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Previsões 2016: Os Panthers ainda são os favoritos na NFC South, mas Saints e Bucs podem surpreender

Previsões 2016: Os Panthers ainda são os favoritos na NFC South, mas Saints e Bucs podem surpreender

Em 2015, o Carolina Panthers não apenas venceu a divisão, como obteve o maior número de vitórias de toda a NFL (15), terminando com sete vitórias de vantagem sobre o segundo colocado da NFC South, o Atlanta Falcons.

Liderados pelo MVP Cam Newton, o time de Carolina obliterou seus adversários, chegando com certa tranquilidade ao Super Bowl 50, quando foram derrotados pelo Denver Broncos. Os Falcons, Saints e Buccaneers, por outro lado, nunca conseguiram superar suas limitações, ficando fora dos playoffs e terminando a temporada com oito, sete e seis vitórias, respectivamente. Um tanto quanto medíocre, para ser honesto, não?

Mas existe motivo para esperança de que em 2016 as coisas serão diferentes.

Tampa Bay perdeu dez partidas, mas eles foram competitivos na maioria de seus jogos, perdendo quatro deles  por um touchdown ou menos. O Atlanta Falcons se manteve invicto pelas primeiras cinco partidas, antes de desmoronar sob as deficiências de seu elenco no restante da temporada.

Em New Orleans, Drew Brees mais uma vez foi o líder de jardas aéreas da NFL, mas todo seu esforço foi em vão, já que os Saints tiveram a pior defesa da liga – e uma das piores da história. No geral, as três franquias poderiam ter tido um ano melhor, e algumas buscaram se reforçar para que isto aconteça em 2017.

O fim da (terrível, desastrosa, apocalíptica) Era Rob Ryan na defesa de New Orleans

Sheldon Rankins, Nick Farley, James Laurinatis, Michael Thomas, Coby Fleener… O general manager do New Orleans Saints, Mickey Loomis, se manteve ocupado durante a offseason na busca de melhorar uma equipe que vem decepcionando nos últimos anos. Mas sabe quais foram os dois maiores reforços dos Saints? Não foram chegadas, foram saídas.

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As saídas de Rob Ryan e Brandon Browner, especificamente. Ryan foi demitido em novembro do ano passado, ainda no meio da temporada, mas não havia muito o que seu substituto Dennis Allen pudesse fazer para ajeitar a confusão que herdou. Browner, por outro lado, foi cortado apenas nesta offseason. O recordista da liga em faltas cometidas, Browner foi o pior cornerback entre os titulares da posição na NFL em 2015, por uma boa margem. A tarefa de Dennis Allen para 2016 é se livrar de jogadores como Browner e construir uma defesa que seja ao menos mediana. Isto é tudo de que o time precisa para poder voltar a brigar pelos playoffs. Até porque Brees consegue fazer o que sempre faz no ataque.

Justamente; O motivo de dizer que a defesa ser “mediana” basta é que o ataque dos Saints continua sendo um dos melhores da NFL. Muitos consideram que Drew Brees regrediu na temporada passada, mas ainda assim – como dissemos anteriormente – ele liderou a liga em jardas aéreas. Com um novo contrato e novas peças ofensivas – com destaque para o calouro Michael Thomas – Brees deve novamente ultrapassar as 5000 jardas e conduzir um ataque capaz de manter o time disputando até o final de qualquer partida. Desde que a defesa coopere, claro.

Mais do mesmo em Atlanta, sobretudo na defesa

Um dos fatores que segurou os Falcons em 2015 foi o péssimo desempenho contra os rivais de divisão. Das oito derrotas sofridas na temporada, cinco foram em jogos divisionais. Ironicamente, sua única vitória contra um rival foi sobre os Panthers na reta final da temporada, e foi a única sofrida pelo time de Carolina durante a temporada regular. Se os Falcons quiserem conquistar algo em 2016, isso precisa mudar.

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Infelizmente, o general manager Thomas Dimitroff não fez muita coisa para consertar as principais deficiências do time numa parte importante da equação: o pass rush. Em 2015 os Falcons conseguiram apenas 19 sacks, a pior marca de toda a NFL. O calouro Vic Beasley, selecionado no Draft justamente por sua capacidade de infernizar os quarterbacks adversários, obteve apenas 4. Foi uma decepcionante temporada inicial para o jogador, que não empolgou na pré-temporada deste ano também. O único reforço relevante para a posição foi o veteraníssimo Dwight Freeney. O jogador vem de uma boa temporada com o Arizona Cardinals, onde conquistou oito sacks em 11 jogos, mas esta foi sua única temporada realmente produtiva nos últimos quatro anos.

No ataque, Matt Ryan sofreu com a falta de opções, muito também por conta do declínio vertiginoso do wide receiver Roddy White. White deixou o time nesta offseason, mas seu substituto será o ineficiente Mohammed Sanu. Pra posição de tight end, Austin Hooper foi selecionado no Draft, mas é um prospecto mediano em uma posição de lento desenvolvimento na NFL, então não devemos esperar muita produção da parte dele em 2016. O center Alex Mack, vindo do Cleveland Browns, deve dar a Matt Ryan mais tempo no pocket, mas seus únicos alvos confiáveis continuam sendo Julio Jones (que é absurdamente bom) e o running back Devonta Freeman.

A evolução de Winston em Tampa Bay

A atuação de Jameis Winston em seu primeiro ano na NFL empolgou a diretoria de Tampa Bay. A prova disto, é que a equipe demitiu o técnico Lovie Smith para poder promover o coordenador ofensivo Dirk Koetter, impedindo que ele assinasse com outro time. O motivo? Koetter demonstrou que pode extrair o máximo de Winston, que já se tornou um dos líderes do time. O quarterback tem treinado com afinco, melhorando seu trabalho de pés e perdendo peso, além de aproveitar a pré-temporada para estabelecer uma química ainda maior com o wide receiver Mike Evans. Com a segurança que o forte jogo corrido liderado por Doug Martin traz, Jameis tem tudo para elevar seu jogo consideravelmente em sua segunda temporada.

No outro lado da bola, a secundária e o pass rush foram muito bem reforçados, com a chegada dos calouros Vernon Hargreaves III e Noah Spence, e dos veteranos Brent Grimes e Robert Ayers. Eles chegam para somar forças à defesa comandada por Gerald McCoy e Lavonte David, que também deve evoluir em 2016.

Ainda é cedo para sabermos se esse time pode realmente ir de pior a primeiro na NFC South, mas é certo que ele será melhor do que foi em 2015. Se outros times patinarem, o wild card é uma grande possibilidade.

Panthers: os ainda favoritos

Os atuais campeões da Conferência Nacional ainda são os francos favoritos ao título da NFC South. A maior parte do elenco que chegou ao Super Bowl 50 está de volta, e o ataque ainda conta com a volta do wide receiver Kelvin Benjamin, que perdeu toda a temporada 2015 devido a uma lesão no joelho. Benjamin dificilmente verá o volume de targets que viu em 2014, quando era a única opção de Cam Newton nas laterais do campo, e a eficiência nunca foi o ponto forte do jogador, mas não restam dúvidas de que ele é uma opção muito melhor que Corey Brown. A única dúvida do time é a secundária, onde os calouros James Bradberry e Daryl Worley tentarão preencher o vazio deixado pela saída de Josh Norman. No entanto, o front seven de Carolina é tão forte que o time tem conseguido montar defesas dominantes nos últimos anos sem dar muita ênfase à secundária.

Ainda que sejam os favoritos a levar a divisão, é muito pouco provável que os Panthers repitam o sucesso de 2015. Com um calendário muito mais difícil em 2015, obter 15 vitórias é um desafio grande demais para qualquer equipe e os jogos contra os rivais de divisão devem ser bem mais complicados.

Sim, o time é praticamente o mesmo de 2015. A diferença? Agora os Panthers não vão mais passar despercebidos, como vinha ocorrendo até ano passado. Eles são agora um dos principais alvos de todas as equipes da NFC, o time a ser batido. E ainda não sabemos como esta atenção, aliada ao trauma da derrota no Super Bowl pode afetar o MVP Cam Newton e seus companheiros de equipe. Se algo pode fazer com que a disputa da divisão fique em aberto para os outros três times, tem que ser o fator psicológico – ou uma série de lesões a jogadores importantes.

Previsão da ordem de classificação da NFC South em 2016:

  1. Carolina Panthers
  2. New Orleans Saints
  3. Tampa Bay Buccaneers
  4. Atlanta Falcons

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