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Brock Osweiler é… Ruim – os melhores e piores nos prêmios da Semana 15

Com uma cobertura cada vez maior e mais ampla aqui no site – como os palpites, guia da rodada, duelos individuais favoráveis – faltava um para fazer um apanhando geral elegendo os melhores e piores de cada semana. Aqui, vamos apontar vários jogadores que se destacaram positivamente e negativamente na quinta, no domingo e na segunda-feira de futebol americano! Prêmios são sempre um evento divertido – pelo menos eu adoro as noites de Oscar, Globo de Ouro e Emmys – e vamos tentar te entreter aqui também. Quem sabe cada categoria ganhe um apelido ao longo do tempo…

Antes de começarmos, tem alguma categoria que gostaria de ver na Semana 16? Procure o Twitter do @ProFootballBR (ou o meu, @MiceliPFB), que quem sabe colocamos aqui nas edições vindouras. Sem mais delongas, aos prêmios!

O melhor quarterback – Drew Brees, New Orleans Saints

O Arizona Cardinals era a melhor defesa em jardas cedidas por jogo. Mesmo assim, Drew Brees teve um baita apoio de sua linha ofensiva e se refastelou em cima da secundária do Arizona Cardinals, fora de casa. 37 passes completos de 48 tentatos, 389 jardas e quatro touchdowns foram os números finais do futuro membro do Hall da Fama da NFL. Sob pressão, o veterano teve dificuldades, acertando apenas três das suas oito tentativas. Agora, quando os Cardinals mandaram o blitz, Brees completou 12 dos 16 passes para 204 e três touchdowns, mostrando que tirar um jogador da cobertura para pressionar um jogador desse calibre pode sair pela culatra.

Atuação maiúscula de Brees, se redimindo (parcialmente) aos olhos do torcedor dos dois jogos péssimos nas Semanas 13 e 14. Uma pena que tenha sido tão tarde, com os Saints já fora da briga pela pós-temporada.


“RODAPE"

O pior quarterback – Brock Osweiler, Houston Texans

Quando sua torcida faz uma ovação por seu quarterback titular ter saído de jogo, é sinal que as coisas estão muito ruins. Sério, o que eu preciso fazer para ganhar tantos milhões de dólares? Se alguém tiver o telefone de Brock Osweiler me avisa, que se para ser titular na NFL basta ser alto, até aí eu também tenho dois metros de altura. Eu realmente não tenho palavras para descrever a temporada do camisa 17 – ou a burrada do front office em contratar um signal caller a um preço tão alto sem sequer se encontrar com o jogador pessoalmente. No melhor estilo “contratei pelo DVD”, à la Horácio Peralta no Flamengo, Osweiler é a pior decisão de qualquer front office em 2016. Não só pelo caminhão de dinheiro, mas pelo que foi mostrado (ou não mostrado, no caso) dentro de campo.

Duas interceptações em passes consecutivos. Tudo bem, a primeira você (ainda) dá um desconto, apesar do passe alto. Na segunda, ele simplesmente ignora um linebacker na linha entre ele e seu recebedor e lança a bola. Interceptado, por óbvio, e barrado. Como Bill O’Brien vai lidar com esse pepino são cenas dos próximos capítulos, especialmente com o fogo que Tom Savage ateou neste ataque. Sem ele, os Texans não teriam virado a partida.

E mesmo assim, entre Brocks e Osweilers, o Houston Texans segue empatado com o Tennessee Titans em campanha. Enquanto isso, em algum lugar do Colorado, John Elway ri aliviado, contando os maços de dinheiro que não gastou. No final das contas, os melhores contratos às vezes são aqueles que você não fez.

Melhor jogador ofensivo (que não é quarterback) – Devonta Freeman, running back do Atlanta Falcons

Dia bom para running backs, mas Devonta Freeman leva o bolo. O camisa 24, que fez eu engolir minha própria língua, resolveu fazer do San Francisco 49ers seu playground e correu para 139 jardas e três touchdowns, apoiado por uma atuação brilhante da linha ofensiva (eu falo para quem quiser que Alex Mack foi provavelmente a melhor contratação de free agent neste ano). Nessas corridas, sete tackles quebrados. Prêmio para o half back, que mostra na sua terceira temporada que é confiável e pode ser o nome pelos anos vindouros da franquia.

Menção honrosa para Brandin Cooks, wide receiver do New Orleans Saints, que bateu os defensores no slot para 186 jardas e dois touchdowns em apenas oito targets.

Pior jogador ofensivo (que não é quarterback) – Kenneth Farrow, running back do San Diego Chargers

Com a dura tarefa de substituir Melvin Gordon, os dois fumbles de Kenneth Farrow não ajudaram. Além disso, foram 53 jardas em 17 tentativas terrestres. Apenas a título de comparação, o nômade running back Ronnie Hillmann teve 34 jardas terrestres em apenas sete tentativas. Saudades enormes do camisa 28 e seus 12 touchdowns em 2016.

Melhor jogador defensivo – C.J. Mosley, linebacker do Baltimore Ravens

Um dos pilares defensivos do (positivamente assustador) Baltimore Ravens, o linebacker C.J. Mosley teve uma tarde de gala contra o Philadlephia Eagles. Foram 10 tackles feitos por ele – e apenas ele -, dois hits quando era designado para o blitz e apenas 27 jardas aéreas permitidas em cinco targets na sua cobertura. Eficiência contra o jogo corrido e excelência contra o jogo aéreo: tudo que você poderia pedir para um linebacker, e C.J. Mosley o fez, mostrando que é um dos melhores da sua posição.

Pior jogador defensivo – Everson Griffen, edge rusher do Minnesota Vikings

Um baita jogador que conseguiu ter mais tackles errados que certos contra o Indianapolis Colts no último domingo. Sem conseguir bater o left tackle Anthony Castonzo, foram apenas dois hurries em 27 rushes – e uma falta cometida por entrar na zona neutra. Tarde para esquecer de Everson Griffen – e para todos os 53 jogadores no elenco do Minnesota Vikings.

Melhor jogo da rodada – Tennessee Titans @ Kansas City Chiefs

Dois times com pedrigree para os playoffs fizeram o jogo mais emocionante da rodada. O Tennessee Titans arrancou a vitória num field goal emocionante de Ryan Succop literalmente no último segundo. Lei do Ex, porque ele era o kicker dos Chiefs até 2013. A virada protagonizada pelo time da AFC South teve um baita impacto na AFC West, que teve mudança na liderança – o Oakland Raiders tomou a dianteira com 11-3, enquanto o Kansas City Chiefs “amarga” um 10-4.

Agora, chamo aqui a atenção pela carência ofensiva das duas equipes. O plano de jogo dos Titans era limitadíssimo para conseguir reduzir uma vantagem grande (corrida atrás de corrida não é a solução mais apropriada), e Alex Smith engasgou na hora de ser o game manager que todos o louvam por ser. Apesar de emocionante, sinal amarelo no ataque das duas equipes.


“RODAPE"

Pior jogo da rodada – Los Angeles Rams @ Seattle Seahawks

Eu preciso me alongar ou posso só falar o resultado? 24 a 3 para os donos da casa, técnico de times especiais como head coach dos visitantes… receita de bolo para (mais) um Thursday Night Football que embalou os sonhos dos telespectadores.

#CollegeKickers – Dan Bailey, Dallas Cowboys

Um dos melhores kickers da NFL, Dan Bailey não teve seu melhor jogo contra o Tampa Bay Buccaneers. Os dois field goals perdidos poderiam ter sido a diferença entre um jogo tranquilo e um de roer as unhas. Ainda mais dentro de casa, num estádio fechado.

Melhor calouro da rodada – Jalen Ramsey, cornerback do Jacksonville Jaguars

A sua primeira interceptação na carreira ajudou a selar o destino de Brock Osweiler: o banco de reservas. O camisa 20 do Jacksonville Jaguars permitiu 78 jardas em seis recepções, tudo bem, nos 14 targets que teve na partida. Ainda assim, a escolha de primeira rodada foi muito eficiente no apoio à defesa do jogo terrestre, além de ter defletido outros quatro passes.

Maior surpresa positiva – Ty Montgomery como um verdadeiro running back

Há uma diferença entre receber snaps como running back e ser um eficiente running back. E meu amigo, Ty Montgomery mostrou ao que veio contra o Chicago Bears. Desde os tempos de Stanford, muitos analistas diziam que suas mãos não eram boas o suficiente para ser um recebedor na NFL, mas que suas habilidades eram um encaixe perfeito em corridas designadas para wide receiver (end arounds, etc.). Pois bem, com 16 tentativas terrestres no último domingo, foram 162 jardas, 160 delas após o primeiro contato, quebrando sete tackles. Ele mostrou que pode ser a luz nesse backfield, mesmo com James Starks e

Maior decepção – O Minnesota Vikings entrou em campo?

A volta de Adrian Peterson aos campos depois de uma recuperação relâmpago dominou as manchetes na última semana. Acredito que isso tenha sido tão impactante que o time no geral esqueceu de entrar em campo contra o Indianapolis Colts. Dentro de casa, o Minnesota Vikings levou uma chinelada de 34 pontos, anotando apenas 6 e sofrendo sua sétima derrota em 2016. A volta de Peterson em nada ajudou – em seis carregadas, menos de 4 jardas por tentativa e um fumble. Além disso, Sam Bradford nunca se mostrou apto a tentar tirar o Minnesota Vikings do buraco. Em que pese a dificuldade em manter uma linha ofensiva saudável, os problemas (reiterados à exaustão) do ataque e uma defesa que não conseguiu parar o ritmo dos adversários, o time da NFC North deve ficar de fora da pós-temporada. Que tristeza para o torcedor, que se encheu de esperança após o 5-0.

Monstro do Fantasy – Devonta Freeman, running back do Atlanta Falcons

Na reta final do Fantasy, os três touchdowns terrestres e 155 totais colocam o camisa 24 do Atlanta Falcons como o herói de muitos times e a morte de tantos outros. Menção honrosa para Brandin Cooks, que também passou dos 30 pontos em formatos standard com sua performance contra o Arizona Cardinals. Se você os escalou, provavelmente você foi bem. Se jogou contra… sinto muito.


“RODAPE"

“Aleluia!” – Demissões de Jeff Fisher e Gus Bradley

Tive que criar um prêmio apenas para comentar as demissões de Jeff Fisher (ex-Los Angeles Rams) e Gus Bradley (ex-Jacksonville Jaguars). Comprometidos até o pescoço com a mediocridade, seus respectivos times limparam a casa e precisam encontrar agora um comandante que permita que seus elencos saiam da estagnação. Em cinco anos com os Rams, Fisher não teve uma campanha vitoriosa. Bradley, por sua vez, parecia ter encontrado uma receita para o futuro em 2015 com a evolução de Blake Bortles. Pois bem, a regressão do camisa 5 este ano e a incapacidade de trabalhar ao redor disso resultaram na demissão de Gus Bradley, após quatro anos no cargo e quatro anos com pelo menos 11 derrotas.

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Brock Osweiler é… Ruim – os melhores e piores nos prêmios da Semana 15

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