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A coluna 10 opiniões é a forma de você rapidamente se inteirar sobre os principais assuntos da semana na NFL. Postada toda quarta-feira com Henrique Bulio, inclusive durante a temporada regular da NFL e uma forma de você rapidamente ficar informado!

1. Ah, eu me lembro como se fosse ontem. O Draft de 2016.

Não pelas cinco primeiras escolhas, as quais todas já são estrelas na liga depois de apenas duas temporadas, e sim por uma escolha específica no segundo dia: os Jets pegando Christian Hackenberg, de Penn State, na segunda rodada. Você já sabe a história: depois de uma temporada de calouro de impressionar na universidade, as expectativas foram altíssimas nos anos seguintes, as quais Hackenberg nunca correspondeu. Mesmo assim, New York confiou que podia resgatar o jogador da sua primeira temporada com os Nittany Lions e utilizou uma escolha de segunda rodada nele. Hackenberg nunca jogou um simples snap pela organização em seus dois anos – e oportunidades que justificassem sua inserção numa posição de titular não faltaram, diga-se.

Dessa forma, eu não tenho a menor ideia do que os Raiders estavam pensando quando trocaram pelo jogador, mas a troca faz sentido para ambos os lados. Para Oakland, o preço pago (uma escolha condicional de sétima rodada no Draft de 2019) para um jogador que já demonstrou ter potencial, mesmo que há muito tempo ele não seja desenvolvido – e Jon Gruden é um fã assumido de Hackenberg. Já para New York, a franquia se livra de uma das piores escolhas já feitas na história da liga e pode aprender com os erros no processo de desenvolver Sam Darnold. Por fim, o quarterback ganha um novo começo longe da mídia nova-iorquina.

2. As declarações de Cassius Marsh não são nada de novo e não deveriam ter muito significado. O agora defensive end do San Francisco 49ers declarou que, nos dois meses e meio com os Patriots na temporada passada, não teve diversão jogando futebol americano e que pensou em largar o esporte. O que se precisa ter em mente é: Marsh não foi o primeiro e provavelmente não será o último a se sentir desse jeito. New England tem esse método há quase duas décadas. Divertido ou não, são cinco títulos e oito aparições no Super Bowl, ou seja: funciona. O Curti escreveu mais sobre em sua coluna.

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3. Ótima contratação dos Seahawks em Brandon Marshall. Claro, seu auge já passou. O custo para a organização, todavia, é de apenas 2 milhões de dólares se o recebedor atingir todas as cláusulas de incentivo de seu contrato. Marshall levará experiência e altura ao grupo de wide receivers da equipe: Tyler Lockett e Doug Baldwin, os dois principais nomes da posição no elenco, possuem 1,77m de altura; Marshall possui 1,95m.

4. Adrian Peterson é outro veterano o qual eu daria uma chance. Você não espera dele uma carga de corredor principal – ele seria mais um possível descanso ao principal running back de alguma equipe. Ele teve bons momentos em Arizona na temporada passada e já declarou que quer assinar com alguma equipe para 2018, citando especificamente Los Angeles, Green Bay e New Orleans como algumas das opções. Por algo como 8-10 carregadas por jogo, por que não?

5. A nova política da NFL com relação ao hino é burra. Simples assim. A NFL manterá no vestiário os jogadores que não quiserem ficar de pé para o hino americano e os que saírem para o campo obrigatoriamente terão de manter tal postura. Depois de dois anos de discussões sociais e políticas iniciadas por Colin Kaepernick com uma mensagem totalmente diferente do que hoje se difunde, a liga deu um forte tiro no pé tentando apelar para seus fãs e ignorando a mensagem dos jogadores. Não parece ser a ideia mais inteligente do mundo tentar forçar nacionalismo e/ou patriotismo de alguém.

6. A carreira de Josh Freeman acabou sem fazer nenhum sentido. Tampa Bay utilizou uma escolha de primeira rodada no jogador em 2009 e sua segunda temporada na liga foi maravilhosa, levando os Buccaneers a um 10-6 surpreendente e com ótimos números (61.4% de passes completos, 3451 jardas, 25 touchdowns, 6 interceptações).

E então sua carreira implodiu. Em 2011, foram 18 touchdowns e incríveis 22 interceptações. A temporada seguinte foi melhor, mas ainda foram 17 passes recuperados pelos adversários. No ano seguinte, dispensado do time por, dentre vários motivos, problemas com outros jogadores. Freeman nunca mais se estabeleceu em equipe nenhuma.

7. Mychal Kendricks é o free agent mais talentoso disponível no mercado. Se sua contratação para o Minnesota Vikings realmente acontecer, watch out. Ele estaria reunido com seu irmão no principal favorito da NFC junto do time que acabou de dispensá-lo. A defesa dos Vikings já faz parte da discussão das melhores da NFL – adicionar Kendricks traria ainda mais lógica a quem tem essa opinião.

8. Pensamento semanal sobre College Football: Alabama-USC para abrir a temporada de 2020 é amável. 2016 não foi agradável para os Trojans no mesmo confronto: 52-6 para os Tides. A expectativa sobre J.T. Daniels já existe na California e Alabama é sempre uma das mais fortes equipes do futebol americano universitário. Eu adoro essa escolha.

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9. Pensamento semanal não-relacionado ao futebol americano: Eu realmente não me lembro de ter visto um jogador tão sujo quanto Sergio Ramos. E eu não me refiro só ao acontecido com Salah na final da Champions – ele aplicou o mesmo golpe em cima de Dani Alves em ocasião anterior contra a Juventus na final da edição 2016-17. No jogo do último sábado, Ramos acertou Karius propositalmente no olho no início do segundo tempo de forma sutil, que o juíz não viu. São costumeiras tais ações por parte do zagueiro do Real Madrid. São efetivas? Sim, é verdade. Mas não deixam de ser sujas.

10. Faltam 100 dias para a temporada da NFL. Durmam bem com essa informação.

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