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Power Ranking, AFC: Oakland? Que nada, o maior desafio de New England se chama Kansas City Chiefs

A AFC teve um Wild Card muito menos movimentado (como sempre) do que a NFC. Só que isso não significa que a conferência é mais fraca, e sim que existe um desequilíbrio maior entre os times. Problema da liga? Não, de planejamento das franquias. Uma franquia que deu rapidamente a volta por cima foi o Kansas City Chiefs e é quem mais apresenta perigo ao New England Patriots.

Esta sensação vem de antes da lesão de Derek Carr. O Baltimore Ravens de 2012 (assim como o New York Jets de 2010/2011) nos ensinou o caminho de tentar destronar Tom Brady dentro de Foxbourogh em Janeiro: com uma defesa realmente sólida e que o desafie a ganhar o jogo de fora do pocket. E é por isso que os Chiefs já vinham se desenhando como a outra força da conferência.

“PASSrushers"

Pittsburgh e Oakland (antes da lesão de Carr) possuem ataques explosivos, que podem disputar com qualquer um de igual para igual – menos com Brady. Como Belichick ensinou na fatídica partida contra os Ravens no ano retrasado, New England sabe todas as regras de cor e salteado e eles vão vir com uma surpresa quando estiverem atrás do placar. Vencer um shootout contra Brady é uma tarefa realmente ingrata e quase impossível de se realizar.

Já os Chiefs são totalmente o oposto. O espírito Libertadores catimbeiro formou uma equipe baseada na West Coast Offense (o forte de Andy Reid) e com uma defesa extremamente agressiva em todos os momentos. Não é a toa que eles varreram a série contra Oakland: grandes ataques ganham jogos e grandes defesas ganham campeonatos. E é o pass rush que é a maior força desta equipe, o que move esta defesa e permite a tranquilidade do ataque errar, errar e errar, mas nunca cometer turnovers por estar pressionado no placar. Reid ainda continua com problemas de controlar o relógio e abandonar o jogo terrestre muito cedo (dois fatores que, se mal administrados nos Playoffs, acabam com qualquer equipe), mas mesmo assim possui um time em mãos que tem todos os elementos necessários para ser o maior desafio dos Patriots na AFC.

Para quem não acompanhou o porquê da divisão entre conferências, a explicação está no primeiro texto da série. Faz muito mais sentido separarmos por Conferências, dado que a “chave” para os playoffs é separada e os times tem só 25% do calendário contra franquias da outra conferência. Sem mais delongas, acompanhe o ranking para as equipes da NFC. Mais tarde teremos a Conferência Americana. No final do texto também está a classificação por divisão. Agora também colocamos as chances de Playoffs entre parênteses também com os dados do Playoff Status.

  • Maior subida: Houston +3
  • Maior queda: Oakland -1
  • Subiram: Houston, Miami, Pittsburgh
  • Caíram: Oakland
  • Mantiveram-se na mesma posição: New England, Kansas City
  • Eliminados: Cleveland, San Diego, Buffalo, Jacksonville, New York, Tennessee, Indianapolis, Denver, Baltimore
  • Classificados Matematicamente: Houston, Miami, Pittsburgh, Oakland, Kansas City, New England
  • Estiveram de folga pela Conferência Americana: Acabaram as folgas.

Cleveland Browns (1-14) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia.

New York Jets (4-11) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia.

Jacksonville Jaguars (3-12) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia.

San Diego Chargers (5-10) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia.

Cincinnati Bengals (5-9-1) (Eliminados matematicamente)

Eliminados da disputa, logo não vamos mais escrever sobre a franquia.

Buffalo Bills (7-8) (Eliminados matematicamente)

Uma tragédia fácil de prever. Já falamos bastante de como Rex Ryan foi uma contratação equivocada e que a família Pegula precisa acertar em sua segunda contratação como donos. E os Pegula já começaram a tomar decisões questionáveis: um dos principais motivos para Ryan ter sido demitido antes de segunda-feira foi que o ex-técnico se recusou a colocar Tyrod Taylor no banco? O motivo? O salário de Taylor iria virar não-garantido, facilitando sair do contrato assinado nesta intertemporada.

Apesar da resistência em querer manter Taylor (afinal, novos sistemas exigem novos quarterbacks), é a defesa de Buffalo que se desmantelou e impediu a chegada nos Playoffs. O sistema super-complexo e que destruiu o pass rusher montado por Jim Schwartz colocou mais pressão ainda em uma secundária que não era tão brilhante quanto a do New York Jets de 2010 – melhor ano de Ryan. O resultado? Big plays que pediam ajustes que abriam o espaço ao jogo terrestre e logo os Bills se viam correndo atrás do placar. Tem muito talento neste grupo, falta um sistema que aproveite melhor os jogadores.

Indianapolis Colts (7-8) (Eliminados matematicamente)

A saída dos Colts da briga pela vaga nos Playoffs teve a cara da equipe em 2016. Uma performance decepcionante diante do Oakland Raiders, em que o quarterback Andrew Luck mais uma vez parecia sozinho em campo. O próprio Luck recebeu críticas severas em 2016. Apesar disso, em nossa opinião, Luck fez o máximo que podia e segue como um dos melhores da liga.

O mesmo não pode ser dito dos “dois patetas”. Para os Colts voltarem a crescer, o general manager Ryan Grigson e o técnico Chuck Pagano têm que ir embora. Um elenco, fraco, mal montado e indisciplinado praticamente enterrou a temporada de Indianapolis antes mesmo do seu começo. Sem mudança no comando, é difícil imaginar que a equipe possa voltar aos playoffs em um futuro próximo.

Tennessee Titans (8-7) (Eliminados matematicamente)

Na NFL, assim como na vida, tudo pode mudar em apenas um instante. Os Titans pareciam os favoritos para conquistar a AFC South, até que, durante o jogo da semana 16 contra os Jaguars, foi tudo por água abaixo. Com a contusão de Marcus Mariota (fratura de fíbula), Tennessee não conseguiu jogar no ataque, perdendo feio para uma das piores equipes da liga.

A equipe, mesmo eliminada, pode terminar 2016 de cabeça erguida. Com ótimas linha ofensiva e jogo corrido, além de uma das futuras estrelas da NFL (o próprio Mariota), os Titans devem brigar no topo da divisão por muitos anos.

Denver Broncos (8-7) (Eliminados matematicamente)

Nem a defesa se portou como se imaginaria no Sunday Night Football contra o Kansas City Chiefs, quem dirá o ataque. Na derrota que resultou na eliminação da pós-temporada, o Denver Broncos sofreu 21 pontos no primeiro quarto, e foi completamente envolvido no plano de jogo de Andy Reid.

Sem se desenvolver também no lado ofensivo, o time se questiona sobre o futuro. Será que vale apostar mais um ano em quarterbacks jovens, Paxton Lynch e Trevor Siemian, mas ao mesmo tempo arriscar um elenco que conta com Aqib Talib, T.J. Ward, Chris Harris Jr., Von Miller e Derek Wolfe? Será que vale esse risco? Ou será que tentar um signal caller mais experiente credenciaria este elenco a mais um Super Bowl?

De qualquer maneira, o time precisa encontrar uma alternativa ofensiva, seja na esperança de desenvolvimento dos camisas 13 ou 12, seja trazendo mais talento para sua (porosa) linha ofensiva.

Baltimore Ravens (8-7) (Eliminados matematicamente)

Fim da linha para Baltimore em 2016 após a derrota contra Pittsburgh, já que o revés acabou com qualquer chance de playoff da equipe. Nunca é fácil ter os sonhos destruídos pelo maior rival, mas, se servir de algum consolo, podemos dizer que os Ravens caíram de pé, vendendo caro o resultado.

No geral, o saldo do ano foi positivo, embora tenha ficado fora da pós-temporada. Baltimore apagou a péssima impressão deixada em 2015, quando foi um dos piores times da NFL, e voltou competir seriamente pelo título da AFC North, graças à sua defesa de elite. Hoje parece claro que o 5-11 da temporada passada não passou apenas de um ponto fora da curva.

6. Houston Texans (9-6) (Classificados) +3

Que sufoco! Depois de últimas semanas que indicavam perspectivas ruins para os Texans, a equipe garantiu o título da AFC South. Contando com uma boa dose de sorte (ou revés dos adversários), Houston está nos Playoffs, na posição 4 da AFC.

Para garantir a classificação, a equipe dos Texans se beneficiou da surpreendente derrota do Tennessee Titans para o Jacksonville Jaguars. A fraca equipe da Flórida ajudou a eliminar os Titans (e também se eliminou da “briga” pela primeira escolha geral do Draft 2017), deixando os Texans perto da vaga. Faltava só Houston fazer seu trabalho.

Como tem sido ao longo de toda a temporada, esta é a parte mais difícil para os Texans. Contra o já eliminado Cincinnati Bengals, Houston chegou à vitória por 12 a 10, em um field goal perdido pelos Bengals nos últimos segundos da partida. A entrada de Tom Savage como quarterback titular não melhorou de maneira significativa o ataque dos Texans, que segue sendo o mais fraco dentre todas as equipes que estarão na pós-temporada.

A semana 17 servirá para a equipe tentar melhorar o entrosamento do ataque liderado por Savage, enquanto aguarda a definição do adversário. Seja quem for o oponente (Kansas City, Oakland ou Miami), os Texans, mesmo jogando em casa, não serão os favoritos. Ainda assim, muitas vezes favoritismo acaba não querendo dizer nada.

5. Miami Dolphins (10-5) (Classificados) +1

Sabe por que Miami não sentiu tanto a saída de Ryan Tannehill machucado? Primeiro porque a tabela não era das mais fortes. Mesmo com o eterno Matt Moore, era óbvio que este ataque não iria desacelerar absurdamente. O motivo é que o jogo terrestre é o centro do ataque e Moore precisava apenas distribuir o jogo – e não ser o centro de todo o ataque.

Méritos totais para Adam Gase, que claramente vai se firmando como a maior promessa entre os head coaches que começaram a carreira agora. Extraindo o máximo de Jay Ajayi, Miami fez o necessário para voltar aos Playoffs depois de tanto tempo. O melhor é que, possivelmente, Tannehill volte para o Wild Card, o que seria um reforço extremamente importante para tentar uma vitória que faz tempo que não acontece.

4. Oakland Raiders (12-3) (Classificados) -1

Algo trágico precisa acontecer para que uma esmagadora e convincente vitória às vésperas da pós-temporada não seja o principal assunto da semana. E, infelizmente, foi o caso para o Oakland Raiders.

O quarterback Derek Carr sofreu uma fratura na fíbula e está fora da temporada. Ele já até fez a cirurgia para repará-la, mas o prazo de recuperação (seis a oito semanas) ficaria bem apertado, mesmo na hipótese do time alcançar o Super Bowl.

É um duro lembrete de como o futebol americano é dinâmico. O quarterback que menos sofrera sacks deixar o sonho do Super Bowl em uma jogada apenas. E justamente na temporada na qual seu nível de jogo o credenciou à conversa de possível MVP.

Agora, o time precisa se apoiar nas suas principais forças: a linha ofensiva e Khalil Mack. Foi bom ver DeAndre Washington e Jalen Richard pegando fogo contra o Indianapolis Colts, mostrando o dinamismo do jogo terrestre. Do outro lado da bola, o time precisa aproveitar quando os adversários colocam a marcação dupla em cima de Mack e pressionar com Bruce Irvin, Malcolm Smith, Darius Latham e companhia.

É um momento que a defesa precisa aproveitar para entrar na seu melhor nível de desempenho, “jogando por Derek Carr”. A união ao redor do objetivo e desse trágico evento pode guiar os Raiders adiante.

3. Pittsburgh Steelers (10-5) (Classificados) +1

Provavelmente nenhum torcedor da NFL teve um natal mais feliz do que os fãs de Pittsburgh. A emocionante virada nos últimos segundos diante de Baltimore não apenas deu o título de divisão ao time, mas também acabou com o ano do rival. O destaque não poderia ser outro além do trio formado por Ben Roethlisberger, Le’Veon Bell e Antonio Brown, o qual só faltou fazer chover no quarto final da partida. O running back e o wide receiver, por exemplo, combinaram para 121 jardas totais e três touchdowns nos últimos 15 minutos.

A equipe já soma seis vitórias consecutivas e chegará bastante embalada nos Playoffs graças ao belo desempenho na reta final da temporada. Com seu trio ofensivo finalmente todo saudável e rendendo perto do máximo, os Steelers são um forte candidato à uma viagem para Houston em fevereiro.

2. Kansas City Chiefs (10-5) (Classificados)

Que espetáculo foi assistir ao Kansas City Chiefs no último Sunday Night Football. Logo em 15 minutos, a expectativa de uma partida de poucos pontos foi por água abaixo (literalmente), e a equipe envolveu completamente os rivais do Colorado.

A vitória foi um passo adiante da praticamente inevitável classificação para a pós-temporada e um brinde ao enorme talento de Andy Reid como head coach. Acredito que alguém em Philadelphia esteja arrependido de tê-lo deixado ir embora.

Com um uso avassalador dos talentos de bloqueador e recebedor de Travis Kelce, além do dinamismo de Tyreek Hill, os Chiefs parecem ser a equipe com garra e inteligência para bater o New England Patriots nesta pós-temporada.

NOTA DO EDITOR: Como torcedor do Philadelphia Eagles, devo confessar que torço para que Andy Reid tenha muito sucesso em KC. Ele sempre foi um cara competente, gênio ofensivo e que se preocupa muito com os seus jogadores. Bateu Dick Vermeil e foi o melhor técnico da franquia na era do Super Bowl. Dito isto, ele precisava sair de Philadelphia antes de virar um Marvin Lewis na NFC. Sua dinastia havia terminado e era hora de partir mesmo. Faz muita falta, mas foi a decisão correta na época de sair da Philadelphia.

1. New England Patriots (13-2) (Classificados)

O que mais falar sobre os Patriots? Eles estão dominando a AFC a cada dia e ficaria surpreso se não chegassem ao Super Bowl. Com a maior ameaça sendo o Kansas City Chiefs, Bill Belichick já deve estar se lembrando de como bateu Andy Reid no Super Bowl XXXIX. Tom Brady a cada dia que passa continua dominante e contra os Jets nem precisou chegar a sua “forma final” – referência aos desenhos japoneses da década de 90. Os Patriots estão olhando pelo retrovisor e já devem estar pensando em comprar as passagens para o Texas.

POR DIVISÃO:

AFC East:

  1. New England Patriots
  2. Miami Dolphins
  3. Buffalo Bills
  4. New York Jets

AFC West:

  1. Kansas City Chiefs
  2. Oakland Raiders
  3. Denver Broncos
  4. San Diego Chargers

AFC North:

  1. Pittsburgh Steelers
  2. Baltimore Ravens
  3. Cincinnati Bengals
  4. Cleveland Browns

AFC South:

  1. Houston Texans
  2. Tennessee Titans
  3. Indianapolis Colts
  4. Jacksonville Jaguars

OBS: O ranking por divisão não necessariamente irá refletir a classificação “pura”, mas o ranking de força dentro de cada divisão (em função do ranking de força da conferência).

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Power Ranking, AFC: Oakland? Que nada, o maior desafio de New England se chama Kansas City Chiefs

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