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Saquon Barkley é o melhor running back da classe do Draft 2018 e não há muitas discussões sobre isso.  Mas… E quanto ao resto da classe? Temos nomes com bastante talento para o final da primeira rodada e também vários no segundo dia.

No ano passado, dois running backs saíram na primeira rodada e oito saíram até o final do segundo dia do Draft. Neste ano, devemos ter números bem parecidos e há a possibilidade de mais, inclusive. Depois do impacto que a classe de 2017 teve, naturalmente surgem perguntas: Quem pode ser o novo Alvin Kamara ou o novo Kareem Hunt deste Draft? Pode ser que clones não apareçam, mas fatp é que devemos ter jogadores na segunda ou terceira rodada que contribuirão já desde o primeiro dia para a franquia que lhes escolher.

Vamos além de Saquon, então:

Derrius Guice, LSU

Derrius Guice chega como um postulante ao título de melhor running back no mundo dos humanos, dado que Saquon não é um. Ele foi companheiro de time de Leonard Fournette e, em certos momentos, brilhou mais em LSU do que o atual corredor dos Jaguars. Suas características são um pouco diferentes do seu antigo companheiro de equipe: Guice se movimenta melhor lateralmente e pode encaixar em um sistema de bloqueio por zona com mais facilidade. A mentalidade, entretanto, é muito semelhante. Quando perguntado no Combine a qual estilo de jogo ele se compara, ele foi rápido na resposta: “Beastmode Lynch.”

Abaixo, temos um exemplo dos vários momentos nos quais Guice faz jus à auto-comparação com Marshawn Lynch. Ao receber o handoff, ele é tocado antes da linha de scrimmage por três vezes, consegue quebrar os três tackles e ainda ganha o first down. Em 95% das vezes, a jogada daria errado e seria uma 3&10. Em vez disso, ele ganhou 15 jardas.

“Se você não me escolher, eu vou causar um inferno na sua defesa,” disse Guice. “Como um corredor entre os dois offensive tackles, na minha opinião não há ninguém melhor que eu nessa área. Eu corro firme. Eu raramente sou tackleado por apenas uma pessoa.” A fala de Guice se encaixa muito bem: ele é excelente conquistando jardas extras após o contato e possui um motor que não apaga.

Abaixo uma jogada que demonstra a dureza de Guice: o jogador de BYU faz um tackle ilegal com a coroa do capacete na facemask de Guice que acaba resultando em uma expulsão da partida – mas, mesmo assim, ele não cai e continua tentando ganhar jardas.

No próximo vídeo, uma jogada de bloqueio por zona mostrando a sua paciência de explodir através do gap e novamente conseguindo jardas após o primeiro contato.

Ronald Jones II, USC

Entre o final da primeira e o começo da segunda rodada, temos Ronald Jones II de USC. Jones também consegue ganhar muitas jardas após o contato, principalmente com a sua mudança de direção a agilidade lateral fazendo com os que defensores errem os ângulos dos tackles.

Na jogada, Ronald Jones faz diversos cortes em tráfego para conseguir encontrar um espaço que ele faz a big play.

Sabe um jogador que tinha características parecidas com essas de Ronald Jones? Jamaal Charles. Olhe a jogada abaixo de Charles e diga se não te lembra o ex-Chief:

Jones faz jogadas como essa com frequência e, apesar de ser um jogador mais leve, ele também demonstra dureza e ganha algumas jardas após o contato. Abaixo uma jogada clássica de Jones na qual ele tenta pular o adversário, é atingido na coxa enquanto está no ar e marca o touchdown.

Nick Chubb, Georgia

 

Outro jogador que deve sair na segunda rodada é Nick Chubb de Georgia. Chubb teve uma lesão gravíssima no seu joelho em 2015 – a qual chegou até mesmo a colocar a sua carreira em risco. Por sorte, não foi o caso e Chubb conseguiu se recuperar da lesão totalmente em 2017 – em 2016 ele ainda parecia estar mais lento e menos atlético do que era antes.

A análise do trabalho dos pés nas corridas é uma das provas de que Chubb está saudável. Veja a jogada abaixo e repare como Chubb está em tráfego e, em um piscar de olhos, fica aberto por fora com um campo inteiro para correr.

A próxima jogada é a minha jogada favorita de Chubb e que exemplifica muito bem esse trabalho de pés. Chubb recebe o pitch, pula o adversário que está no chão com o pé esquerdo e, no mesmo momento que ele planta esse pé no chão, faz o corte para fora. Isso faz com que o defensor que tinha fechado aquele gap perca o tackle. Com isso, Chubb consegue fazer um touchdown que aparenta ser fácil à primeira vista – mas, depois de analisar com calma, vemos a dificuldade da jogada. Note a mudança de direção entre o segundo 5 e 6.

A combinação de mudança de direção e a dificuldade de derrubar Chubb o transforma em uma arma letal na red zone. Qualquer erro de posicionamento errado ou técnica de tackle errada e o preço pago por isso será caro.

Outros jogadores que devem sair cedo no Draft:

Sony Michel, Georgia: Michel formou com Nick Chubb a dupla de RB mais perigosa do College Football: eles se complementavam perfeitamente. Michel possui mais aceleração do que seu companheiro – mas quebra menos tackles. Capaz de transformar jogadas em big plays a qualquer momento.

Rashaad Penny, San Diego St: Vindo de uma universidade menor do que os citados acima, Penny teve que demonstrar muito talento para se colocar na conversa entre os melhores running backs da classe. Sua habilidade atlética e capacidade de gerar jardas após o contato chamam bastante atenção.

Kerryon Johnson, Auburn: Comparado por alguns com Le’Veon Bell, Johnson exibe uma paciência muito boa para esperar os bloqueios – mas não possui o mesmo atleticismo de Bell. Johnson também consegue quebrar tackles com certa frequência.

Felipe Vieira é um dos fundadores do On The Clock, site voltado para a cobertura do Draft da NFL. Em março e abril, ele será colunista do ProFootball. Você pode conferir mais de seu trabalho em seu twitter.

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