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Os principais nomes da estelar classe de defensive backs do Draft 2017

Os principais nomes da estelar classe de defensive backs do Draft 2017

Pode parecer que você está relendo o mesmo texto aqui no site diversas vezes, mas não deixa de ser uma colocação verdadeira: a classe de 2017 é defensiva. Mais especificamente, é uma classe extremamente profunda nos defensive backs. Vou recorrer ao (ótimo) texto do Gabriel Moralez sobre como 2017 pode ser o ano dos cornerbacks:

“Na verdade, se quisermos ser ainda mais precisos em nossa avaliação, devemos dizer que a classe de 2017 é defensiva porque é absurdamente recheada de talento nas posições de cornerback e safety. Esse é o grande diferencial do próximo Draft, o qual possivelmente o fará entrar para a história.”

É unanimidade entre jornalistas, analistas, scouts e fãs que há prospectos de defensive back que seriam talentos considerados de primeira e segunda rodada e que sairão para lá da terceira. É uma classe recheada dos mais diversos talentos para todos os gostos, e aproveitando as palavras do Gabriel mais uma vez, “um número acima da média de atletas com belas carreiras universitárias e potencial para brilhar no nível profissional.”

Poderia me estender mais um pouco sobre a introdução dos defensive backs para o Draft 2017, mas honestamente acredito que o texto mencionado acima já o fez de forma brilhante. Sem deixar o presente artigo tão longo, vamos à próxima etapa.

Quem está na procura?

Com esse nível de talento, todos deveriam estar. Posto isso, há algumas equipes que precisam com urgência de ajuda tanto nas funções de safety como cornerbacks. O primeiro que vem à cabeça (nas duas posições) é o San Francisco 49ers. Sem Antoine Bethea e contando com a dispensa do cornerback Tramaine Brock pela sua prisão decorrente de violência doméstica, o time de Kyle Shanahan precisa urgentemente de peças na secundária. Com a segunda escolha geral, eles podem cravar os melhores prospectos defensivos da classe, ou ainda trocar para baixo por mais picks e trazer ainda mais sangue novo ainda para a baía.

O New Orleans Saints, mais uma vez, é um dos candidatos, especialmente depois de três temporadas como terceiro, segundo e terceiro em maior rating cedido aos quarterbacks adversários. Não adianta Drew Brees passar para 5.000 jardas e a defesa aérea ceder uma tonelada. Delvin Breaux e Damian Swann precisam de companhia e o Draft 2017 é um bom lugar para encontrá-la. O Tennessee Titans, mesmo com a contratação de Logan Ryan, pode aproveitar a profunda classe para reforçar sua principal fraqueza da temporada de 2016.  O Green Bay Packers precisa de ajuda também na secundária, ainda mais se considerarmos as saídas de Mycah Hyde e Sam Shields. Sem forçar turnovers ou impedir que os adversários pontuassem, Aaron Rodgers precisa que o outro lado da bola o ajude a segurar vitórias.

Poderíamos elencar ainda o Dallas Cowboys, que perdeu Brandon Carr e Morris Claiborne; ou falarmos do Pittsburgh Steelers que precisa de mais talento ainda em todas as áreas da secundária mesmo tendo endereçado o setor recentemente em Drafts. A verdade é que, considerando a profundidade dessa classe, muitas franquias podem querer um pedaço dessa classe no seu roster.

Marshon Lattimore, cornerback (Ohio State)

Na corrida dos defensive backs de 2017, Marshon Lattimore seria o primeiro colocado e é tido como uma fácil escolha entre as dez primeiras. Ele tem sido alçado às alturas pela maioria de analistas e scouts que o louvam por ser um cornerback bom em tudo: tem um bom alcance, capacidade de realizar turnovers, velocidade e agilidade, eficiente no press com bom uso de mãos, além fazer tackles precisos. O principal contraponto é ter sido titular por apenas um ano, e da mesma forma que isso pode pesar no caso de Carl Lawson, não deve pesar a ponto de Lattimore sair do Top 10.

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Malik Hooker, safety (Ohio State)

Saímos de Ohio State para… Ohio State! Malik Hooker, ao lado de Jamal Adams, é um dos home runs para sair nas primeiras dez escolhas gerais. A secundária dos Buckeyes conta ainda com o prospecto Gareon Conley, e o questionamento de João Henrique Macedo é pertintente:  “os três são tão bons assim ou se beneficiaram por jogarem juntos? Trazendo para a realidade da NFL, podemos lembrar do que aconteceu com Richard Sherman na temporada passada, após a contusão de Earl Thomas. Sherman foi exposto como nunca em sua carreira, confirmando a situação de co-dependência entre os membros da secundária de Seattle.”

Malik Hooker vem também de duas recentes cirurgias, o que pode pesar no momento de sua seleção. Agora, o que faz do safety de Ohio State um prospecto tão alto? Pois bem, ele é um projeto brilhante. Ele tem os requisitos atléticos para ser um baita safety, conseguindo sempre ficar na cola dos recebedores que deve marcar no homem-a-homem, além de ter experiência em formações que o colocavam como single-high safety. Sem mencionar, ainda, sua habilidade de manter os olhos na bola e interceptar – conquistando sete interceptações em 2016, empatado na melhor marca do país. O seu maior contraponto fica, além das cirurgias, na sua eficiência nos tackles: ele errou 13 em 2016, e precisa melhorar nesse quesito quando se aproximar do box e na ajuda contra o jogo terrestre.

Jamal Adams, safety (LSU)

De Ohio para Louisiana, temos outro prospecto de safety alçado às alturas. Jamal Adams é um safety completo, eficente na cobertura e na ajuda contra o jogo terrestre. É ainda um jogador bastante atlético, capaz de acompanhar todas as jogadas e impedi-las. Tem as chamadas ball skills, seja interceptando (foram 5 em 2016) e defletindo passes (foram 9 na temporada passada). Ele não tem a mesma envergadura que Malik Hooker, o que faz dele um pouco menos eficiente no single-high – e esse é o principal “porém” como prospecto. Se somarmos seu trabalho no college e habilidades, Adams tem a faca e o queijo na mão para ser um baita safety na NFL.

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Tre’Davious White, cornerback (LSU)

Repeteco de LSU, Tre’Davious White é outro dos prospectos favoritos desta classe. Sua versatilidade e experiência – quatro anos de titularidade em LSU – o colocam em tão alta estima pelos analistas. Tem bons instintos, capaz de antecipar rotas e atacar as bolas – se aliarmos isso à sua capacidade atlética, temos um jogador com grande potencial de impacto. Não à toa, defletiu 12 passes em 2016, terceira melhor marca no país. White tem ainda um tackle firme, errando apenas cinco na temporada passada. Sua eficiência em jogar tanto como outside como no slot o colocam no pelotão da frente dessa profunda classe de defensive backs, um jogador completo e versátil.

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Marlon Humphrey, cornerback (Alabama)

Destaque em situações de cobertura em zona, Marlon Humphrey é excelente em diagnosticar jogadas. Há quem diga que uma transição para safety seria não só viável como ideal pelas características do jogador. É um jogador agressivo, eficiente batendo os bloqueios em screens e faz um uso excelente do seu corpo para afunilar jogadas – sem mencionar sua eficiência nos tackles. Embora ele tenha tamanho para jogar como um press cornerback, Humphrey mostra ainda dificuldades em cobrir passes mais profundos, e por não ter uma velocidade de elite, a transição para safety faz ainda mais sentido. É um encaixe que varia de acordo com o sistema, mas pode ser excelente se aterrisar no lugar certo.

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