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Necessidades no Draft 2017: Cleveland continua processo de reconstrução

Passados os primeiros dias do início do período da free agency, em que as equipes podem assinar contratos com os jogadores cujos compromissos anteriores com outros times se encerraram, o Pro Football traz as necessidades de cada uma das 32 franquias da NFL. Com muito espaço sobrando dentro do teto salarial, era de se esperar uma grande competição pelos principais jogadores disponíveis. Assim, várias equipes se reforçaram (algumas gastando muito por isso).

As equipes não estão prontas para a temporada, é claro. Além de ainda ter muita água pra rolar na free agency, daqui a pouco chegamos ao draft, sempre uma fonte de esperança para todas as equipes (e seus torcedores). Ao longo do mês de abril, teremos uma série de 32 textos: um para cada franquia da liga. Assim, você poderá saber quais os buracos do seu time e como ele pode se reforçar pelo recrutamento universitário. Claro: o Draft também serve para se reforçar visando o futuro. Quem diria que o New York Giants escolheria Odell Beckham Jr em 2014 mesmo já tendo Victor Cruz? Recebedor não era uma necessidade tão grande na época, mas os Giants optaram por escolher o melhor jogador disponível. 

Os times variam entre essas duas opções: ou tentar preencher uma lacuna de necessidade de seu time ou escolher o melhor jogador disponível – em inglês, BPA, best player available. No final de abril teremos tabelões com os melhores jogadores. Agora é a hora de falarmos sobre as necessidades e sobre o Cleveland Browns

Quem Ficou na Free Agency: LB Jamie Collins, P Britton Colquitt.

Quem Chegou na Free Agency: WR Kenny Britt (Rams), QB Brock Osweiler (troca com Texans), C/G JC Tretter (Packers), G Kevin Zeitler (Bengals), WR James Wright

Quem Saiu na Free Agency: QB Robert Griffin III (cortado), WR Andrew Hawkins (cortado), QB Josh McCown (cortado), DT Stephen Paea (Cowboys), S Jordan Poyer (Bills), WR Terrelle Pryor Sr. (Washington), DB Tramon Williams (cortado).

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NECESSIDADES DOS BROWNS NO DRAFT 2017: QB, OL, DL, CB, WR

O pior time da NFL em 2016. Isso poderia ser motivo para o time ter todas as necessidades do mundo. De fato, as necessidades são das mais variadas, ainda mais com a saída de alguns vários nomes de algum peso. Entretanto, para uma franquia em reconstrução, o Draft se torna ainda mais importante. E munição para isso os Browns terão: nenhum time tem mais escolhas em 2017 – Cleveland tem 11. Ademais, o time tem a primeira escolha geral.

Linha Defensiva

Ok, seria mais fácil dizer para escolher logo Myles Garrett. Hoje em dia é difícil imaginar um time ir longe na liga sem ter uma linha defensiva que impõe muito respeito. Os contratos gigantes assinados por pass-rushers nesta free-agency evidenciam muito bem a importância de uma linha que coloca pressão no quarterback.

Para a sorte dos Browns, eles tem a primeira escolha em um ano em que a previsão da escolha número um é praticamente unanimidade. Garrett é um talento muito grande para não ser o primeiro nome escolhidos, e certamente será um pilar na defesa da equipe. Com a recente onda de boas decisões por parte do front office da franquia, acredito que dificilmente deixem passar um jogador tão fenomenal.

(Mais) Linha ofensiva

Imagine uma linha que cedeu 66 sacks em uma temporada – sim, sessenta e seis! Apenas essa estatística já é suficiente para mostrar o tamanho da tragédia (e corrobora bem com a atuação de todo o time na última temporada). A reconstrução da unidade já começou na free agency, com a chegada dos ótimos J.C. Tretter e Kevin Zeitler. Além deles, um dos poucos pontos fortes da equipe – o tackle Joe Thomas – foi inteligentemente mantido. Outro que renovou contrato foi o sólido guard Joel Bitonio. Ou seja, os dois melhores nomes da unidade foram mantidos e outros dois bons jogadores chegaram – mais da metade da linha ofensiva está segura. Agora falta um jogador para proteger a outra extremidade (right tackle), para então pensar em ter um bom quarterback, visto que este não seria útil sem ter tempo para lançar.

Mesmo com uma classe fraca em termos de propectos para a posição, é bem possível reforçar o setor, visto que os Browns tem muitas escolhas. Buscar um jogador com potencial de desenvolvimento parece ser a estratégia mais interessante, pois Joe Thomas já passou da casa dos 30 anos. Um nome com potencial para começar como right tackle e no futuro virar o protetor do blind side será um ótimo investimento.

Cornerback

A secundária tem muitos buracos e Joe Haden está muito mais para um jogador cativo do departamento médico do que para um jogador dominante, como foi há alguns anos atrás. Do outro lado, Jamar Taylor foi um grande bust escolhido na segunda rodada, escolhido por Miami há alguns anos. Os Browns deram a chance para ele “reviver” sua carreira, e mesmo jogando em um nível decente em 2016, não é um grande jogador. Sem um cornerback dominante, o trabalho da linha defensiva não será recompensado (Garrett), então nada mais justo do que buscar um shutdown corner no Draft. Ademais, o time teve a impressionante média de 8,2 jardas cedidas por tentativa nas raias de marcação de CBs. É quase uma jarda por tentativa a mais do que o segundo pior, Packers. Nas mesmas raias de marcação de CBs, foram 21 passes cedidos para touchdown – três mais do que o segundo colocado.

Há vários cornerbacks disponíveis que podem se tornar titulares de imediato em Cleveland, principalmente considerando que a equipe tem muitas escolhas nas primeiras rodadas. Não me assustaria se a escolha número 12 fosse usada para reforçar o setor. Vale lembrar que o time não tem demonstrado ter pressa para renovação, e parece pensar no longo prazo.

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Wide Receiver

Confesso que levou um tempo para decidir a terceira posição a ser reforçada; quarterbackrunning back, safety wide receiver também estiveram na lista. Entretanto, com uma linha ofensiva melhor, a necessidade de um corredor excepcional talvez seja menor, e há muitos nomes bons nesse Draft. Ainda assim, seria “injusto” não citar os recebedores aqui, então trazemos um bônus.

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Corey Coleman parece ter talento para ser um bom titular, mas falta alguém para complementá-lo, visto que Terrelle Pryor foi embora depois da excelente temporada que fez em 2016. Kenny Britt chegou (por um caminhão de dinheiro, diga-se de passagem), mas não o vejo nem um pouco como a solução para os problemas – apesar de ter conseguido mais de mil jardas na temporada passada. Logo, trazer um playmaker é fundamental para elevar o nível do ataque e proporcionar uma boa arma para o futuro quarterback.

(A eterna necessidade) Quarterback

A lista de quarterbacks titulares dos Browns se multiplica mais do que coelhos. Cody Kessler foi o 26º da lista desde 1999, quando os Browns voltaram à NFL depois da franquia “original” ter se mudado para Baltimore em 1996. São 18 temporadas – o que significa que a média de jogos dos quarterbacks como titulares é de 11,1 nesses últimos anos. É um absurdo de instabilidade.

Nas três últimas temporadas, os Browns foram os terceiros em pior média de passes completos, o segundo em menor número de passes para touchdown, o segundo em pior razão TD/INT e o terceiro em rating. Sim, a classe de quarterbacks no Draft de 2017 é fraca. Mas com tantas escolhas, os Browns podem se dar ao luxo de apostar em alguém. Quem sabe Patrick Mahomes II na segunda rodada?

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