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Com a primeira rodada do Draft 2018 já encerrada, os motores esquentam para o segundo dia da seleção de prospectos. Nessa sexta-feira, teremos a segunda e terceira rodada, e uma coisa é certa – numa classe tão profunda de running backs, temos que ficar de olho nos skill players.

Os wide receivers D.J. Moore e Calvin Ridley já foram selecionados no primeiro dia, assim como os running backs Saquon Barkley, Rashaad Penny e Sony Michel. Chegou a hora dos times finalmente colocarem a mão mais fundo no pote e trazer nomes ofensivos para integrar o elenco em 2018. Cá estão alguns dos prospectos ofensivos nas posições de wide receiverrunning back mais interessantes no segundo dia do Draft, e como eles podem já causar impacto nas franquias que os selecionar.

Ronald Jones II (USC), running back

Provavelmente meu prospecto favorito na posição que ainda não foi selecionado. O produto de USC sofre críticas por ser leve demais e por não ter sido tão utilizado no jogo aéreo – o que, em tese, faria como que ele saísse de campo em third downs, tendo em vista que seus bloqueios não seriam tão eficientes e suas recepções não seriam um fator no plano ofensivo.

Pois bem, acredito que o teto de Ronald Jones II compensa essas preocupações. O prospecto é absurdamente explosivo, capaz de fazer um único corte e correr para o touchdown – um tipo de aceleração e dinamismo no campo aberto que lembram bastante Chris Johnson, ex-Tennessee Titans. Na NFL, Ronald Jones II vai precisar  ganhar um pouco de peso para bloquear de forma mais eficiente e vai precisar aprender sua participação no jogo aéreo rapidamente. Uma vez feito isso, ele tem tudo para virar um titular para lá de sólido.

Nick Chubb (Georgia), running back

Nick Chubb viu seu companheiro de backfield selecionados no Dia 1 do Draft 2018. Bom, do Dia 2 não passa. Chubb era um daqueles jogadores especulados para sair no topo da sua posição quando fosse selecionado no Draft, mas o histórico de lesões impediu que essa expectativa se concretizasse.

Chubb traz aquele ar de running back à moda antiga – forte, com porte físico ideal, agressivo. Não dispõe daquela flexibilidade lateral que vemos em LeSean McCoy ou Saquon Barkley, mas tem tudo para se tornar um baita first and second down back para qualquer equipe que o selecione. Em Georgia, seu impacto no jogo aéreo foi limitado, justamente por conta de seu companheiro, Sony Michel, mais “apto” na função para os Bulldogs.  Mesmo assim, Chubb pode contribuir no jogo aéreo, só não da mesma forma que Michel ou um Alvin Kamara da vida.

Derrius Guice (LSU), running back

Muitos especulavam Guice no Philadelphia Eagles na 32ª escolha do primeiro dia. Pois bem, o prospecto de LSU está disponível nessa sexta-feira para uma equipe que procura um pocket Leonard Fournette: um misto de força, velocidade e agressividade, que gosta do contato e de quebrar tackles – só que com um frame menor.

Vindo da mesma faculdade que Fournette, Guice sofre com as mesmas críticas de falta de participação no jogo aéreo. Bom, isso não é exatamente uma preocupação, tendo em vista que Fournette se saiu bem em 2017 – 75% dos passes lançados na sua direção foram recepcionados. Derrius Guice é uma senhora adição para qualquer equipe que precisa de uma infusão de talento no backfield.

John Kelly (Tennessee), running back

Desde que Alvin Kamara tomou a NFL de assalto em 2017, o backfield de Tennessee ganhou bastante atenção. John Kelly é o príncipe herdeiro do Saint, e justamente por isso é um nome badalado e comentado no processo pré-draft.

O que o coloca como um possível prospecto de terceira rodada é sua estatura, digamos, incompatível com o estilo de jogo que prefere.  Kelly é pequeno para um running back que gosta do contato, mas é justamente como ele corre – com força, violência, mantendo o motor sempre aceso. Junte isso com fluidez na mudança de direção e temos um bom prospecto para o final do Dia 2 do Draft 2018.

Temos que ficar de olho ainda nos seguintes prospectos de running back: Kerryon Johnson (Auburn), Mark Walton (Miami), Justin Jackson (Nortwestern), Royce Freeman (Oregon), Bo Scarborough (Alabama)

Christian Kirk (Texas A&M), wide receiver

Quem selecionar Christian Kirk traz um slot receiver pronto para contribuir desde o primeiro dia da temporada 2018. Dinâmico, mais forte que o tradicional slot e um exímio destruidor de coberturas em zona, Kirk é o tipo de prospecto que qualquer quarterback gostaria de ter.

Por não ser um wide receiver número um, Christian Kirk cai para o segundo dia do Draft, mas ele traz todas as ferramentas para ser um baita slot na NFL. De brinde, você ainda ganha um eficiente retornador de chutes, com sete touchdowns na carreira e média de mais de 20 jardas por retorno na faculdade.

Courtland Sutton (SMU), wide receiver

Sutton é o típico wide receiver número um. Alto, boa aceleração, boa velocidade, capaz de correr todas as rotas; mesmo que ele não coloque fogo na NFL logo no seu primeiro ano, a mera ameaça de ter um wide receiver tão dinâmico na lateral do campo é o suficiente para manter as defesas honestas.

Sinceramente, qualquer time carente de outside receiver deve buscá-lo logo na segunda rodada, antes que alguém mais o faça.

James Washington (Oklahoma State), wide receiver

O produto de Oklahoma State traz o debate do ovo e da galinha: James Washington fez Mason Rudolph parecer melhor ou Mason Rudolph fez James Washington parecer melhor?

James Washington não tem a altura para ser um prototípico X receiver, mas sua capacidade de ajustar o corpo e vencer em espaços apertados pode ser o suficiente para salvar jogadas no nível profissional. É ágil, consegue atacar bem as zonas e tem um controle corporal que pode ser seu diferencial na NFL.

Anthony Miller (Memphis), wide receiver

Outro que chama a atenção para ser slot receiver no Dia 2 do Draft. Anthony Miller corre rotas bastante polidas, tem mãos confiáveis e é extremamente ágil lateramente, o que o impulsiona ao status de slot receiver por excelência. Entretanto, sua velocidade por ser utilizada para também esticar o campo verticalmente, o que daria ao prospecto de Memphis um número maior de rotas para correr.

Miller será um dos nomes mais interessantes dessa classe na posição, e deverá ter impacto imediato numa equipe que precise de um slot receiver ou até mesmo um flanker. 

Equanimeous St. Brown (Notre Dame), wide receiver

Acredito sinceramente que o melhor nome do Draft 2018 (não tem discussão) só é prospecto de terceira rodada pela péssima produção do seu quarterback. Equanimeous St. Brown é um wide receiver alto, forte, inteligente, ágil, é veloz e ganha em bolas divididas. Tem um caminho pela frente para polir suas rotas, mas o prospecto de Notre Dame pode (e deve) ser uma das boas surpresas de 2018 para a equipe que o selecionar.

Temos que ficar de olho ainda nos seguintes prospectos de wide receiver: Michael Gallup (Colorado State), Dante Pettis (Washington), D.J. Chark  (LSU), Auden Tate (Florida State).

Impactos no Fantasy?

É fundamental apontar que o impacto que os prospectos aqui mencionados terão no Fantasy depende bastante do encaixe do time. Por exemplo, Derrius Guice e Ronald Jones II teriam impacto imediato no Tampa Bay Buccaneers, mas talvez demoraria um tempo no Detroit Lions para ganharem o volume necessário para serem relevantes.

Posto isso, acredito que tanto Christian Kirk e Anthony Miller serão armas valiosas no Fantasy Football desde o primeiro dia da temporada regular de 2018. Se considerarmos os formatos que premiam pontos por recepção (PPR), os produtos de Texas A&M e Memphis, respectivamente, podem dar um boost no meio do campo de qualquer equipe.

Equanimous St. Brown e Courtland Sutton, por serem aqueles nomes altos, típicos X receivers, devem ter sua produção do Fantasy Football bastante dependente de touchdowns. Não acredito que chegarão dominando os cornerbacks na NFL a ponto de conseguir jardas sólidas para justificar uma titularidade no Fantasy Football.

Dos running backs, Derrius Guice e Ronald Jones II são os que chegam, ao meu ver, com maior potencial de ser tornarem commodities valiosas no Fantasy Football. Guice chega com o rosto de Fournette 2.0, pelo estilo de jogo e por ter vindo da mesma escola, e pode ajudar um time como os Buccaneers a encontrar um running back para chamar de seu pós-Doug Martin.

Nick Chubb, Bo Scarborough e Royce Freeman, se chegarem em situações favoráveis, podem ter um bom piso de produção, mas talvez tenham um third down back de complemento que tirem volume no jogo aéreo, e, por conseguinte, em PPR.

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