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1 O maior vencedor da primeira noite se chama Indianapolis Colts. Quando desceu na ordem de seleções e adquiriu três escolhas extras de segunda rodada, os Colts provavelmente não esperavam que o melhor jogador de toda a classe fosse cair no colo da equipe na sexta escolha. Com a seleção de Quenton Nelson, não apenas a organização consegue um excelente novo protetor para Andrew Luck como melhorará bastante seu jogo corrido: Nelson possui excelente mobilidade e agilidade para lidar com defensores no segundo nível, o que facilitará os trabalhos dos corredores de Indianapolis – e tudo isso acumulando mais escolhas importantes para preencher um elenco cheio de buracos.

2. Os Saints fizeram a maior besteira da noite. Em resumo, New Orleans entregou duas escolhas de primeira rodada para Green Bay para selecionar um pass rusher extremamente cru em Marcus Davenport e que, para ajudar de fato o time, não levará menos do que duas temporadas. O consenso existente é de que, para entregar duas escolhas de primeira rodada para um jogador, a seleção é de um quarterback. Não apenas os Saints passaram Lamar como apostaram no atleticismo cru de um jogador longe de estar pronto para a NFL: Davenport foi uma escolha horrorosa.

3. A escolha mais assustadora para os rivais foi a de Derwin James pelos Chargers. Quando o primeiro está saudável, Jason Verrett e Casey Hayward formam possivelmente a melhor dupla de cornerbacks da NFL. Some a isso o achado incrível em Desmond King para defender o slot no final do Draft passado e, se quiser adicionar ainda mais pimenta, Joey Bosa e Melvin Ingram atacando os quarterbacks. Se tudo isso já não fosse muito, Derwin James é o mais novo membro de uma secundária com potencial para dominar qualquer ataque aéreo na NFL e a tendência é de uma utilização ao estilo Kam Chancellor em Seattle – o coordenador Gus Bradley foi um dos responsáveis pela Legion of Boom, lembremos. Los Angeles é um time assustador nesse momento.

4. Kolton Miller foi uma escolha horrorosa do Oakland Raiders. Miller é um jogador de linha ofensiva extremamente atlético… e só. Em Seattle, o treinador de linha ofensiva Tom Cable se notabilizou por influenciar na escolha de jogadores atléticos e com deficiências técnicas acreditando que estas poderiam ser corrigidas – como se percebe vendo a situação da linha ofensiva dos Seahawks, não foram. Miller, que é extremamente deficiente em termos de técnica e fundamentos da posição, chega cru em Oakland e pouco há para dar de esperança que Cable será o treinador ideal para desenvolvê-lo.

5. Selecionar running backs tão cedo nunca vai ser o movimento ideal e, por isso, não me agrada a escolha de Saquon Barkley. O New York Giants tinha uma chance de ouro de se preparar para o futuro selecionando um dos principais quarterbacks com a segunda escolha geral. Não o fizeram. Diga o quanto quiser sobre o talento de Barkley – que é imenso, note-se -, mas corredores não são de valor suficiente para a segunda escolha geral. Numa liga onde o jogo aéreo abre espaços para o jogo corrido e não o contrário, os Giants perderam uma chance de ouro.

6. O outro time de New York pode dormir bem tranquilo quanto ao seu futuro. A sorte sorriu para os Jets, que selecionaram Sam Darnold com a terceira escolha geral depois dos Browns atrelarem o sucesso da franquia a Baker Mayfield. Todas as direções apontavam que New York subiu três escolhas no Draft (por um preço bem salgado) com o propósito de selecionar Mayfield; contudo, Darnold é o protótipo ideal de quarterback e, com Josh McCown de mentor, o ex-passador de USC pode tranquilamente sentar e aprender com calma no seu primeiro ano de NFL: ele não está pronto para jogar agora, porém, seu potencial é muito grande.

7. Três dos treinadores de linha ofensiva da AFC West deveriam estar aterrorizados nesse momento. Se Von Miller sozinho já era motivo de preocupação com relação a proteção de qualquer passador, a chegada de Bradley Chubb para formar dupla com o defensive end All-Pro traz ainda mais problemas pra cabeça dos treinadores da divisão. Os Raiders draftaram Kolton Miller, mas ele está cru, então não estará pronto pra entrar em campo por um tempo. Chargers e Chiefs estão estáveis nas linhas, o que não quer dizer que segurar o pass rush de dos Broncos será fácil – longe disso.

8. As duas escolhas dos Browns foram boas. Se você acha que um quarterback é o seu cara, escolha-o – simples assim. Se Cleveland avaliou Mayfield melhor do que Darnold, caberá somente ao time lidar com as consequências dessa escolha. Quanto a Denzel Ward, os Browns precisavam de um cornerback #1 e pra isso buscaram o melhor nome da classe. Chubb seria uma escolha melhor aqui? Talvez. O ponto é que a secundária da equipe de Ohio era pútrida e recebeu uma melhora instantânea com essa seleção.

9. Para alguém tão criticado no Draft passado, Ryan Pace tem feito um trabalho fantástico como general manager dos Bears e a escolha de Roquan Smith é mais uma prova disso. Desde a troca para adquirir Trubisky no Draft passado, Pace recheou o ataque do Chicago Bears de alvos ao passo que sua secundária evoluiu notoriamente na última temporada. Essa melhora da equipe como um todo recebeu mais um passo importante quando os Bears selecionaram o linebacker Roquan Smith na oitava escolha geral. Disparadamente o melhor da classe na posição, Smith terá impacto instantâneo na defesa de Chicago desde o primeiro dia.

10. A troca para selecionar Lamar Jackson no fim da primeira rodada foi fantástica para o Baltimore Ravens. Selecionando o jogador ainda na primeira noite de escolhas, os Ravens ganham o direito de exercer a opção do quinto ano no contrato do jogador a partir de sua terceira temporada na liga. Com o mercado totalmente inflado e com quarterbacks custando cada vez mais, a prolongação do contrato sai num valor muito inferior a uma extensão multi-anual. Lamar não verá muita ação no seu primeiro ano em Maryland; quando o contrato de Joe Flacco não possuir mais dinheiro garantido a partir de 2019, contudo, veremos uma maravilhosa nova era se iniciando em Baltimore.

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