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(2) Clemson Tigers x Ohio State Buckeyes (3)

  • Quando: Sábado (31), às 22h
  • Onde: University of Phoenix Stadium – Glendale, Arizona
  • Transmissão: ESPN+ (em inglês)

Como foram as temporadas

Clemson: Liderados pelo técnico Dabo Swinney, os Tigers eram um dos grandes favoritos da temporada e não dá para dizer que eles justificaram tanto assim nos jogos iniciais, apesar da boa vitória contra Auburn na estreia. Aí veio um confronto gigantesco contra Louisville, do vencedor do Heisman, Lamar Jackson, e Clemson sobreviveu no fim depois de uma partida sensacional. Só que os Tigers voltaram a dormir e quase perderam para North Carolina State (deve ter gente na Carolina do Sul agradecendo pelo erro de field goal curto no fim do tempo regulamentar). Dá para dizer que o ponto mais importante da temporada tenha sido a derrota para Pittsburgh, com quatro turnovers. Daí para frente, os Tigers foram um ótimo time, passando por Wake Forest e South Carolina sem problemas antes de bater Virginia Tech na final da ACC.

Ohio State: Os Buckeyes não eram tão cotados para os playoffs nesta temporada porque tinham uma equipe muito nova, mas a comissão técnica liderada por Urban Meyer conseguiu desenvolver muito rápido seus garotos e está em condição de conquistar o segundo título em três anos. A temporada começou em alta com uma ótima vitória contra Oklahoma, um time que terminou no Top 10, fora de casa. Só que veio uma derrota inesperada para Penn State por causa dos problemas defensivos e de times especiais.

O time não mostrou muita insegurança e despachou Nebraska de forma convincente antes de terminar o ano batendo o grande rival Michigan em um jogo sensacional, com direito a duas prorrogações. Ohio State não disputou a final da Big Tem, mas isso não impediu que a equipe estivesse nos playoffs por causa de seu bom cartel.

O que cada time tem de melhor

Clemson: Deshaun Watson como quarterback
Ohio State: Oportunismo da secundária

Quando Clemson tem a bola

Dá para dizer com toda a certeza que Clemson tem o melhor quarterback dos playoffs em Deshaun Watson. E ele já mostrou que aparece bem em jogos importantes, vide a última final, em que mesmo com a derrota, Watson completou 63,8% de seus passes para 405 jardas e quatro touchdowns. E se o jogo corrido não funciona tão bem, por mais que Wayne Gallman seja um jogador acima da média, existem muitos playmakers para receber os lançamentos de Watson: os bons wide receivers Mike Williams (provável escolha de primeira rodada no próximo Draft) e Artavis Scott, além do seguro tight end Jordan Leggett.

O grande problema de Watson é que as interceptações aumentaram nesta temporada (duas a mais com dois jogos a menos). E isso não é um sinal nada legal quando se enfrenta uma das defesas mais oportunistas do país. Os Buckeyes lideram o país em interceptações retornadas para touchdown (sete pontuações em 19 oportunidades). Se Clemson não conseguir estabelecer o jogo corrido contra uma defesa que trabalha muito bem nesta área, Watson pode ser obrigado a lançar muito e não é nada bom ficar totalmente unidimensional contra a defesa de Ohio State.

Quando Ohio State tem a bola

Os Buckeyes têm três ótimos playmakers no ataque: o quarterback JT Barrett, o running back Mike Webber e o híbrido Curtis Samuel, que se alinha em diversas posições. Os três são extremamente eficientes correndo, movendo as correntes sempre que necessário. O grande problema vem quando Ohio State tem que passar mais a bola. Barrett teve uma temporada bem fraca pelo ar, tendo muito problema para achar seus recebedores, mesmo quando eles estão livres – então não é nada bom ficar atrás das correntes e precisar converter muitas terceiras descidas longas.

E não é nada bom para isso o fato de que Clemson tem uma ótima linha defensiva, que consegue gerar muita pressão em descidas e enfrentará uma linha ofensiva não tão boa assim. A diferença é tão grande que três das principais vantagens que os Tigers levam no S&P+ são em relação aos sacks ajustados, com Clemson tendo a quarta melhor defesa e os Buckeyes com o 79º melhor ataque entre as 128 equipes da primeira divisão.

Mais para você entender o College Football:

Jogadores para ficar de olho para o Draft

Clem: Mike Williams* (WR, #7), Deshaun Watson* (QB, #4), Carlos Watkins (DT, #94), Cordrea Tankersley (CB, #25), Jordan Leggett (TE, #16), Tyrone Crowder* (OG, #55), Artavis Scott* (WR, #3), Wayne Gallman (RB, #8)

OSU: Pat Elflein (C, #65), Curtis Samuel* (HB, #4), Gareon Conley* (CB, #8), Tyquan Lewis* (DE, #59)

* Jogadores que ainda tem elegibilidade em 2017, mas podem se declarar

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