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A coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.




1. Eu não gosto da ideia de Josh Allen ser o titular desde a primeira semana – você já leu isso dezenas de vezes no meu Twitter -, e eu nunca fui fã da ideia de AJ McCarron ser o titular noício da temporada. Da forma que as duas primeiras semanas da pré-temporada se desenrolaram, eu mantenho minha posição de maio: a melhor decisão para os Bills seria ter Nathan Peterman como titular na semana 1, em Baltimore.

McCarron é um quarterback ruim, ponto. Ainda assim, haviam times dispostos a trocar duas boas escolhas de Draft por ele em 2017. Isso vai se repetir em 2018? Certamente não – o que não exclui a possibilidade de mantê-lo como moeda de troca. Por outro lado, se McCarron entrar em campo em 2018, as outras equipes perceberão que ele não é um jogador valioso. Mantê-lo preservado e saudável pode ter um efeito positivo; do contrário, é bastante improvável que ele seja produtivo para os Bills em campo, então as perdas seriam nulas.

“Ué, e Josh Allen?” Bom, Allen sem dúvida tem tido bons momentos na pré-temporada, e o torcedor quer vê-lo em campo o mais cedo possível. Mas a tabela dos Bills se inicia com visita a Baltimore (time com mais interceptações na NFL nos últimos dois anos), um jogo contra o Los Angeles Chargers (que possuem uma forte secundária) na segunda semana e uma nova visita, dessa vez a Minnesota (que possui uma das melhores, se não a melhor, defesa da liga). Nem o mais otimista torcedor de Buffalo imagina que algo de positivo possa sair daqui, e preservar Allen seria o modo mais inteligente de prosseguir.

Sobra então Peterman, que vem tendo uma ótima pré-temporada e foi uma escolha de quinta rodada no Draft de 2017. Se Peterman entrar e jogar mal, paciência, ele não é o futuro da franquia e o time não estaria tendo problemas com um grande jogador. Do contrário, se ele jogar bem, Buffalo pode ter mais uma moeda de troca para o futuro. Eu apostaria nele na primeira semana da temporada.

2. Notícia interessante que surgiu na última semana: o Seattle Seahawks ofereceram uma escolha de segunda rodada por Jacoby Brissett, quarterback do Indianapolis Colts; os Colts recusaram a oferta.

Não faz o menor sentido os Seahawks terem feito essa oferta, e faz AINDA MENOS SENTIDO os Colts terem recusado-na. Depois a questão foi desmentida.

Com uma escolha de segunda rodada, você presumivelmente escolhe um jogador que vai ser titular e importante no seu time. Brissett tem conexões com a coaching staff, é bem verdade – Brian Schottenheimer, atual coordenador ofensivo em Seattle, foi treinador de quarterbacks em Indianapolis em 2017 -, mas os Seahawks possuem um jogador que será titular na posição por pelo menos mais uma década em Russell Wilson. Oferecer uma escolha tão alta por um reserva é obviamente ruim.


Recusar essa oferta não é tão melhor. Os Colts também acreditam ter estabilidade para a posição no futuro em Andrew Luck e, se estão inseguros com a saúde dele, possuem munição para buscar um novo passador com as escolhas recebidas dos Jets no último Draft. Brissett por uma pick de segunda rodada seria excelente valor. Eu não consigo pensar porque Indianapolis recusou (caso tenha sido verdade, o que não sabemos).

3. Até pouco tempo antes dos training camps, Andrew Luck nem mesmo lançava bolas. A ferrugem em seu jogo não é algo que eu me preocuparia. Não podemos tirar da cabeça que nas condições normais, Luck é pertencente a elite da liga. Ele vai demorar um pouco até alcançar esse nível novamente, mesmo que agora esteja totalmente saudável – você precisa de tempo até encontrar totalmente seu rítmo na NFL.

4. Os Cardinals não darão a titularidade a Josh Rosen, mas ele certamente parece preparado. Rosen não conseguiu ficar nem um pouco confortável jogando com a segunda linha ofensiva contra os Chargers; já contra os Saints, com a linha ofensiva titular, o quarterback pareceu muito mais seguro no pocket, com tempo para realizar seus dropbacks e fazer os ajustes necessários – a conexão com Christian Kirk na end é um claro exemplo disso. É bom lembrar que Rosen era o passador mais preparado para a NFL em toda a classe, então isso não chega como surpresa.

5. O longo de Patrick Mahomes III depende somente da esfera que você quer vê-lo. O segundanista e agora titular do Kansas City Chiefs recebeu o snap faltando menos de 30 segundos no segundo quarto, se ajustou no pocket, lançou um passe de 69 jardas e anotou um com Tyreek Hill que atropelara três defensores do Atlanta Falcons numa rota vertical.

Os críticos de Mahomes apontarão que não havia nenhum provável titular dos Falcons em campo na defesa e os entusiastas dirão que ele conseguiu um passe vertical quase perfeito mesmo lançando de uma base instável. Mesmo sendo fã de Mahomes, a verdade é que os adversários eram realmente muito fracos – e, além disso, o ataque titular dos Chiefs pouco produzia até então. Não façamos muito de apenas uma jogada.

6. Adrian Peterson não vai ser uma grande adição em Washington. Essa é uma contratação que não faz sentido desde que as especulações se iniciaram e o motivo é bastante simples: Peterson corre melhor quando está num esquema de power blocking, geralmente das famosas lead draws e que utilizam dois running backs nas jogadas; do outro lado, Washington é um time que utiliza muito o zone blocking, diferente de bloquear o jogador que está em sua frente. Não é uma combinação que faça sentido e não dá pra entender porque algumas organizações não adicionam jogadores que estejam/sejam adaptados aos seus esquemas; o time já tem um esquema existente de jogo corrido e não deveriam mudar isso para se adequar a Peterson.

7. A atual classe de running backs não começou nada bem. Saquon Barkley tem problemas na coxa, Rashaad Penny teve de passar por cirurgia no dedo, Sony Michel não treina desde oício de agosto, Nick Chubb não impressionava até o segundo jogo da pré-temporada, Ronald Jones tem estado muito mal no training camp e Derrius Guice já está fora da temporada por lesão no joelho. Havia imensa expectativa na última classe de corredores por conta da imensa quantidade de talento; para os primeiros nomes selecionados, o cenário inicial não é positivo.


8. A regra nova do capacete é bastante questionável, porém, me incomoda mais a nova regra de proteção aos quarterbacks. A NFL implementou na offseason uma regra sob a qual basicamente “os defensores não podem cair com todo o peso de seu corpo em cima do quarterback adversário”.

Eu assisto futebol americano há bastante tempo e eu simplesmente não consigo entender a regra. No exemplo acima, é impossível para Antwione Williams, o 56 do Minnesota Vikings, não cair com todo seu peso em cima de Cody Kessler, principalmente se considerarmos que ele veio a toda velocidade depois de sair sem qualquer bloqueio depois do snap. O que os defensores tem de fazer nesse caso? Não há como parar. A liga implementou a regulamentação para prevenir pancadas como a de Anthony Barr em Aaron Rodgers, que machucou o quarterback dos Packers na última temporada. Isso é futebol americano. A regra é totalmente exagerada.

9. A punição para Jimmy Smith foi justa. A NFL suspendeu o cornerback dos Ravens por quatro jogos por violar a política de conduta pessoal da liga após alegadamente ameaçar sua ex-namorada; a liga não encontrou qualquer evidência de que houve agressão por parte de Smith.

A suspensão foi justa se olharmos pelo ponto de vista que foi uma violação de conduta pessoal; o que não podemos esquecer é que a suspensão para violência doméstica é de seis jogos e a reincidência leva ao banimento da NFL. Como dito acima, a liga não encontrou qualquer evidência de que Smith agrediu sua ex-namorada, mas encontrou evidências de comportamento abusivo e ameaças do jogador – o que levanta um possível questionamento: se o jogador (ou qualquer outro que já tenha sido suspenso pelo mesmo motivo) posteriormente de fato cometer um ato de violência doméstica, a suspensão correta seria de seis jogos ou o banimento? É uma pergunta interessante.

10. Josh Gordon está de volta e fãs de Cleveland podem respirar aliviados. Noício de agosto, com as especulações sobre uma possível contratação de Dez Bryant por parte dos Browns a todo vapor, muito se comentou sobre um quarteto de recebedores composto por Dez Bryant, Corey Coleman, Jarvis Landry e Josh Gordon e o quão letal isso seria para as defesas adversárias.

Pois bem, Bryant não assinou, Coleman foi trocado e Gordon estava ausente, deixando Landry como a única grande estrela como recebedor e o time sem opções provadas como outside. Com o período de afastamento de Gordon chegando ao fim, os Browns agora se sentem bem mais seguros com seus wide receivers. Não acredite no papo de Hue Jackson de que ele não será instantaneamente titular no time: o talento do jogador facilmente lhe renderá uma vaga como titular.

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