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Power Ranking, NFC: Do luxo ao lixo; o fim melancólico do Minnesota Vikings

Power Ranking, NFC: Do luxo ao lixo; o fim melancólico do Minnesota Vikings

Ano passado o Atlanta Falcons começou o ano voando, o famoso EMPOLGOU não demorou a aparecer e o resultado foi um… 8-8 sem graça. Neste ano o Minnesota Vikings começou o ano voando, o famoso EMPOLGOU não demorou a aparecer e o resultado, aparentemente, será… um 8-8 sem graça.

As semelhanças terminam aí. Enquanto aquele Atlanta tinha um ar de fraude, que não funcionava direito em todos os níveis em campo, este Minnesota é um time que foi devastado por lesões. E foram tantas que entendê-las por si só torna-se complicado, imagine com todo o contexto de coordenador ofensivo indo embora, chegada de novo quarterback e tudo o mais. Para resumir, deu tudo errado e mais um pouco. Até eu achava meio impossível uma equipe ter tanta má sorte com contusões durante o ano inteiro.

“PASSrushers"

No momento da troca por Sam Bradford ficava claro que a diretoria pensava que possuía um time que poderia disputar o Super Bowl. E eles não estavam errados. O problema é que Minnesota, ainda, não possui um elenco que poderia disputar a pós-temporada. Cada equipe joga 16 jogos intensos e o banco precisa ser realmente profundo para querer ir longe. Não era só repondo a posição de quarterback que as coisas dariam certo – ainda mais com um banco tão raso na linha ofensiva.

Mesmo assim a defesa aguentou o quanto deu, só que uma hora cansa. E tudo piora quando um dos líderes defensivos, o safety Harrison Smith, tem que ficar no banco de reservas vendo Andrew Luck destroçar uma secundária que parecia perdida, sem coordenação. Faltou a liderança não por negligência e sim por lesões. Claro que ainda existem aqueles 2%, os 2% de sempre, mas este time já parece eliminado. O fator contusões foi derrubando Minnesota pouco a pouco.

O ataque ficou previsível, Bradford voltou a ser o rei do checkdown, o jogo terrestre nunca funcionou e a defesa começou a desmoronar. 2016 parecia ser o ano de Minnesota, mas as contusões adiaram para ano que vem talvez. Resta saber como reestruturar a equipe sem uma escolha de primeira rodada e em uma classe fraca na posição de maior interesse: a linha ofensiva.

Para quem não acompanhou a razão desta divisão entre conferências, a explicação está no primeiro texto da série. Faz muito mais sentido separarmos por Conferências, dado que a “chave” para os playoffs é separada e os times tem só 25% do calendário contra franquias da outra conferência. Sem mais delongas, acompanhe o ranking para as equipes da NFC. Mais tarde teremos a Conferência Americana. No final do texto também está a classificação por divisão. Agora também colocamos as chances de Playoffs entre parênteses também com os dados do Playoff Status.

  • Maior subida:
  • Maior queda: Detroit -2
  • Subiram:
  • Caíram: Detroit, Atlanta
  • Mantiveram-se na mesma posição: Dallas, Seattle, New York, Minnesota, Washington, Green Bay
  • Eliminados: San Francisco, Chicago, Los Angeles, Carolina, Philadelphia, New Orleans, Arizona
  • Classificados Matematicamente: Dallas, Seattle
  • Estiveram de folga pela Conferência Nacional: Acabaram as folgas.

San Francisco 49ers (1-13) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Chicago Bears (3-11) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Los Angeles Rams (4-10) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Carolina Panthers (6-8) (Eliminados)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Philadelphia Eagles (5-9) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

New Orleans Saints (6-8) (Eliminados)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Arizona Cardinals (5-8-1) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

9. Minnesota Vikings (7-7) (2%)

Insistir até não dar mais. Apesar de não ser esta postura adotada pelo nosso Power Ranking (afinal, são 2% de chances de ir aos Playoffs, mas mesmo assim vamos mantê-los na disputa por respeito ao empenho mostrado durante todo o ano), foi o que os Vikings tentaram semana após semana. Só que não deu, tem uma hora que não dá para se recuperar de todas as lesões sofridas.

Teddy Bridgewater (quarterback titular), Matt Kalil e Andre Smith (tackles titulares), Jake Long (tackle contratado para ser titular depois das lesões dos titulares), Sharrif Floyd (defensive tackle titular). Perderam alguns jogos também Adrian Peterson, Stefon Diggs e Harrison Smith – para ficar nos mais importantes. Por fim, todo o trabalho da intertemporada foi jogado no lixo com a saída do coordenador ofensivo no meio do ano. Era impossível passar por tudo isso. Sam Bradford começou o ano muito bem porque ninguém tinha ideia de como se portar contra este ataque – e porque a defesa estava em um nível espetacular. Só que uma hora cansa ter que segurar todo drive como se fosse o último do ano e o resultado foi o 2-7 após o início 5-0. Era um time que poderia chegar longe nos Playoffs, mas não um elenco forte o suficiente e o resultado foi a eliminação precoce.

8. Washington Redskins (7-6-1) (21%)

Pendurados no ano. A derrota para o Carolina Panthers em casa teve ares de upset de futebol americano universitário, mas não foi tão surpreendente assim. Primeiramente os Panthers possuem um elenco qualificado e tiveram um péssimo início, por isso caíram fora antes do esperado – como está escrito no Power Ranking de sua eliminação. O matchup era desfavorável: um time que gosta de correr com a bola sem parar contra uma defesa que tem um miolo enfraquecido. Um time que explora tight ends contra uma defesa com safeties reservas – e os titulares já não eram grande coisa.

Ofensivamente também não funcionou, principalmente pela falta de ritmo. Este ataque de Washington é baseado em ritmo ofensivo, fluidez. Após o jogo contra Dallas, este ataque não conseguiu mais se encontrar. A vitória contra os Eagles, fora de casa, foi baseada nas big plays esporádicas cedidas por uma defesa que parecia um queijo suíço. O equilíbrio deste ataque encontra-se na capacidade de ficar em campo, mas a combinação da defesa não sair de campo em terceiras descidas com um Jordan Reed fora da casinha foram os fatores fundamentais das dificuldades ofensivas. A situação não está complicada apenas por causa da classificação: o que está sendo apresentado em campo não é de alta qualidade como já foi nesta temporada.

“PACKERS1"

7. Tampa Bay Buccaneers (8-6) (55%)

Apesar de ser nítido que Jameis Winston ainda está evoluindo e precisa crescer muito para aguentar a pressão de partidas decisivas, fica claro que a pós-temporada seria muito benéfica para este time. Foram erros atrás de erros que mostram um pouco de nervosismo por parte de Tampa Bay por causa da inexperiência deste grupo de jogadores de momentos decisivos.

A derrota deixou o título da divisão bem mais distante e será preciso muita sorte para conquistá-la. Mesmo assim, o Wild Card não é uma missão complicada, principalmente devido à tabela ser a mais tranquila com relação aos concorrentes diretos e o recorde da conferência ser 6-4. Era um jogo que a derrota era esperada. Agora é ganhar os últimos dois e ter um pouco de sorte para poder voltar à pós-temporada.

6. Green Bay Packers (8-6) (51%)

No momento de pressão algumas franquias tendem a se desmontar. E outras tendem a começar a jogar muito bem quando as costas estão na parede. Desde o ano passado Aaron Rodgers provou para todos que ele está no nível dos maiores no quesito clutch. Ele vai aparecer na hora decisiva, ele vai fazer o que for preciso para vencer e vai criar a oportunidade de Green Bay ser vitorioso.

Em 2016 ele vem provando que esta capacidade não se aplica apenas aos jogos: ele também vai salvar campeonatos. Antes do jogo da Philadelphia eram muitas as dúvidas: não existe jogo terrestre, não tem defesa e Rodgers está jogando mal. A defesa ainda oscila demais, basta ver o pífio desempenho contra Matt Barkley; apesar de ser um confronto de divisão, o adversário era o Matt Barkley. Já o jogo terrestre voltou a ter vida, com Ty Montgomery virando um running back e surpreendendo a todos. Já Rodgers, bem, ele voltou a jogar em alto nível e está doando o máximo em campo.

Entendo alguns leitores reclamarem de falar dos Packers, afinal fica parecendo a abordagem de falar do time que tem mais torcida, mas é preciso destacar o crescimento impressionante que a franquia teve durante o ano – algo meio raro de se observar. O que mais chamou a atenção foi o crescimento de rendimento ofensivo com o surgimento inusitado deste jogo terrestre. É um time em ascensão que deve disputar com Detroit o título da divisão na última semana.

5. Detroit Lions (9-5) (75%) -2

Investimentos na linha ofensiva sempre demoram a aparecer e o caso não seria diferente com Detroit. Pela falta de veteranos que eram os pilares da formação desta linha, fica claro a dificuldade de entrosamento que eles possuem durante algumas partidas no ano. Contra defesas em momentos não tão gloriosos, esta linha conseguia escapar com alguns erros. Contra ótimas defesas, a linha ofensiva crescia e jogava em alto nível. Contra os Giants (alguém em ascensão), a linha não funcionou como deveria e o resultado foram os seis pontos no placar – mesmo com Matthew Stafford fazendo pequenos milagres e tentando manter o jogo competitivo.

Com a derrota, Detroit dificilmente vai chegar no último jogo com o título da NFC North – a não ser que Green Bay vacile contra Minnesota, algo que parece bem complicado no momento. E isto não é muito bom, visto que o momento de Green Bay é muito bom. E em dezembro (e janeiro), o momento de cada equipe faz muita diferença.

4. Atlanta Falcons (9-5) (96%) -1

Vitória convincente, adversário direto perdendo e quase dando adeus ao título da divisão. Mesmo assim caiu uma posição. Como isto pode acontecer com os Falcons? Oras, porque o momento dos Giants é muito bom mesmo e eles merecem os devidos créditos.

Mesmo assim, este time de Atlanta está longe de ser aquele que não inspirava confiança nenhuma indo aos Playoffs. Em 2016 o jogo terrestre apareceu, o pass rush é competente e Matt Ryan não tem que carregar tudo nas costas. Mesmo assim, o baixo nível da tabela em dezembro podem os atrapalhar na preparação aos Playoffs, visto que os adversários podem já estar mais tempo inseridos na realidade de enfrentar uma decisão a cada partida. No fim, Atlanta continua sendo consistente e jogando como sempre: evitando turnovers e correndo com a bola – uma fórmula que, geralmente, dá certo em janeiro.

3. New York Giants (10-4) (<99%)

Não há muito mais o que falar. Já falamos extensivamente sobre o time no Power Ranking passado e eles possuem a cara do Super Bowl. O que mais anima é o desempenho defensivo sem Jason Pierre Paul e o jogo terrestre aparecendo com Paul Perkins na reta final. O jogo aéreo continua cheio de altos e baixos, mas não dá para esquecer que o nome do cara que comanda tudo isso é Eli Manning. E Manning sabe muito bem como jogar em alto nível quando os Playoffs chegam. O time com maior momentum na NFC e o grande favorito para derrubar Seattle e Dallas.

“SEAHAWKS2"

2. Seattle Seahawks (9-4-1) (Classificados)

Todo ano eu me impressiono com a forma que Pete Carroll consegue manter este vestiário extremamente complexo junto e sem grandes problemas. São muitos egos fortes, com Richard Sherman questionando chamadas, Michael Bennett falando sem parar, (antes com) Marshawn Lynch e sua personalidade única e tantos outros problemas. Mesmo com tudo isso, Carroll consegue equilibrar a balança e manter um time competitivo ao extremo, que joga todos os snaps com alta intensidade e que se doa em campo – impressionante mesmo.

Contra os Rams era claro que a vitória seria questão de tempo. Uma oportunidade perfeita para a defesa começar a se adaptar melhor com a perda de Earl Thomas, visto que eles foram queimados quando não contaram com ele contra Green Bay. Visivelmente o ataque e a defesa não estão em suas melhores formas, mas mesmo assim os Seahawks estão voando sob o radar e devem conquistar uma folga na primeira rodada – e todo mundo sabe o inferno que é jogar em Seattle, imagine em janeiro.

1. Dallas Cowboys (12-2) (Classificados)

É um time que está convencendo? Nem um pouco. A vitória serviu para mostrar a resiliência desta equipe, que consegue se recuperar em momentos que surgem dúvidas. Mesmo assim ainda não é aquela equipe que estava massacrando os adversários mais cedo no ano. Pode ser o cansaço ou estarem se segurando para brilhar em janeiro. Não importa. O que importa é que Dallas ainda é a favorita na NFC para ir ao Super Bowl, mas parece bem menos imbatível do que em novembro – por exemplo.

POR DIVISÃO:

NFC East:

  1. Dallas Cowboys
  2. New York Giants
  3. Washington Redskins
  4. Philadelphia Eagles

NFC West:

  1. Seattle Seahawks
  2. Arizona Cardinals
  3. Los Angeles Rams
  4. San Francisco 49ers

NFC South:

  1. Atlanta Falcons
  2. Tampa Bay Buccaneers
  3. New Orleans Saints
  4. Carolina Panthers

NFC North:

  1. Detroit Lions
  2. Green Bay Packers
  3. Minnesota Vikings
  4. Chicago Bears

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Escreve sobre futebol americano desde 2012. Apesar de viciado nos aspectos táticos do jogo, sempre dá palpites sobre tudo na NFL. Atualmente faz doutorado em Física na UNICAMP.

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