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De alguma maneira inexplicável, escrever sobre o quarterback do time favorito dos fãs de NFL aflora um sentimento tão intenso nas pessoas que não é muito diferente de quando se faz um comentário sobre um membro da família. Quando esse comentário é negativo – ou, ao menos, não tão positivo quanto a pessoa esperava ler -, a intensidade das emoções se multiplica mais ainda, e o escritor vira o pior analista de todo o universo.

O ponto sobre analisar quarterbacks é que não existe verdade universal. Futebol americano, no fim das contas, é um esporte coletivo, e milhares de fatores podem influenciar a atuação de um signal caller num domingo qualquer. É importante entender que nenhum método de avaliação será 100% preciso e que diferenças de opinião são completamente normais.

Pessoalmente falando, gosto muito da métrica ANY/A para avaliar as estatísticas de um passador, já que sua fórmula é a mais completa em termos de números – sacks, interceptações, passes completos, tentativas de passe, touchdowns, todos esses números estão presentes nela. Contudo, nem mesmo a fórmula ANY/A é perfeita, embora forneça uma boa noção geral do nível dos quarterbacks. Não, esse ranking não foi montado com base nela, ou então o líder dele seria Ryan Fitzpatrick.

Algo importante a se levar em consideração antes de começar a ver esse ranking: muito provavelmente, estamos presenciando em 2018 um nível jamais visto com relação as atuações de. É importante ter isso em mente pois, se o do seu time não estiver tão alto na lista quanto você acha que deveria estar, as chances de isso ocorrer por mérito de outros passadores é gigante.

Importante: esse Power Ranking considera APENAS a temporada de 2018.

Ok, chega de enrolações.

(Nota do editor: Ryan Fitzpatrick é novamente o titular dos Buccaneers, porém, a elaboração deste Power Ranking se deu majoritariamente dentre as semanas 6 e 8, quando Jameis Winston ainda detinha o posto de titular. Portanto, Winston está presente e Fitzpatrick não)


32. Josh Allen, Buffalo Bills

(75/139, 54.0% de passes completos, 832 jardas, 2 TDs, 5 INTs, 3.00 ANY/A)

Estatisticamente falando, antes da semana 8, Josh Allen era um dos piores em toda a história da NFL – incrivelmente, pode-se fazer um argumento que Nathan Peterman é o pior, e ambos jogam no mesmo time. Ver Allen em campo muito antes do que se apontava como o período ideal de amadurecimento antes do Draft tem sido uma experiência aterrorizadora, conquanto o ataque dos Bills inteiro provoque as mesmas sensações – e, verdade seja dita, pouco ou nada tem sido feito para ajudar o calouro a se desenvolver da forma esperada.

Allen não deveria jamais ter adentrado o campo como titular em 2018. Ele ainda não está pronto para a NFL, e pior ainda, os Bills possuem indubitavelmente o pior ataque e o pior supporting cast da liga. Ele está afastado dos campos por uma lesão no nervo do cotovelo, e a situação em Buffalo é tão grave que o veterano Derek Anderson é quem lidera o time atualmente. Um ponto positivo – dos pouquíssimos existentes até agora – é que Allen tem utilizado muito bem seu atleticismo, sendo uma arma útil realizando scrambles e correndo com a bola. Entretanto, cada snap dele em campo com esse ataque à sua volta pode ser mais prejudicial do que benéfico no longo prazo.

31. Josh Rosen, Arizona Cardinals

(94/169, 55.6% de passes completos, 1072 jardas, 5 TDs, 6 INTs, 4.26 ANY/A)

No processo pré-Draft, Rosen era considerado por mim (e por muitos outros analistas) como o mais preparado para a liga profissional. Costuma-se dizer que existem cinco áreas de importância num time que seleciona um novo do futuro, sendo essas em ordem: treinadores ofensivos, linha ofensiva, head coach, suporte à sua volta, defesa. Selecionado por Arizona, Rosen está atualmente numa situação em que nenhuma dessas áreas ajuda em seu desenvolvimento. Literalmente nenhuma. Josh Allen ainda tem a defesa; o outro Josh, nem isso.

Se há uma luz no fim do túnel, ela veio na forma da demissão de Mike McCoy, o coordenador ofensivo responsável por esse ataque insosso e improdutivo. Isso não é uma defesa apaixonada de Rosen:

30. Blake Bortles, Jacksonville Jaguars

(175/290, 60.3% de passes completos, 2021 jardas, 10 TDs, 8 INTs, 5.75 ANY/A)

O fato de Blake Bortles ter sido colocado no banco em favor de Cody Kessler diz muito mais sobre Blake Bortles do que sobre Cody Kessler. Vamos ser diretos: Bortles é um horrível e os Jaguars erraram feio em estender seu contrato na última intertemporada – e agora terão de arcar com isso por pelo menos dois anos, dada a forma que seu contrato está estruturado.

O maior problema da carreira de Bortles está em sua incapacidade de produzir consistentemente com relação aos seus bons jogos. Todos se impressionaram com sua atuação contra os Patriots na semana 2, mas somadas as pontuações dos Jaguars contra Titans, Chiefs, Cowboys e Texans, são apenas 34 pontos, e isso ocorre pela falta de qualidade de seu jogo aéreo. O time precisa de sangue novo na posição.

29. Marcus Mariota, Tennessee Titans

(99/150, 66.0% de passes completos, 1030 jardas, 3 TDs, 5 INTs, 4.47 ANY/A)

Confesso ter sido um dos mais iludidos na possibilidade de que, livre das garras de Mike Mularkey e com Matt LaFleur – recém-saído dos Rams de Sean McVay – tendo total controle sobre o ataque dos Titans, a evolução de Marcus Mariota aconteceria de forma acentuada em 2018. Longe de ser o caso.

Mariota mais uma vez tem sido afetado por lesões ao longo do ano – uma constante em sua carreira até então. Sua tomada de decisão tem sido questionável em alguns tempos, o que pode ser atribuído à sua falta de conforto com um novo sistema ofensivo. Ainda assim, seu record na red permanece dentre os melhores, mas a lista de positivos não é extensa nesse momento, já que ele pouco tem sido efetivo. Se o nível se mantiver baixo, os Titans terão uma decisão importante a tomar quanto ao quinto ano de seu contrato.

28. Case Keenum, Denver Broncos

(184/288, 63.9% de passes completos, 2110 jardas, 10 TDs, 10 INTs, 5.49 ANY/A)

  • Por Deivis Chiodini, do Pro Football e do On The Clock

Se os Broncos tinham esperança de que Case Keenum e seu maravilhoso ano nos Vikings se repetiriam, a esta altura da temporada eles já estão conformados que isso não acontecerá. A carruagem voltou a ser abóbora cedo e Keenum não tem conseguido levar o ataque de Denver a uma consistência ofensiva. Se existem flashes de bons momentos, como na virada contra os Seahawks, os maus também aparecem com frequência. Além de ter o mesmo número de interceptações que passes para , ainda são seis fumbles sofridos.

A bem da verdade, a comissão técnica não ajuda muito. Contando com um forte jogo corrido, Denver deveria abusar do play action, onde Keenum teve o segundo melhor rating da liga na temporada passada. Vance Joseph prefere o colocar no shotgun diretamente e ele não consegue processar o jogo na velocidade adequada, cometendo turnovers e sofrendo por segurar demais a bola. Outro ponto importante seria colocá-lo em movimento, onde ele lê apenas meio campo e tomas boas decisões, mas a incompetência que impera no staff dos Broncos impede isso. Essa deve ser a toada pelo restante da temporada: um quarterback mediano, tendo suas potencialidades negligencias e colocado para tentar produzir exatamente onde é mais fraco. O resultado não tende a ser bom. Bem vindo de volta à realidade, Keenum.

27. Eli Manning, New York Giants

(215/315, 68.3% de passes completos, 2377 jardas, 8 TDs, 6 INTs, 5.88 ANY/A)

A velha história de se olhar além dos números. Em termos estatísticos, Manning tem tido desempenho superior a alguns passadores à sua frente nessa lista; quando se assiste os Giants em campo, contudo, percebe-se que seu desempenho tem sido fraquíssimo e que o ataque é limitado por sua capacidade atual – especialmente em passes longos.

Não existe qualquer dúvida que selecionar Saquon Barkley em detrimento de um quarterback com a segunda escolha geral no último Draft foi um movimento que atrasou New York por alguns anos – o que pode ser corrigido caso Justin Herbert se torne jogador do time em maio. Tudo que Manning faz atualmente é lento e ineficiente, e ele não dá aos Giants a chance de ser competitivo. O veterano está acabado.

26. CJ Beathard, San Francisco 49ers

(102/167, 60.4% de passes completos, 1252 jardas, 8 TDs, 7 INTs, 5.03 ANY/A)

Os fãs de San Francisco esperavam não ter mais de ver o nome de Beathard em qualquer ranking que envolvesse quarterbacks titulares, mas aqui estamos após a grave lesão no joelho de Jimmy Garoppolo. Beathard, a quem se pode considerar um backup relativamente consistente, assumiu a condição de líder de forma inesperada e tem feito um trabalho satisfatório dentro das suas limitações.

Um aspecto notável de Beathard em campo é que ele não tem medo de se arriscar, o que não é necessariamente algo bom. Ele não é o mais preciso da história e nem tem um braço incrível, mas é inteligente o suficiente para executar o complexo sistema de Shanahan. Para um reserva em seu segundo ano de liga, está ótimo.

25. Jameis Winston, Tampa Bay Buccaneers

(96/148, 64.9% de passes completos, 1181 jardas, 6 TDs, 10 INTs, 4.91 ANY/A)

Winston é uma montanha-russa com mais pontos baixos do que pontos altos e isso custou-lhe a condição de titular em Tampa Bay – e provavelmente sua carreira com a franquia chegou também ao fim. Uma máquina de, Winston é comumente irresponsável lançando a bola, procurando janelas inexistentes e estendendo jogadas de forma desnecessária, quando se poderia apenas aceitar o que a defesa lhe está dando.

Com o custo de 20,9M de dólares em 2019 e sabendo que todo esse dinheiro pode ser recuperado – exceto em caso de lesão -, não há razão alguma para os Buccaneers não cortarem o jogador. Em seus quatro anos, Winston provou que não pode ser o líder da organização, seja por seu desempenho em campo, seja por seus atos fora dele. A decisão a ser tomada por Tampa Bay não é tão difícil.

24. Derek Carr, Oakland Raiders

(188/261, 72.0% de passes completos, 2027 jardas, 10 TDs, 8 INTs, 6.37 ANY/A)

O que podemos esperar de Derek Carr a esse ponto de sua carreira como um Raider? O casamento dos sonhos com Jon Gruden tem sido conturbado, seu principal alvo foi trocado e existem relatos de que o clima nos vestiários não está dos melhores depois que Carr foi filmado pelas câmeras chorando após uma jogada – ou, ao menos, é o que pareceu; o negou as afirmações.

Carr é um eficiente em termos de mover a bola, mas o time não costuma transformar isso em pontos. Existem sempre uma ou duas jogadas onde você se pega questionando o que diabos ele pensou ao lançar tal passe, e existem jogos onde ele é quase perfeito – vide a última atuação contra o Indianapolis Colts. Existem problemas maiores na organização no momento, mas o é alguém sob o qual o sinal amarelo deve estar aceso.

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23. Mitchell Trubisky, Chicago Bears

(155/240, 64.6% de passes completos, 1814 jardas, 15 TDs, 6 INTs, 6.82 ANY/A)

Um quarterback que só lança para um lado do campo? É quase isso o que vemos em Mitchell Trubisky. Sua evolução tem sido menos acentuada do que esperava, mas é notável o quanto sua tomada de decisão melhorou – especialmente nas últimas semanas. Ele não tem hesitado em suas progressões, ainda que precise refinar sua precisão.

Ajuda o fato de ter Matt Nagy e Mark Helfrich no comando do ataque? Sem dúvida. Porém, a melhor atuação da carreira de Trubisky veio no último domingo contra uma boa secundária dos Jets, aonde ele se manteve seguro – e não contra os Buccaneers, onde ele lançou seis touchdowns mas a imensa maioria de seus passes foram para recebedores completamente livres. Tenha paciência com Mitchell: ele está num bom caminho.

22. Ryan Tannehill, Miami Dolphins

(85/129, 65.9% de passes completos, 972 jardas, 8 TDs, 5 INTs, 5.78 ANY/A)

Qualificar Ryan Tannehill foi uma tarefa bem complicada pois inconsistência é o que define sua carreira desde que chegou a liga e 2018 não tem sido diferente. Ele está machucado atualmente e perderá o quarto jogo consecutivo no próximo domingo, mas suas duas últimas atuações contra Patriots e Bengals não foram nada inspiradoras, de modo que os pedidos por um novo franchise para o time se intensificaram.

Tannehill parece um seguro na maior parte da era Adam Gase em Miami e, se não um ótimo passador, ele ao menos consegue ser eficiente nas zonas intermediárias do campo e comete um baixo número de turnovers. Os Dolphins precisam se perguntar se isso é o suficiente se a equipe quer alçar vôos mais altos.

21. Sam Darnold, New York Jets

(138/250, 55.2% de passes completos, 1705 jardas, 11 TDs, 10 INTs, 5.14 ANY/A)

Darnold tem sido exatamente o que se esperava dele em sua temporada de calouro – e isso é muito bom. Sua mecânica de passe parece mais eficiente e decisiva, e ele tem sido obrigado a tomar decisões na linha de. O resultado são alguns flashes de ótima produção e alguns turnovers, tudo dentro da linha de aprendizado.

Não acredito que o sistema ofensivo atual dos Jets seja o ideal para as qualidades de Darnold; a demissão de John Morton ao fim da última temporada se prova agora um movimento ruim, já que um ataque com toques de Air Raid e West Coast Offense seria o ideal para o calouro. Mas seu desenvolvimento está sendo claro, e o lado verde de New York pode se sentir muito positivo com relação ao futuro na posição de.

20. Dak Prescott, Dallas Cowboys

(128/206, 62.1% de passes completos, 1417 jardas, 8 TDs, 4 INTs, 5.51 ANY/A)

Dallas pode não estar totalmente certo de que Dak atingirá um nível de elite em algum ponto de sua carreira, mas ao menos os Cowboys reconheceram que sem bons recebedores isso seria praticamente impossível. O time investiu uma escolha de primeira rodada em Amari Cooper, que será o principal recebedor de Prescott nos anos seguintes.

Em seu terceiro ano de liga, Prescott continua sendo bastante conservador passando a bola, com alta efetividade no play-action mas precisando ainda refinar suas leituras. Ele tem alternado boas performances com alguns jogos inconsistentes em 2018, e a inserção de Cooper no time titular deve atenuar o problema.

19. Baker Mayfield, Cleveland Browns

(130/223, 58.3% de passes completos, 1471 jardas, 8 TDs, 6 INTs, 5.06 ANY/A)

Para a primeira escolha geral, o futuro tomou um caminho interessante quando seu coordenador ofensivo e seu treinador foram demitidos ao meio de uma suposta disputa de poder dentro da organização. Para Mayfield, que ainda está se adaptando à velocidade da liga e aprendendo diversos novos aspectos do jogo, uma mudança no comando no meio da temporada não parece o melhor dos movimentos.

Mayfield não tem tido medo de ser agressivo com a bola, o que resulta em bons passes em janelas não tão extensas e, em algumas vezes, turnovers. Ele tem de acelerar o processo de tomadas de decisão e realizar progressões de forma mais rápida, duas coisas que virão com o tempo. O importante é que Mayfield tem estado numa boa curva de evolução e abriu uma faísca de excitação no torcedor dos Browns, mesmo que a organização não se ajude muitas das vezes.

18. Alex Smith, Washington

(144/228, 63.2% de passes completos, 1561 jardas, 8 TDs, 2 INTs, 6.47 ANY/A)

Mais do mesmo, se estamos sendo sinceros. Alex Smith tem mantido um nível de eficiência suficiente para ganhar jogos com a ajuda da fortíssima defesa de Washington, porém o ataque não é dos mais explosivos – e nem precisa ser, nesse exato momento.

Ele tem cometido poucos turnovers e sendo o game-manager o qual vimos na maior parte de sua passagem por Kansas City e em alguns períodos em San Francisco. A questão pendente é se, com Smith no comando, Washington será capaz de vencer shootouts – especialmente contra Philadelphia, a principal desafiante na NFC East. Nesse momento, a resposta parece ser um não.

17. Joe Flacco, Baltimore Ravens

(209/342, 61.1% de passes completos, 2259 jardas, 12 TDs, 6 INTs, 6.08 ANY/A)

Flacco não tem medo de lançar a bola de forma vertical, e isso tem gerado uma quantidade incrível de interferências defensivas ao longo de sua carreira – em 2018 são 5, a quarta maior marca da liga. Ele se adaptou bem ao reformado grupo de recebedores, e tem sido o motor do ataque dos Ravens, já que o jogo corrido tem sido inefetivo até então.

Flacco sabe que uma sequência de atuações ruins lhe custarão o cargo de titular, já que Lamar Jackson foi selecionado na primeira rodada do último Draft e pede passagem. Mesmo com algumas interceptações em decisões bastante questionáveis, o veterano tem jogado em um bom nível, suficiente para não gerar questões sobre o mérito de sua titularidade até então.

16. Andy Dalton, Cincinnati Bengals

(185/292, 63.4% de passes completos, 2102 jardas, 17 TDs, 8 INTs, 6.34 ANY/A)

Se lembram da famosa Escala Andy Dalton? Pois bem, ela perdeu um pouco de sua validez em 2018, fato causado pela elevação do nível de Dalton na atual temporada. Com a melhora do supporting cast à sua volta e a elevação do nível da linha ofensiva a um nível minimamente aceitável, vemos um Andy Dalton mais seguro, que dá aos seus recebedores a chance de fazerem boas jogadas e que comete poucos turnovers.

Assim como os Bengals de modo geral em 2018, há momentos de inconsistência no – tome como exemplo o desempenho insatisfatório no Sunday Night Football da semana 7 contra o Kansas City Chiefs. Entretanto, se anteriormente se via Dalton tendo bons números majoritariamente por conta do bom ataque à sua volta, em 2018 seu nível também merece elogios.

15. Matthew Stafford, Detroit Lions

(171/253, 67.6% de passes completos, 1912 jardas, 14 TDs, 6 INTs, 6.92 ANY/A)

Outrora uma máquina de turnovers por confiar demais na força do próprio braço, Stafford cortou o número de jogadas ruins no ataque de Jim Bob Cooter, e há alguns anos tem sido um ótimo para o Detroit Lions. Das seis interceptações na temporada, quatro destas vieram num jogo atípico na primeira semana da temporada.

Stafford tem notoriamente se transformado num jogador mais inteligente ao longo dos últimos anos e, como bem reforçado por Mike Zimmer, ele tem jogado melhor especialmente na red. Com os Lions focando mais em passes intermediários e no jogo terrestre – o time finalmente tem um jogo terrestre eficiente depois de anos -, Stafford não tem lançado um número alto de passes, mas tem tido bons números quando o faz.

14. Deshaun Watson, Houston Texans

(168/261, 64.4% de passes completos, 2176 jardas, 15 TDs, 7 INTs, 7.08 ANY/A)

Se você ainda não está animado com Watson, não perca mais tempo: a tendência é que ele suba cada vez mais nesse ranking. Os Texans venceram cinco partidas consecutivas e Watson não parece mostrar qualquer sinal de regressão ao altíssimo nível da temporada passada, encerrada prematuramente por uma lesão no joelho.

O segundanista não tem tido problemas ou hesitações em lançar a bola verticalmente, fazendo scrambles em boa hora e tendo bom controle do pocket. Além disso, Watson sabe que pode lançar a bola em janelas minúsculas por possuir em DeAndre Hopkins o que chamamos de possesion – ou seja, um recebedor especialista nos passes contestados, 50/50. Por fim, Deshaun tem tido boa precisão lançando em movimento, uma qualidade importante se considerarmos o nível da linha ofensiva de Houston.

13. Kirk Cousins, Minnesota Vikings

(241/341, 70.7% de passes completos, 2521 jardas, 16 TDs, 4 INTs, 6.95 ANY/A)

Com a libertação saída de Cousins de Washington para Minnesota, esperávamos finalmente vê-lo dando o próximo passo na direção do mais alto palanque de da liga, mas a evolução não foi notória a ponto de afirmarmos com segurança que os Vikings tem um de elite.

Cousins encontrou boa química com Adam Thielen, e o ataque aéreo do time tem sido eficiente; a grande questão fica em relação ao quanto isso é mérito do jogador e o quanto isso é potencializado pelo ótimo ataque à sua volta – essas mesmas questões ocorriam em sua antiga equipe. Ao menos, os Vikings sabem que possuem em Cousins um passador eficiente – especialmente nas bolas longas – e que podem dormir seguros com relação a um possível meltdown na pós-temporada, a exemplo do que aconteceu com Case Keenum na última final de conferência.

12. Cam Newton, Carolina Panthers

(158/238, 66.4% de passes completos, 1646 jardas, 13 TDs, 4 INTs, 6.70 ANY/A)

  • Por Felipe Vieira, do Pro Football e do On The Clock

Com a chegada do novo coordenador ofensivo Norv Turner, Cam Newton teve uma mudança de estilo de jogo para a temporada. Newton, que era acostumado a utilizar muito os passes longos, não tem tentado tanto quanto nos anos anteriores; Ainda assim, Newton tem se adaptado muito bem com as novas recomendações da coaching staff, utilizando mais checkdowns para aceitar o que a defesa lhe dá. A temporada em números tem sido a melhor da carreira do Newton até mesmo em relação a 2015, ano de seu MVP.

Newton tem gerenciado o pocket com maestria durante a temporada e mostrado que deve ser considerado um dos melhores pocket passers da NFL sim. Muitos dirão que Norv Turner reviveu a carreira de Cam Newton, mas é o oposto que está acontecendo. A variedade com que Cam Newton pode atacar uma defesa e com as atuais armas que tem tornam o ataque de Carolina um dos mais imprevisíveis e difíceis de.

11. Russell Wilson, Seattle Seahawks

(120/182, 65.9% de passes completos, 1556 jardas, 16 TDs, 4 INTs, 7.68 ANY/A)

Se lembram quando a expectativa era de uma temporada de reconstrução dos Seahawks após a saída de um grande número de veteranos da equipe? Pois bem, Russell Wilson não está nem um pouco interessado nisso. Por mais que o título da NFC West esteja fora de cogitação com o atual nível – e campanha – dos Rams, Seattle está firme na briga pelo wild card graças ao bom nível de seu quarterback.

Os Seahawks venceram quatro de seus últimos jogos com boas atuações ofensivas e a exceção é a visita a Los Angeles, fazendo jogo duro contra os Rams. Wilson tem jogado de forma eficiente, evitando turnovers e passando a bola num ataque mais focado em passes curtos e com timing definido – o que não lhe impede de atacar verticalmente quando preciso, o que ele tem feito muito bem. Não perca Seattle de vista.

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10. Andrew Luck, Indianapolis Colts

(225/342, 65.8% de passes completos, 2187 jardas, 23 TDs, 8 INTs, 6.28 ANY/A)

Não olhe agora, mas Luck aparenta ter voltado ao seu auge e os Colts possuem um ataque bastante ameaçador. A marca de 23 passes para só é inferior aos 26 de Patrick Mahomes, e Luck lançou 18 desses somente nos últimos cinco jogos. Não é surpresa verificar que, com um supporting cast de melhor nível a seu lado, suas atuações tenham se tornado muito mais eficientes.

O dos Colts vem mantendo a mesma efetividade nas seam routes que foi característica de sua carreira até então, e a força no braço parece estar gradativamente retornando ao normal. Com o conhecimento de jogo que Luck possui, aliado ao seu atleticismo, Indianapolis pode ficar seguro quanto a ter um quarterback de elite no elenco.

9. Ben Roethlisberger, Pittsburgh Steelers

(194/297, 65.3% de passes completos, 2290 jardas, 14 TDs, 7 INTs, 7.14 ANY/A)

Os times de Mike Tomlin costumam aquecer e voar na segunda metade da temporada, e esse é mais uma vez o caso. Sem Le’Veon Bell, a tarefa de Roethlisberger de mover o ataque com Antonio Brown e JuJu Smith-Schuster se tornou mais difícil, mas ele tem tido a eficiência de sempre, com maior comando do huddle e efetividade em passes verticais.

Um ponto no qual Roethlisberger precisa urgentemente de ter cuidado são as jogadas que denominamos turnover-worthy plays. Estas não necessariamente resultam em perda da posse da bola, mas representam a soma de passes ruins + fumbles – e ele está perto do topo da liga com 16 dessas jogadas. O veterano tem de tomar menos riscos e ser mais cuidadoso com a bola.

8. Tom Brady, New England Patriots

(199/295, 67.5% de passes completos, 2200 jardas, 16 TDs, 7 INTs, 6.99 ANY/A)

Há alguns dias, escrevi no meu Twitter que Brady vinha jogando num ótimo nível em 2018, mas um degrau abaixo da elite da liga nessa temporada. Acredito que essa afirmação se mantenha precisa nesse momento: ele tem sido excelente em diversos aspectos como em toda sua carreira, embora alguns overthrows aconteçam e seus passes longos precisem de um pouco mais de refinamento nesse momento.

No ano passado, o mesmo problema com relação aos passes longos parecia estar afetando Brady na segunda metade da temporada – nada que um pouco de descanso e a costumeira bye na semana do wild card não tivessem consertado para a pós-temporada. Com a idade avançada, é natural que isso aconteça. Não é algo que os Patriots devam se preocupar.

7. Carson Wentz, Philadelphia Eagles

(159/225, 70.7% de passes completos, 1788 jardas, 13 TDs, 2 INTs, 7.37 ANY/A)

Um pensamento o qual tenho guardado pra mim há algum tempo e exponho pela primeira vez aqui nesse texto: o Carson Wentz de 2018 é um quarterback ainda melhor que o de 2017. Seu release parece estar ainda mais rápido, ele consegue fazer leituras rápidas e se desvencilhar dos defensores ao realizar scrambles, lançando passes precisos quando em movimento – especialmente para o lado direito do campo.

Embora a linha ofensiva não esteja no mesmo nível de efetividade na proteção ao passe em comparação à 2017, Wentz usa de sua elusividade para escapar de sacks certos e prolongar jogadas. A chegada de Golden Tate vai ajudá-lo ainda mais a ter uma segunda metade de temporada no mais alto nível.

6. Aaron Rodgers, Green Bay Packers

(174/284, 61.3% de passes completos, 2283 jardas, 13 TDs, 1 INTs, 7.64 ANY/A)

O que mais pode fazer Aaron Rodgers a esse ponto? Os Packers não estão produzindo, mas a culpa não é do. Depois de comandar uma virada histórica mesmo machucado noício da temporada, Rodgers sofre semana sim, semana também, com as falhas de outros setores da equipe: a secundária foi um problema na primeira metade da temporada, e mesmo nas boas atuações do grupo, outros fatores impossibilitam Green Bay de decolar no ano – estou olhando para você, Ty Montgomery.

Rodgers continua lançando passes com velocidade, precisão e timing perfeitos para seus recebedores, mesmo que suas bases de lançamento não estejam perfeitas em alguns momentos – reflexo da lesão no joelho sofrida na primeira semana da temporada. Limitado por um ataque com desenhos simples e jogadas pouco inspiradoras, o tem tido mais um excelente ano, mesmo que isso não seja refletido na campanha da equipe.

5. Matt Ryan, Atlanta Falcons

(187/263, 71.1% de passes completos, 2335 jardas, 15 TDs, 2 INTs, 8.53 ANY/A)

Os Falcons estão obviamente nunca temporada decepcionante, mas o mesmo não pode ser dito de seu. Depois de mais umício de ano brutal, Atlanta se encontra em franca recuperação e esta é potencializada pelo alto nível de Matt Ryan, que aumentou sua eficiência na e também retornou a ter um desempenho satisfatório atacando o campo em passes longos e verticais.

A percepção sobre o nível de Ryan é comumente imprecisa. Steve Sarkisian melhorou nas últimas semanas como play caller, mas ele era a razão primária dos números de seu terem sofrido brusca queda após o excelente 2016 que culminou no prêmio de MVP: em 2017, Ryan executou bem o que lhe foi pedido: o problema estava no que lhe foi pedido.

4. Drew Brees, New Orleans Saints

(188/243, 77.4% de passes completos, 1990 jardas, 14 TDs, 1 INTs, 8.55 ANY/A)

Eu sei que a primeira interceptação de Brees só veio a acontecer na semana 8, mas se lembre: o nível de outros em 2018 também é altíssimo. O veterano tem sido extremamente efetivo distribuindo bem a bola, ajudado por um supporting cast excelente e uma linha ofensiva que se colocou dentre à elite da liga nos últimos tempos.

Os 77.4 lideram a NFL em porcentagem de passes completos, e o TD/INT ratio de 14 é quase inacreditável. Além desses números absurdos, Brees recentemente se tornou o quarterback com mais jardas passadas em toda a história da liga. O que qualifica os três jogadores a sua frente é que, enquanto eles tiveram de vencer jogos por conta própria em 2018, Brees ainda não teve essa responsabilidade, e por isso recebem os méritos. Mais uma vez: não é uma crítica ao veterano, e sim um reconhecimento justo aos de sua frente.

3. Philip Rivers, Los Angeles Chargers

(152/220, 69.1% de passes completos, 2008 jardas, 17 TDs, 3 INTs, 9.40 ANY/A)

Aos 38 anos, Philip Rivers tem tido a melhor temporada de sua carreira por uma boa margem e, além disso, uma das melhores da história da NFL no geral – segundo a métrica ANY/A, Rivers está tendo a terceira melhor temporada da história de um, atrás apenas de Peyton Manning (9.78 ANY/A em 2004) e Ryan Fitzpatrick (9.66 ANY/A em 2018).

Com Ken Whisenhunt desenhando um ataque onde Rivers pode ocasionalmente distribuir a bola de forma vertical a vários de seus alvos ao mesmo tempo que procura abrir a defesa com passes curtos e rápidos, não é surpresa alguma o baixo número de interceptações do quarterback desde oício da temporada passada – 13 se somados os dois anos. Se manter o nível por todo 2018, o veterano pode ser um azarão na briga pelo prêmio de MVP.

2. Jared Goff, Los Angeles Rams

(171/253, 67.6% de passes completos, 2425 jardas, 17 TDs, 5 INTs, 9.03 ANY/A)

Eram justos os questionamentos na temporada passada sobre o quão efetivo estava sendo Jared Goff versus o quão ajudado ele estava sendo pelo sistema de Sean McVay – essas dúvidas não são mais justas em 2018. Goff tem sido muito mais decisivo na linha de scrimmage e parece agora ter muito mais comando do ataque como um todo. É claro que ter McVay na sideline continua sendo de grande valia, mas um bom treinador ofensivo não é exclusividade de Goff.

Ele agora tem completado passes em janelas muito menores, sua precisão nas bolas longas melhorou muito e, embora ele ainda esteja tendo problemas e possa melhorar na sua tomada de decisão quando pressionado, não há dúvida alguma que a antiga primeira escolha geral tem jogado num nível altíssimo, digno de levar os Rams ao título do Super Bowl caso o record invicto da equipe seja um indicativo real da força de Los Angeles – e nesse momento, esse certamente parece ser o caso.

1. Patrick Mahomes, Kansas City Chiefs

(187/285, 65.6% de passes completos, 2526 jardas, 26 TDs, 6 INTs, 9.26 ANY/A)

O que mais podemos esperar de Mahomes que vai nos surpreender? Adentrando a posição de titular nos Chiefs com a missão de substituir Alex Smith após um ótimo 2017, o ex-jogador de Texas Tech tomou a liga de assalto, acumulando atuações impressionantes que relembram o lendário Brett Favre e com números que lhe atribuem a condição de favorito na briga pelo prêmio de MVP da temporada.

Ajudado por um excelente sistema ofensivo à sua volta, Mahomes tem sido incisivo em lançar a bola em todas as faixas do campo. Sua principal qualidade é lançar com precisão mesmo de plataformas instáveis de lançamento, e isso ele tem feito de modo eficaz, muitas das vezes passando a bola na corrida e de modo que a alcunha de gunslinger lhe serve muito bem: o segundo anista não tem medo de arriscar, e daí surgem as comparações com Brett Favre. Seu talento é inquestionável, e sua excelente metade de temporada lhe atribuem o topo nesse power ranking.

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