelo Vince Williams, que a levou até a end e completou a pick six.

Jogada subestimada da semana: Com dois minutos sobrando no último quarto e vencendo por sete pontos, os Cowboys precisavam evitar a conversão de uma 3rd & 2 por parte dos Eagles na linha de 30 jardas do campo de ataque. Philadelphia chamou um screen pass para Corey Clement que, inicialmente, parecia que seria bloqueado para um avanço longo; de alguma forma, contudo, Leighton Vander Esch conseguiu se evadir do bloqueio de Brandon Brooks e tacklear Clement antes da linha de, resultando numa perda de quase cinco jardas. Os Eagles não converteriam a quarta descida e os Cowboys sairiam vencedores.

Comentários? Feedback? Siga-me no Twitter em @henrique_bulio, ou nosso site em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

Exclusivo dos nossos assinantes – aproveite aqui uma oferta especial de 30% de desconto
🔒 O céu é o limite para Marcus Mariota – se os Titans deixarem
🔒 Não existe razão alguma para os Eagles manterem Jim Schwartz
🔒 História, 2003: Liderados por Manning, Colts anotam 21 pontos em 4 minutos e viram sobre Tampa Bay
🔒 Análise Tática: Não olhe agora, mas Mitchell Trubisky está evoluindo
🔒 Saints implodem Bengals com mais um brilhante trabalho na proteção a Brees
🔒 Fantasy: running backs e para adicionar na reta final da temporada

“proclubl"

Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.