Capa

Power Ranking, NFC: Não durma agora; os Falcons estão se tornando um time completo

Após a derrota para o Kansas City Chiefs, muita gente esqueceu da campanha que o Atlanta Falcons estava fazendo. Ninguém mais falava em Matt Ryan ser o MVP, o assunto voltou para Seahawks e Giants como os candidatos a desbancar os Cowboys e Matthew Stafford voltou aos holofotes.

Só que Atlanta sabia de seu potencial e a tabela de dezembro era ideal para ganhar momentum e acertar as últimas arestas antes da pós-temporada. A falta de uma arma em profundidade para equilibrar o ataque surgiu com Taylor Gabriel aumentando a sua sequência de longas recepções. Devonta Freeman e Tevin Coleman voltaram a ficar saudáveis ao mesmo tempo, reproduzindo aquele backfield que corre, bloqueia e passa. Isto tudo equilibrou um ataque que, nos jogos contra os Eagles e os Chiefs, parecia pender demais na direção de Julio Jones – o que nunca é benéfico.

“PASSrushers"

Defensivamente os Falcons também cresceram. Média de 14,3 pontos cedidos nas últimas três partidas, o que dá um ânimo a mais para a unidade. Quando se consegue parar times com ataques ruins (e depois um ataque talentoso como o dos Panthers), a defesa vai ganhando cada vez mais confiança e o resultado pode ser muito benéfico no longo prazo. Foram pouco mais de 300 jardas cedidas para Cam Newton dentro de casa – uma tarefa meio difícil de se realizar. São sete sacks neste período, com Vic Beasley sendo o responsável por quatro deles.

Ressurgimento das cinzas de um jogador que estava sendo apontado como bust (Beasley está tendo uma temporada de redenção), pass rusher sendo competente e jogo terrestre voltando à ativa. Não olhe agora, mas este time dos Falcons está se desenhando como alguém que pode surpreender e muito na pós-temporada. Ganhar de New Orleans, garantir a folga vai ser o diferencial para chegar no Divisional Round e mostrar que a equipe pode ser o representante da NFC no Super Bowl.

Para quem não acompanhou a razão desta divisão entre conferências, a explicação está no primeiro texto da série. Faz muito mais sentido separarmos por Conferências, dado que a “chave” para os playoffs é separada e os times tem só 25% do calendário contra franquias da outra conferência. Sem mais delongas, acompanhe o ranking para as equipes da NFC. Mais tarde teremos a Conferência Americana. No final do texto também está a classificação por divisão. Agora também colocamos as chances de Playoffs entre parênteses também com os dados do Playoff Status.

  • Maior subida: Atlanta +2
  • Maior queda: Seattle -2
  • Subiram: Atlanta, Green Bay, Washington
  • Caíram: Detroit, Seattle
  • Mantiveram-se na mesma posição: Dallas, New York
  • Eliminados: San Francisco, Chicago, Los Angeles, Carolina, Philadelphia, New Orleans, Arizona, Tampa Bay, Minnesota
  • Classificados Matematicamente: Dallas, Seattle, Atlanta, New York
  • Estiveram de folga pela Conferência Nacional: Acabaram as folgas.

San Francisco 49ers (1-13) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Chicago Bears (3-11) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Los Angeles Rams (4-10) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Carolina Panthers (6-8) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Philadelphia Eagles (5-9) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

New Orleans Saints (6-8) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Arizona Cardinals (5-8-1) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia. Leia o seu último Power Ranking.

Minnesota Vikings (7-7) (Eliminados matematicamente)

Semana passada falamos muito sobre os Vikings, adiantamos o trabalho desta semana. Com tantos problemas e contra um Aaron Rodgers com sangue nos olhos? Esqueça.

Tampa Bay Buccaneers (8-7) (Eliminados)

A combinação para os Bucs irem aos Playoffs inclui um empate de Washington, uma vitória de San Francisco e mais um monte de coisas – quem quiser saber de tudo basta perder um tempo e ler este texto detalhista da comunidade dos Packers no SBNation. Não vai acontecer. Mesmo assim, a temporada dos Bucs foi muito melhor do que o esperado antes e durante o início dos trabalhos de 2016.

A melhora significativa da secundária aconteceu juntamente com o aumento do nível de jogo apresentado por Vernon Hargreaves durante a temporada. Veja o jogo contra os Saints deste último final de semana. Apesar de ceder um touchdown, Hargreaves jogou bem e foi deixado algumas vezes em uma ilha. O início 3-5 exigia que este time de Tampa Bay fosse quase perfeito no final do ano e a tabela não ajudava em nada. Para piorar a situação, os próprios adversários da NFC South cresceram bastante de produção, ainda mais com o jogo terrestre de New Orleans funcionando. E em um shootout contra Drew Brees, era meio esperado que Jameis Winston fosse o derrotado.

LEIA TAMBÉM  Sem espaço em Chicago, Cutler estaria sendo oferecido a outros times via troca

Mesmo assim, a base para 2017 é realmente promissora. Winston tem o quê de ser um líder natural em campo, só precisa de mais alvos que não tenham o nome de Cameron Brate e Mike Evans. Além disso ele precisa aprender a diminuir as decisões extremamente arriscadas sob pressão – isso quase nunca dá certo. Antes considerada a divisão mais fraca da NFC, a divisão South tem tudo para vir muito forte em 2017.

“PACKERS1"

7. Washington Redskins (8-6-1) (48%) +1

Uma vitória. É tudo que Washington precisa para voltar aos Playoffs. Mesmo em posição para ir o segundo ano consecutivo para a pós-temporada, este time ainda tem a mesma vibe do ano passado: perde para os mais fortes e derrota os mais fracos. Falta o pulo de bom para ótimo.

E isto se deve muito ao sistema defensivo. Tudo bem que Matt Barkley conseguiu a proeza de distribuir cinco interceptações em campo, mas mesmo assim Jordan Howard deixou o jogo com emoção o tempo inteiro. O trabalho dos linebackers ainda é deficiente e vai ser preciso uma reviravolta grande para a franquia conseguir desbancar alguém em Janeiro.

Mesmo assim, eles vão enfrentar um Giants classificado, em Landover, e que não possui um jogo terrestre dominante como Dallas e Chicago. Com este ambiente tão favorável, será uma surpresa a equipe não se classificar como seed #6 e pegar Seattle ou Atlanta – que possuem dois jogos terrestres dominantes. Já deu para ver que a perspectiva não é muito boa.

6. Detroit Lions (9-6) (88%) -1

O momento ruim não é uma coincidência com o fato do dedo do meio de Matthew Stafford estar machucado. Isso claramente afetou a sua acurácia nas partidas e associado ao fato da linha ofensiva ainda ter problemas de comunicação – tanto é que os stunts deram muito certo no Sunday Night Football – resultou em duas derrotas chaves para as pretensões de pós-temporada.

Se os problemas fossem só ofensivos dava-se um jeito, o problema é que a secundária está falhando por causa das contusões. Com Darius Slay de fora, Teryl Austin (coordenador defensivo) tentou manter a mesma tática: desafiar Dak Prescott a ganhar no braço. O problema é que o time possuía dois “tampinhas” de cornerbacks e Dez Bryant estava ganhando todas. Qual a solução? Ajeitar para cover 2, abrir espaços para as corridas e também para a derrota. Some isso ao fato de Jim Caldwell perder a folha das corridas no vestiário e o resultado foi a lavada no segundo tempo. Quando está em seu melhor momento, os Lions podem bater de frente com qualquer um na conferência. Só que estes melhores momentos são raros nas partidas e não deve ser diferente contra um Packers que está jogando o melhor football da divisão no momento.

5. Green Bay Packers (9-6) (70%) +1

“4-6 e quase mortos? R-E-L-A-X-A. Vamos virar a mesa até o fim do ano.” Não foram exatamente estas as palavras de Aaron Rodgers antes do Monday Night Football contra o Philadelphia Eagles, mas foi próximo disso. E ele estava certo.

Os méritos vão para todos. Mike McCarthy, o Celso Roth da NFL, deixou de lado o seu espírito “3 zagueiros e 3 volantes” e se deu conta que o melhor plano de jogo possível é deixar Rodgers brilhar. Só que foi preciso mais e a brilhante ideia de utilizar Ty Montgomery como running back foi o que trouxe vida a este ataque novamente. Com o quarterback tendo tantas opções, não fica difícil imaginar que este time está decolando a cada semana.

Os problemas defensivos ainda estão lá, principalmente as big plays cedidas. A diferença é que o ataque está mascarando tudo isso controlando a bola, marcando pontos e desafiando os adversários a manter o mesmo ritmo. É totalmente diferente jogar correndo atrás do placar do que jogar com a liderança. E esta unidade está em seu melhor momento quando o ataque controla o jogo. Com um momento tão bom, fica difícil imaginar este time fora da pós-temporada, mas os Lions ainda não estão mortos e Stafford tirou alguns coelhos do chapéu neste ano. Se Washington ganhar no domingo a tarde, este Sunday Night Football vai ser sensacional.

LEIA TAMBÉM  Coordenador ofensivo dos Vikings banca Sam Bradford e está esperançoso para 2017

4. Seattle Seahawks (9-5-1) (Classificados) -2

Enquanto Russell Wilson ia sobrevivendo atrás desta peneira chamada linha ofensiva, os Seahawks ainda sobreviviam com uma defesa que estava jogando em alto nível. O problema é que substituir Earl Thomas não é trivial e o cover 3 não está mais tão efetivo quanto antes. As big plays começaram a aparecer, o esquema teve que mudar um pouco e o resultado foi as duas derrotas em três jogos – o outro jogo era contra os Rams, logo não conta. Com uma defesa enfraquecida, o ataque precisa produzir cada vez mais e acaba esbarrando na qualidade da linha ofensiva – e o potencial deste elenco não é aproveitado ao máximo. Neste ritmo será difícil Seattle representar a NFC em um eventual Super Bowl.

3. New York Giants (10-5) (Classificados)

Enquanto este time tem cheiro dos Giants campeões contra o New England Patriots, vale ressaltar que em nenhum momento daquelas temporadas Eli Manning pareceu instável como ele se apresenta neste ano. Fica meio difícil acreditar que ele vai evoluir significativamente na pós-temporada. Contra os Eagles, Manning foi mais uma vez irresponsável com a bola nas mãos e cometeu turnovers meio difíceis de se entender. A primeira interceptação de Malcolm Jenkins foi um erro de leitura crasso, algo que ele nunca apresentou na pós-temporada.

Mesmo assim os Giants estão classificados, com a defesa jogando em alto nível (resta saber se Janoris Jenkins vai perder mais algum jogo, aparentemente não) e um ataque terrestre que pode ser competente em Janeiro. Resta saber se Manning vai conseguir dar um passo a frente (como foi em todas as outras pós-temporadas) ou se finalmente ele não conseguirá compensar as suas falhas da temporada regular.

“SEAHAWKS2"

2. Atlanta Falcons (10-5) (Classificados) +2

Quem acompanha o nosso Power Ranking semanalmente sabe que falamos que este time dos Falcons iria ser o mais beneficiado com a tabela de fim de ano. Os adversários eram, teoricamente, mais fracos que os dos concorrentes pela pós-temporada, o que possibilitaria aumentar a confiança da equipe, dar mais ritmo ao jogo terrestre e chegar saudável na pós-temporada – e foi exatamente isso que aconteceu até aqui.

Nos últimos três jogos, Atlanta marcou 116 pontos e sofreu somente 43. A dupla Devonta Freeman e Tevin Coleman voltou a se entender nas últimas duas semanas (Freeman quase não jogou contra Los Angeles) e combinaram para 340 jardas no período. Somado ao fato de Taylor Gabriel surgir como uma ameaça em rotas de profundidade, este ataque está mais equilibrado do que nunca – essencial para ser vitorioso.

Os Falcons ainda não convenceram que podem bater alguém como Dallas ou Seattle principalmente pelo seu combate ao jogo terrestre, mas mesmo assim é um time em ótimo momento, com confiança e que chega com tudo na pós-temporada. Podem surpreender na conferência.

1. Dallas Cowboys (13-2) (Classificados)

Quer colocar todo mundo no box e desafiar o braço de Dak Prescott? Tudo bem, ele vai bater seus cornerbacks mais baixos. Vai abrir o esquema? Ezekiel Elliott vai acabar com a partida. Enfrentar este ataque de Dallas está se tornando cada vez mais difícil, principalmente porque não dá para parar Elliott – e sim só conter os seus danos. Com Dez Bryant e Dak Prescott criando cada vez mais química, os Cowboys vão passar por cima de qualquer um em um dia bom deste ataque.

Defensivamente eles continuam não sendo brilhantes, mas eficientes. Sair do campo em terceiras descidas, muita vontade em cada snap e jogar com a certeza que o adversário está correndo atrás do placar – logo vai lançar muito mais, desafiando esta secundária que está jogando acima do esperado. Durante toda a temporada regular Dallas foi a melhor equipe da NFC e não deve ser diferente na pós-temporada.

POR DIVISÃO:

NFC East:

  1. Dallas Cowboys
  2. New York Giants
  3. Washington Redskins
  4. Philadelphia Eagles

NFC West:

  1. Seattle Seahawks
  2. Arizona Cardinals
  3. Los Angeles Rams
  4. San Francisco 49ers

NFC South:

  1. Atlanta Falcons
  2. Tampa Bay Buccaneers
  3. New Orleans Saints
  4. Carolina Panthers

NFC North:

  1. Green Bay Packers
  2. Detroit Lions
  3. Minnesota Vikings
  4. Chicago Bears

Comentários? Feedback? Siga-nos no twitter em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

Power Ranking, NFC: Não durma agora; os Falcons estão se tornando um time completo
Publicidade
Topo