10 Opiniões: Sobre wild cards, quarterbacks e despedidas

A coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL.

Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado! Confira aqui o índice completo da coluna.

Bom, é semana de Natal, e eu usei um dia a mais para preparar a coluna pois estava muito cheio por causa da ceia. Tudo bem? Tudo bem.

***

1.Eu acho que a rodada de domingo vai representar a última participação de vários quarterbacks contestados por suas respectivas equipes. A próxima classe do Draft não é nem de perto recheada como a de 2018 em relação à posição, mas a expectativa é de que o mercado se torne extremamente movimentado na intertemporada com relação à nomes e trocas. Então, domingo provavelmente será a última vez que alguns estarão em campo por suas equipes atuais – e em alguns casos, na sideline.

O exemplo mais óbvio é o de Joe Flacco, que assistirá da sideline o Baltimore Ravens brigando contra o Cleveland Browns para assegurar o título da AFC North. Se os Ravens conquistarem a divisão e atuarem nos, será com Lamar Jackson under, assim como nos próximos anos: o emprego de Flacco está qualquer coisa menos garantido em 2019, e ele deve ser o principal nome no mercado em março após sua (provável) dispensa da organização.

Quando os Dolphins visitarem os Bills no New Era, a organização tem de estar ciente de que aquela é a última vez que Ryan Tannehill será o titular e líder de Miami. Tannehill é o franchise da equipe já há seis anos e nunca se provou a resposta ou suficiente para levar os Dolphins ao sucesso. Se a franquia vai atrás de uma das escassas opções no Draft ou apostar no mercado, isso é difícil de prever. O que é certo é que eles precisam de novos ares em 2019.

Se os Bengals insistirem mais um ano na mediocridade proporcionada por Andy Dalton e Marvin Lewis, 2019 vai ser mais um ano insosso. Blake Bortles? O dead money é alto, diferente de seu talento, e os Jaguars fariam bem se cortassem-no apesar da punição alta que virá no salary cap. Também tenho curiosidade com relação ao que farão os Buccaneers, mas acredito que, por ora, manterão Jameis Winston na organização por mais um ano, assim como os Giants em relação a Eli Manning. Em resumo: ao menos quatro dos 32 times se projetam como prováveis atuantes no mercado da posição mais importante do jogo no que promete ser uma offseason bem movimentada.

2. Se minhas contas estão certas, ainda existem seis times que não estão com vagas asseguradas nos playoffs mas ainda possuem chances de qualificação na semana 17, então farei um item para cada um deles. Antes disso, no entanto, eu quero falar sobre a importância da última semana da temporada regular para o Chicago Bears.

Uma das franquias mais tradicionais da liga, os Bears estarão na pós-temporada pela primeira vez em quase uma década, desde o fiasco que foi a campanha de 2010 com o Jay Cutlergate na final de conferência contra os Packers. O time já tem a NFC North e pelo menos um jogo em casa assegurados, mas ainda tem chances de conseguir a semana de folga: caso vençam os Vikings e os 49ers vençam os Rams, Chicago herdará a seed 2 de Los Angeles.

Desde 2013, nenhum time vence o Super Bowl se não tiver a semana de descanso no wild card. Isso fala tanto sobre o descanso quanto sobre a força dos times, é claro, mas você tem de se perguntar qual será o plano de ação de Matt Nagy no próximo domingo: Nagy vai manter seus reservas em campo por um período extenso de tempo (o que quase que certamente resultaria numa vitória dos Vikings)? O treinador vai manter seus titulares em campo ao longo de toda a partida caso San Francisco esteja mantendo o placar equilibrado contra Los Angeles? O que fazer nessa situação?

Um ponto importante a se lembrar aqui é de que, se os Vikings baterem os Bears, se classificam com a seed 6 no wild card e enfrentam na primeira rodada dos playoffs… os Bears. Se Chicago vencer Minnesota, é bastante provável que o time receba Philadelphia na primeira semana – isso, claro, se além da vitória da equipe, os Rams vencerem os 49ers, outro resultado bem provável -, já que os Eagles precisam apenas de vencer Josh Johnson e seus amigos em Washington. O que Nagy fará com suas principais estrelas é um dos assuntos interessantes na semana 17.

3. Mesmo que Kirk Cousins não seja lá dos mais efetivos em jogos de grande importância/horário nobre, eu realmente acho que os Vikings serão uma grande ameaça caso cheguem aos playoffs. Se fala tanto da incrível defesa dos Bears, que é a melhor da liga por uma margem notável segundo a métrica DVOA, porém a defesa dos Vikings continua atuando em um nível altíssimo, fato reforçado desde a segunda metade da temporada com a volta de Everson Griffen e o time superando a perda de Tony Sparano.

Cousins não vai – anote isso e printe aonde quiser, eu aposto – ser a razão pela qual os Vikings sairão vitoriosos em absolutamente nenhum dos confrontos na pós-temporada, mas ele é o tipo de passador que pode fazer uma ou duas jogadas mágicas em todas as partidas ao mesmo tempo que não comete erros graves com a bola. Com uma das melhores defesas da liga e um jogo corrido que parece ter ganhado grandes injeções de ânimo após a promoção de Kevin Stefanski para coordenador ofensivo e a demissão de John DeFillippo, Minnesota tem a receita para ser um time que briga com as maiores potências da NFC. A ver.

4. Todavia, se o sexto representante da NFC for o Philadelphia Eagles, não espere que as coisas sejam mais fáceis por conta da lesão de Carson Wentz. Se você assistiu o duelo do último domingo contra o Houston Texans, percebeu sobre como Nick Foles pegou fogo ao longo da partida e, salvo por um descuido do time no último quarto, notou como os Eagles dominaram a forte equipe dos Texans ao longo de toda a partida. Esse é um time muito evoluído em relação à equipe extremamente inconsistente da primeira metade da temporada, e que, se qualificados – precisam de bater Washington e contar com uma derrota de Minnesota contra Chicago -, botarão medo em qualquer adversário, mesmo fora de casa.

O pass rush voltou a vida, a secundária tem em Avonte Maddox uma gratíssima surpresa e a ascensão de Crevon Le’Blanc também ajudou o time a melhor o jogo aéreo. A linha ofensiva cresceu muito de produção, e até mesmo as chamadas de Doug Pederson estão muito melhores do que vimos em grande parte do ano. Os Eagles estão num ótimo momento e são ameaçadores para qualquer equipe – o problema é que isso pode ser tarde demais. As derrotas contra Titans e Panthers pesam muito, no fim das contas.

5. Eu não tenho nenhum interesse nesse jogo em termos de torcida, mas eu acho que seria realmente decepcionante se os Colts não se classificassem para os playoffs. Esse é um time que encontrou sua identidade depois de cinco derrotas nas primeiras seis semanas e que recuperou um ano que parecia perdido na primeira metade da temporada: Indianapolis triunfou em oito dos últimos nove compromissos e agora possui um jogo de vida ou morte no Sunday Night Football contra Tennessee: venceu, pós-temporada; derrota, eliminação.

Vencer os Titans e avançar para os playoffs seria o fim de Cinderela na temporada de um time, digamos, simpático: a admissão de Frank Reich foi um grande acerto, Andrew Luck é o Comeback Player of the Year e a defesa finalmente parece uma unidade respeitável. Os Colts são bons o suficiente para derrubarem os favoritos da AFC? Provavelmente não. Mas que a história escrita em 2018 foi bem bonita, foi.

6. Do outro lado, por mais que não sejam extremamente excitantes de se assistir, os Titans são, sim, uma força que precisa ser reconhecida. Os comandados de Matt LaFleur talvez tenham de dar a titularidade à Blaine Gabbert (sim) na última partida da temporada a depender da condição de Marcus Mariota, e eu acho que os Colts são os favoritos para vencer o Sunday Night Football e arrebatar a última vaga nos playoffs da AFC.

No entanto, os Titans venceram seis das sete partidas que foram disputadas em seus domínios ao longo da temporada – local de disputa do Sunday Night Football -, e contam com uma defesa e um time de especialistas acima da média da liga. Se conseguirem ser eficientes no jogo terrestre e fazerem o suficiente para limitar Andrew Luck, veremos a décima vitória e a classificação chegando para Tennessee.

7. A AFC North parecia totalmente sob o controle de Pittsburgh e isso se dissipou no último quarto da temporada; contudo, o script já vinha sendo escrito há tempos. Quatro derrotas nos últimos cinco jogos machucam demais, é óbvio, e as derrotas contra Raiders e Saints foram particularmente dolorosas; ao mesmo tempo, nenhum fake punt mal pensado ou pass interference mal marcado teve consequências mais nefastas do que uma não-vitória específica dos Steelers, há muito, muito tempo.

Se voltarmos até a semana 1, nos lembraremos do jogo onde Pittsburgh visitou Cleveland, ainda sob o comando de Hue Jackson e com Tyrod Taylor under. Os visitantes chegaram a liderar por 21 a 7 no último quarto, quando cederam 14 pontos consecutivos e empataram o jogo após o overtime. Os Steelers cometeram SEIS turnovers naquela tarde e não conseguiram sair com a vitória: caso tivessem o mínimo de competência, estariam empatados com os Ravens com uma campanha de 9-6, mas com a vantagem nos critérios de desempate e só dependeriam de si mesmo para se qualificar a pós-temporada – a vitória contra os Bengals no Heinz é um resultado provável. Se eliminados, é um atestado de incompetência que não começou a ser escrito em novembro, e sim em setembro.

8. Eu amo Lamar Jackson, o que não exclui o fato dele ter sido péssimo como passador desde que assumiu a titularidade. O sistema ofensivo dos Ravens se reinventou com a saída de Flacco e a promoção de Jackson para a titularidade, inicialmente por lesão e agora por méritos do calouro. É um time com mais formações pistol e que utiliza muito bem o jogo terrestre, que junto da segunda melhor defesa da NFL – mais uma vez, segundo a métrica DVOA -, é a explicação para as cinco vitórias nos últimos seis jogos da equipe.

Mas, para vencer jogos na pós-temporada – e também no próximo domingo, no jogo da vida contra os Browns -, os Ravens terão também de passar a bola com eficiência, e Lamar Jackson tem sido horrível nesse quesito. Ele demonstrou melhora no triunfo contra os Chargers, mas ele ainda tem problemas com seu trabalho de pés e precisão, dois aspectos que já eram ruins e Louisville e não impressionam de forma alguma no início de sua carreira. Os Browns estão em ótima fase e apresentarão um desafio respeitável na semana 17; a vaga dos Ravens nos playoffs está qualquer coisa, menos assegurada.

9. Eu acho que os Raiders jogando 2019 longe de Oakland seria triste. A identificação da franquia com a Black Hole é imensa, e a ida para Las Vegas só ocorrerá em 2020: o time não possui contrato para a utilização do Oakland Coliseum em 2019 e, com o imbróglio vigente com a administração da cidade, é bastante provável que não haja acordo para que os Raiders atuem em Oakland na próxima temporada enquanto o novo estádio não fica pronto. É triste ver a organização passar por tal situação, afinal, a identificação dentre time e cidade sempre foi imensa.

10. Sessão semanal de prêmios, semana 15

Melhor jogada da semana: Passados apenas cinco minutos no primeiro quarto do Monday Night Football, com pouquíssima audiência no Brasil por conta da véspera de Natal, os Raiders receberiam a bola dos Broncos num punt, que foi mantido fora da end pelo time de especialistas de Denver; porém, a jogada não havia sido encerrada, e Dwayne Harris pegou a bola na linha de uma jarda e conseguiu um retorno espetacular de 99 jardas até a end adversária, anotando o primeiro de Oakland na partida, que terminaria com a vitória por 27 a 14.

Pior jogada da semana: Liderando por 28 a 24 fora de casa contra os Saints e com a bola na linha de 42 do campo de defesa, os Steelers chamaram um fake punt com pouco mais de quatro minutos restantes no confronto, dando a bola para Roosevelt Nix que ficou a uma jarda de conquistar a primeira descida, mas saiu comemorando como se tivesse alcançado as jardas necessárias; os Saints virariam a partida, contariam com um fumble de JuJu Smith-Schuster para garantir o triunfo e garantiriam a home advantage dentro da NFC; para os Steelers, a derrota tirou a equipe da liderança da AFC North e representou um grande golpe na conquista de uma vaga na pós-temporada.

Jogada subestimada da semana: Era essencial para os Vikings que eles batessem os Lions fora de casa para manter a vantagem sobre os Eagles pela última vaga do wild card na NFC, porém, até a metade do segundo quarto, as coisas estavam saindo horrorosas para Minnesota. Perdendo por 9 a 7 na última jogada antes do intervalo, Kirk Cousins lançou uma hail mary para a end e Kyle Rudolph, em posição perfeita para conseguir o milagre, fez a recepção que mandou o time para os vestiários com uma vantagem de 14 a 9. No segundo tempo, com o momentum da partida a seu favor e com um time superior, os Vikings não sofreram pontos e venceram por 27 a 9.

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