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Madden NFL

Jogamos Madden NFL 17 e te contamos se vale a pena comprar

No último dia 23 foi lançada a mais nova versão do game Madden NFL, jogo que permite aos fãs de futebol americano experimentar como é ser um jogador, head coach ou dono de uma franquia da liga.

Tal qual outros jogos esportivos, Madden é lançado anualmente com atualização de elencos e outras novidades em jogabilidade. Aí, surge a pergunta: vale a pena comprar o jogo se já tenho o Madden 16? Todo ano a maior parte das pessoas faz essa pergunta. Natural, afinal, é um investimento de cerca de 250 reais. Se alguém compra o PlayStation 4 hoje, poderia pensar em comprar a edição do ano passado, que está consideravelmente mais barata.

A EA, então, precisa mudar mais do que elencos.

Para fãs mais casuais, não parece tão necessário jogar com os elencos atualizados com os calouros e movimentações de free agency. Eu mesmo, fã casual de futebol, comprei o FIFA 15 há um ano e não pretendo comprar nova edição do jogo de futebol tão cedo. Mas e Madden? Abaixo o vídeo que fiz sobre as primeiras impressões do jogo para você ir ouvindo enquanto acompanha o texto.

Já adianto que, sim, compensa. Madden NFL 17 proporciona a experiência mais realística já vista até hoje quando o assunto é simulação de futebol americano. Os fantasmas das comparações com ESPN NFL 2k5 – jogo da Visual Concepts, mesma produtora da atual série NBA 2k – finalmente acabaram, ao meu ver. Mesmo sendo um jogo com mais de dez anos de idade, o 2k5 ainda era o paradigma. Não mais.

O principal motivo foi a EA Sports finalmente ter ouvido a comunidade no que diz respeito ao Franchise Mode. No ano passado a empresa já tinha adicionado algumas novidades – o bom modo de scout para o Draft, que volta neste ano, por exemplo. Neste, finalmente, o franchise mode está denso. Ao invés de um amontoado de jogos numa temporada, você se sente, de fato, numa temporada.

Para corrigir isso foi adicionada uma barra com os “resultados parciais” dos outros jogos. Isso era extremamente necessário e já figurou em outras edições do jogo – aliás, figura o “tem gol!” no FIFA já há algum tempo. Era esquisito jogar uma partida na Semana 17 e esperar até a semana seguinte para saber se o adversário da divisão havia ganho ou perdido – e, ao depender de outros resultados, se você tinha se classificado ou não. Em realidade, isso aconteceu comigo nas lives de Madden 16 que fiz nesta intertemporada.

Esta não foi a única novidade no franchise mode. A principal mudança foi a adição do “Big Decisions”. Em resumo, está mais destacado na tela quando você tem que tomar uma decisão que afeta os rumos da sua franquia. Se um titular machucar e logo menos volta (aliás, o jogo tem mais lesões agora, embora só perto da bola – jogadores de linha ofensiva continuam imunes a lesões a menos que ocorram em jogo simulado), você coloca ele sem estar 100% ou deixa o reserva? Se deixar o reserva, este ganha mais pontos de experiência que o normal. Se colocar o titular, ele pode se machucar. Existe, também, maior feedback nas negociações de contratos – tal qual ocorre na vida real. A offseason, portanto, ficou mais realista e, por tabela, mais divertida. Para conferir algumas novidades do franchise mode, confira minha live com os Jaguars abaixo.

E a jogabilidade, mudou?


Lógico, não basta haver mudanças no franchise mode. Tem gente que só joga online ou com os amigos. Os modos online que fazem tanto sucesso e que estavam na edição passada continuam lá – Ultimate Team, Draft Champions, head to head, franchise online e etc. Mas era necessária mudança para deixar o jogo mais real.

Uma constante reclamação da comunidade era que o jogo terrestre – e a defesa contra o jogo terrestre – não era endereçada como devia. Assim, era muito fácil correr com um backfield de running back forte e quarterback móvel. A maior parte dos times de ultimate team, por exemplo, eram montadas assim – com Tyrod Taylor e algum running back clássico, como Eric Dickerson ou Walter Payton. E aí o adversário corria nas quatro descidas.

Não precisamos falar ao leitor que acompanha o futebol americano que o jogo é cada vez mais aéreo e essa tendência de play calling apenas terrestre está longe de ser realista. A defesa, até a edição passada, não tinha disciplina nenhuma na contenção do jogo terrestre. Os defensores simplesmente “iam pra cima” do ball carrier de modo aleatório, sem se preocupar com ângulo de tackle ou com os gaps na linha – se você não sabe como funciona essa questão de gaps, dê uma lida aqui.

A EA se atentou a isso. Uma das principais mudanças é a responsabilidade dos gaps atribuída a cada um em campo: se ele ficará no A-gap, B-gap, assim como se a agressividade e se haverá gaps vazios. Além disso, o jogador vai ser informado de como o atleta virtual terá que atacar o seu gap – se será 2-gap, ele vai manter a contenção, fazer um blitz, entre outras coisas. Isso ajudará os fãs mais novatos a entender o porquê de cada atleta estar naquela posição (no mundo virtual e também na vida real) e, também, porque orunning back não conseguiu conquistar uma jarda sequer.

Por fim, a empresa trabalhou no sistema de bloqueios, já que a linha defensiva deve ficar mais inteligente. Corridas com um bloqueio de outside zone devem realmente ficar mais parecidas com o que acontece no mundo real, assim como bloqueios no segundo nível defensivo foram melhorados. Screens, por exemplo, agora funcionam de maneira melhor porque os bloqueios nesse segundo setor acontecem.

No lado ofensivo da bola, o jogo terrestre ficou mais divertido. De certa forma, ele lembra muito do jogo terrestre em Madden 08 para a geração 128 bits (PS2, Xbox). Agora realmente faz diferença se você está correndo com Adrian Peterson ou com um running back calouro. Peterson quebra tackles, consegue fazer giros e todo o mais. O calouro, não. Em resumo, da mesma forma que Madden 16 melhorou imensamente o ataque aéreo, o foco na edição deste ano foi em manter o que melhorou no ar no ano passado e focar no chão. Ao mesmo tempo, uma constante reclamação 0 a falta de fumbles – foi endereçada. Em realidade, talvez esteja havendo até demais!

Ainda em termos de jogabilidade, vale ressaltar que a atenção foi finalmente dada aos times de especialistas. Embora ainda continue difícil bloquear um field goal e um punt, tornou-se possível. Eu consegui bloquear um punt num amistoso. Os kickers controlados pela inteligência artificial agora não acertam todos os field goals para 55 jardas como era costume. E a mecânica para chutar mudou: ao invés do analógico para baixo e depois para cima, agora você aperta X duas vezes (tal qual era até o Madden 06).

Pode parecer besteira, mas o som mudou e isso ajuda


A principal novidade de Madden 16 foi a adição de trilha sonora nos menus, tal qual ocorria nas versões antigas. Já deixou a experiência melhor. Um bom jogo também precisa de uma boa trilha e som ambiente para melhor imersão.

No caso do futebol americano, uma partida também precisa de bons comentários. E até ano passado, a transmissão por Jim Nantz e Phil Simms (titulares das transmissões da CBS nos Estados Unidos) era tudo menos fluida. Após algum tempo as frases ficavam batidas e as tentativas de humor de Simms, piegas. Isso mudou. Agora a empresa fornecerá atualizações semanais com comentários que refletem a vida real. Joguei com os Rams, por exemplo, e após a atualização desta semana o comentarista falou sobre Jared Goff ter jogado mal na pré-temporada. Isso é muito bacana – comentários atualizados realmente fazem a diferença.

Brandon Gaudin – com uma voz típica de narrador americano – é o novo narrador e Charles Davis, conhecido pela NFL Network, é o novo comentarista. Não tenho absolutamente nenhuma crítica para fazer sobre este ponto. Está excelente e foi um avanço incrível em comparação ao ano passado.

Adicionalmente houve uma mudança que passará despercebida a muitos, mas não aos hardcores: sons do campo. A EA trabalhou em maior fidelidade nos sons dos quarterbacks mudando chamadas e, principalmente, bloqueios e impactos. Pode não parecer, mas um bloqueio faz barulho – e há diferença no barulho de bloqueio para passe e para a corrida. Isso está absolutamente fiel e finalmente foi endereçado. Aliás, é um aspecto de imersão que estava presente em NFL 2k5 e, enfim, está em Madden.

Veredito: vale a pena?

Perguntaram-me se, comprando o PlayStation 4 agora e com Madden 16 mais barato… Se compensava. Depende, como tudo na vida. Se você for um fã casual, as questões do franchisegaps/techniques e etc podem não compensar tanto. Mas, se você ama o futebol americano de verdade, aí não tem como deixar de se render às mudanças. O jogo ficou mais realista e melhor – tanto no modo online quanto offline. Então, sim, vale.

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Com o tight end do New England Patriots, Rob Gronkowski, na capa e contando com os calouros do último Draft, Madden NFL 17 está disponível nas principais lojas da internet e também nas lojas virtuais dos próprios consoles. As novidades no gameplay aparecerão apenas nas versões da nova geração – PlayStation 4 e XBox One. De toda forma, o game também foi lançado para PlayStation 3, XBox 360 e celulares. A versão para os consoles mais recentes custa entre 220 e 250 reais.

Para lhe ajudar, separamos alguns pontos de venda:  Submarino, Americanas ou Casas Bahia.

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