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1- Precisamos falar um pouco mais sobre o Draft do Miami Dolphins. Minkah Fitzpatrick é um dos melhores jogadores defensivos em toda a classe e o fato do defensive back ter sido escolhido após o top 10 foi um achado incrível para os Dolphins. Já no segundo dia, o time não precisou subir na ordem de escolhas para selecionar Mike Gesicki – na minha opinião, o melhor tight end elegível para o Draft atual. Miami consegue um jogador excelente para a secundária ao mesmo tempo que reforça uma das posições mais carentes do elenco numa escolha de valor incrível. Jerome Baker não foi a seleção mais incrível do mundo, mas relevemos: foram duas noites bastante frutíferas para os Dolphins.

2- A reunião de Mason Rudolph e James Washington em Pittsburgh é bastante interessante pro futuro. Ben Roethlisberger recupera em James Washington o alvo veloz que perdeu em Martavis Bryant com a troca na primeira noite do Draft – combine essa arma com JuJu Smith-Schuster e Antonio Brown e o grupo de recebedores dos Steelers fica assustador. Selecionando Mason Rudolph na terceira rodada, Pittsburgh assegura seu possível quarterback do futuro e pode ficar tranquila quanto ao prazo de validade de Roethlisberger: Rudolph operava majoritariamente em RPOs em Oklahoma State; depois de um ano se adaptando aos conceitos mais complexos da NFL, ele será perfeitamente capaz de liderar a franquia pelos anos seguintes.

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3- Os times que pegaram skill players no início da segunda rodada não podem reclamar da segunda noite. Os Browns adquirem em Nick Chubb (#35) um corredor digno de primeira rodada e que pode liderar o time em corridas desde o primeiro dia de training camp. O mesmo para Ronald Jones (#38), que é considerado por muitos um jogador semelhante a Jamaal Charles e formará dupla formidável com Peyton Barber no backfield dos Buccaneers. Para os Broncos, Courtland Sutton (#40) provavelmente não será titular desde o primeiro dia; no entanto, não deve demorar muito até assumir a função de split end no grupo de recebedores de Denver; por fim, os supracitados Dolphins supriram uma necessidade na posição de com o excelente Mike Gesicki (#42). Quatro escolhas bastante satisfatórias.

4. Os times que pegaram jogadores de defesa no início da terceira rodada também não podem reclamar da segunda noite. Primeiro, o New York Giants adquiriu Lorenzo Carter (#66) direto de Georgia – Carter é um jogador muito acima da média quando o assunto é atleticismo e sua tape possui diversos aspectos positivos. Depois, o Houston Texans fez a melhor escolha do segundo dia – em minha opinião, claro – quando Justin Reid (#68) e seu talento digno de primeira rodada caíram no colo da equipe. Duas escolhas depois, coube ao San Francisco 49ers reforçar muito bem a defesa: Fred Warner (#70) será titular instantaneamente na posição de weakside linebacker. Por fim, coube ao New York Jets sorrir quando Nathan Shepherd (#72) se juntou a equipe: saindo da desconhecida Fort Hayes State, Shepherd impressionou com uma grande semana no Senior Bowl e impressiona que tenha caído até a terceira rodada.

5. A defesa dos Jaguars continuará a ser uma das mais fortes da liga por muito tempo. Se 2017 não foi assustador o suficiente para os coordenadores ofensivos, os reforços adquiridos no Draft fazem da unidade defensiva de Jacksonville ainda mais forte para o futuro: Taven Bryan, escolhido na primeira rodada, possui um teto altíssimo e não terá de ver muito tempo em campo em seu ano de calouro; na segunda noite, os Jaguars conseguiram uma das escolhas de maior valor na terceira rodada quando o safety Ronnie Harrison caiu no colo da organização: seu talento é digno de primeiro dia, o que surpreende bastante a demora na chamada pelo seu nome.

6. Washington está bastante feliz com seu mais novo running back. Nos dois Drafts Simulados que fiz aqui no Pro Football, em ambos o Detroit Lions selecionava Derrius Guice com a escolha de número 20 – e ele só caiu tanto por conta da questão envolvendo o valor atual dos running backs. Sabe-se lá o motivo, Guice entrou em queda livre e esta só parou na escolha #59, quando Washington decidiu reforçar seu grupo de corredores. Ao longo do dia, surgiram especulações envolvendo problemas extra-campo com o jogador e que até mesmo uma briga havia acontecido durante sua visita ao Philadelphia Eagles. O agora running back de Washington questionou em conferência com a ESPN: “eu não entendi por que eu, dentre todas as pessoas, porque eu sou bom com todo mundo”. Seja lá o motivo da queda, um time está bem feliz.

7. A escolha assustadora para os rivais do dia foi Connor Williams para os Cowboys. Vimos em 2017 uma queda no nível daquela que nos últimos anos dominou todos os rivais nas trincheiras. Com a seleção de Connor Williams, que deve atuar de left guard, os Cowboys reforçam o que representava o ponto fraco de sua linha ofensiva e, se Williams desenvolver todo seu potencial, Dallas voltará a ter o melhor grupo da NFL.

8. A melhor escolha que passou despercebida pela maioria das pessoas pertenceu, surpreendentemente, ao Oakland Raiders. Para todos os efeitos, o Draft de Oakland tem sido um dos piores dentre todos os times – possivelmente o pior. Não se pode negar, contudo, que uma escolha na terceira rodada pode render milhares de frutos se as questões fora-de-campo não minarem o potencial do jogador: Arden Key, EDGE de LSU, desceu até a escolha #87 mesmo com talento digno de topo de primeira rodada. Sabe-se que ele buscou reabilitação voluntariamente e, mesmo com todas as questões que o cercam, os Raiders se sentiram confortáveis com a situação do jogador. Mack/Key é uma dupla com potencial ilimitado.

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9. O mais novo tight end do Baltimore Ravens é melhor que o segundo mais novo tight end do Baltimore Ravens. Se lembram da escolha bastante questionável de Hayden Hurst feita pelos Ravens na primeira rodada? Pois bem, pela terceira vez na década a organização seleciona dois jogadores dessa posição no mesmo Draft. E, sinceramente falando, tenho a impressão que Mark Andrews, tight end de Oklahoma selecionado na terceira rodada, tem um potencial para ser uma arma no jogo aéreo muito mais efetiva que o produto de South Carolina. Importante notar: Andrews é três anos mais novo que Hurst.

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10. Num terceiro dia ainda recheado de valor, um nome me salta os olhos ao lembrar que ainda não foi escolhido: Duke Ejiofor. Com piso relativo ao final do primeiro dia/início do segundo, Ejiofor continua livre para seleção depois de mais de 100 escolhas já realizadas. Mesmo com alguma propensão a se lesionar, o defensive end de Wake Forest é talentoso o suficiente para que as equipes não deixem-no cair muito. Espere seu nome sendo chamado cedo no sábado.

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