Draft

Bills fizeram certo em trocar para baixo no Draft – time precisa se reconstruir

Depois dos wide receivers Corey Davis e Mike Williams terem sido escolhidos antes de que Buffalo estivesse no cronômetro, na décima escolha geral, não tinha o que Buffalo fazer. A equipe tem uma carência absurda na posição de recebedor e Zay Jones – discutivelmente o terceiro melhor recebedor da classe – não valia NUNCA uma escolha entre as dez primeiras.

Ao mesmo tempo, os Bills eram a equipe com menos escolhas no Draft. Quer dizer, empatados com Atlanta: ambas tinham apenas seis escolhas. Sem os dois melhores prospectos em sua maior necessidade e precisando multiplicar escolhas, Buffalo acertou.

Para os Bills, a troca foi boa porque o time meio que virou terra arrasada na passagem de Rex Ryan. Mudaram para o 3-4, aí voltaram agora para o 4-3 na defesa. Essas coisas deixam cicatrizes. Se não bastasse, perderam Stephon Gilmore para o rival de divisão, Patriots. Quanto mais escolhas – ainda mais ter duas na primeira rodada no ano que vem, melhor. Não é como se os Bills estivessem a uma escolha #10 de serem competitivos: o processo é de reconstrução depois do furacão Ryan.

Ao mesmo tempo, a classe de quarterbacks não é absurdamente boa para que Buffalo falasse: ok, vou escolher na #10 um QB e dane-se Tyrod Taylor.

Ah, eu mencionei Zay Jones? Sim, né? Então. Com a troca da #10 para a 27 (com Kansas City, desesperada por um quarterback capaz de não perder em casa para um time que só marcou field goals), os Bills conseguiram Tre’Davious White (um dos melhores cornerbacks da classe) na #27 e ainda Zay Jones na escolha #37, a de Buffalo na segunda rodada. Numa tacada só, sem desespero, os Bills suprem duas necessidades sem pagar demais por isso.

Ainda, na quinta rodada, arriscaram num dos prospectos que ao meu ver é um dos mais mentalmente preparados para ser quarterback na NFL. É verdade que Nathan Peterman não é nenhum gênio e que não tem um braço tão forte. Mas ele tem um quê de Kirk Cousins que pode dar certo e vale muito uma quinta rodada. Nathan jogou em pro offense no Pittsburgh Panthers e pode se desenvolver em algo tal como aconteceu com Cousins.

Leia também: 
Seahawks brilharam: Analisando e qualificando as trocas da 1ª rodada do Draft
Emulando os Saints: GM dos Bears explica o porquê de ter escolhido Trubisky
Não há meio termo: Os Bears deram “All In” no Draft com Mitchell Trubisky
Como San Francisco assaltou Chicago: a história por trás da troca
Marcados por lesões, Bridgewater e Watkins não terão opção contratual de 5o ano (2018) ativada 

Sim, eu sei que o general manager dos Bills foi mandado embora LOGO DEPOIS do Draft. Parece bizarro num primeiro momento, mas fazer isso APÓS o Draft foi anos luz melhor do que deixar o barco à deriva antes do recrutamento. Em realidade, isso já era programado – então que fosse depois do recrutamento.

Com duas escolhas na primeira rodada de 2018, os Bills começaram um processo de reconstrução interessante. White e Jones são dois potenciais titulares e o time ainda tem lenha para queimar com o novo general manager que chegar.

Comentários? Feedback? Siga-me no twitter em @CurtiAntony ou no facebook – e ainda, nosso site em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

Bills fizeram certo em trocar para baixo no Draft – time precisa se reconstruir

Mais lidas da Semana

To Top