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  1. Demos início nesta semana à cobertura do Draft da NFL aqui em ProFootball. Já revisamos tudo o que você precisa saber da Free Agency – em textos pontuais e também num revisão. Ainda, o Eduardo escreveu sobre o impacto da FA para o Fantasy, em texto publicado nesta sexta.

Na sequência, o Henrique Bulio preparou o terreno para textos mais completos num artigo que mistura Draft Simulado com necessidades – o “cenário dos sonhos” de cada uma das franquias. E, falando em Draft Simulado (Mock Draft), é hora de começarmos o grosso deles.

Para não ir assustando ninguém e não cairmos de cabeça numa piscina rasa, o projeto começa apenas com um Top 10 do Draft. Calma, vamos ter mocks completos – dúzias deles até o Draft, no dia 26 de abril. Antes de qualquer coisa, vamos aproveitar o feriado para instigar aqueles que estão começando agora. Já na segunda, como texto exclusivo dos sócios ProClub, o Henrique Bulio solta seu primeiro Draft Simulado. E, na semana que vem, aberto para todos, meu primeiro Simulado completo desta “temporada” de Draft.

Antes, duas regrinhas básicas. Para começar, eu acho muito provável que o Buffalo Bills troque para o top 10 – em busca de um quarterback – mas faremos um Draft Simulado sem trocas (a menos que elas já tenham acontecido). E a segunda regra é simples: não é o que eu acho que o time tem que fazer: é o que eu acho que eles farão.

Certo? Então sem mais delongas, vamos à cereja do bolo do Draft, o Top 10.

1- Cleveland Browns
QB Sam Darnold, USC

Uma das escolhas mais “certas” do Draft Simulado. Quando o dono do time vai assistir ao Pro Day do cara na chuva, do lado de seus pais… Bem, quer dizer muita coisa. Foi o caso aqui. Os Browns não podem mais adiar a escolha de um quarterback no topo do Draft – vide o que deixaram de fazer com Carson Wentz e Deshaun Watson – e inúmeros rumores indicam que Darnold é seu preferido na classe.

Darnold ainda tem alguns problemas no trabalho de pernas e em decisões – como evidenciado no Cotton Bowl contra Ohio State – e a escolha faz sentido porque isso não deve ser um problema imediato: os Browns trocaram por Tyrod Taylor, que será um “quarterback ponte” enquanto Sam é lapidado.

2- New York Giants
QB Josh Rosen, UCLA

O dono do New York Giants já deu a entender que “admira” a transição que aconteceu no Green Bay Packers entre Brett Favre e Aaron Rodgers. Os Giants, uma das franquias mais tradicionais da liga, costumam tomar decisões parecidas com outras franquias tradicionais – como os Steelers, cuja família-dona tem laços íntimos com Nova York.

Enfim; Eli Manning não tem muitos anos no tanque e, a menos que os Giants recebam um caminhão de escolhas aqui (hello, Buffalo), a ideia deve ser escolher o sucessor de Manning. Dos ainda disponíveis, Rosen é o mais lapidado e tem totais condições de lidar com a pressão de jogar nos Giants e no maior mercado consumidor do país (e seus tabloides).

3-. New York Jets (via Indianapolis)
QB Josh Allen, Wyoming

Os Jets trocaram com os Colts e ninguém faz isso sem uma ideia básica do que vai escolher; Pode até ser que Nova York não saiba qual quarterback estará disponível, mas você só sobe assim no Draft (sem ter quarterback) se quer ter um, né?

Então, é isso. A outra possibilidade MUITO forte aqui é Baker Mayfield – o qual, para mim, é o segundo melhor prospecto na posição (atrás de Rosen). Resta saber: os Jets vão apertar o gatilho? Seja como for, Allen subiu de cotação em seu Pro Day – e o histórico de Mike Maccagnan (general manager) dos Jets é de quarterbacks com o biotipo de Allen – leia-se: alto, braço potente.

4- Cleveland Browns (via Houston)
RB Saquon Barkley, Penn State

Cenário dos sonhos para os Browns: os Giants não escolhem Saquon Barkley por não julgarem ter uma linha ofensiva coesa o bastante para que ele tenha sucesso correndo com a bola. Os Browns? Bom, o investimento em linha ofensiva foi grande nos últimos anos – sobretudo na free agency passada. Mesmo com a aposentadoria de Joe Thomas, a linha tem talento para ajudar Barkley.

O último título do Cleveland Browns foi em 1964. Antes do Super Bowl. O motor? Jim Brown, running back que para este redator é o melhor da história. Quem sabe a solução do quebra-cabeça de Cleveland não seja um cara assim em vez de achar um quarterback? Enfim, seja como for, Barkley é o melhor skill player ofensivo deste Draft. Qualquer jogo que você assistir de Penn State no ano passado (sugiro o Fiesta Bowl, que deve ser o mais fácil de achar) vai ficar nítido como Saquon é um “five-tool player”, algo cada vez mais raro na posição. Velocidade, corte, fisicalidade, recepção e passes e bloqueios: ele tem tudo.

5- Denver Broncos
OG Quenton Nelson, Notre Dame

Ok, parece uma escolha… Não sexy. Eu sei. Mas como os três principais quarterbacks do board saíram (e acho difícil que John Elway se contente com a altura de Baker Mayfield), a outra opção passa ser o melhor prospecto ofensivo disponível.

Nelson é um tiro quase certo na posição – o grande problema é que a 5ª pick parece ser alta demais para “apenas” um guard. A solução? Nelson não é apenas um qualquer. O cara tem o maior piso de produção da classe, escolha a produção que for. Está pronto para começar um jogo no nível profissional – e com a “epidemia” de spread offense, isso é cada vez mais raro no Draft quando o assunto é linha ofensiva.

Seja como for: os Broncos podem muito bem ajudar Case Keenum e reforçar um setor que preocupou no passado recente. Um quarterback pode aparecer aqui? Pode, não se surpreenda.

6- Indianapolis Colts (via New York Jets)
DE Bradley Chubb, ND State

A beleza da troca Colts/Jets é que Indianapolis consegue o jogador que já iria pegar na número 3 – só que três posições depois e com escolhas vindas dos Jets como “bônus”. Nada como karma positivo depois do pé na bunda que Josh McDaniels deu em Indy, né?

Os Colts precisam de ajuda na defesa e, embora Jabaal Sheard não seja de todo mal, Bradley Chubb tem potencial para ser especial – e, convenhamos, é o melhor pass rusher da classe com sua capacidade física.

7- Tampa Bay Buccaneers
DB Minkah Fitzpatrick, Alabama

Outro cenário dos sonhos? A bem da verdade, as maiores necessidades dos Buccaneers residem nas trincheiras – tanto no lado ofensivo quanto defensivo. Sem Chubb no board (e com a troca por Jason Pierre-Paul) e sem nenhum outro talento de linha ofensiva que compense o top 10, os Buccaneers podem endereçar uma necessidade menos latente: a secundária.

Fitzpatrick é amplamente considerado como o melhor prospecto defensivo do Draft e, se os Browns não escolherem o talentoso defensive back de Alabama, ele pode cair no colo de Tampa Bay. Híbrido, Fitzpatrick é ideal para a NFL atual: pode jogar de safety ou de nickelback em sub packages (e faz ambos bem). Não é sempre que um cara assim aparece no Draft.

Pepita de conhecimento inútil, mais útil: Fitzpatrick era o único jogador de Alabama que era permitido na film room para analisar a fita dos jogos junto de Nick Saban. Cê acha que o QI de Futebol Americano desse cara é baixo ou ABSURDAMENTE ALTO?

 

8- Chicago Bears
OLB Roquan Smith, Georgia

Os Bears precisam de ajuda no corpo de linebackers depois das saídas de Pernell McPhee e Jerrell Freeman. Como o time já endereçou, na free agency, a necessidade de wide receivers, não creio que Calvin Ridley & Amigos apareçam aqui.

Duas possibilidades aqui, então. Tremaine Edmunds (Virginia Tech) para parear com Leonard Floyd nas pontas ou Roquan Smith (Georgia) para parear com Danny Trevathan no miolo do 3-4. A versatilidade de Smith é maior – assim, vamos imaginar que os Bears pensem nisso por terem uma escolha mais alta. Roquan tem potencial para ser um linebacker-líder nessa defesa que tanto sente a falta de um desde a aposentadoria de Brian Urlacher. Ademais, considerando o pedigree da posição em Chicago, a escolha faz muito sentido.

Por que não alguém para o ataque? Como dito, várias peças vieram na free agency. Matt Nagy, o novo treinador, deve achar que isso basta e a defesa é quem precisa de ajuda – seria um ótimo agradecimento pela decisão de Vic Fangio de permanecer como coordenador defensivo.

9- San Francisco 49ers
S Derwin James, Florida State

Os 49ers não têm tanta ajuda no setor. Não renovaram com Eric Reid. Já conseguiram um cornerback em Richard Sherman, mas falta o safety. Que tal o Kam Chancellor? Tá, não o original, mas alguém com esse potencial?

É assim que Derwin James se apresenta. Capacidade de leitura de um safety, liderança para tanto, fisicalidade de linebacker e capacidade de cobertura de um cornerback. No desastroso ano de Florida State na temporada passa, foi uma das poucas coisas que salvou.



Pode rolar também: Tremaine Edmunds ou Denzel Ward.

10- Oakland Raiders.
CB Denzel Ward, Ohio State

Você achou estranho que os Raiders não tenham endereçado a pífia secundária por meio da free agency? Achou esquisito que Trumaine Johnson passou longe de lá? Isso é um indício forte de que o time pode estar pensando em endereçar a posição pelo Draft.

Denzel Ward pode muito bem sair acima – para os Broncos sem Aqib Talib ou para os 49ers. Seja como for, é um dos mais talentosos cornerbacks da classe dessa fábrica de jogadores da posição que Urban Meyer arquitetou em Ohio State.

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Em abril, teremos um curso/workshop que tratará sobre tudo o que você precisa saber sobre o Draft da NFL. Veja mais detalhes aqui.