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Blackboard: as coberturas defensivas

“Meu, como que a defesa deixou ele livre? Ninguém viu o cara sozinho não?” Quantas vezes a gente não pensou isso, em um momento de indignação, após o time do coração tomar um touchdown longo e a virada? Isso é muito comum, porém engana-se quem pensa que em todas essas oportunidades a culpa são dos jogadores: muitas vezes o esquema é falho ou a cobertura empregada não era a ideal.

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Como o leitor mais voraz já deve ter aprendido, o que define uma partida de futebol americano, na maior parte dos casos, são os mismatches. Explicando melhor, são os confrontos dentro de campo que são favoráveis para um ou para outro lado. E engana-se quem pensa que isso se resume ao quesito talento individual: esquemas, coberturas preferidas, estilos defensivos e ofensivos são um ingrediente importante na definição dos mismatches.

Logo, entender o que são as coberturas e a diferença entre marcações individuais e marcações em zona é extremamente importante para o melhor entendimento do futebol americano – e são eles que fazem a diferença no domingo. Reparar nisso ao longo da transmissão não torna o futebol americano apenas mais prazeroso, mas também abre os olhos para a partida de xadrez que está acontecendo em sua frente – o que mostra o quão único ele é.

Para entender melhor sobre as coberturas (e como as melhores mentes ofensivas as exploram), é muito importante saber os conceitos defensivos (como gaps e sistemas defensivos) e ofensivos (como rotas, formações e alguns sistemas ofensivos) que já abordamos ao longo desta coluna. Sem entender o 4-3 fica muito difícil captar a ideia do famoso Tampa 2 que ainda está presente em algumas jogadas ao redor da liga.

O leitor já deve estar cansado de ler esta frase, mas vale repeti-la: o futebol americano é um jogo extremamente mental. Enquanto a defesa tenta entender como o ataque está alinhado, o quarterback adversário tenta entender o que a defesa está fazendo. Todo este jogo é feito para explorar cada defeito e sair bem sucedido após o lance. Por causa do jogo mental as coberturas tornaram-se extremamente complexas, porém aspectos básicos sempre estão presentes – e este é o tema do texto a seguir. Este texto foi feito pensando tanto no leitor médio quanto no leitor que pratica o esporte – e também no Nnamdi Asomugha, que nunca aprendeu a fazer uma cobertura por zona.

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Antes de abordar as coberturas em si, vale a pena diferenciar o que é uma marcação man e o que é uma zone. O futebol americano inteiro está baseado nisso – algumas vezes a defesa está em marcações individuais, outras em zona e outras mistas. Após entender isto, vamos partir ao objetivo principal: conhecer as coberturas mais básicas do jogo.

Man vs zone

Antes de falar especificamente sobre as coberturas é necessário destrinchar o que é estar no mano-a-mano e em zona, bem como as vantagens e desvantagens de cada um.

O nome da marcação já denuncia o que ela é. Enquanto na mano-a-mano cada marcador é responsável por um recebedor, na zone cada marcador é responsável por uma faixa do campo. Isto torna os dois bem distintos e sendo úteis para aplicar em situações diferentes.

A marcação man proporciona uma pressão maior na linha de scrimmage (o famoso bump-and-run) e garante que todos estão cobertos. Além do mais, ela evita com que os adversários conquistem muitas jardas após a recepção, limitando os ganhos. As grande desvantagens deste tipo de marcação são na geração de interceptações (fica mais difícil agarrar a bola), pouca ajuda (se o recebedor venceu o marcador ele ficará aberto), menor capacidade em evitar grandes scrambles e cansaço defensivo. Combinações de rotas cruzadas também são um ponto fraco da marcação individual, visto que isso causa tráfego entre os marcadores e acaba por deixar livre o recebedor adversário.

A marcação zone permite com que todos os defensores prestem mais atenção no quarterback adversário, limitando a sua movimentação e aumentando as chances de interceptações ocorrerem. Ao marcar em zona eles estarão olhando para o quarterback. Além do mais, os defensores cansam menos pois ficam limitados a uma região do campo. A grande desvantagem fica por conta das falhas de cobertura (locais que não existem jogadores por perto) e defensores perderem o recebedor de vista – assim como uma quantidade maior de jardas após a recepção. A vantagem é poder confundir o signal caller adversário e dificultar a sua leitura, podendo aumentar a geração de turnovers.

Aqui vale ressaltar um ponto muito importante entre a diferença de coberturas: algumas marcações de zona tem o conceito de ceder jardas mas evitar big plays – o famoso bend but don’t break. Ceder passes curtos e ganhos de 2 – 5 jardas em um lance não é tão prejudicial, logo uma marcação por zona, que garante que alguém fará o tackle, torna-se muito mais atraente. Se a intenção é evitar o passe completo, na maioria dos casos marcações individuais são a melhor opção. Lembre-se: assim como no xadrez, no futebol americano é preciso pensar bem antes de tomar qualquer decisão. Não dá para jogar a partida inteira em zona ou em marcação individual: é preciso mesclar para tornar as suas ações imprevisíveis para o adversário.

Vale ressaltar que existe diferença na técnica utilizada pelos jogadores na cobertura se a marcação é individual ou por zona. No caso de uma marcação com robber, por exemplo, o cornerback vai estar dando o lado das hash marks para o recebedor, visto que vai ter ajuda do linebacker ou safety que estiver por lá. O trabalho do footwork também vai mudar tremendamente de uma cobertura para outra: o cornerback vai estar mais interessado em evitar um passe longo na cover 3 e vai recuar mais do que se estivesse em uma marcação individual.

Cada um é utilizado em situações diversas. Em blitzes normalmente utiliza-se marcações mano-a-mano (na zone blitz a marcação é por zona) porque o sucesso da jogada está relacionado com o pass rush – e não com a marcação da secundária. Situações de two-minute drill exigem marcações por zona mais simples para poupar os defensores e não causar tanta confusão. Times que abusam de rotas cruzadas vão ver marcações por zona muito mais frequentemente que equipes que gostam de jogadas em levels, por exemplo.

Neste texto, a grande maioria das situações são em zona – marcações individuais são as mesmas para qualquer cobertura e não estão dentro do objetivo proposto. Após conseguir entender este conceito tão simples, mas extremamente fundamental, vamos passar ao que importa: as coberturas.

Cover 0

Para começar a entender o que são as coberturas, nada melhor do que começar pela mais simples e difícil de ser executada: a cover 0.

cover0

Este é um exemplo clássico da cover 0. O número 0 é devido a não existir nenhuma ajuda no fundo do campo, ou seja, nenhum safety fica responsável por ser o último homem antes da end zone. Todos os atletas jogam em marcações individuais, permitindo a defesa colocar seis jogadores no blitz.

O segredo para este tipo de cobertura ser efetiva é unir a marcação da secundária com o pass rush. Por não existir nenhuma ajuda no fundo do campo, qualquer marcação equivocada pode gerar um touchdown. O foco aqui não é a interceptação, mas sim pressionar o signal caller adversário, o forçando a lançar a bola fora – ou tomar um sack. Sem um pass rush o passe será completo e o ganho de jardas será muito grande.

cover 0 é essencialmente utilizada em terceiras (e quartas) descidas longas, visto que reduz o intervalo de tempo para o passe ocorrer. É um conceito simples e extremamente conhecido, porém bem difícil de ser executado. As coberturas a seguir são bem menos agressivas e podem ser muito mais utilizadas.

Cover 1

Este é o tipo de cobertura mais utilizado em situações de blitz. Na cover 1 geralmente as defesas estão jogando no mano-a-mano, com o free safety (circulado em azul) no fundo do campo. Ele é livre para ler os olhos do quarterback e seguir na direção em que o mesmo lançar, a fim de forçar os turnovers.

cover1

Com uma defesa jogando mano-a-mano e um free safety no fundo sobra um defensor. Por causa disso a cover 1 é essencialmente utilizada para blitzes: sempre são cinco jogadores indo atrás do quarterback. A pressão normalmente impede com que a jogada se estenda muito, dando uma ajuda para os marcadores. Outra opção é transformar o defensor que sobra em robber, porém o blitz é mais frequente.

Nesta jogada note que a pressão força com que Drew Brees lance a bola rápido. Por causa da ótima marcação o passe é incompleto. Por fim, note como o safety (em azul) fica sempre recuado e só reage na hora do lançamento de Brees.

Por ser essencialmente uma cobertura mano-a-mano, forçar interceptações torna-se uma tarefa complicada. O grande responsável por isto é o free safety, que cuida do meio de campo. Por causa disso, o melhor caminho para atacar a cover 1 é fugindo de rotas no meio de campo, visando deixar os recebedores sozinhos com seus marcadores. Rotas no meio do campo podem proporcionar dois efeitos (interceptações e o recebedor ganhando um grande hit) e nenhum é bom. Também vale salientar que o safety a mais no box proporciona um melhor combate ao jogo terrestre.

Cover 2

A cobertura mais clássica de todas. A cover 2 é a mais versátil e, por causa disto, é uma das que tem mais variações. Este texto vai cobrir dois tipos: a Tampa 2 e a zone. Logo após vamos falar um pouco mais sobre outro conceito importante na cover 1 e 2: o robber.

Zone

cover2z

Este é o sistema de coberturas mais clássico de uma cover 2. Apenas quatro jogadores indo atrás do quarterback, os corners marcando a curl/flat (lados do campo entre 0 e 20 jardas), os dois linebackers (WILL e SAM) ou o WILL e o nickelback (neste caso que a equipe está na formação nickel) sendo responsáveis pela hash (zona entre a lateral e o meio do campo), o MIKE marcando o meio do campo e, por fim, os dois safeties dividindo o fundo do campo em partes iguais – por isto o nome cover 2: dois jogadores no fundo do campo.

O grande atrativo deste tipo de cobertura é que, no momento do passe do signal caller, todos os jogadores da defesa (ou a grande maioria) estão lendo os olhos dele como na jogada – e não correndo e olhando apenas para o recebedor. Isto aumenta efetivamente as chances de interceptações, visto que o quarterback pode imaginar que um jogador está aberto (como neste caso) e o defensor corta a rota.

O bom deste tipo de cobertura é que tira toda a efetividade de rotas cruzadas mais perto da linha de scrimmage, tem uma boa efetividade contra o jogo terrestre, lançamentos no seam (ou seja, algum recebedor correndo uma rota go no meio do campo) são bem cobertos, assim como lançamentos na curl/flat.

O grande desafio aqui é a disciplina dos jogadores na marcação por zona. Eles precisam cuidar de suas regiões no campo e não podem sair correndo atrás de um recebedor qualquer. Além disso, é necessário ter uma boa técnica para não perder tackles logo após a recepção, visto que esta é a clássica cobertura que tem como filosofia ceder jardas, mas não ceder grandes jogadas. Forçar drives longos e exaustivos, principalmente quando se está a frente do placar, pode ser uma boa tática para conseguir um turnover ou, até mesmo, não ceder um touchdown. Por isso a cover 2 é tão utilizada no futebol americano.

Só que nem tudo são flores. Existe uma faixa do campo na cover zone que não é coberta tanto no meio quanto nas laterais: entre a linha de 20 e 25 jardas. Logo, rotas flagout e até mesmo postin podem explorar estas faixas. Para evitar isso, na década de 90 o técnico Tony Dungy e o coordenador defensivo Monte Kiffin – ambos no Tampa Bay Buccaneers – fizeram uma variação da cover 2: a Tampa 2.

Tampa 2

Aqui nós vamos fazer uma descrição bem rápida da Tampa 2, visto que esta marcação, na época de Kiffin com os Bucs, é muito mais completo que este breve comentário. Para explicar a Tampa 2 que fez tanto sucesso nos Bucs de 2002, é preciso falar de 4-3 under e os papéis de Warren Sapp, Derrick Brooks e daquela secundária. Logo, é preciso ter em mente que aquele sistema defensivo era único e merece, sem sombras de dúvidas, um Blackboard separado para explicar tudo.

Muitas pessoas confundem a marcação por zona (chamada de Tampa 2) com o sistema defensivo que originou esta marcação – o do Tampa Bay Buccaneers dos anos 2000. A Tampa 2 foi implementada, por exemplo, por Tony Dungy e Lovie Smith no Indianapolis Colts e Chicago Bears, respectivamente. Na realidade, até hoje algumas equipes (Carolina Panthers, Dallas Cowboys, Bucs e outras) possuem este conceito em seu playbook. Já a defesa Tampa 2, que era totalmente baseada nesta cobertura, é um pouco mais complexa e, novamente, será abordada em um futuro texto.

A Tampa 2 é derivada da cover 2. Após ler o passe, os corners marcam a curl/flat (em vermelho), o WILL e o SAM marcam a hash (em rosa) e dois safeties marcam o fundo do campo (em azul). A grande diferença fica por conta do posicionamento do MIKE e dos dois safeties. O linebacker (em amarelo) fica bem mais fundo no campo, indo marcar o meio além das 10 jardas de costume – ou seja, fica a 15-20 jardas da linha de scrimmage. Com a sua presença no fundo, os dois safeties marcam mais as laterais, deixando o meio para o linebacker.

Note nesta jogada como o linebacker realmente fica no meio dos safeties, os forçando para a lateral do fundo do campo. Este tipo de cobertura acaba com aquele problema clássico da cover 2 de uma faixa do campo não ser marcada – o que torna o conceito realmente interessante. O problema da Tampa 2 é a sua implementação: o middle linebacker precisa ser realmente atlético para cobrir uma grande faixa, mas ao mesmo tempo ser bom no combate ao jogo terrestre. Este elemento chave torna a formação bem instável, pois é difícil encontrar um atleta com tais características.

Obviamente que o linebacker mais no fundo e os safeties mais abertos criam certos problemas com posts no meio do campo (imagine o MIKE correndo atrás de um wide receiver) e rotas mais intermediárias no meio, mas mesmo assim o valor da Tampa 2 não é diminuído.

Tanto a cover 2 quanto a 1 possuem, em suas variações, coberturas mano-a-mano. Nesta categoria existe uma função diferente de um atleta no meio: o robber. Ele é responsável por uma marcação por zona e que serve para enganar os quarterbacks adversários:

Robber

Normalmente o robber é um linebacker e é utilizado na cover 1, porém existem diversas variações nos playbooks ao redor da NFL. Aqui será mostrado a sua função e como o robber pode funcionar em marcações diferentes.

Basicamente, o robber é aquele jogador que vai marcar o meio do campo enquanto todo o resto da defesa está em marcação individual. Ele fica mais próximo a linha de scrimmage (geralmente entre cinco e dez jardas para possibilitar o contato com os recebedores adversários) e é responsável apenas por ler os olhos do quarterback.

A grande vantagem do robber é na marcação de rotas cruzadas. Nesta jogada, observe que o Buffalo Bills está em marcação individual, mas a grande quantidade de cruzamentos de rotas feitas pelo Baltimore Ravens confunde a defesa. Na crossing route (no meio) o robber continua em sua posição e não é influenciado pelos dois recebedores se encontrando. Isto proporciona a leitura dos olhos de Joe Flacco e, por causa dito, Kiko Alonso consegue interceptar a bola.

O conceito também é amplamente utilizado na cover 1 e o robber pode se tornar um safety, ao invés de ser um linebacker, como nesta jogada.

Note que o Denver Broncos encontra-se na cover 1 (observe o safety em azul), mas ele não vai para o blitz. Em vez do safety ir para o box (circulado em amarelo), ele torna-se o robber da jogada e fica responsável pelo meio do campo – neste caso entre 10 e 15 jardas da linha de scrimmage.

Observe como esta jogada é propicia para enganar ainda mais o quarterback rival. A leitura inicial é que a defesa estará em uma cover 2 (seja man ou zone), mas um pouco antes do snap safety vai marcar o meio – logo é uma cover robber.

Esta confusão pode não ter causado efeito nenhum nesta jogada, porém ela pode forçar interceptações em outras ocasiões. Este é o ponto forte: confundir a leitura do signal caller, forçando decisões ruins. Como mostrado, este conceito também é forte contra rotas cruzadas, principalmente pelo robber conseguir ficar de olho no lançador. Robbers também são uma boa arma contra a slant, visto que o recebedor vai de encontro com ele no meio do campo.

cover 1 e a 2 são amplamente utilizadas pelas defesas, só que uma das melhores da liga adora explorar outro tipo: a cover 3.

Cover zone

cover3

A defesa do Seattle Seahawks adora utilizar a cover 3 (neste caso é a zone, o exemplo mais básico) durante as suas partidas. A cover 3 é caracterizada pelos dois cornerbacks e o free safety marcarem o fundo do campo – eles o dividem em três partes iguais e cada um fica responsável por sua parte, por isto o nome de cover 3. Na intermediária o strong safety e o SAM ou o WILL (ou o nickelback na nickel) ficam responsáveis pelo curl/flat e, por fim, os outros dois linebackers vão marcar a hash – caracterizando a marcação em zona. Um exemplo dela em ação é nesta jogada.

Na cover 3 existe uma segurança muito maior em rotas profundas, visto que existem três marcadores no fundo do campo. As marcações na intermediária também são reforçadas, evitando rotas de 5-10 jardas. Com um pass rush forte (como era o do Seahawks na última temporada), os recebedores não conseguem desenvolver rotas mais longas (o grande fraco são rotas na lateral entre 15-20 jardas) e os quarterbacks não têm tempo de aproveitar as falhas da defesa – ainda mais se os cornerbacks resolverem pressionar na linha de scrimmage. Além do mais, o safety no box reforça o combate ao jogo terrestre. Esta combinação de pressão e cobertura intermediária tornou a cover 3 tão letal em Seattle.

Estas coberturas são as mais comuns (claro, com diversas variações) nos playbooks. As próximas são mais utilizadas em situações de passe longo. Ceder algumas jardas não é tão preocupante, o que não pode ocorrer são as famosas big plays. Nós vamos comentar dois casos: a cobertura quarter, quarter, half e a quarters.

Quarter, quarter, half

A quarter, quarter, half é mais utilizada em situações que exigem passe longo. Neste caso, o safety (geralmente o strong) divide uma parte do fundo do campo com o cornerback, deixando a outra parte para o outro safety cobrir sozinho – o safety e o corner cobrem um quarter e o outro um half.

Uma das grandes vantagens deste tipo de marcação é que o wide receiver do weak side (que normalmente é o melhor do ataque) pode sofrer o bump-and-run, visto que o cornerback não tem responsabilidades no fundo do campo. A marcação também é mais segura no fundo, principalmente no strong side – o qual possui uma quantidade maior de recebedores. O maior problema continua sendo as rotas intermediárias e, principalmente, combinações de rotas no lado fraco do campo.

Quarters

Este tipo de cobertura, assim como a quarter, quarter, half, é amplamente utilizada em situações de passe longo. Os cornerbacks e os safeties dividem o fundo do campo em quatro partes iguais e cada um é responsável por uma – ou seja, cada um marca um quarter.

O objetivo desta marcação é, simplesmente, evitar big plays – ganhos de 20 ou mais jardas. Os quatro marcadores devem ser os últimos antes da end zone e assim evitar que desastres aconteçam. Claramente, a quarters é fraca contra corrida (principalmente a draw, ou seja, o quarterback finge que vai lançar e faz o handoff) e rotas intermediárias.

Obviamente este post cobriu rapidamente as coberturas mais básicas do football. Existem inúmeras outras e diversas variações das que foram apresentadas, contudo a essência continua sendo parecida. Mesmo em sistemas mais complexos, estas coberturas sempre aparecem em um momento do jogo e saber atacá-las é essencial para entender quando o seu coordenador ofensivo está dormindo em campo – ou o coordenador defensivo não consegue fazer uma boa chamada. Com as coberturas e os sistemas defensivos bem conhecidos, está na hora de passarmos para um conceito que aparece em 70% das jogadas defensivas: os subpackages. Este será o próximo capítulo de nossa coluna.

Blackboard: as coberturas defensivas

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