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Mais do que uma partida entre duas das equipes mais completas do college football, o Cotton Bowl de logo mais será um confronto entre mestre e aprendiz, já que Mark Dantonio, head coach de Michigan State, foi assistente de Nick Saban quando este comandava o programa dos Spartans. Detalhe: Saban nunca perdeu para uma equipe comandada por um de seus ex-assistentes na sua carreira – será que Dantonio consegue esta proeza?

📝 O que? #3 Michigan State Spartans vs. #2 Alabama Crimson Tide
🌎 Onde? AT&T Stadium – Arlington, TX
🕛 Quando? 23h00 (horário de Brasília)
📺 Onde assistir?  ESPN+ | Watch ESPN

Cenário

O 2015 de Michigan State foi uma montanha russa que, olhando pelo lado positivo, os preparou para um grande momento como a semifinal contra Alabama. Jogos importantes contra equipes fortes, superação de lesões e até mesmo uma derrota inesperada fizeram parte desta temporada. Nos jogos contra Michigan e Ohio State, as vitórias vieram literalmente no último segundo. Contra Nebraska, um grande choque que fez muita gente se lembrar dos tempos de irrelevância da equipe que, como eles provaram nas semanas seguintes, haviam ficado para trás. Como campeões da Big Ten East, eles chegaram ranqueados em #4 à final da conferência contra #5 Iowa naquele que foi praticamente um play-inpara o College Football e venceram, garantindo a vaga na disputa pelo título nacional.

Alabama, por outro lado, teve um 2015 parecido com seu 2014, incluindo uma derrota para Ole Miss – a única da temporada. Tirando esta falha, a Crimson Tide teve poucos erros, garantindo vitórias em todos os jogos que deveria vencer, incluindo a final da SEC contra Florida – vitória mais recente de Saban contra um ex-assistente, Jim McElwain, que fora seu coordenador defensivo em Tuscaloosa antes de se tornar head coach de Colorado State e, posteriormente, dos Gators.

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Por que Michigan State pode vencer

Muito se fala por aí que Michigan State é uma equipe desrespeitada – é só ler o conteúdo da hashtag #Disrespekt no Twitter – e no fim das contas é verdade: mesmo tendo quatro vitórias consecutivas em bowl games contra programas grandes (Georgia, TCU, Stanford e Baylor), os Spartans raramente são citados quando o assunto é título nacional. A maneira como Mark Dantonio construiu seu programa chegou num ponto em que o time é capaz de enfrentar de igual pra igual qualquer potência nacional, incluindo Alabama.

Aliás, as duas equipes são bem parecidas: o destaque de ambas está na defesa, com um ataque predominantemente terrestre. Mas, ao contrário de Alabama, Michigan State conta com um quarterback acima da média, Connor Cook. Ele sofreu uma lesão na segunda metade da temporada, mas este tempo extra antes da Bowl Season deve ter sido o suficiente para garantir uma recuperação completa – o que é muito importante, já que a vitória ou a derrota no jogo passarão diretamente por suas mãos: contra um front seven dominante como o de Alabama (discutivelmente o melhor de toda a FBS), o jogo corrido talvez não engrene.

De toda forma, o running back L.J. Scott também será essencial no play-action, situações nas quais Michigan State teve bons ganhos de jarda durante a temporada – especialmente pelas mãos do wide receiver Aaron Burbridge.

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Por que Alabama pode vencer

Alabama tem no seu elenco o atual vencedor do Troféu Heisman, o running back Derrick Henry. Nas suas duas últimas partidas (Iron Bowl contra Auburn e Final da SEC contra Florida), ele correu com a bola mais de de 40 vezes por jogo, número absurdamente alto. Contra a dominante defesa de Michigan State, isso talvez não aconteça – ele deve ficar entre 30 e 40 carregadas.

Com o desenvolvimento de Jake Coker ao longo da segunda metade da temporada (ele lançou apenas uma interceptação nos seus últimos cinco jogos), será interessante ver a maneira como o coordenador ofensivo Lane Kiffin mesclará o jogo corrido com o jogo aéreo. Assistência para Coker não faltará nos recebedores Calvin Ridley e ArDarius Stewart que, embora não sejam nenhum Amari Cooper, conseguem produzir de maneira consistente. Além deles, há também o tight end O.J. Howard, um dos melhores de toda a FBS.

Na defesa, o segredo está na linha de scrimmage. A linha ofensiva de Michigan State foi vítima de várias lesões ao longo da temporada (tackles Jack Conklin Kodi Kieler e o center Jack Allen) mas, mesmo assim, cedeu apenas 17 sacks em 2015. O matchup entre esta unidade e a linha defensiva de Alabama, que conta com o competente A’Shawn Robinson(além de outros nomes, como Jonathan AllenJarran Reed – todos prospects para o próximo Draft) será um dos pontos altos do jogo. Na verdade, estando no ataque ou na defesa, a equipe que dominar a linha de scrimmage terá uma grande chance de vencer, já que é aí que estarão grande parte dos talentos de ambos os elencos.

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Jogadores que estarão no próximo Draft

Um dos grandes líderes de Alabama, Reggie Ragland é um linebacker que faz de tudo com qualidade, desde pressionar o quarterback a defender tight ends, sendo também excelente contra a corrida. É perfeito como Mike e deve jogar no meio da segunda linha de defesa na NFL, tanto no esquema 4-3, quanto ao 3-4, ao qual já está mais do que acostumado. É um talento de primeira rodada.

Outros jogadores:

  • A’Shawn Robinson, DE, Alabama (junior)
  • Jarran Reed, DE, Alabama (senior)
  • Connor Cook, QB, Michigan State (senior)
  • Shilique Calhoun, DE/OLB, Michigan State (senior)
  • Derrick Henry, RB, Alabama (junior)
  • Jack Conklin, LT, Michigan State (junior)
  • Jonathan Allen, DE/OLB, Alabama (junior)
  • O.J. Howard, TE, Alabama (junior)

O jogo em números

Michigan St

YPPOFF= 5,5 (58º)

YPPDEF= 5,2 (41º)

SROFF= 43,1% (48º)

SRDEF= 39,2% (51º)

Alabama

YPPOFF= 5,6 (49º)

YPPDEF= 4,0 (1º)

SROFF= 44,2% (35º)

SRDEF= 27,9% (1º)

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Previsão

As duas equipes jogam de maneira parecida, com defesas fortes, priorizando as corridas e tentando dominar a linha de scrimmage. A grande diferença é que os Spartans conseguiram chegar onde estão com muitos recrutas de três estrelas, enquanto Saban e companhia têm à sua disposição uma grande quantidade de jogadores quatro e cinco estrelas – o nível de talento, a priori, é diferente, mas a qualidade técnica de ambas as equipes é excelente, o que acaba colocando Michigan State um pouco mais próxima de Alabama.

Quando a Crimson Tide estiver com a bola, os Spartans tentarão fechar todas as vias para Henry, forçando Coker a lançar mais passes e torcendo para que ele retorne à sua forma questionável do começo da temporada. A aclamada defesa de Alabama, mesmo fazendo jus ao hype, ainda não enfrentou um ataque tão competente como o de Michigan State – e nem um quarterback como Cook: este deve abusar do play-action com Scott e da bola em profundidade com Burbridge de movo a manter a partida equilibrada. Mas, eventualmente, a diferença de talento puro entre as equipes deve aparecer e Alabama provavelmente tomará distância no placar a partir do segundo tempo.

Probabilidade de vitória: Alabama 61%