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Playoffs: A ausência de Derek Carr mostrou que foi ele quem levou Oakland nas costas

Como meu amigo e também redator deste site, Gabriel Moralez, disse, vamos fingir que isso tudo não aconteceu e que os playoffs começaram com Lions e Seahawks? Bom, infelizmente isso não é possível.




Jadeveon Clowney, defensive end dos Texans, fez a festa e suas palavras ao longo da semana se materializaram. “Espero que mandemos blitz ao longo de todo o jogo. Vamos fazer ele lançar bolas ruins, forçar turnovers e colocar nosso ataque em boas posições de campo”. O “ele” da frase é Connor Cook, quarterback calouro que outrora era o terceiro do plantel.

O grande segredo da partida foi justamente o óbvio: pressionar e afobar um quarterback calouro. Desde 2000 até a partida de hoje, quarterbacks calouros em playoffs tinham 5 vitórias e 4 derrotas – o que mostra, também, como eles podem afundar um time. Em contraste, Brock Osweiler fez o básico: aproveitou as posições de campo e conectou com DeAndre Hopkins até não poder mais.

Será que com Carr teria sido diferente?

Sinceramente, sim. Quando a gente olha vários dados e observações da partida, é nítido como a diferença foi quem estava operando o ataque. Claro, a ausência de Donald Penn – já falamos sobre – é sentida. Mas, no geral, a presença de Derek Carr teria feito com que o time entrasse mais coeso e, principalmente, preciso.

Procurando Amari Cooper, Cook teve dois passes completos de 10 tentados. Falando em 10, a defesa de Houstou defletiu um total de 10 passes na partida – melhor jogo da unidade o ano todo. O calcanhar de Aquiles definitivo de Oakland e de seu outrora potente ataque terrestre foi o óbvio: quarterback inexperiente tentando conectar em profundidade. Connor teve mais interceptações (2) do que passes completos (1) em passes que viajaram pelo menos 15 jardas. Pífio. Derek Carr era justamente mestre disso. 50% de aproveitamento ao longo da temporada e 13,9 jardas por tentativa quando ia em profundidade.

Sem Carr e mais com a ausência de Penn, foi outra unidade ofensiva. Em analogia, os Raiders tinham os ingredientes – Amari Cooper, Michael Crabtree. Mas o cozinheiro seria eliminado na primeira semana do MasterChef. De nada adianta ter os ingredientes se não se sabe fazer o prato. E era Carr quem tantas vezes fez isso na temporada.

Donald Penn não joga, Clowney aproveita

Primeira escolha geral do Draft de 2014, Jadeveon Clowney fez o que pode para tornar a vida de Connor Cook um inferno. Com uma carreira que começou em baixa por conta de lesões, a partida contra Oakland foi uma afirmação de Clowney, que afasta qualquer tentativa de rótulo de bust (farsa) no Draft. E que reafirma como precisamos de pelo menos dois ou três anos para falar algo assim de jogadores jovens.

Segundo o ESPN Stats and Info, Clowney esteve presente em 64 dos 69 snaps defensivos de Houston. Alinhou como defensive end na direita, outside linebacker na direita ou defensive end na esquerda num total de 63 desses 64 snaps. Curiosamente, posicionamento semelhante ao qual JJ Watt muitas vezes tinha quando em campo – Watt, lembrando, se machucou no início da temporada. É absurdamente forte dizer isso, mas pelo menos hoje ele não fez falta.

Quando alinhado do lado direito, Clowney teve uma interceptação no primeiro quarto (que desenhou o destino da partida), um passe desviado na linha e quatro pressões em Cook. Ele acabou do jogo. Curiosamente, o lado direito é onde estaria sendo protegido por Donald Penn – o left tackle de Oakland, machucado, não jogou hoje.


“RODAPE"

É a primeira vitória de Houston em playoffs desde 2012, quando venceram os Bengals, também em casa. Todas as vitórias da história da franquia, fundada em 2002, vieram justamente nesta primeira rodada de Wild Card. Os Raiders, por sua vez, não vencem uma partida fora de casa na pós-temporada desde 1980, na final da Conferência Americana. Na ocasião, os Raiders seriam também campeões do Super Bowl.

Houston agora espera a definição da partida de amanhã entre Dolphins e Steelers. Se der Steelers, os Texans jogam contra os Patriots. Se der Dolphins, os Texans jogam em Kansas City contra os Chiefs.

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