College Football

Jogadores e histórias para ficar de olho na Bowl Season

“RODAPE"

A temporada de Bowls traz muitos destaques. Não dá para falar de todos os jogadores disponíveis (até porque ninguém vai ler um texto de 10000 palavras), mas mesmo assim tentamos simplificar ao máximo as principais histórias que ainda vão rolar e terão um impacto grande nas escolhas que ocorrerão no Draft de 2017 – que ocorrerá na Philadelphia, vale a pena lembrar.

Nós já começamos a falar um pouco do Draft aqui no site. Primeiramente fizemos um Mock Draft simplificado em novembro. Muita coisa mudou de lá para cá e muitos outros jogadores mereceram mais destaque, tanto é que em nosso Guia demos destaques aos principais nomes para prestar atenção. Só que ainda é pouco e o Draft precisa de muito mais atenção.

A temporada dos Bowls é o momento que a maioria dos fãs começa a prestar atenção no College Football. E, para dar mais vontade de ver os Bowls, nada melhor do que saber quem olhar e quem pode estar no seu time no ano que vem. Com isso em mente, trouxemos as cinco melhores histórias que vão acontecer nesta reta final do ano de 2016 – que nunca acaba!

Dois quarterbacks que podem elevar a classe

O último quarterback de Oklahoma State escolhido na primeira rodada? Brandon Weeden. Os últimos dois jogadores dos Cowboys escolhidos na primeira rodada? Justin Gilbert e Justin Blackmon – no mesmo Draft de Weeden. A história não está nada favorável aos prospectos saindo da universidade e Mason Rudolph, que joga na sexta-feira, dia 30, no Alamo Bowl, contra Colorado, está entrando nos holofotes com a famosa questão por responder: ele é fruto do sistema?

Assim como na classe passada (e por muitas outras que virão), os quarterbacks futuros calouros são verdadeiras incógnitas. Não dá para saber até que ponto o sistema Spread inseridos está interferindo em seus desenvolvimentos, bem como o fato das defesas que enfrentam estarem cada vez mais simplificadas – para aguentaram o No Huddle que está espalhado no College. Apesar dessa diferença de sistemas, uma coisa ainda há em comum: grandes signal callers conquistam grandes feitos no College. Assim como Drew Brees levou Purdue ao Rose Bowl, Marcus Mariota, Carson Wentz e Jameis Winston (para citar só alguns recentes) levaram suas equipes ao título de Bowls e do próprio campeonato (no caso de Wentz). Para Rudolph se confirmar como um prospecto de nível, ele precisa vencer Colorado e mostrar que tem um espírito vencedor.

Outro jogador que pode reforçar este grupo de signal callers com uma sólida atuação é Mitch TrubiskyJogando na sexta-feira, dia 30, no Sun Bowl (sem transmissão confirmada da ESPN, para saber todas as transmissões veja nosso Guia), contra a defesa de Stanford, Trubisky vai poder mostrar um pouco de sua evolução monstruosa que teve este ano. Aliás, esta é a principal preocupação: a sua inexperiência. Tanto Rudolph quanto Trubisky são puros pocket passers. Possuem atleticismo para se movimentar e buscar algumas jardas em jogadas perdidas, mas mesmo assim são puros passadores que possuem muitas dúvidas. Com tantos jogadores defensivos de qualidade neste Draft, a cada dia que passa parece que os quarterbacks vão perdendo espaço no top 10.

Duplas de cornerbacks: quem são os melhores?

A classe de cornerbacks é absurdamente profunda em 2017. Marlon Humphrey (Alabama que joga no Peach Bowl contra Washington no dia 31 de dezembro), Adoree’ Jackson (USC que joga no Rose Bowl contra Penn State no dia 02 de janeiro), Desmond King (Iowa que joga no Outback Bowl contra Florida no dia 02 de janeiro) e Sidney Jones (Washington) – só para citar alguns.

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Entre tantos nomes, vale a pena acompanhar o desempenho de duas duplas que disputam para serem as melhores do país. Além disso, todos eles devem sair na primeira rodada do Draft no ano que vem e ainda existe a dúvida: quem é o melhor? Até o jogo contra Michigan, a visão que se tinha era que Gareon Conley era um prospecto um pouco superior a Marshon Lattimore. Só que Lattimore jogou muito bem e foi fator fundamental na vitória de Ohio State, que agora enfrentará Clemson no Fiesta Bowl em 31 de dezembro, colocando-se no mapa e mostrando uma habilidade única. Outra dupla prolífica é a dos cornerbacks de Florida: Teez Tabor Quincy Wilson. Enquanto Tabor é menos agressivo e um pouco mais ágil, Wilson parece ser mais alto e com muito mais habilidade de jogar no bump and run.

A defesa mais recheada da cidade

Poucos elencos na história possuem tantos jogadores passíveis de sair na primeira rodada no ano que vem do que o time de Alabama deste ano. Humphrey, Jonathan Allen (pass rusher que deve sair no top 5), Reuben Foster (linebacker), Eddie Jackson (safety machucado que não jogará contra Washington), Tim Williams (outside linebacker inconsistente e que possui um first step de fazer inveja a qualquer um), O.J. Howard (tight end) e Cam Robinson (offensive tackle extremamente experiente e que é apenas Junior).

No meio de tantos nomes, quem deve ter o maior desafio é Humphrey. Ele deve enfrentar durante toda a partida John Ross, o qual deve dar muitos problemas. Enquanto o cornerback sofre um pouco contra jogadores rápidos, Ross é o wide receiver mais rápido da classe e muito comparado com DeSean Jackson. No meio de tantas estrelas (o que dificulta na hora de avaliar individualmente os talentos), o cornerback terá a chance de mostrar que merece uma escolha de top 10 – ou ser queimado de vez no processo do Draft.

Com Leonard Fournette de fora, as atenções se viram para Jamal Adams

Safeties que conseguem cobrir, jogar no box, no slot, cobrir em zona e fazer tackles são muito valorizados. O problema é saber o quão bem este tipo de jogador consegue executar cada elemento da posição. Ser medíocre em todas é comum e é difícil separar quem sabe fazer o serviço bem feito de quem só engana.

Nesta categoria de faz-tudo, Jamal Adams é o principal destaque da classe. Enquanto Jabrill Peppers (de Michigan que joga contra Florida State no Orange Bowl no dia 30 de dezembro) foi muito mal contra Michigan e mostrou que no quesito tackle ele não é dos melhores, Adams ainda não foi exposto e muita gente o vem colocando dentro do top 10 – ainda o considero alguém de top 20, como coloquei no Mock Draft. Com LSU enfrentando Louisville no Citrus Bowl (um ataque extremamente poderoso liderado pelo ganhador do Heisman Lamar Jackson), Adams será desafiado a fazer todas estas funções dentro de campo – tarefa nada fácil.

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Myles Garrett, Derek Barnett e Carl Lawson: muitos pass rushers em ação

Preste muita atenção nos Texas Bowl (Myles Garrett, de Texas A&M, possível escolha de top 5), Music City Bowl (Derek Barnett, de Tennessee, possível escolha de top 10) e Sugar Bowl (Carl Lawson, de Auburn, possível escolha de top 15). Juntos com Takkarist McKinley (de UCLA, possível escolha de top 10) e Charles Harris (de Missouri, possível escolha de top 20), que não vão jogar em janeiro porque suas universidades não possuem elegibilidade, eles formam a melhor classe de pass rushers desde 2012.

Entre eles, o grande destaque é Garrett. Completo em campo, ele pode se adaptar tanto ao 4-3 quanto ao 3-4 e deve disputar a primeira escolha geral com Jonathan Allen de Alabama. Garrett vai enfrentar uma linha ofensiva bem mais ou menos de Kansas State, o que deve proporcionar um jogo de alto nível para ele – e lhe impulsionar de vez para o topo do Draft. Pass rushers nunca são demais e para equipes que possuem grandes elencos e não foram tão bem no ano (como Minnesota, New Orleans e Carolina), eles podem ser escolhas muito preciosas.

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