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Draft simulado 4.0: Cleveland finalmente acha o seu quarterback do futuro

Draft simulado 4.0: Cleveland finalmente acha o seu quarterback do futuro

E se os 49ers e os Bears ignorarem os quarterbacks? Sejamos sinceros: não há nenhum que valha uma escolha de top 5Top 10? Talvez. Pensando nisso, o Pro Football fez uma simulação em que os quarterbacks saem onde deveriam e o resultado é uma corrida por talentos defensivos. Se você quer um Draft Simulado com mais cara de corrida por quarterbacks, indicamos este do João Henrique.

Claramente existem blocos neste Draft. Os seis primeiros escolhidos nesta simulação estão um degrau acima de todos os outros do Draft. Por isso as escolhas dentro do top 6 não devem se basear em posições, e sim em talento: é assim que se reconstrói e torna-se uma equipe vencedora novamente.

Depois disso é muito mais encaixe no sistema e menos talento bruto disponível. Até a décima sexta ou décima sétima escolha são os jogadores que merecem sair na primeira rodada. O resto? São jogadores que tem talento para a segunda rodada, o que pode bagunçar bastante o Draft.

Normalmente os boards das franquias possuem 15 – 20 jogadores com uma etiqueta escrita primeira rodada. Eles acabam logo, obviamente, e depois vem escolhas que se baseiam muito mais em encaixes do que em talento bruto disponível.

Todo mundo vai sentir falta de um cara: Dalvin Cook. Aqui falamos um pouco mais dele, porém uma mensagem precisa ficar: ele é o exemplo de grande jogador no universitário e risco imenso para os profissionais. Nada atlético, problemas de lesões, questões fora de campo e problemas com fumbles. Cook parece se desenhar para sair na segunda rodada, talvez até atrás de Alvin Kamara. Claro que podemos estar redondamente enganados, mas é esta a impressão do momento.

Como já fizemos três outros Drafts simulados, neste tentamos imaginar novas situações e não repetir tantas escolhas. O Combine e os Pro Days tiveram um certo impacto, porém é o estudo do videotape que está confirmando está tendência da defesa dominar a primeira rodada – não foi a toa que New Orleans trocou Brandin Cooks por mais uma escolha de primeira rodada.

Veja também nossos Drafts Simulados anteriores: 
Draft simulado 1.0 (João): Abril
Draft Simulado 3.0 (Jean): Março
Draft Simulado 2.0 (Jean): Janeiro
Draft Simulado 1.0 (Jean): Novembro de 2016

1. Cleveland Browns – Myles Garrett, defensive end, Texas A&M

Aqui não tem como mudar. Vamos falar mais dos Browns em sua segunda escolha, porém até mesmo Garrett sabe que se não for escolhido primeiro, a franquia vai se arrepender.

2. San Francisco 49ers – Jamal Adams, safety, LSU

Nesta simulação, como já dito, a ideia é simples: os 49ers se mantém ao conceito de melhor jogador disponível. A escolha mais lógica, talvez, seria Jonathan Allen, no entanto o seu problema de artrite crônica deve assustar algumas equipes.

Com Allen tendo um problema que deve encurtar a sua carreira em uns cinco anos, com certeza ele pode cair no dia das escolhas. Por causa disso Adams acabou como a segunda escolha geral. Ele é o segundo melhor jogador do Draft, com a sua capacidade de tacklear, marcar mano-a-mano e por zona. É um jogador que pode ser o melhor da posição por muito tempo. Precisa melhorar a sua técnica de tackle quando enfrenta running backs mais fortes, conquanto tem tudo para brilhar. A melhor forma de não errar no alto do Draft é se ater, estritamente, ao conceito do melhor disponível e esquecer a posição.

E não que, em tese, importe muito: mas considerando que o novo general manager, John Lynch, foi safety na NFL, a escolha faria ainda mais sentido.

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3. Chicago Bears – Malik Hooker, safety, Ohio State

Hooker também tem problemas médicos, mas muito menores do que no caso de Allen. E é por isso que ele acaba em Chicago nesta simulação. Hooker é um prospecto melhor do que Solomon Thomas (que vem logo em seguida) e é um cara que se constrói a defesa ao redor. Os Bears são um dos times mais jovens e menos talentosos da NFC e qualquer jogador de alto nível seria fundamental na reconstrução da equipe. Ainda mais quando o setor mais vulnerável é o conjunto de safeties (sobretudo strong safety).

Sejamos sinceros, Chicago não está perto de voltar a ameaçar uma NFC North tão forte. Acumule talentos e prepare-se para o futuro.

4. Jacksonville Jaguars – Solomon Thomas, defensive tackle, Stanford

Em uma defesa 4-3, eu acho que Thomas vai acabar como um 3-tech defensive tackle, estilo Aaron Donald, que acaba com os pockets por dentro. É um encaixe arriscado, mas que pode dar muito certo em Jacksonville.

Muita gente não acompanha os Jaguars, por razões óbvias, mas este time está montando uma defesa que pode ser memorável em pouco tempo. Se eles colocarem as mãos em algum dos safeties seria melhor ainda. Como não deu, eles acabam com o cara que mais cresceu durante o processo pré-Draft. É uma escolha de alto risco e alta recompensa.


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5. Tennessee Titans (via Los Angeles Rams) – Jonathan Allen, defensive end, Alabama

A queda de Allen finalmente acabou. A sua artrite me assusta, principalmente pelo fato que ele vai forçar muito o seu ombro na NFL – bem mais do que no College Football, em que ele ganhava no físico. Apesar disso, Allen é o melhor jogador disponível, de longe, e seria uma loucura os Titans o passarem para pegar alguém por necessidade – como Marshon Lattimore.

Allen deve jogar ao lado de Jurrell Casey e formar uma das melhores duplas de defensive ends da NFL em pouco tempo. Para um time que sofreu contra o jogo terrestre no ano passado, seria o reforço ideal para reforçar a defesa e permitir continuar o projeto de smash mouth football moderno. É na segunda escolha que a franquia vai buscar desesperadamente um reforço para Marcus Mariota.

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6. New York Jets – Marshon Lattimore, cornerback, Ohio State

Lattimore é um cara de uma grande escola, fez parte de uma defesa histórica e saiu antes de se formar. Qualquer semelhança com Dee Milliner é mera coincidência. Continuando no campo das comparações, Lattimore é um prospecto muito melhor (e menos experiente) que o bust de Alabama.

O que mais preocupa, além da inexperiência, é o seu tornozelo. Lattimore aparenta ter problemas crônicos com ele e isso pode prejudicá-lo no início da carreira. New York, historicamente, tem a tendência de se ater ao conceito de melhor jogador disponível, sem olhar para posições – basta lembrar da escolha de Leonard Williams. Por isso ficaria muito surpreso se escolhessem um quarterback nesta posição.

7. Los Angeles Chargers – Reuben Foster, linebacker, Alabama

A cada dia que assisto Foster, menos empolgado fico. Ele está mais para Stephone Anthony do que para Luke Kuechly. Ele erra os gaps mais frequentemente do que o esperado e perde tackles que não deveria. Apesar disso, Foster vai encantar muita gente e por isso ele está ainda saindo no top 10.

Os Chargers adorariam poder contar com algum dos defensive backs, mas a cada dia parece que eles vão precisar de um trade up para conseguir o que querem. Foster tem potencial para ser uma estrela na NFL, no entanto ele precisa melhorar muito o seu controle em campo, senão será mais um com muita vontade que perde as jogadas por estar fora de posição.

8. Carolina Panthers – Leonard Fournette, running back, LSU

Os Panthers possuem mais necessidades? Sim. Se Solomon Thomas ainda estivesse disponível nesta simulação, poderia ser o escolhido. Derek Barnett poderia ser uma escolha que faça muito sentido, mas o teto dele não chega perto do teto de Fournette. Um corredor norte-sul, Fournette tem o teto de um Marshawn Lynch e um chão de Trent Richardson. É tentar um home run, conquanto olhe o que aconteceu com Dallas desde que eles escolheram Ezekiel Elliott.

A prioridade número #1 da franquia deveria ser tirar a bola da mão de Cam Newton e poupá-lo de tantas pancadas – caso contrário sua carreira não durará tanto quanto pode. E Fournette pode ser a peça ideal para aliviar o fardo do quarterback.

9. Cincinnati Bengals – Derek Barnett, defensive end, Tennessee

Os Bengals podem muito bem acabar com Corey Davis nesta posição, dando mais uma opção para Andy Dalton. Ou, caso esteja sobrando, Reuben Foster pode ser a opção.

Nesta simulação, o melhor talento disponível é Derek Barnett, um cara com teto não muito alto e que pode contribuir de imediato em qualquer esquema defensivo – ainda mais em um 4-3 carente de peças na linha defensiva.

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10. Buffalo Bills – Deshaun Watson, quarterback, Clemson

A máxima do futebol americano continua sendo que novos sistemas exigem novos quarterbacks. Não me interprete mal, eu sou um fã de Tyrod Taylor. Só que McDermott claramente não está comprometido com ele para o longo prazo.

Com a opção de sair do contrato no final deste ano, a franquia deve estar pensando seriamente em achar um quarterback que dê esperanças de um futuro melhor. Taylor pode ser sólido, mas não passa confiança que pode carregar a equipe nas costas. Entre os quarterbacks disponíveis, Watson é o mais clutch e o que pode disputar a titularidade desde o primeiro dia.

11. New Orleans Saints – Takkarist McKinley, defensive end, UCLA

A troca de Brandin Cooks mostra claramente o pensamento imediatista de New Orleans: eles sabem que Brees vai marcar pontos, logo querem investir pesado na defesa. Drew Brees tem mais alguns anos só de produção e a franquia não quer desperdiçá-los – apesar de achar que eles deveriam pensar em achar um sucessor para ele neste Draft.

McKinley não é o melhor jogador disponível, nem de perto. Ele pode ser um ótimo pass rusher, mas lhe falta poder de fogo para combater o jogo terrestre – além de ter preocupações médicas. Apesar disso, pode ser uma peça essencial para uma equipe que não consegue botar pressão nos adversários. Outra opção nesta posição é a franquia ir atrás de Marlon Humphrey ou Gareon Conley, que também não valem a décima primeira escolha. Os Saints parecem o time mais propício a tentar uma troca e entrar no top 10 atrás de Derek Barnett.

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12. Cleveland Browns (via Philadelphia Eagles) – Mitchell Trubisky, quarterback, North Carolina

Nesta semana saiu um boato que os Browns estariam pensando em escolher Trubisky na primeira escolha geral. Enquanto o rumor claramente é uma mentira – não faria o menor sentido, a menos que Cleveland queira continuar no marasmo – o boato não pode ser jogado fora. Pode significar que o empresário está querendo valorizar o seu produto, que Cleveland está a fim de outro quarterback e quer escondê-lo ou, simplesmente, que Trubisky é o alvo.

Trubisky tem muito o que evoluir. Ele tem um senso de pocket acima da média dos prospectos, um braço sólido e lhe falta aprender a fazer leituras em campo – não é tão crítico quanto Deshaun Watson, por exemplo. Sinceramente é difícil saber o que os Browns vão fazer neste estilo Moneyball – se fosse por valor, o escolhido seria O.J. Howard -, porém Trubisky tem um estilo que se encaixa com o ataque de Hue Jackson.

13. Arizona Cardinals – O.J. Howard, tight end, Alabama

Um jogador de top 10 que caiu um pouco. Howard pode acabar fora do top 10 pela corrida por um quarterback logo acima. Mesmo assim é um talento único, o melhor disponível, que serviria para tirar a pressão dos wide receivers da equipe.

Howard é um terror em campo e faz todo sentido se os Cardinals quiserem continuar apostando em Carson Palmer. Como segunda opção, os Cardinals podem começar a escalada por quarterbacks e pegarem (num reach, é verdade) Patrick Mahomes II.

14. Philadelphia Eagles (via Minnesota Vikings) – Corey Davis, wide receiver, Western Michigan

Os Eagles deram sorte nesta simulação. Dois quarterbacks saindo acima deles é o cenário ideal. Se isso ocorrer vai sobrar um talento ofensivo de qualidade. Marlon Humphrey não vale a escolha 14, apesar de sair logo abaixo, assim como nenhum outro cornerback – o candidato ao prêmio Eli Apple do ano e sair aqui é Gareon Conley, que comentaremos mais a frente.

No dia das escolhas vai ser difícil que Davis ainda esteja disponível, logo, outra arma ofensiva como John Ross (WR) ou Christian McCaffrey (RB recebedor) também fariam sentido.

15. Indianapolis Colts – Marlon Humphrey, cornerback, Alabama

Humphrey tem um sério defeito: ele se perde em bolas em profundidade. Tem atleticismo, boa vontade em campo, ótimo tackleador, mas falha constantemente em bolas longas.

Defender Andrew Luck é preciso, conquanto reforçar esta secundária é mais importante ainda – por isso esta escolha que é mais por necessidade do que por melhor jogador disponível.

16. Baltimore Ravens – Mike Williams, wide receiver, Clemson

Como já deu para ver, nesta simulação tentamos emular um cenário que muitas escolhas não se repitam. Afinal, do que vale uma simulação se sempre colocamos os mesmos jogadores nos mesmos times? Apesar disso, Mike Williams é um encaixe tão perfeito para Baltimore que a equipe talvez precise dar um pequeno trade up para garanti-lo.

Williams é um cara que tem um estilo Alshon Jeffery/Dez Bryant. Ele precisa melhorar como corredor de rotas, no entanto é excepcional disputando bolas perdidas. Ele seria o alvo seguro que tanto falta para Joe Flacco, que não cria consistência com seus novos alvos faz tempo.

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17. Washington Redskins – Taco Charlton, defensive end, Michigan

Um encaixe estranho para uma equipe que sofreu o ano inteiro contra o jogo terrestre. Charlton pode jogar na 5-tech e tornar-se a peça que falta para este front seven: alguém que consiga forçar o pocket por dentro.

Washington tem sérios problemas em sua secundária, no entanto um dos melhores reforços contra o passe é reforçando o front seven. Charlton estaria em um valor OK e poderia elevar este front seven a um novo nível.

18. Tennessee Titans – John Ross, wide receiver, Washington

wide receiver que tanto falta. Na realidade a minha expectativa é que Tennessee tente ir para a escolha 13-14 para escolher Mike Williams. Como aqui não simulamos nenhuma troca, eles acabam se contentando com John Ross.

O histórico de jogadores velozes entrando na liga não está dos melhores nos últimos anos. É bem verdade que Ross é mais do que um 4,22 segundos no tiro de 40 jardas: ele tem uma capacidade acima da média de localizar a bola em profundidade e tem mãos acima da média. Seu grande problema é se machucar e com este porte físico isto vai ocorrer muito na NFL. Mesmo assim o valor é inacreditável no momento e Tennessee precisa agradecer pela grande primeira rodada.

19. Tampa Bay Buccaneers – Cam Robinson, offensive lineman, Alabama

Robinson cai mais a cada dia. Sinceramente eu não sei se ele será o primeiro linha ofensiva escolhido. O que sei é que ele é o único com potencial para ser left tackle – sem um esquema todo especial o protegendo.

Robinson não está indo para Tampa para colocar Donovan Smith no banco. Ele está indo para disputar vaga com J.R. Sweezy e ser o substituto, daqui um ano, de Demar Dotson como right tackle. Mais forte do que técnico, ele pode ser uma força no jogo terrestre – o que faltou em Tampa durante uma boa parte do ano passado – e encaixaria muito bem como right tackle no futuro.

20. Denver Broncos – Ryan Ramczyk, offensive tackle, Wisconsin

O linha ofensiva com maior potencial de todos. Ramczyk é extremamente cru, um grande projeto. Denver adora este tipo de jogador, poder lapidá-lo conforme o esquema e tentar arrancar todo o seu potencial.

Em seu melhor momento, Ramczyk consegue ser extremamente técnico. Em seu pior, ele vai acabar olhando para os pés e no chão, vendo o seu quarterback ser sackado. Na combinação esquema ofensivo e necessidade, Ramczyk é o encaixe ideal para este time.

21. Detroit Lions – Tre’Davious White, cornerback, LSU

White tem capacidade para ser um dos melhores cornerbacks/nickelback da liga. Como a principal estrela? Ele vai sofrer. White é muito bom em vários aspectos e falta ser elite em um deles. Extremamente ético (foi o camiseta #18 em LSU, que é dado para o jogador que melhor representa a filosofia da universidade), tem certa fluidez e é pequeno para a posição na NFL – sofreria contra wide receivers altos. Com Darius Slay na outra ponta, Detroit criaria o ambiente ideal para extrair o melhor dele.

Aqui poderia ser escolhido Dalvin Cook (que caiu pelos motivos expostos) ou Christian McCaffrey, no entanto nada adianta running backs para um técnico que esquece do jogo terrestre em 30 segundos.

22. Miami Dolphins – Budda Baker, safety, Washington

Muita gente acha que Baker poderia jogar como nickelback. Eu sou do time que ele poderia ser um free safety acima da média. Com uma coleção de nomes e nenhuma certeza na posição, Baker poderia ser um valor muito bom nesta altura do Draft. Os Dolphins sabem que precisam de, pelo menos, um titular neste Draft da posição e não surpreenderia eles escolherem mais por necessidade do que por valor nesta posição.

23. New York Giants – Forrest Lamp, guard, Western Kentucky

Mais um braço curto nesta linha. A intenção é sempre tentar simular o que cada time pensa e não o pensamento do escritor. Por isso Lamp está saindo aqui e acima de Dan Feeney.

Não me interprete mal: é uma escolha de valor para New York. Eles precisam de ajuda na linha ofensiva, conquanto não é maximizar o poder da escolha de primeira rodada. Uma troca para buscar Ramczyk ou Robinson seria muito melhor do que se contentar com Lamp. Já Bolles? Bem, ele é velho demais e vale mais a pena o primeiro guard que será selecionado.


“RODAPE"

24. Oakland Raiders – Gareon Conley, cornerback, Ohio State

Se Conley soubesse tacklear ele sairia no top 15. Na realidade parece que alguns times estão se encantando com a sua grande capacidade de cobertura, por isso ele pode acabar saindo bem mais alto. Só que cornerback precisa saber tacklear, senão vai ser um desastre em potencial a cada jogada que se baseia em jardas após a recepção.

Como não entramos na onda dos outros escritos nacionais norte-americanos (apesar disso ser um sinal que ele será o Eli Apple de 2017) ele acaba em Oakland. Conley é o melhor da classe em coberturas por zona e faria muito sentido neste esquema híbrido que precisa de flexibilidade de sua secundária. Um pouco lento em seus cortes, ele sofreria na slot. Mesmo assim, os Raiders ganhariam um projeto interessante para se trabalhar, que poderia estabilizar ainda mais esta secundária.

25. Houston Texans – DeShone Kizer, quarterback, Notre Dame

Claramente os Texans estão atrás de um signal caller. E apenas em caso de surpresas absurdas (como no Draft de 2011) um dos três (Kizer, Watson e Trubisky) estará disponível, no mínimo.

Não é a toa que DeShone Kizer sobra em todas as simulações: seu trabalho de pernas é horrível. Um Christian Hackenberg turbinado saindo do college, Kizer tem muito talento e pouca técnica. A situação de Notre Dame parece ter minado o seu desenvolvimento, mas ele vai encantar gurus de quarterbacks que acham que podem dar jeito em qualquer jogador – Andy Reid, Bill O’Brien, Hue Jackson.

26. Seattle Seahawks – Garett Bolles, offensive lineman, Utah

Muitas pessoas adoram Bolles. Sua história de vida é comovente (um exemplo de superação), extremamente técnico e com um chão alto.

O problema é que Bolles possui um teto muito baixo, é “velho” (vai sair do contrato de calouro com 30 anos) e é um jogador do lado direito da linha. Alguém que seria útil em um time que precise de alguém urgentemente para contribuir na linha ofensiva – como Seattle.

27. Kansas City Chiefs – Christian McCaffrey, running back

Existem duas coisas que Andy Reid sempre teve a disposição na sua carreira como técnico: um quarterback com braço forte e um running back com capacidade de contribuir no jogo aéreo – #BrianWestbrookSDDs. Enquanto aqui eles não têm escolha para substituir Alex Smith, pelo menos McCaffrey seria ideal para este esquema West Coast.

Um verdadeiro steal na posição em que seleciona, McCaffrey pode ir tão alto quanto a décima quarta escolha geral. É um cara extremamente versátil que, em um sistema ideal, pode virar um Pro Bowler constante. Os Chiefs conseguem um valor inacreditável nesta escolha.

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28. Dallas Cowboys – Quincy Wilson, cornerback, Florida

A defesa – sobretudo secundária – de Dallas precisa de muita ajuda, ainda mais depois que Jaylon Smith não se recuperou como o esperado e vai ter os seus movimentos limitados.

Falta pass rush, falta ajuda na secundária. A equipe vai fazer o seu Draft voltado para reforçar a defesa e o objetivo deve sair com um cornerback ou um rusher na primeira rodada. Wilson pode ser considerado um pequeno reach, porém é o melhor disponível com estas condições.

29. Green Bay Packers – Haason Reddick, linebacker, Temple

A história de Reddick é impressionante. Edge em Temple, Reddick era muito baixo para virar um pass rusher, então ele quis virar um linebacker pelo meio.

Ninguém dava muita atenção para ele, até que destruiu no Senior Bowl e subiu muito no conceito ao redor da liga. Reddick pode sair mais alto, no entanto seu valor ideal seria o fim da primeira rodada – por ser muito baixo, principalmente. Os Packers também poderiam pensar em alguém como Dalvin Cook ou Alvin Kamara, porém seria muito mais valoroso escolher Reddick nesta posição.

30. Pittsburgh Steelers – David Njoku, tight end, Miami

Existem alguns draftniks, como o ex-scout Daniel Jeremiah, que adoram Njoku. Embora seja muito bom como recebedor, Njoku precisa trabalhar o seu bloqueio – e por isso sairá no final da primeira ou início da segunda rodada. Ele me lembra Zach Ertz saindo da universidade e seu valor deve ser bem parecido.

Os Steelers foram expostos ano passado em seu backfield contra Tom Brady (apesar do crescimento de seus calouros ao longo do ano) e viram Lawrence Timmons sair na Free Agency, logo uma escolha defensiva não seria surpreendente. O grande problema é que Njoku é o melhor disponível e, historicamente, esta franquia tende a se manter fiel ao board – e não seria diferente aqui.

31. Atlanta Falcons – Malik McDowell, defensive end, Michigan State

No auge um cara do top 10. No baixo um cara de quarta rodada. McDowell precisa de um ambiente ideal para crescer como jogador e deixar seu estilo preguiçoso em campo no passado. E este ambiente pode ser simulado em Atlanta. Me lembra um pouco Johnathan Hankins saindo da universidade.

Com tantos veteranos, McDowell poderia ser bem cuidado e contribuir para um pass rusher que não consegue trabalhar pelo meio do campo. Tanto 5-tech quanto 3-tech, McDowell é melhor defendendo contra o jogo terrestre contra o passe. Ele precisa melhorar sua técnica e parar de ir tanto ao chão por falta de equilíbrio e foco na jogada.


“RODAPE"

32. New Orleans Saints (via New England Patriots) – Jabrill Peppers, nickelback, Michigan

Os Saints continuam na missão de reforço defensivo. Peppers, neste esquema, poderia se tornar um nickelback que atua em um esquema com três safeties em alguns momentos da partida.

Além disso ele pode acabar se tornando um ótimo retornador, contribuindo ainda mais. Caso eles acabem escolhendo um cornerback no início da primeira rodada (vai que a sorte está do lado deles), outra opção poderia ser Charles Harris.

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Escreve sobre futebol americano desde 2012. Apesar de viciado nos aspectos táticos do jogo, sempre dá palpites sobre tudo na NFL. Atualmente faz doutorado em Física na UNICAMP.

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