College Football

O pirotécnico Lamar Jackson é o favorito ao Heisman hoje – veja finalistas

Depois de se enfrentarem no Death Valley em outubro, DeShaun Watson e Lamar Jackson se encontram novamente neste sábado. Há dois meses, Watson, quarterback de Clemson, se deu melhor na vitória ante os Cardinals de Jackson. Foi a vitória que solidificou Clemson como potência a ser batida na Conferência ACC. Os Tigers acabaram por, de fato, vencer a ACC. Mas quem levará o Heisman hoje?

Antes de mais nada, contexto; O Heisman é o troféu individual mais importante do College Football. Seria, grosso modo, o equivalente ao MVP da NFL ou o Bola de Ouro do Campeonato Brasileiro. De toda forma, vale lembrar que a determinante aqui é diferente. Não estamos falando do melhor ou do mais valioso jogador do College Football. O Heisman Memorial Trophy é dado ao mais extraordinário jogador universitário. Com efeito, quanto mais pirotecnias, melhor – justamente por isso, quarterbacks com números absurdos (sobretudo se forem touchdowns terrestres) costumam vencer. Ou seja: Lamar Jackson é o favorito. Além dele e de Watson, a lista dos 5 finalistas é composta por Jabrill Peppers (CB/S/LB/Síndico/Zelador/Cozinheiro/Campeão de FIFA/QB/KR/PR de Michigan) e dois jogadores de Oklahoma, Baker Mayfield e Dede Westbrook. Abaixo, mais sobre cada um deles.

Lamar Jackson

A menos que um milagre ocorra, o vencedor hoje deve ser o quarterback de Louisville. Os números lhe favorecem. Ele é o segundo dos EUA em jardas aéreas por jogo (410,7), foi responsável direto por 51 touchdowns (21 correndo e 30 passando), teve apenas 13 turnovers no processo (9 interceptações e 4 fumbles perdidos). “Significará muito para mim”, disse Jackson sobre a possibilidade de vencer o prêmio. “Ser a primeira pessoa a vencê-lo pela Universidade de Louisville será uma honra”.

A possibilidade de zebra até existe. Os Cardinals caíram de produção na medida em que a temporada foi passando  – Louisville perdeu as duas partidas da temporada. Na primeira, contra Houston, Jackson foi sackado 11 (!!!!) vezes. Na rivalidade estadual contra Kentucky, Lamar cometeu 4 turnovers numa derrota que veio nos segundos finais da partida. O último jogador a perder os últimos dois jogos da temporada e ainda sim sair com o prêmio veio faz bastante tempo: Tim Brown, wide receiver de Notre Dame, em 1987 (que você deve lembrar nos Raiders).

DeShaun Watson

Watson terminou a votação em terceiro no ano passado. Em primeiro e segundo ficaram dois running backs – respectivamente, Derrick Henry e Christian McCaffrey, de Alabama e Stanford. Tal qual ano passado, o quarterback de Clemson chega como azarão. “Você não costuma ter muitos finalistas em duas ocasiões do Heisman na história de seu programa. Ele é nosso primeiro e merece muito”, disse Dabo Swinney.

O produto de Clemson corre por fora no Heisman mas pode até acabar ficando com o prêmio. Desde a única derrota na temporada regular, contra Pittsburgh, DeShaun vem jogando cada vez melhor. Além disso, para ele existe o bônus de ter jogado sábado passado nas finais de conferência. Watson passou para três touchdowns e correu para dois na vitória por 42-35 ante Virginia Tech. A vitória garantiu os Tigers no College Football Playoff.

Ainda, em favor da zebra, existe o fator “confronto direto” (que talvez faria mais sentido para o Comitê do CFP, não para o colégio eleitoral do Heisman, mas mesmo assim vale mencionar). Na ocasião, além da vitória por 42-36, Watson teve mais jardas aéreas (306) do que Jackson (295). Nos números finais da temporada, o quarterback de Clemson tem média de 341,8 jardas por jogo e 43 touchdowns (seis correndo e 37 passando) com 15 turnovers (todas elas, interceptações) em 13 jogos (12 de temporada regular e mais a final da ACC).

A dupla de Oklahoma

Baker Mayfield não é estranho ao cenário de Nova York no sábado posterior às finais de conferência: ele já foi finalista do Heisman, em 2015. Tal qual Watson, ele volta neste ano. De modo diferente a DeShaun, Mayfield corre totalmente por vota na votação de hoje. O quarterback dos Sooners vem no passo de quebrar o record de rating de um quarterback numa temporada do College (197,75, o rating do College vai – muito além – dos 158,3 da NFL). Talvez seu companheiro de equipe, Dede Westbrook, tenha mais chance de vencer o prêmio.

O recebedor tem 74 recepções para 1465 jardas e 16 touchdowns neste ano. Considerando as big plays (ou seja, recepções que totalizaram pelo menos 20 jardas) ele tem 26 delas no curriculum. Mais do que qualquer outro recebedor no College Football neste ano.

Jabrill Peppers, o faz-tudo de Michigan

Peppers jogou na defesa, time de especialistas e no ataque do time comandado pelo técnico Jim Harbaugh neste ano. Na defesa, ele tem 60 tackles, três sacks e uma interceptação. No ataque, marcou três touchdowns e foi usado como quarterback da formação wild cat na maioria das vezes que alinhou no ataque – não obstante, ele tem média de 14,8 jardas retornadas quando esteve esperando o punt do outro lado do campo. Para muitos, Peppers é a surpresa entre os finalistas de hoje.

Ficaram de fora

Jonathan Allen, discutivelmente o melhor linha defensiva do país, fica de fora e não representará Alabama na premiação. Além dele, Dalvin Cook (running back de Florida State) e o quarterback de Washington, Jake Browning, não tiveram votos o suficiente para serem finalistas na premiação deste sábado. Allen e Browning, aliás, se enfrentam em uma das semifinais do College Football Playoff, dado que #1 Alabama joga contra #4 Washington.

A premiação ocorre neste sábado a noite, em Nova York. O resultado deve sair por volta das 23h, sem transmissão para o Brasil na TV.

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“RODAPE"

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