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Power Ranking, AFC: Você está prestando atenção nos Chiefs?

Perdendo por praticamente três posses de bola faltando 20 segundos para o final do primeiro tempo, o Kansas City Chiefs encontrou maneira de se reerguer mesmo com um dia terrível de Alex Smith. A partida da Semana 10, no segundo tempo e no todo, mostra a essência desse time dos Chiefs: copero y pelador.

Eles jogam bonito? Não. Mas são eficientes. Ah, se são. Alex Smith faz poucas besteiras, Cairo Santos converte quanto necessário, a defesa é uma máquina de forçar turnovers. Kansas City não é um time que empolga, mas é um time que vence. São líderes da divisão mais disputada da liga, afinal.

De toda forma, não são primeiros em nosso ranking porque não temos ideia de como eles jogarão em dezembro e janeiro. Esta, falando em essência, é a essência de Power Ranking: não sermos comentaristas de tabela, analistas de campanha tão somente. A Conferência Nacional continua – ainda mais depois da derrota dos Patriots, que os aproximou do mundo dos mortais – com o bloco dos favoritos: New England, Oakland, Denver e Kansas City. Aí matamos quatro vagas para a pós-temporada, muito provavelmente. Sobram os eventuais campeões das divisões norte (que só Deus sabe o que rolará) e sul. Falando nesta, os Texans continuam fazendo a lição de casa. Será o suficiente para levar o título ao final do ano?

Excepcionalmente nesta semana, mudanças nos redatores. Eu escrevi a AFC East, o Jean a AFC West. A AFC North continua com o Gabriel e a South com o João Henrique.

Para quem não acompanhou a razão desta divisão entre conferências, a explicação está no primeiro texto da série. Faz muito mais sentido separarmos por Conferências, dado que a “chave” para os playoffs é separada e os times tem só 25% do calendário contra franquias da outra conferência. Sem mais delongas, acompanhe o ranking para as equipes da NFC. Mais tarde teremos a Conferência Americana. Ao final do texto também está a classificação por divisão que não reflete os standings da NFL, mas a ordem do PR. Também colocamos as chances de Playoffs (em porcentagem e entre parênteses) com os dados do Playoff Status.

  • Maior Subida: Tennessee (+3)
  • Maior Queda: San Diego (-5)
  • Subiram: Tennessee, Indianapolis, Houston, Miami, Baltimore
  • Caíram: San Diego, Buffalo, Cincinnati
  • Mantiveram-se na mesma posição: New England, Oakland, Denver, Kansas City, New York Jets, Jacksonville, Cleveland
  • Já Eliminados Matematicamente: Cleveland
  • Já Classificados Matematicamente: Nenhum
  • Folgaram na Semana 10: Buffalo, Indianapolis, Oakland

16- Cleveland Browns (0-10) (0%) –

O Cleveland Browns está eliminado da temporada 2016. Com efeito, não temos mais parágrafos sobre para não chover no molhado.

15- Jacksonville Jaguars (2-7) (0,1%) –

Estamos ficando sem ter muito o que dizer sobre o Jacksonville Jaguars. Aliás, é provável que não tenhamos mesmo que escrever muito mais sobre a equipe, afinal, logo os Jaguars devem ser eliminados da disputa por uma vaga na pós-temporada, saindo também do nosso Corrida para os Playoffs.

De qualquer forma, não há dúvida que a prioridade #1 dos Jaguars deve ser encontrar um quarterback, pois Blake Bortles não vai muito mais longe do que isso. Ao contrário do que esperávamos, ele não progrediu em 2016. Regrediu.

14- New York Jets (3-7) (1%) –

A defesa claramente era o fator forte dos Jets no ano passado. Neste, é uma unidade disfuncional que cede muitas big plays. O ataque, bem, é ainda mais disfuncional. Triste ver um time que ficou a um jogo da pós-temporada caindo tanto de produtividade assim. O que ajudou os Jets no ano passado? Fomos enganados pelo calendário mais fraco? Fitzpatrick foi estudado a mais pelos oponentes? Dá para acreditar no futuro de Bryce Petty? Tony Romo vem aí?

São muitas perguntas. E quando um time tem muitas perguntas rondando sobre si, isso indica que as coisas não vão bem. Só esperamos que haja paciência com Todd Bowles e que os Jets não implodam um trabalho de só dois anos.

13- Cincinnati Bengals (3-5-1) (22%) -1

Voltando da semana de folga, Cincinnati provavelmente teve a sua pior partida do ano diante dos Giants. O ataque não se encontrou em momento algum e mostrou problemas em todos os níveis: a linha ofensiva não conseguiu proteger o quarterback, o jogo terrestre não funcionou (78 jardas totais) e Andy Dalton, por consequência, foi no máximo regular. Com exceção da primeira campanha (inflada por uma recepção de 71 jardas de Tyler Eifert), os Bengals foram bem pouco empolgantes com a bola nas mãos. 

Se não fossem os turnovers de Eli Manning e um retorno de kickoff longo na volta para o segundo tempo, a derrota por 21 a 20 poderia ter sido muito pior. Cincinnati está afundado em um buraco com campanha de 3-5-1 e a pós-temporada é um sonho cada vez mais distante. O consolo é que a equipe está apenas dois jogos atrás de Baltimore na AFC North e ainda enfrentará os Ravens duas vezes, ou seja, é possível tirar a diferença no confronto direto. Contudo, a reação precisa começar logo, de preferência já na próximo domingo contra os Bills.

12- Buffalo Bills (4-5) (12%) -1

Bye Week – mas vale lembrar… Perderam três seguidas antes dela.

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11- San Diego Chargers (4-6) (2%) -5

Uma grande derrota para chegar aos Playoffs – e com isso, a maior queda de nosso ranking. Só de jogar na AFC West, a vida dos Chargers não fica fácil. Mesmo contra um Miami que está em um momento sensacional, os Chargers conseguiram se manter perto do placar até o final do jogo. Este ataque tem mais talento do que leva crédito e, defensivamente, o front seven começa a tornar a vida dos quarterbacks adversários ingratos – eles conseguiram limitar um Ryan Tannehill que está em um momento realmente bom.

Só que de nada adiantou quando, no final, Philip Rivers resolveu espalhar a farofa. O quarterback relembrou algumas temporadas passadas e começou a errar muito, dinamitando as chances de vitória e se manter na briga dentro da AFC. Agora San Diego, que vem jogando muito bem no ano e não consegue fechar os jogos, viu as suas chances de Playoffs diminuírem drasticamente. Durante o ano todo faltou a capacidade de fechar os jogos, fazer o necessário para sair com a vitória no final da partida. Não foi diferente no domingo.

10- Tennessee Titans (5-5) (13%) +3

A evolução dos Titans, particularmente no aspecto ofensivo, é marcante. Marcus Mariota tem mostrado grande progresso, lidando bem com a pressão no pocket e apresentando ótimas precisão e “toque”, particularmente nos passes intermediários. Com Mariota “solto”, o sistema ofensivo com enfoque no jogo terrestre dos Titans pode funcionar ainda melhor.


“RODAPE"

No próximo domingo, teremos o jogo (já mencionado acima) contra os Colts, que pode contribuir muito para o destino final da divisão. É bastante provável que Colts e Titans troquem de posição no ranking da semana que vem.

9- Indianapolis Colts (4-5) (11%) +1

Bye Week, mas vamos falar sobre porque tem jogo decisivo domingo: A semana de folga mudou pouca coisa para os Colts. A equipe segue atrás dos Texans, embora agora conte com a companhia do Tennessee Titans, ambos com cinco vitórias e cinco derrotas. Na semana 11, Colts e Titans se enfrentam em Indianápolis, em jogo que deve servir para indicar quem será o principal opositor do Houston Texans na disputa pelo título da divisão.

As duas equipes aparentam estar em ascensão, mas a progressão dos Titans nos parece mais efetiva que a dos Colts. De qualquer forma, tem tudo para ser um grande jogo.

8- Houston Texans (6-3) (83%) +1

Com a vitória sobre o Jacksonville Jaguars, no último domingo, os Texans seguem na liderança da Divisão Sul da Conferência Americana. Entretanto, os problemas ofensivos da equipe se mantém. Brock Osweiler teve mais uma atuação muito irregular, não conseguindo em nenhum momento chegar a um bom ritmo contra uma das equipes mais fracas da liga. 

Na próxima semana, os Texans têm um jogo muito difícil, contra o Oakland Raiders, fora de casa, no Fútbol de Lunes por La Noche Monday Night Football. O histórico recente de Houston contra equipes fortes coloca os Raiders como favoritíssimos para a vitória. Ainda assim, os Texans mantêm a frente da divisão, continuando firmes na disputa por uma vaga na pós-temporada.

7- Pittsburgh Steelers (4-5) (40%) -2

Não é sempre que o ataque de Pittsburgh funciona a todo vapor e mesmo assim o time perde. Contra os Cowboys, Ben Roethlisberger e Antonio Brown tiveram performances bastante produtivas, mas isso não foi o suficiente para evitar a derrota por 35 a 30, já que a defesa foi dominada nas trincheiras pela linha ofensiva adversária, sucumbindo diante do running back Ezekiel Elliott nos segundos finais de partida. A boa notícia, entretanto, é que Big Ben pelo menos pareceu completamente recuperado da sua lesão no joelho.

Steelers e Cowboys protagonizaram um ótimo jogo decidido nos detalhes. A apresentação de Pittsburgh em si não foi ruim e merece elogios. O problema é que dentro do atual contexto da equipe o resultado foi péssimo: já são quatro derrotas consecutivas, campanha negativa (4-5) e distanciamento em relação aos Ravens na briga pela divisão. A franquia terá uma boa chance de dar a volta por cima no próximo domingo, quando enfrentará os Browns.

6- Miami Dolphins (5-4) (33%) +2

Uma das gratas surpresas da temporada. Demorou para o time pegar no tranco – a falta de decisão acerca do jogo terrestre emperrou e o trabalho Gase-Tannehill ainda estava no início.

Mas que bom que o time melhorou, é um respiro na unidimensional AFC East. Aliás, os Dolphins estão a apenas duas vitórias dos Patriots, por incrível que pareça – e ainda jogam contra eles na Semana 17. Sim, é difícil, mas com esse front seven (que deve amassar Goff nesta semana) e o jogo terrestre finalmente engrenando e ajudando Ryan Tannehill, who knows?

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5- Baltimore Ravens (5-4) (43%) +2

Jogando contra o pior time da NFL, Baltimore fez exatamente o que se esperava: venceu com tranquilidade. Após ir aos vestiários perdendo por 7 a 6, a equipe anotou 22 pontos no segundo tempo e atropelou Cleveland por 28 a 7. Apesar das duas interceptações, Flacco teve sua melhor apresentação do ano, o jogo terrestre finalmente funcionou (119 jardas totais) e a defesa não teve dificuldades em parar o ataque adversário, forçando três turnovers de Josh McCown na segunda etapa.

Falando sinceramente, o fraco time dos Browns no momento não é parâmetro para nada e Baltimore acabou não fazendo mais do que a obrigação, então temos que ter cuidado ao analisar o resultado. Os Ravens por ora lideram isoladamente e são os únicos com campanha positiva (5-4) na AFC North. O próximo confronto diante dos Cowboys nos dará uma melhor ideia sobre a real força e evolução da equipe de Maryland.

4- Kansas City Chiefs (7-2) (85%) –

Na AFC, no momento, Patriots, Raiders e Broncos são os times que estão mais chamando a atenção; só que os Chiefs estão crescendo aos poucos e parecem ser um time extremamente consistente dentro de campo. Comparado ao restante dos concorrentes diretos, Kansas City é um time que não vai empolgar: ataque extremamente pragmático, que busca marcar o número de pontos necessários, e uma defesa realmente forte. Esta fórmula deu certo com Andy Reid nos inícios de trabalho em Philadelphia (época de 2001 a 2008) e o resultado foram três viagens às finais de conferência e uma viagem ao Super Bowl – olho neste time, ele é “copeiro” pra caramba. 17-2 em temporada regular nos últimos 19 jogos.

O time atual de Kansas City não tem tanto talento ofensivo (na posição de quarterback) quanto aquele Eagles, mas ganha no poderio defensivo e repete a tática de limitar ao máximo os turnovers, visto que possuem 14 a mais forçados do que entregues por seu ataque. Jogando contra um Carolina Panthers desesperado, a franquia soube trabalhar atrás no placar, mesmo com o ataque desfalcado e não funcionando bem, e conseguiu a virada apostando em sua defesa. Grandes times sempre acham um jeito de ganhar e este foi o caso de Kansas City no domingo.


“RODAPE"

3- Denver Broncos (7-3) (66%) –

Mesmo com um ataque que está longe da forma da primeira parte da temporada, os Broncos continuam ganhando e se aproximando de uma vaga para jogar nos Playoffs – seja via Wild Card ou com o título da divisão. A vitória contra os Saints parecia extremamente improvável. Jogar contra Drew Brees fora de casa e dar a bola para ele nos minutos finais para ganhar a partida? Quase impossível parar. Mas os Saints, assim como os Chargers, sempre acham um jeito de perder e os Special Teams fizeram a diferença. 

Mesmo com um ataque que está cometendo mais erros do que no início do ano, a defesa continua jogando em um alto nível e é o principal motivo para o recorde 7-3. Segurar Brees em 23 pontos apenas em casa é uma tarefa raríssima. Enquanto Darian Stewart roubou a cena com as recuperações de fumble e as interceptações, Bradley Roby jogou tão bem quanto e mostrou o quão talentosa esta secundária é.

2- Oakland Raiders (7-2) (90%)  –

Bye Week e visita nesta semana ao outro lado do muro que El Trumpo construirá.

1- New England Patriots (7-2) (95%) –

Epa, não derrubamos os Patriots depois da derrota de semana passada? Não, eu não torço para os Patriots e não estou com medo de dormir no sofá porque minha namorada torce para eles. A questão é que a derrota foi para um dos dois melhores times da outra conferência e, na real, o W na tabela poderia ir para os dois lados. Por mais que o pass rush tenha sido uma negação no domingo – #sddsCollins – os Patriots ainda têm menos problemas que a defesa de Oakland, que o ataque de Denver e que o feijão com arroz de Alex Smith nos Chiefs. Por isso ainda são primeiros.

Por Divisão:

AFC East:

  1. New England Patriots
  2. Miami Dolphins
  3. Buffalo Bills
  4. New York Jets

AFC North:

  1. Baltimore Ravens
  2. Pittsburgh Steelers
  3. Cincinnati Bengals
  4. Cleveland Browns

AFC South:

  1. Houston Texans
  2. Indianapolis Colts
  3. Tennessee Titans
  4. Jacksonville Jaguars

AFC West:

  1. Oakland Raiders
  2. Denver Broncos
  3. Kansas City Chiefs
  4. San Diego Chargers

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