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No ano passado, o Kansas City Chiefs tentou subir no Draft para escolher Paxton Lynch. Acabou não acontecendo: Lynch foi draftado pelo Denver Broncos. Na sequência da temporada passada, os Chiefs seguiram com Alex Smith.

O resultado? O Kansas City Chiefs foi até aonde Alex Smith foi capaz de levá-lo, mesmo sendo um time perigoso e bem montado nas outras posições. Assim, não restou saída para os Chiefs: o time precisou buscar um herdeiro para Smith – ou ao menos alguém que lhe faça sombra.

No meu draft simulado, inclusive, coloquei os Chiefs escolhendo um quarterback ao final da primeira rodada com DeShone Kizer. Kansas City, na verdade, tinha outro prospecto em mente. E já há algum tempo. O interesse dos Chiefs por Patrick Mahomes II começou já no ano passado. Willie Davis, o olheiro do time no sudoeste dos EUA, já estava com a atenção voltada para Mahomes. “Eu creio que Willie fez um ótimo trabalho em observa-lo”, disse Andy Reid, técnico do time. “Nós conhecemos o garoto antes de conhecer o garoto”, completou.

Mahomes chegou a visitar o Kansas City Chiefs, para que Andy Reid e o resto da diretoria e comissão técnica do time pudesse analisar o prospecto mais de perto. Os Chiefs pediram para que Mahomes desenhasse algumas jogadas no quadro – um dos “senões” de Mahomes é sua inexperiência em leitura de jogo, vide o playbook de spread offense com o qual jogou em Texas Tech. “Acho que mandei bem. Acredito que desenhei bem as jogadas e as expliquei bem. Sinto que já temos um bom relacionamento”, completou Mahomes.

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Os Chiefs parecem ter achado o mesmo – e parecem ter realmente gostado do prospecto. Kansas City apostou bastante num cara que, na prática, não tem condições de ser titular já de cara (por conta de ser cru em leituras e todo o mais). A equipe conseguiu a décima escolha geral e os Bills receberam a original de Kansas City, a #27. Além disso, a #91 (terceira rodada) e mais uma escolha de primeira rodada no ano que vem. “Sinto que para conseguir esse cara, eu tinha que estar na #10. Sei que havia três times querendo ele (Mahomes)”, disse John Dorsey, general manager de Kansas City.

De fato: Bills (que tinham a #10 mas aparentemente gostaram mais de trocar em vez de desenvolver Mahomes), Cardinals (#13) e Browns (#12) poderiam facilmente ter escolhido o produto de Texas Tech.

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O que chama a atenção é que Mahomes é literalmente o oposto de Alex Smith

Quando você pensa em Alex Smith, qual a primeira coisa que vem a sua mente? Um quarterback conservador, que raramente passa para além das 15 jardas. Quando você pensa em Mahomes, a primeira imagem é oposta: um típico gunslinger que não tem medo de passar em profundidade. Os números confirmam isso: Patrick tem o DNA de pitcher – seu pai jogou onze temporadas na Major League Baseball –, Patrick passou para mais de cinco mil jardas no ano passado e possui o braço mais forte desta classe: lançou a 96 km/h quando testado.

Embora o braço e a produtividade estejam lá, outros problemas aparecem. Se ele tem o lado bom de Brett Favre, tem o lado ruim também – aqueles passes sem noção em cobertura dupla, aqueles passes contra o corpo e etc. A mecânica e o trabalho de pernas são extremamente crus. Isso, na NFL, não é aceitável – porque ocasiona interceptações e passes em lugares onde não deveriam estar. Ademais, as defesas da NFL serão anos luz mais complexas e inteligentes em relação àquelas que Mahomes enfrentou na Conferência Big XII – provavelmente a mais várzea do College em termos de defesa aérea.

Em resumo, Mahomes se encontra numa situação adequada: um técnico com boa mente ofensiva, um eventual tutor que lhe mostrará como ser um pouco mais conservador até que atinja o meio termo necessário. Nem tão sem noção e nem tão Sr. Checkdown como Alex o é. O teto de talento está ali: agora é ver como esse diamante será lapidado.

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“RODAPE"