Futebol Americano no Brasil

Belo Horizonte Eagles, o bom exemplo de projeto e organização a ser seguido

“RODAPE"

Quando se tem crédito e o investimento é bem realizado, o resultado normalmente é obtido. Com uma filosofia simples, mas eficaz, o Belo Horizonte Eagles é a amostra de como uma organização é bem-feita pode levar um jovem elenco a alçar voos maiores. O leitor do Pro Football deve estar se perguntando “por que escrever sobre um time novo?” ou “estamos na semifinal da Superliga, isso não é mais importante?”. Tentarei responder de forma sucinta: eficiência. Em pouco mais de dois anos de existência, as águias de BH disputarão a sua terceira decisão em 2016. E mais, estarão na elite brasileira na temporada 2017.

No último sábado (19), um confronto épico diante do forte Santa Maria Soldiers – atual campeão gaúcho – sacramentou a boa gestão do clube e a eficiência dos comandados do técnico americano Daniel Levy. O time planeja sediar a final da Liga Nacional no Mineirão ou Independência, em dezembro.

Antes, ainda no primeiro semestre, os Eagles conquistaram a Copa America de Fútbol Americano, onde venceram equipes estrangeiras e brasileiras em solo mexicano. O time voltou embalado e ficou com o vice-campeonato mineiro, quando perdeu para o tradicional Minas Locomotiva, num Mineirão rodeado por 8 mil fãs.

O primeiro time cristão de Minas Gerais investiu pesado para chegar aonde chegou. Trouxe Levy, que treinou o Vila Velha Tritões, e estava no forte Dolphins Ancona, no campeonato italiano. Buscou o experiente quarterback Álvaro Fadini, também do Vila Velha Tritões. Repatriou o defensive back do Corinthians Steamrollers e Brasil Onças, Raphael da Cruz, que defendia o Correcaminos de la Universidad Autonoma de Tamaulipas (UAT), no México. Acertou por um curto período com o center Dhiego “Gordo” Taylor (Coritiba Crocodiles) e o linebacker Igor Mota (Cuiabá Arsenal) para potencializar a técnica do jovem elenco.

Praticamente ninguém dava bola para este time. Ninguém. Ainda mais depois da derrota na estreia no full pads para o fraco time do Nova Friburgo Yetis, em 2015. O time foi motivo de algumas piadas ao se credenciar para jogar no México, no início deste ano. Como um time com um amistoso no histórico – e ainda com derrota – poderia jogar na América do Norte?

Moral: elaborou um projeto audacioso e eficiente. Convenceu os experientes do FABR a ir para Belo Horizonte e motivou os jovens atletas do elenco.

Como o experiente linebacker do Minas Locomotiva, Adam Araujo, uma vez me disse: “tem muita gente boa em Minas”. E tem mesmo. Os Eagles são o exemplo de como uma ótima organização que busca bater as metas pode levar um time pequeno, jovem e desacreditado (pela maioria) a títulos internacionais e figurar na elite brasileira. Tem muita gente boa em Minas. Dinheiro resolve. Sim, resolve. Entretanto, organização é a palavra-chave, isso sim é o exemplo a ser seguido.

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Crédito da foto: Paulo Machado/PHG Photo


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