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Kaepernick foi o pior quarterback (sic) da semana – veja os Prêmios da Semana 13

Com uma cobertura cada vez maior e mais ampla aqui no site – como os palpites, guia da rodada, duelos individuais favoráveis – faltava um para fazer um apanhando geral elegendo os melhores e piores de cada semana. Aqui, vamos apontar vários jogadores que se destacaram positivamente e negativamente na quinta, no domingo e na segunda-feira de futebol americano! Prêmios são sempre um evento divertido – pelo menos eu adoro as noites de Oscar, Globo de Ouro e Emmys – e vamos tentar te entreter aqui também. Quem sabe cada categoria ganhe um apelido ao longo do tempo…

Antes de começarmos, tem alguma categoria que gostaria de ver na Semana 14? Procure o Twitter do @ProFootballBR (ou o meu, @MiceliPFB), que quem sabe colocamos aqui nas edições vindouras. Sem mais delongas, aos prêmios!

O melhor quarterback – Derek Carr, Oakland Raiders

Começo lento para o ataque do Oakland Raiders, dificuldade em engrenar… não tem problema. Derek Carr resolveu tacar fogo na secundária do Buffalo Bills e liderou o Oakland Raiders à virada. No intervalo, o time perdia por 24 a 9. No segundo tempo, anotou 29 pontos consecutivos. As estatísticas podem parecer simplórias (19/35, 260 jardas e dois touchdowns), mas a condução das campanhas pesam mais. Olhem o passe para o touchdown do Amari Cooper e me digam que ele não merece estar lá no alto na conversa pelo MVP.

Uma menção honrosa para Andy Dalton, que amassou o Philadelphia Eagles mesmo sem A.J. Green ou Giovani Bernard. 74.2% dos passes completos, 332 jarda se dois touchdowns. Levaria o prêmio da semana se o Cincinnati Bengals estivesse mais vivo na briga pela pós-temporada.

O pior quarterback – Colin Kaepernick, San Francisco 49ers

Em três quartos de partida, Colin Kaepernick passou para 4 jardas. Vou repetir: em 45 minutos de jogo, Colin Kaepernick acertou um passe para quatro jardas. 

Não há circunstância atenuante que justifique esta atuação do camisa 7.

VAMOS REPETIR. EM CAPS.

NÃO HÁ. DON´T.

Vi argumentos culpando a neve. Sabe quem também jogou na neve? Matt Barkley, o quarterback adversário, que jogava sua segunda partida como titular na NFL. MATT BARKLEY!!!!!!! Ele teve  11 passes completos de 18 tentados, para 192 jardas. E não é como se o Chicago Bears tivesse abdicado do jogo terrestre: só Jordan Howard teve mais carregadas que todos os running backs do San Francisco 49ers (32 para o Bear, 27 para os 49ers).

Ainda no tópico “neve”, Philadelphia Eagles e Detroit Lions se enfrentaram em condições ainda piores na Semana 14 da temporada de 2013. Tanto Matthew Stafford quanto Nick Foles acertaram pelo menos 10 passes cada um. Tom Brady e Rich Gannon também se enfrentaram na neve no AFC Championship Game de 2001 entre Oakland Raiders e New England Patriots. Brady conectou 32 dos 52 passes, enquanto Gannon acertou 17 das 31 tentativas de passe. É ruim jogar na neve, mas não é justificável ser tão ruim nela.

Naturalmente, Colin Kaepernick foi barrado no último período de jogo. A cereja no bolo é a notícia de que ele “testará as águas” da free agency em 2017. Difícil alguém demonstrar interesse depois de uma atuação tão pífia – e histórica, diga-se de passagem. Foi o primeiro signal caller a sofrer cinco sacks e ter menos de cinco jardas aéreas numa partida.

Melhor jogador ofensivo (que não é quarterback) – Travis Kelce, tight end do Kansas City Chiefs

Vamos eleger um tight end, para dar uma diversificada? O camisa 87 do Kansas City Chiefs recebeu todos os oito passes lançados na sua direção na (suada) vitória sobre o Atlanta Falcons. Ele teve 140 jardas, 82 delas após a recepção, derrotando cinco defensores durante a partida para chegar nesses números. Às vezes olhar apenas para os touchdowns omitem a importância de um jogador na partida, e Kelce foi instrumental para que os Chiefs vencesse a nona no ano.

Menção honrosa para Thomas Rawls, que correu com muita força e intensidade. Dá pra entender claramente porque o Seattle Seahawks dispensou Christine Michael: com Rawls saudável, não tem melhor corredor lá no estado de Washington.

Pior jogador ofensivo (que não é quarterback) – Daniel Kilgore, center do San Francisco 49ers

Olha, a pressão que veio da parte de dentro da linha ofensiva em cima de Colin Kaepernick não é algo que desejo a ninguém. Centers geralmente fazem bastante o trabalho de marcação dupla no adversário, então quando um center é responsável por ceder dois sacks e três hurries pelo meio da linha ofensiva, é algo catastrófico.

Em 27 jogadas, Kilgore permitiu uma pressão a menos que o center Max Unger, do New Orleans Saints, permitiu na temporada inteira – em 523 snaps de proteção ao passe.

Melhor jogador defensivo – Eric Berry, safety do Kansas City Chiefs

Eu não gosto de repetir vencedores, até porque a liga é plural, conta com um número enorme de talentos que, de maior ou menor forma, contribuem para as perfomances de suas equipes. Só que Eric Berry interceptou Matt Ryan duas vezes e retornou essas interceptações para um touchdown e dois pontos – dois pontos esses que foram a diferença para a nona vitória do Kansas City Chiefs na temporada. Nessas duas jogadas, sozinho, Berry anotou 8 pontos, mais que os Panthers, os Dolphins e os 49ers neste domingo.

Menção mais que honrosa para o vencedor da semana passada – Khalil Mack, pass rusher do Oakland Raiders. Ele defletiu um passe de Tyrod Taylor que foi interceptado por Nate Allen, resultando num touchdown ofensivo após o turnover. Além disso, ele fez um sack, forçou o fumble e recuperou a bola  para assegurar a virada do Oakland Raiders na campanha seguinte. Que domínio da AFC West neste prêmio, cujos playmakers tem sido a diferença.

Menção honrosa em grupo para a secundária do Denver Broncos, que não deu nem chance para Blake Bortles tentar alguma coisa. Juntos, Aqib Talib, Bradley Roby e Chris Harris Jr. permitiram apenas seis recepções, 57 jardas e nenhum touchdown, além de duas interceptações.

Pior jogador defensivo – Tony Lippett, cornerback do Miami Dolphins

Sabe aquela coisa de defesa equilibrada? Não foi o que aconteceu com os cornerbacks do Miami Dolphins na derrota (acachapante) para o Baltimore Ravens.

Enquanto Byron Maxwell permitiu apenas duas recepções para nove jardas, além de uma interceptação, Tony Lippett permitiu 100% das recepções que foram na sua direção. Foram oito recepções para 130 jardas e um touchdown. Jogando na direção de Lippett, Flacco teve um passer rating the 158.3 – ou seja, perfeito.

Melhor jogo da rodada – Washington Redskins @ Arizona Cardinals

Com Kirk Cousins em grande fase e numa tarde na qual Carson Palmer voltou à forma de 2015, vimos um duelo ofensivo e tanto. Entre bombas para DeSean Jackson de um lado e J.J. Nelson do outro, o Washington Redskins sofreu um baque na sua busca pelo wild card – convenhamos, difícil vencer a divisão com os Cowboys lá. Os Cardinals, por sua vez, respiram e seguem na busca pela pós-temporada, duas vitórias atrás do Tampa Bay Buccaneers, que estaria hoje classificado (quem diria, hein?).

Pior jogo da rodada – San Francisco 49ers @ Chicago Bears

Ao final do primeiro quarto: nenhum passe completo. Em que pese a melhora de Matt Barkley ao longo da partida, fica difícil chamar este duelo de um encontro de forças, pois pareceu que o San Francisco 49ers ficou na Califórnia.  Chamar o ataque dos 49ers de anêmico seria elogio, então o time da NFC North aproveitou a oportunidade para dar mais experiência para Matt Barkley, que mostra a cada partida que tem condições de ser titular na NFL. Bons (e frios) ventos lá em Chicago.

#CollegeKickers – Robert Aguayo, Tampa Bay Buccaneers (de novo)

O Tampa Bay Buccaneers bateu o San Diego Chargers por 28 a 21. Na última campanha, a defesa jogou a vida e o safety Keith Tandy acabou interceptando Philip Rivers na própria linha de duas jardas. Emocionante, certo?

Pois bem, poderia ter sido menos. Aguayo errou um field goal de meras 31 jardas ainda no segundo quarto. Tudo bem, ele acertou os outros dois que tentou, mas, caso esse chute tivesse custado a vitória, como ficaria? Ano duro para kickers, e mais duro ainda para

Melhor calouro da rodada – Jordan Howard, running back do Chicago Bears

Durante o jogo eu só pensava “por favor, coloquem o menino para descansar”. Foram 32 tentativas terrestres na partida para 117 jardas e “apenas” três touchdowns. Para quem chutava que Jeremy Langford seria o herdeiro do backfield após a saída de Matt Forte, parece que a escolha de quinta rodada do Draft de 2016 tomou de assalto a titularidade. Vai ser difícil tirar o camisa 24 desse papel, pela força que imprime nas corridas. Bom ver o produto de Indiana dando resultados logo em seu primeiro ano.

Maior surpresa positiva – Há vida em Arizona

Não que seja uma surpresa espantosa, mas foi bom ver Carson Palmer de volta à uma forma que não leve o torcedor às lágrimas. Quando não cede turnovers, Palmer é o comandante que a equipe precisa – o problema é que essa não tem sido a tônica em 2016.

Ademais, David Johnson segue incrível. Em 12 partidas, são 1.000 jardas terrestres e 700 recebidas. Sabe quantos outros jogadores fizeram isso nessa faixa de jogos? Marshall Faulk, em 1998. Ninguém mais. Falei de MVP lá em cima para o Derek Carr, mas David Johnson também não pode ser esquecido…

Maior decepção – A perfomance geral do Philadelphia Eagles

Pautado na estabilidade defensiva e num ataque que consegue anotar os pontos necessários, a equipe foi atropelada por um Cincinnati Bengals sem grandes chances de pós-temporada. Os Eagles só foram anotar pontos no apagar das luzes do terceiro quarto, quando o time da AFC já anotara três touchdowns e três field goals.

A defesa sequer sacou Andy Dalton, que teve uma tarde brilhante mesmo sem A.J. Green e Giovani Bernard. Lamenta o torcedor do Cincinnati Bengals, que se pergunta onde essa equipe estava nas 12 semanas anteriores.

Monstro do Fantasy – Jordan Howard, running back do Chicago Bears

Dois prêmios para o calouro esta semana. Ao anotar 117 jardas e três touchdowns na vitória sobre o San Francisco 49ers, Jordan Howard carimbou o passaporte de muitas equipes para os playoffs do Fantasy Football – e negou o visto para tantas outras. 29.7 pontos em formatos standard para o camisa 24 do Chicago Bears.

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Kaepernick foi o pior quarterback (sic) da semana – veja os Prêmios da Semana 13

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