Após dois jogos ruins, Prescott precisa reencontrar a forma contra os ascendentes Buccaneers – Pro Football: NFL | Brasil | College | Futebol Americano
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Após dois jogos ruins, Prescott precisa reencontrar a forma contra os ascendentes Buccaneers

O Dallas Cowboys provavelmente será o primeiro seed da Conferência Nacional. Dak Prescott ainda é o titular, apesar de ter conquistado apenas 195, 139 e 165 jardas aéreas nas últimas três semanas, respectivamente. Um touchdown aéreo em cada uma dessas partidas, e bola para frente. Acontece que essa performance, apesar de vitoriosa nas Semanas 12 e 13, pode dar abertura para o fantasma de Tony Romo, e a retomada da conversa de quem é o quarterback mais apto a conduzir os pentacampeões do Super Bowl à uma eventual sexta conquista.

É uma discussão ampla, de maneira alguma uma que conta com um lado “certo” e outro “errado”, e acredito que ela fuja um pouco do escopo do presente texto. Meu prezado Jean Souza já foi categórico quanto ao real problema para Dak Prescott: o fator interno de ter um veterano qualificado pronto para tomar a vaga de titular. Se você quiser se aprofundar ainda mais nas algúrias do Dallas Cowboys, recomendo (com muita ênfase) que leiam o que meu caro Antony Curti escreveu após a derrota para o New York Giants no último Sunday Night Football.

Feita essa breve (porém necessária) digressão, o Sunday Night Football mais uma vez contará com o Dallas Cowboys, numa situação que estiveram apenas uma outra vez nesta temporada: buscando se recuperar de uma derrota.  O adversário da vez é o Tampa Bay Buccaneers, que, como tenho mencionado quase à exaustão, é um time para ficarmos de olhos bem abertos e que pode chegar longe na pós-temporada. São cinco vitórias consecutivas, incluindo partidas duríssimas, como o Kansas City Chiefs fora de casa, o Seattle Seahawks e o San Diego Chargers.

“Cowboys mecânicos”

Perdoem o trocadilho com o nome em português de A Clockwork Orange, romance de Anthony Burgess (Laranja Mecânica), ao mesmo tempo que me apropriei da expressão que outro Antony utilizou para descrever o ataque do Dallas Cowboys. A produção ofensiva do time funciona com engrenagens muito bem calibradas e em constante movimento. Se por ventura Dez Bryant não conseguir abrir os espaços verticais, o time já sofre um baque. Foi justamente isso que aconteceu no Sunday Night Football, com os defensive backs Janoris Jenkins e Landon Collins amassando o game plan dos rivais do Texas, que não conseguiu mover as correntes sem estabelecer a conexão com o wide receiver camisa 88.

Não tenham dúvidas, o Tampa Bay Buccaneers vai estudar (e muito) o tape da defesa do New York Giants dessa última semana. É essencial que os cornerbacks Vernon Hargreaves III e Brent Grimes assimilem o que Jenkins fez para domar o talentoso Dez Bryant. Da mesma forma que o também ascendente strong safety Keith Tandy precisa reproduzir em campo a ajuda que Landon Collins deu ao front seven em formações de cover 1 cover 3, uma vez freado o jogo aéreo. Considerando a evolução defensiva do Tampa Bay Buccaneers nas últimas cinco semanas, ao meu ver, é quase carta marcada que o plano de jogo defensivo será muito similar (se não idêntico) ao do New York Giants. E é justamente esse o ponto: se as coisas se repetirem, como o Dallas Cowboys evolui?

Pois bem, eis a grande questão. O jogo aéreo precisa depender menos dessa conexão vertical, e Dak Prescott precisa ser absolutamente preciso para lançar os passes nas (pequenas) janelas que encontrar nas marcações homem-a-homem e nos vãos entre zonas. É esse salto que o camisa 4 ainda não demonstrou, e é exatamente esse que precisa demonstrar. No momento em que o jogo aéreo cai por terra, fica “fácil” para a defesa entupir o box de jogadores e desafiarem Ezekiel Elliott a passar de oito, nove defensores. Mais importante do que tudo isso, se Dak Prescott não der um salto de produção nesta semana, os argumentos de “ainda é verde”, “precisa aprender mais as nuances do jogo” voltarão a todo vapor. E esse vapor esquenta o coração e a esperança de Tony Romo conduzir a equipe na pós-temporada.

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“RODAPE"

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