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Um Guia para tirar seu time de Fantasy do CAOS e falência

Um Guia para tirar seu time de Fantasy do CAOS e falência

Como falei aqui inúmeras vezes, o campeonato de Fantasy nunca está ganho no Draft. Por mais estelar que seu time seja saindo da seleção de jogadores, ele sempre estará sujeito ao dinamismo da NFL, das mudanças abruptas do esporte. Alguns jogadores se machucam, outros não rendem e são substituídos, alguns são até trocados ou cortados. Tudo isso afeta o seu time, o time dos seus adversários e mudam substancialmente o destino de uma liga de futebol americano virtual.

Perdi a maioria das minhas partidas. E agora?

Entender como você perdeu suas partidas e o que contribuiu para isso é o primeiro passo para saber o que fazer. Não adianta você ficar se punindo por uma derrota na qual seu adversário fez, digamos, 160 pontos. São jogos fora da curva; eles vão acontecer, às vezes com você, às vezes com outra pessoa. Qualquer um teria perdido esse jogo.

Outro tipo de derrota que dói – e muito, passei por uma dessas na Semana 3 – é aquela que o seu titular faz 7 pontos, seu reserva faz 24 e você perde por uma diferença inferior a 17 pontos. Faz você questionar suas decisões, seu conhecimento de Fantasy e todas as informações que você lê sobre o assunto. Quando eu – ou qualquer analista – damos opiniões sobre quem escalar e quem deixar no banco, nós estamos estudando padrões ofensivos das equipes, as tendências defensivas, para minimizar ao máximo os riscos e maximizar a produção dos seus jogadores. E por mais que estudemos, nada nos prepara para um jogo de dois touchdowns de Jeremy Hill contra a defesa do Denver Broncos.

O ponto aqui é: perder por jogos absurdos do seu adversário, ou por trocar um titular em determinada semana não significa que seu time seja fraco, ou que sua temporada tenha ido para o ralo. Na verdade, quando o seu banco produz mais que seus titulares, você consegue ver que o seu time, no geral, é produtivo. E isso é um bom sinal.

A linha tênue entre um time produtivo e acúmulo de jogadores

Ter um time com peças produtivas é bom, claro. Agora, acumular seis running backs titulares enquanto você sofre para escalar um wide receiver número dois toda semana pode significar que seu time precisa desesperadamente de uma troca.

Que tal dar um desses running backs para uma outra equipe que sofreu com lesões (por exemplo, o dono de Doug Martin, Jonathan Stewart, ou Adrian Peterson) e buscar um complemento na função de recebedores? Assim, você continuaria a ter profundidade na posição de running back e um wide receiver confiável para escalar nas semanas vindouras.

Qual o valor real de uma troca?

A troca é, ao meu ver, o principal meio de você reforçar seu time no Fantasy Football. Ainda assim, eu vejo uma resistência e uma dificuldade enorme das pessoas em realizar trocas. E há alguns motivos para isso.

O primeiro deles é que o time que propõe a troca não quer pagar mais do que acha que é justo. Da mesma forma, o recipiente da troca também não quer ceder jogadores por um preço qualquer. Isso leva conversas de trocas promissoras a um ponto sem volta, onde ninguém mais quer conversar, porque acha que um está tentando levar vantagem sobre o outro.

Eu sou um grande advogado das trocas dois por umtrês por dois. É difícil equalizar essas trocas de forma “justa”, então quando eu faço essas propostas, eu sei que tenho que dar mais valor do que seria o justo. Pagar um preço um pouco maior quando você sairá da troca com o melhor jogador, é um preço pequeno no final das contas. Sem contar que quando você cede dois jogadores, você abre um espaço no banco – e o waiver wire é um mar de oportunidades. Nas últimas duas semanas, por exemplo, peguei dois running backs que podem ser produtivos – Dwayne Washington e Kenneth Dixon. Escolhas especulativas, mas que podem render ao longo da temporada.

Uma outra dificuldade é estabelecer quem está produzindo além do esperado e deve ser trocado, e quem deve ser mantido. É basicamente “o mercado de ações” do Fantasy; quem se valoriza e quem desvaloriza semana após semana. Por exemplo, na Semana 2 antes da lesão de Danny Woodhead, Melvin Gordon para mim era um jogador para ser vendido em alta (contagem de snaps baixa em relação ao Woodhead). Depois de lesão do ex-Patriot, o “valor” de Gordon disparou e é um forte candidato a um dos melhores running backs da temporada.

Essa variação de valor é uma das que mais variam ao longo da temporada. DeAngelo Williams é um running back um nas três primeiras semanas, agora ele é só reserva. Doug Martin era um corredor de segunda rodada, agora ele é um candidato a comprar “barato”. A dinâmica muda, e só é possível tirar proveito disso se você estiver informado. O Twitter é uma fonte e tanto de informações; em tempo real você descobre as novidades de todas as equipes, além de dicas importantes para seu Fantasy.

Enfim, como eu melhoro meu time?

Primeiramente, avalie suas derrotas. Veja se elas não foram inevitáveis no sentido de fora da curva, que aconteceriam com qualquer um. Não se desespere se um jogador que você escolheu alto não está produzindo – a não ser por motivos de lesão. Veja se algum fator externo tem influenciado, se o calendário dele vai melhorar ao longo do ano. Não se livre de valor só porque suas primeiras três semanas foram abaixo das expectativas. Há ainda pelo menos dez pela frente.

Em segundo lugar, busque se reforçar no waiver. Lesões trazem oportunidades, e muitos jogadores que vão tomar espaço ainda são free agents na maioria das ligas de futebol americano virtual. Busque, ainda, trocar se você puder abrir mão de profundidade em alguma posição para reforçar outra. Não tenha medo de oferecer um valor a mais se você sair com o melhor jogador da troca.

Por fim, conheça sua liga e as tendências e necessidades dos seus companheiros. Você conhece seus colegas melhor do que qualquer analista; saber e antecipar os movimentos de cada um deles, aliando isso ao seu conhecimento de Fantasy, vai te dar uma vantagem e tanto para vencer seus campeonatos.

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Roteirista, apaixonado por futebol americano em todos os seus aspectos, com uma (não tão leve) obsessão por Fantasy Football. Escreve desde fevereiro de 2015 para o ProFootball Brasil, além de ser Fantasy Advisor no Finish First Fantasy e colunista no DomiNate Fantasy.

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