Power Ranking, NFC: O San Francisco 49ers é o primeiro eliminado matematicamente – Pro Football: NFL | Brasil | College | Futebol Americano
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Power Ranking, NFC: O San Francisco 49ers é o primeiro eliminado matematicamente

Esta semana trouxe toda uma nova dinâmica. Duas grandes vitórias, dignas de darem um incentivo a mais para cada franquia, mudaram totalmente a estrutura da Conferência Nacional (NFC).

A primeira vitória, com ares extremamente dramáticos e com o mágico Matthew Stafford, foi na prorrogação dos Lions contra os Vikings. O drive do empate, com menos de 30 segundos no relógio, foi algo magistral, digno de lembrar na hora de escolher o MVP da temporada. É inacreditável o momento vivido por Stafford até aqui. Antes contestado, com pessoas dizendo que ele acabaria sem Calvin Johnson, hoje o quarterback é unanimidade em Detroit e seu time está pegando fogo na temporada – ainda mais com uma defesa que voltou a jogar bem na secundária e o pass rusher está aparecendo bem mais. Azar para Minnesota e Sam Bradford (que vai se machucar se continuar neste ritmo).

Outro jogo que mudou totalmente a dinâmica foi a vitória do New York Giants – absurdamente importante. Com as falhas de Carson Wentz no final (ele é um calouro, logo vai ter esses momentos até aprender), os Giants colocaram os Eagles em um grande buraco e os tiraram do primeiro pelotão dos times fortes. Além disso, New York se posicionou para disputar uma vaga na pós-temporada e todos sabemos o que acontece quando este time joga em janeiro – Tom Brady que o diga.

Nesta semana, claramente os blocos foram alterados. Em um primeiro escalão Dallas, Seattle e Atlanta são os melhores da NFC. Depois deles vem o grande bolo: Minnesota (vem caindo pelas tabelas), Green Bay (péssimo momento de Aaron Rodgers e Mike McCarthy), New York, Washington e Detroit (os times que vem crescendo de produção), Arizona Cardinals (a bye não permitiu os jogarem para baixo) e Philadelphia – o último pela dificuldade em se classificar aos Playoffs, apesar da porcentagem alta do Football Outsiders.

Para quem não acompanhou a razão desta divisão entre conferências, a explicação está no primeiro texto da série. Faz muito mais sentido separarmos por Conferências, dado que a “chave” para os playoffs é separada e os times tem só 25% do calendário contra franquias da outra conferência. Sem mais delongas, acompanhe o ranking para as equipes da NFC. Mais tarde teremos a Conferência Americana. No final do texto também está a classificação por divisão. Agora também colocamos as chances de Playoffs entre parênteses também com os dados do Football Outsiders.

San Francisco 49ers (1-7) (Eliminados matematicamente)

O primeiro eliminado matematicamente da NFC, San Francisco já entrou na temporada derrotado. Os erros já começaram na intertemporada, com a chegada de Chip Kelly e a falta de coesão na construção do elenco. Era nítido, logo após o Draft, que a franquia iria lutar bravamente… pela primeira escolha geral.

A combinação quarterback que não consegue mover a bola (melhorou um pouco com Colin Kaepernick, sejamos honestos), ataque rápido e defesa que não para o jogo terrestre é fatal em qualquer circunstância. Os Niners surpreenderam na primeira rodada e acabou… falta ajustes no vestiário e talento. Um reflexo da bagunça que é a diretoria – que, inclusive, foi um fator determinante na saída de Jim Harbaugh algum tempo atrás.

Por fim, o futuro deveria passar pela escolha de um franchise quarterback, só que a classe não tem grandes destaques. Se os Browns confirmarem a primeira escolha geral, a possibilidade de eles escolherem o melhor da classe (DeShone Kizer de Notre Dame) é alta. Depois os 49ers (que vão se encaminhando para a segunda escolha geral) vão ter que decidir em apostar em Deshaun Watson de Clemson (que se encaixaria neste esquema de Kelly, caso continue, mas não é um talento que encha os olhos para o top five do Draft) ou alguém muito mais talentoso – como Myles Garrett de Texas A&M ou Cam Robinson de Alabama.

15. Chicago Bears (2-6) (7,8%)

Bye week e o próximo na linha para ser eliminado.

14. Tampa Bay Buccaneers (3-5) (3,4%)

Defesa que todo mundo passa, quarterback que vem regredindo e uma comissão técnica que parece não saber o que fazer – e ainda não confia em suas unidades, vide recusar a falta e deixar os Falcons chutarem o field goal no início do jogo. Os Bucs estão, pouco a pouco, se transformando em uma grande bagunça dentro de campo – tanto é que ficaram atrás do L.A. Rams. A equipe do Agora Vai de 2016 está ficando pelo caminho não pela falta de talento no elenco e sim pelo péssimo desenvolvimento por parte da comissão técnica.

13. Los Angeles Rams (3-5) (5,2%)

Média de 16,2 pontos por jogo (pior marca da liga), nove touchdowns aéreos e 11 interceptações. A cada semana que passa, fica visível o grande problema dos Rams – outro time que acumula inúmeros talentos e nunca consegue decolar. A falta de inconsistência ofensiva passa pelas decisões equivocadas de Case Keenum, que não deveria ser titular em nenhum lugar.

Dentro desse cenário, a lógica seria colocar Jared Goff para jogar, certo? De acordo com informações do insider da NFL Chris Wesseling, a ideia é colocar Goff em campo somente depois que o time estiver eliminado da temporada. Uma equipe 3-5, com uma média de pontos por jogo ridícula e se preocupando em manter Keenum na posição até ser eliminado. Isso faz tanto sentido quanto como Jeff Fisher ainda está empregado.

12. Carolina Panthers (3-5) (3,7%)

Muita gente estava dando Carolina como mortos na temporada, só que ainda resta esperança – e a definição pode acabar ocorrendo nesta semana. Apesar das chances de Wild Card sejam maiores na probabilidade montada pelo Football Outsiders, o caminho para jogar em janeiro seria mais possível ganhando a divisão – visto a disputa apertada dentro da conferência. Para isso acontecer, Carolina precisaria que Atlanta perdesse um dos próximos três jogos (de preferência dois dos três) de sua sequência pesada de Eagles, Cardinals e Chiefs – indo disputar a possibilidade de ganhar a divisão na semana 16 em casa. Se Atlanta perder um jogo só (para Cardinals ou Chiefs), Carolina também precisaria que New Orleans ganhasse na última rodada para poder ir aos Playoffs – sim, as chances continuam pequenas, obviamente.

As esperanças aumentam após as últimas atuações da franquia. Depois da sequência Falcons, Bucs e Saints, a unidade defensiva melhorou consideravelmente (o front seven voltou a pressionar um pouco mais) e o ataque está fazendo o suficiente para vencer. A sequência agora vai ser complicadíssima até o final do ano, com três jogos da divisão e Chargers, Chiefs, Raiders, Seahawks e Washington. Ainda está muito difícil se classificar, só que é preciso encaixar uma sequência positiva – e isso já vai ser testado contra os Chiefs neste final de semana, jogo muito importante para o desempate dentro da divisão.

11. New Orleans Saints (4-4) (25,7%)

Assim como os Panthers, New Orleans está esperando um escorregão de Atlanta para voltar a brigar dentro da divisão. O grande limitador da franquia é a sua unidade defensiva, que atuou razoavelmente nas últimas semanas (apesar do caminhão de jardas cedidas para um San Francisco que não tem um grande ataque), totalmente insegura. E a cada dia as defesas importam mais – e vai ficar praticamente impossível Drew Brees carregar o time nas costas durante todo o ano.

10. Philadelphia Eagles (4-4) (51,9%) -5

A maior queda de nosso Power Ranking é totalmente justificada pelo cenário que vem se desenhando para a classificação aos Playoffs – que ficaram extremamente complicadas para a sequência do campeonato. Antes disso, um pouco sobre a partida contra os Giants. Carson Wentz continua sem muito apoio de seus playmakers e invocando o seu espírito calouro nos momentos decisivos. Mesmo com turnovers e atrás do placar, a franquia arrumou um jeito de ficar em posição de vencer e… falhou novamente. Wentz errou demasiadamente em uma última campanha que teve boas chamadas ofensivas e deixou a vitória escapar.

E perder este jogo foi importantíssimo para as chances de Playoffs. A divisão agora é apenas um sonho distante. A diferença de três vitórias para os Cowboys já é complicado e o recorde 0-3 dentro da divisão torna tudo muito difícil, visto que todos os outros estão 2-1 – mesmo com os Eagles jogando somente em casa agora dentro da divisão. Olhando para o Wild Card, a equipe pode enfrentar New York ou Washington pela vaga, o que vai obrigar a vencê-los. Além disso, a tabela é insana e será muito difícil manter este ritmo forte pelo Wild Card (impulsionado pela campanha das equipes da NFC North e East). Os Eagles se enfiaram em uma situação complicada e agora precisam vencer os Falcons para poder continuar pensando em Playoffs.

9. Arizona Cardinals (3-4-1) (15,3%) -2

Bye week.

8. Washington Redskins (4-3-1) (30,2%)

Bye week.

“PACKERS1"

7. Green Bay Packers (4-4) (37,0%) -1

Após uma bela partida de recuperação contra os Falcons, nova derrota decepcionante em casa. O pior é que desta vez não foi contra um Dallas Cowboys que estava se firmando como umas das forças da conferência, e sim contra um Indianapolis Colts que oscila demais no ano.

O combate ao jogo terrestre ainda está lá, mas a secundária continua cedendo muitas big plays. Ofensivamente, McCarthy e Rodgers não parecem se acertar. Falta fluidez nos drives, trabalho consistente do playbook e apresentações melhores do quarterback. Na atual NFC North, quem está apontando como uma possível surpresa é o Detroit Lions.

6. New York Giants (5-3) (51,9%) +3

Vitória dentro da divisão para voltar ao recorde positivo e se manter na briga. De quebra afundar um concorrente direto nos critérios de desempate. A vitória dentro de casa foi gigante para New York, sendo uma das mais importantes do ano até aqui.

New York só não está mais alto devido aos problemas apresentados até aqui. Apesar da secundária estar jogando muito bem no ano, falta pressão no pass rusher e as big plays acabam acontecendo – tanto é que Wentz teve o maior número de jardas aéreas do ano. Ofensivamente, mesmo com Paul Perkins colaborando cada vez mais, o jogo terrestre é pouco efetivo. Mesmo com esses problemas, os Giants estão muito vivos na NFC East.

5. Detroit Lions (5-4) (24,4%) +5

Desde que entrou na NFL, Matthew Stafford lidera a NFL em drives para empatar ou virar o jogo com menos de 30 segundos no relógio – um dado impressionante. O seu braço absurdo, associado com o momento vivido, permitiam que o empate fosse possível.

Aliás, Stafford deveria ser o terceiro lugar na corrida pelo prêmio de MVP. Sua atitude em campo com a saída de Calvin Johnson mudou e mesmo sem um jogo terrestre ele consegue carregar a franquia. Além disso aquela defesa fraca na secundária, com várias big plays cedidas simplesmente sumiu. A subida de cinco posições está relacionada exatamente com isso: Detroit está pegando fogo, começou a completar os jogos (que sempre dissemos que o problema deles era a inconsistência) e o resultado é o time com maior ascensão no momento. Sim, as chances de Playoffs ainda não são tão altas, só que o ritmo é frenético e este ranking também busca retratar a realidade.

A realidade é: os Lions estão pegando fogo no campeonato e, como previsto desde o início, tem tudo para surpreender na NFC North – principalmente com a queda de produção dos Packers e dos Vikings. Basta continuar sendo consistente em campo.

4. Minnesota Vikings (5-3) (64,0%) -1

O momento mais baixo da temporada. Os Vikings estão sentindo, finalmente, os efeitos das contusões e viu o nível de seu ataque (que já estava baixo) cair ainda mais. O principal motivo para as três derrotas seguidas não foi (apenas) o desempenho ofensivo: a defesa deu uma recuada para um nível mais próximo da realidade.

Mesmo com tantas adversidades, faltou 30 segundos para vencer a partida. Méritos totais para os Lions, que deixaram a NFC North totalmente aberta. Antes considerados favoritos para chegar aos Playoffs, Minnesota periga perder o título da divisão e, até mesmo, perder a vaga no Wild Card. É óbvio que o caminho é melhorar ofensivamente, o problema é como executar isso com tantas lesões.

3. Atlanta Falcons (6-3) (91,5%) +1

Tom Brady está jogando excepcionalmente bem, só que não tem dúvidas que Matt Ryan é o MVP até aqui da temporada. O seu nível de jogo está impressionante, impulsionado pela melhora significativa da linha de um ano para o outro. Contra um Tampa Bay que possui uma das mais bagunçadas secundárias do momento, Atlanta passou tranquilamente. A diferença de 15 pontos foi muito pouca pelo nível de dominância mostrada em campo. Atlanta terá um desafio maior na próxima rodada contra um desesperado Eagles fora de casa – mais um teste.

2. Seattle Seahawks (5-2-1) (91,1%)

Problemas na linha ofensiva? Front seven sofrendo com a corrida? Não tem problema. Grandes equipes sempre acham uma maneira de vencer a partida e este é o caso dos Seahawks.

Russell Wilson, mesmo limitado pelo chão, vem trabalhando cada vez melhor o jogo aéreo – mesmo sendo pressionado constantemente, visto que foram quatro sacks cedidos no jogo. Também pudera, seu grupo de playmakers aparece cada vez mais durante toda a temporada – Jimmy Graham vem tendo uma recuperação inacreditável e começa a lembrar aquele tight end que era o terror da NFL na época de New Orleans Saints. Grande defesa e ataque que consegue passar por cima dos erros e sair com a vitória: uma fórmula que costuma dar muito certo.

1. Dallas Cowboys (7-1) (96,9%)

Uma semi-bye week. Jogar com Cleveland ajuda a aumentar a confiança ainda mais da equipe e, de quebra, serve para confirmar quem é a melhor franquia da NFC no momento.

POR DIVISÃO:

NFC East:

  1. Dallas Cowboys
  2. New York Giants
  3. Washington Redskins
  4. Philadelphia Eagles

NFC West:

  1. Seattle Seahawks
  2. Arizona Cardinals
  3. Los Angeles Rams
  4. San Francisco 49ers

NFC South:

  1. Atlanta Falcons
  2. New Orleans Saints
  3. Carolina Panthers
  4. Tampa Bay Buccaneers

NFC North:

  1. Minnesota Vikings
  2. Detroit Lions
  3. Green Bay Packers
  4. Chicago Bears

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