Uma senha sera enviada para seu e-mail

A Free Agency apaziguou os corações aflitos de diversas franquias à procura de um quarterback para chamar de seu. Kirk Cousins encerrou sua novela com o Washington Redskins e foi alçar novos vôos no Minnesota Vikings. Para o seu lugar, o time da capital trouxe Alex Smith, bem-sucedido por anos em Kansas City. O Minnesota Vikings viu seus três quarterbacks de 2017 encontrar novos lares: Teddy Bridgewater para o New York Jets, Case Keenum para o Denver Broncos e Sam Bradford para o Arizona Cardinals.

Nesse carrossel de quarterbacks, vimos ainda o Buffalo Bills trocar seu titular, Tyrod Taylor, para o Cleveland Browns. Só que o time do norte de Nova York não trouxe um substituto imediato – a bem da verdade, trouxeram uma aposta para a posição, A.J. McCarron. Vou aproveitar minhas próprias palavras sobre a troca pelo jovem ex-Bengal:

“A contratação de A.J. McCarron pode parecer esquisita, justamente pela falta de experiência e por não ter conseguido mostrar consistentemente seu potencial. Só que, para o Buffalo Bills, é uma opção de baixo risco e barata. Se o signal caller engrenar, saiu barato. Se não engrenar, as expectativas já estão devidamente administradas”

Por mais que você ache uma aposta sábia ou um tiro de desespero, a verdade é que a contratação de A.J. McCarron não coloca uma pá de cal nas dúvidas sobre a posição em Buffalo. E justamente numa classe tão promissora na posição de quarterbacks, é perfeitamente razoável que a franquia da AFC East saia com um signal caller calouro no roster no final de abril.

Uma troca para possibilitar “a troca”

Ao mandar o offensive tackle Cordy Glenn para o Cincinnati Bengals em troca pela inversão de posições na primeira rodada do Draft 2018, o Buffalo Bills se colocou à espreita. O time, antes dono da 21ª escolha geral, agora dispõe da 12ª escolha; a troca envolveu também  escolhas de sexta e quinta rodada, com Buffalo subindo para a 158ª escolha e os Bengals caindo para a 187ª.

Mais importante do que saber se a perda de Glenn será substancial ou não para a unidade ofensiva do Buffalo Bills é reparar o ganho de capital no draft para a equipe. É sabido que o time precisa de um quarterback para o futuro (e o presente), e que a classe de 2018 dispõe de diversas opções. Goste você mais de Allen, Darnold, Rosen, Jackson ou Mayfield, todos estes nomes tem cacife para serem selecionados na primeira rodada.

Ao saltar da 21ª para a 12ª escolha geral, o Buffalo Bills se colocar numa posição na qual uma eventual subida no draft seria muito mais “barata”. Em termos de capital de draft, sabemos o quão caro está subir no draft  em 2018. Basta ver o que o New York Jets fez para subir da sexta para a terceira escolha geral – foram duas escolhas de segunda rodada em 2018 e uma em 2019.

Só de deixar a 21ª posição, o Buffalo Bills consegue economizar um belo número de escolhas caso queira saltar para garantir seu quarterback do futuro. Veja bem, mudar da 12ª para, digamos, uma eventual 6ª escolha rodada sai bem mais barato do que saltar da 21ª para a 6ª. Por isso mesmo, a troca envolvendo Cordy Glenn foi um “abate” no potencial preço que o Buffalo Bills terá que pagar pelo seu especulado quarterback calouro.

Observar da 12ª escolha antes de atacar

O New York Jets puxou o gatilho com bastante antecedência em relação ao Draft 2018 quando decidiu pular para a 3ª escolha geral. Pois bem, eu não consigo julgá-lo. Não há como saber se outro time necessitado de quarterback o faria. Só que agora o Buffalo Bills pode se dar ao luxo de observar o desenrolar da primeira rodada antes de desesperadamente tentar subir no draft.

Há a possibilidade de quatro quarterbacks serem selecionados nas cinco primeiras escolhas. Browns, Giants, Jets, Broncos podem, quase em sequência, elegerem seu signal caller do futuro e deixar as demais equipes desejosas nas escolhas mais tardias. Só que a medida que as escolhas forem feitas, o Buffalo Bills terá a janela de oportunidade de trocar com uma das equipes on the clock. Digamos que o Cleveland Browns selecionou um quarterback com a primeira escolha geral e estamos diante da quarta escolha geral. É plausível que o Buffalo Bills busque uma troca para selecionar um calouro na posição.

Naturalmente, o preço a ser pago será proporcional ao número de quarterbacks selecionados. Se chegarmos à sexta escolha geral, por exemplo, e apenas dois quarterbacks forem selecionados, o preço que o Indianapolis Colts pode cobrar do Buffalo Bills será menor do que na hipótese de quatro quarterbacks selecionados. Afinal, aumenta a chance de um dos signal callersobrar até a 12ª escolha; ou simples fato do gap entre a 12ª e 7ª ou 8ª escolha ser menor, o que sairia mais barato para o Buffalo Bills.

Tudo se resume ao comportamento das franquias nas cinco primeira escolhas. Particularmente, acredito que o Buffalo Bills terá que lidar com Denver Broncos, Indianapolis Colts e Tampa Bay Buccaneers para escolher o seu quarterback. O preço da quarta escolha geral deve ser elevada demais para o time do estado de Nova York; o Denver Broncos pode dar uma verdadeira chance a Case Keenum e o Indianapolis Colts já se mostrou aberto a trocas.

A verdade é que o Buffalo Bills fez um excelente movimento ao trocar Cordy Glenn para subir no Draft 2018. Agora é hora de dar continuidade, buscando um momento ideal para atacar um escolha alta, sem comprometer o futuro da franquia sacrificando escolhas demais.

Comentários? Feedback? Me procure no Twitter em @MiceliFF! Siga também nosso site em @profootballbr e curta-nos no Facebook.

Em abril, teremos um curso/workshop que tratará sobre tudo o que você precisa saber sobre o Draft da NFL. Veja mais detalhes aqui.