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A segunda rodada do Draft 2017 começa logo menos, às 20h, horário de Brasília (transmissão apenas pelo site da NFL). Antes, vamos tentar rapidamente enumerar rapidamente aqui três times que julgo terem ido muito bem na primeira rodada do Draft.

Para a cobertura mais ampla, o Jean Souza falou sobre a primeira rodada aqui e eu falei sobre a troca por Mitchell Trubisky aqui.

San Francisco 49ers

Na prática, os 49ers mataram a fome e ainda ganharam uma sobremesa. Cortesia de Ryan Pace e do Chicago Bears, desesperados para saírem da mediocridade. Conforme adicionei no texto do Jean, a troca é a mais desequilibrada desde o Tratado de Methuen entre Inglaterra e Portugal – aquele do panos e vinhos.

San Francisco JÁ IA escolher Solomon Thomas na segunda escolha. Mas deve ter jogado um lero para Jets, Browns e Bears – os três outros times carentes de quarterback que tinham escolhas no top 10. Basicamente, os Niners devem ter falado: “fulano ofereceu X, o que você oferece?” e brincou com três general managers. O mais desesperado, com o emprego na linha – Pace – mordeu a isca para poder draftar Mitchell Trubisky.

Assim, os 49ers escolheram o jogador que já queriam na #2 – Solomon Thomas, defensive end de Stanford – e no processo acumularam escolhas de Chicago: duas terceiras rodadas (2017, 2018) e uma quarta rodada (2017). Um assalto mais brilhante do que aquele orquestrado por Daniel Ocean em Onze Homens e um Segredo. O que mais impressiona? John Lynch, general manager dos 49ers, está em seu primeiro Draft. Nem scout ele foi – era comentarista da FOX no ano passado. Viu, respeitem comentaristas. ahhah

Ah, e quase esqueci: lembra aquela defesa dos 49ers que tinha um festival de bons linebackers? Pelo menos um deles pode ser o herdeiro de Patrick Willis. Ao final da primeira rodada, Reuben Foster vinha caindo por conta de potencial cirurgia, amostral diluída no antidoping e um chilique que deu no Combine. No campo, porém, era o melhor inside da classe. San Francisco subiu para o final da primeira rodada – muito porque Chicago lhes deu escolhas de graça – e interrompeu a queda de Foster. Se o produto de Alabama ficar longe de problemas extra-campo e das lesões, pode ser uma adição incrível. Somada a Thomas, pode arrumar a então pífia defesa terrestre de San Francisco.

Cleveland Browns

Epa, os Browns como vencedores de uma primeira rodada? Sim, isso está acontecendo. Primeiro porque eles não foram Ted Mosby (que, aliás, torce para eles) em ficar pensando demais e escolheram Myles Garrett de uma vez. A ficha do cara é praticamente perfeita. Se der errado porque ele faz corpo mole, deu. Mas não é como se Cleveland não tivesse feito o que todos falaram para fazer. Atleticamente, Garrett estava um nível acima do resto da classe. Os Browns arrumaram a linha ofensiva na Free Agency, trouxeram Jamie Collins via troca e agora Myles Garrett para o front seven. Um time se reconstrói pelas trincheiras.

Adicionalmente, com a cacetada de escolhas que Cleveland tem – a ideia deve ser, como falei na transmissão, ter todas as escolhas de primeira rodada em 2020 – o time se deu ao luxo de se movimentar mais. Para quê escolher um quarterback se o seu preferido – Trubisky – não estava lá? Para quê escolher O.J Howard sendo que poderiam escolher um outro tight end no final da primeira rodada (como de fato o fizeram com David Njoku)?

Ainda, os Browns têm tantas escolhas que puderam se dar ao luxo de gastar uma delas com o “projeto” que é Jabrill Peppers. Ele é leve demais para linebacker, não cobre bem para ser safety. Mas pode evoluir e é atlético – ao menos como recebedor, serve. Qualquer outro time que o escolhesse teria feito besteira. Como Cleveland tem uma tonelada de escolhas, julgo que tenha sido correto.

New York Jets: Às vezes a melhor coisa é não fazer nada. Ao não serem aqueles que morderam a isca de San Francisco, os Jets não queimaram mais uma escolha alta com um quarterback. Puderam escolher o safety Jamal Adams, que cai como uma luva numa secundária campeã em ceder passes longos. Os Jets também poderiam ter escolhido O.J. Howard, mas secundária era uma necessidade mais latente.

Tampa Bay Buccaneers: Talvez a barganha da primeira rodada. O.J. Howard, o melhor prospecto na posição de tight end em algum tempo, caiu até a escolha dos Buccaneers (19). O time agora conta com um jogador capaz de bloquear, ajudar Jameis Winston (que adora passar a bola no meio do campo para TEs, desde o tempo de Florida State) e é mais uma arma dos Buccaneers – que já conta com Mike Evans e o recém chegado DeSean Jackson.

Bônus, mas apenas menção honrosa por conta do risco – Washington: Conter o jogo terrestre adversário era prioridade na capital – e o time perdeu alguns nomes de linha defensiva. A queda de Jonathan Allen acabou na escolha número 17 quando já há algum tempo ele era o melhor nome disponível no board. Allen caiu por conta dos problemas de lesão no ombro – há suspeita de artrite e já rolaram cirurgias. No mais, a escolha (caso ele não tenha que perder jogos por lesão) pode dar frutos.

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