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Nos últimos dias, venho recebendo alguns tweets me perguntando como já tínhamos a final do College com resultado decidido e mesmo assim havia outro Bowl para ser jogado – o tal do Senior Bowl.

Bom, não é bem assim. O nome “bowl” é uma metonímia utilizada pra designar uma partida de futebol americano. Não necessariamente trata-se de um jogo da Bowl Season do College. O Senior Bowl é um dos jogos mais interessantes do ano – porque é e não é um jogo das estrelas do College Football.

Trata-se de uma partida ao final de janeiro que coloca em campo os melhores ultimanistas (daí o nome, senior) num time do Norte e um time do Sul – e os times são treinados por técnicos de dois times da NFL. Apenas seniors e terceiranistas já formados (juniors) podem participar da partida.

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O jogo, neste ano, acontece no sábado entre as seleções do Norte e do Sul – não há transmissão para o Brasil, dado que os direitos são exclusivos da NFL Network. De toda forma, é o primeiro grande passo rumo ao Draft, dado que no Senior Bowl podemos ver de perto vários prospectos juntos – e alguns jogando contra competição mais forte que tinham em suas universidades. Ainda, temos as primeiras medidas “oficiais” dos atletas – e não aquelas maqueadas que as universidades disponibilizam.

“canecas"

E quem podemos ficar de olho?

Em 2018, há alguns nomes interessantes para ficar de olho. Josh Allenquarterback de Wyoming, teve números ruins numa conferência fraca – mas suas medidas e braço forte são menina dos olhos para muitos. Baker Mayfieldquarterback de Oklahoma na foto abaixo, passa pelo contrário: foi vitorioso com os Sooners mas é considerado “baixo” por muitos para os padrões da NFL – 1,80m. As comparações com Russell Wilson são frequentes – e com Johnny Manziel, de forma exagerada, também. 

Na linha ofensiva, um prospecto que intriga a muitos é Alex Cappa. Jogador da pequena Humboldt State, Cappa “jogou contra o vento” por conta do fraco calendário que enfrentou – tal como Carson Wentz no college. Vê-lo contra jogadores mais fortes é uma das atrações do jogo neste ano. Ainda no campo das universidades pequenas, o defensive end Marcus Davenport é uma história interessante também. Jogador de UTSA (University of Texas-San Antonio), Davenport tem uma história oposta à de Josh Allen: dominou a fraca competição. 8,5 sacks e 17 tackles para perda de jardas na temporada 2017. Se for bem nesta semana, pode elevar seu status para abril.




E, para finalizar, uma história bem interessante e impossível de se torcer contra. Linebacker de Central Florida, Shaquem Griffin é irmão do cornerback do Seattle Seahawks, Shaquil Griffin. Com 18.5 sacks, 33.5 tackles para perda de jardas, três interceptações e quatro fumbles forçados na carreira, Griffin teria tudo para estar mais acima noprocesso de Draft. Contudo, ele levanta algumas dúvidas de olheiros por ter uma das mãos amputadas desde os quatro anos de idade. Griffin é cotado para o meio do Draft – 5ª ou 6ª rodada – mas pode subir com boa atuação.

No final das contas, é sobre isso que o Senior Bowl se trata: uma oportunidade para muitos jogadores se afirmarem antes do Combine – principalmente os que tiveram calendário mais fraco em suas universidades, como Allen, Davenport e outros. Na semana que vem, caso você não veja o jogo, voltaremos com quem “ganhou” e quem “perdeu” com esse jogo.

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