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Giants derrubam Packers – veja os Palpites do Wild Card Round

Encerrada a temporada regular da NFL, chega a hora da verdade. Quem vencer, continua vivo na batalha para chegar à glória máxima. Quem perde, dá adeus ao sonho de conquistar o anel do Super Bowl.

Depois de uma Semana 17 recheada de surpresas, conseguimos um respeitoso 11-5 na derradeira semana, provavelmente a mais complicada de se prever por conta de haver muitos times sem muito pelo que lutar. Assim, terminamos a temporada regular com 87 acertos e 48. Tentaremos manter nossa boa forma mesmo no período mais imprevisível do ano!

Raiders @ Texans

Sinceramente, não me lembro de um jogo tão imprevisível e “pouco esperado” para os Playoffs. A principal razão para isso é a questão dos quarterback das equipes. Derek Carr – cotado inclusive para ser o MVP da temporada – se lesionou e não joga mais. Assim, Connor Cook – calouro de Michigan State – será responsável pelos passes. Só que a situação de quarterbacks do outro lado não é nada animadora. Tom Savage roubou a vaga de Brock Osweiler nas últimas duas partidas, mas sofreu uma concussão na semana passada e não joga. Assim, Osweiler vai a campo, o que não é nada bom. O motivo? Já falamos diversas vezes (aquiaqui e aqui, por exemplo) que ele é um signal-caller bem abaixo da média (para não dizer outra coisa). Ainda assim, o favoritismo em Las Vegas é dos Texans por 4 pontos, principalmente por jogar em casa, e também pela incógnita sobre Cook.

Se os donos da casa são fortes jogando em seu estádio (perderam apenas um jogo em 2016), Oakland perdeu apenas duas vezes quando jogou fora de casa. Ou seja, promessa de jogo quente. Pensando nas defesas, os Texans certamente tem uma unidade mais sólida: são 20.5 pontos cedidos por jogo, cedendo uma média de 4 jardas por tentativa de corrida (14ª marca) e 10.7 jardas por passe (7ª marca). Já os Raiders tem como principal ponto fraco a defesa contra o passe: pior média da NFL, com 13 jardas cedidas em cada tentativa de passe dos adversários. A sorte é que nesse aspecto o ataque de Houston é o pior da liga; ou seja, certamente a atenção da defensiva dos visitantes será focada no jogo terrestre. Outro aspecto é a presença de Kha

A propósito, ambas equipes tem bons números em termos de jardas por partida; entretanto, Oakland tem melhores número em termos de jardas por tentativa: 4.4 contra 4.1. Além disso, os Raiders tem uma rotação melhor para o jogo terrestre, mantendo ótimos números mesmo quando Latavius Murray não está no backfield. Do outro lado, basicamente Lamar Miller faz todo o trabalho, pois Alfred Blue vem tendo uma participação (e desempenho) limitada. Em adição, Connor Cook foi um grande líder e vencedor enquanto esteve na universidade, tendo jogado contra outros grandes programas do país. É verdade que a pressão será enorme, mas o jovem não tem nada a perder e pode provar que tem talento e poderia ter sido escolhido na primeira rodada. A linha ofensiva da equipe é fortíssima (menos sacks cedidos na temporada) e deve dar tranquilidade para o calouro. Dessa forma, acredito que os Raiders tem maiores chances de sair com a vitória.

Lions @ Seahawks

O favoritismo dos donos da casa por 8 pontos em Las Vegas – considerando ser uma partida de Playoffs – evidencia bem a situação do jogo. Os Lions tiveram a chance de vencer a divisão na semana passada, mas saíram derrotados para os Packers. Já os Hawks tiveram vida tranquila dentro da divisão esse ano, mas oscilaram entre sequências sensacionais e jogos bastante esquecíveis (9-3 e 6-6 não são placares de futebol americano). Só que o fator casa será determinante, até porque acreditamos que eles têm a maior home-field advantage da NFL – apenas uma derrota em 2016 e 88% de aproveitamento desde 2012. Do outro lado, Detroit conseguiu apenas 3 triunfos quando jogou fora do Ford Field esse ano.

Um ponto importante no jogo será a atuação do jogo terrestre dos donos da casa. Com uma média de apenas 3.9 jardas por tentativa, a unidade oscilou bastante ao longo da temporada; para esta partida, uma boa atuação será determinante para conseguir sair com a vitória (Detroit cedeu 4.4 jardas durante a temporada rergular). Isso porque a linha ofensiva é muito fraca, como já falamos – então, será importante tirar o foco da defesa adversária do pass-rush para conseguir mover as correntes. Do outro lado, a defensiva de Seattle tem a melhor média de jardas cedidas por carregada: 3.4. Com o apático jogo terrestre dos Lions, a vida de Matthew Stafford ficará complicada, considerando que terá de enfrentar a Legion of Boom (ainda que desfalcada).

Em se tratando do ataque dos visitantes, atenção para a saúde do quarterback: nas últimas semanas ficou claro que seu dedo não estava 100% e isso atrapalhou seu desempenho, já que vinha sendo um dos melhores da temporada. Em vista do matchup desfavorável, não consigo acreditar que Detroit consiga sair com a vitória no CenturyLink Field. Ainda mais porque a previsão para o momento do jogo é de temperaturas abaixo de 5 graus com possibilidade de chuva e até mesmo neve. Ou seja, quem correr melhor com a bola tenderá a ter ainda mais vantagem.


“RODAPE"

Dolphins @ Steelers

Que pena Ryan Tannehil não ter se recuperado a tempo de ir para partida! Sem o signall-caller titular, Matt Moore continua sendo a opção para comandar o ataque de Miami. Do outro lado, Big Ben chega bem saudável à pós-temporada, o que certamente gera um grande alívio ao torcedor dos Steelers (lembrando que ele já jogou pós-temporada quase sem uma perna). Mais do que os quarterbacks, o duelo entre os running backs promete ser um espetáculo a parte: tanto Le’Veon Bell como Jay Ajayi estão entre os melhores jogadores ofensivos da temporada.

Com ambas equipes conseguindo mover seus ataques pelo chão, cresce a importância de uma boa defesa para pará-los. Nesse aspecto, os Steelers levam uma considerável vantagem: os visitantes tem a pior defesa terrestre da NFL em termos de jardas cedidas: 4.8 por tentativa. Enquanto isso, os donos da casa cedem 4.3, além de também terem um desempenho levemente superior contra o passe. Assim, acredito que Bell conseguirá ter bastante sucesso e será fundamental para o time controlar o relógio e consequentemente o placar. Mais do que isso, facilita a vida de Big Ben Roethlisberger para encontrar seus recebedores, e todos nós sabemos que Antonio Brown é sempre uma ameaça gigantesca.

Se os Steelers conseguirem abrir vantagem no placar e de alguma forma limitar Jay Ajayi, Matt Moore será pressionado e expor-se-á a maiores riscos, o que pode facilitar a vida dos donos da casa. Ainda que com uma defesa com certas limitações, fazer com que o adversário lance mais a bola facilita o jogo de blitzes. Para piorar a situação dos Dolphins, a previsão é de temperatura abaixo de -5ºC no momento da partida. Todos esses aspectos traduzem-se na vantagem de 10 pontos dos donos da casa em Las Vegas: basicamente só uma partida histórica de Matt Moore e Jay Ajayi tiram a vitória de Pittsburgh

Giants @ Packers

Que jogo já para o Wild Card round amigos! Interessantíssimo duelo entre duas das equipes mais quentes no terço final da temporada (apesar de ambas jogarem no frio). Os Packers vem de seis maiúsculas vitórias e bateram os Lions na semana passada no principal jogo da rodada. Do outro lado, os Giants vem com nove vitórias nos últimos onze jogos e a defesa cresce a cada jogo. A vantagem dos donos da casa por 4 pontos em Las Vegas se deve ao fator casa, visto que eles tem uma das maiores home-field advantages da liga. A propósito, no momento da partida devemos ter temperaturas ao redor de -10ºC.

Além do fator casa, Aaron Rodgers está voando nesse terço final da temporada, tendo sido um dos melhores quarterbacks da temporada e até mesmo considerado para MVP. O jogo terrestre se encontrou com Ty Montgomery comandando as corridas, tendo uma boa média de 4.5 jardas por carregada. Esse será um ponto decisivo, já que o adversário tem a segunda melhor defesa em termos de jardas cedidas por tentativa, com 3.6; também é a sétima melhor defesa em termos de jardas por jogada do adversário (5.12). Assim, é esperado que o braço de Rodgers seja sobrecarregado, o que não é muito bom considerando o frio de Green Bay.

Do outro lado da bola, não espero que o ataque dos Giants tenha sucesso correndo com a bola, já que é o principal ponto fraco do time, como já citamos. Entretanto, Eli Manning é muito experiente, sabe muito bem ressurgir das cinzas e já mostrou que consegue ser ainda mais frio do que o gelado Lambeau Field em janeiro. Mesmo sem brilhar, o irmão de Peyton é decisivo na hora da verdade, e tem a sua disposição armas letais, como Odell Beckham Jr. Lembrando que a secundária de Green Bay é fraca: é a quarta que mais cede jardas por tentativa de passe. Enfim, vou novamente na zebra para o jogo em Wisconsin; a incrível ascensão da defensiva de New York deve ser decisiva. O front-seven vem parando as corridas adversárias, e forçará Rodgers a passar a bola no frio, o que aumenta as chances de erros. Além disso, a secundária já mostrou ser muito forte – anulou Dez Bryant, por exemplo – e tem forçado muitos turnovers. Tudo isso deve quebrar o ritmo do ataque dos cabeças de queijo e torna o jogo favorável aos visitantes; e a história se repete.

  • Em itálico, nossos palpites para os jogos.
  • Campanha na temporada regular: 87-48

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