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Sei que muitos pulam o “prefácio” de livros que estão empolgados para ler, mas a entrada é muitas vezes tão saborosa quanto o prato principal – tomei uma sopa de tomate de entrada esses dias que estava uma delícia, aliás.

Da mesma forma que é necessário ter um conhecimento acima da média quando o assunto é matemática para quando você começa uma graduação em física, de nada adiantam os rankings se você não se preparar e não tem princípios de atuação.

Assim, dessa forma complicada, pode ser resumido este texto. São princípios. Você não precisa seguir todos para ser campeão – mas, com certeza, terá uma chance superior se seguir a cartilha. Para escrever este texto, conto com mais de dez temporadas jogando o fantasy – com brasileiros e americanos. Já vence liga na raça, já venci liga apostando em Odell Beckham Jr. calouro, já perdi liga sem me classificar para os playoffs depois de uma aposta ruim em Kirk Cousins e Deshaun Watson se machucando depois. Enfim, vivi de tudo.

Além dessa minha experiência, este texto se baseará da “doutrina” corrente doespecialmente do Manifesto anual publicado pelo Matthew Berry.

Antes de mais nada: este NÃO É UM GUIA DE COMO JOGAR. É um guia de como jogar MELHOR. Já fizemos tutoriais em anos anteriores.

Tutoriais de:
Afinal, o que é Fantasy?
Qual a graça de jogar?
Fantasy: papel do comissário, formatos de liga e premiações
Onde jogar Football
Posições e seu time no, como montar
PPR, Standard, Keeper, Dynasty e etc: formatos de liga no

O texto a seguir é para pessoas com alguma vivência no fantasy. Sem enrolar mais, vamos aos pontos.

Aos comissários: tente reduzir a influência da sorte no resultado

Lá atrás, quando este site ainda era The Concussion e o Facebook ainda era uma rede social movimentada e sem fake news, tentamos a nossa primeira liga de leitores do grupo do Face. Jesus, como foi difícil montar aquilo. No auge do meu perfeccionismo, criei um quiz para separar os participantes de acordo com o nível de conhecimento de cada um.

Pois bem, uma das coisas que tentei foi a gracinha de presentear 10 pontos ao time cujo técnico empatasse uma partida. A você mais experiente no fantasy, não preciso dizer quão importante é a diferença de 10 pontos. É um jogo de 100 jardas de um running back. Eu achava que não teria empate algum e que aquilo seria apenas um easter egg. Pois bem: 49ers e Rams empataram e quem draftou Jeff Fisher como técnico ganhou 10 pontos. Se você estava nessa liga, me desculpe.

Dito isso, a analogia foi montada para exemplificar como a sorte e elementos que ensejam-na acabam sendo pra lá de injustos em se tratando de fantasy. Ninguém conseguiria prever o empate à época do.

Mas não há apenas esse exemplo estúpido. Três coisas ensejam DEMAIS a sorte no e eu, pessoalmente, detesto ambos os elementos:

a) Defesa/Special Team: Além de desbalancear a liga quando alguém é novato e escolhe a defesa dos Jaguars na primeira rodada do, há o problema dos times de especialistas pontuarem absurdos quando há retorno de punt para . Como dica, sugeriria deixar apenas a pontuação coletiva da defesa. Elimine pontuação de special team.

b) Kickers: Quanto de mérito é escolher um kicker quando ele acaba sendo carregado no ataque no fantasy? No fundo, você acaba indiretamente escolhendo a unidade ofensiva do time X em vez de escolher o kicker Y. Isso porque o ponto extra após o  costuma valer pontos no fantasy padrão (standard) e eles são mais mérito do ataque do que do chutador, né? Assim, caso queira deixar as coisas mais “puras” e a pontuação do kicker em função do que ele produz em vez do que seu ataque produz, elimine a pontuação do para ponto extra. Ou, caso seja mais drástico, elimine os kickers de uma vez. Ousado, mas já vi acontecer.

c) A Semana 17: Já perdi duas ligas de porque elas estavam padronizadas e havia jogos na Semana 17 da NFL – a derradeira. Uma delas porque os Packers descansaram Aaron Rodgers e, a outra, porque Tony Dungy descansou Peyton Manning. Em ambas, a frustração foi gigante e, especialmente no primeiro caso, não tinha como prever. Um dia, em uma liga de um dos muitos trabalhos que tenho, fui convidado para me juntar. Aí, vi que havia final na semana 17. Reclamei. Fui respondido com “Você tem que se preparar para isso também”.




Claro, tenho como prever qual técnico vai descansar os titulares na Semana 17 por conta de campanha 13-3. Inclusive tenho o Whatsapp de todos eles. Não preciso dizer que não quis mais jogar aquela liga.

Muitos times já classificados poupam seus titulares na última semana e, justamente por isso, é temerário que haja final na Semana 17. Em algumas ligas, já vi até final sendo realizada na Semana 15 – embora ache exagerado. A 16 é o ideal. No ano passado, por exemplo, Alex Smith não jogou na Semana 17. Imagine que injusto seria para um dono que arriscou com ele no, foi recompensado como uma excelente temporada e… Pode perder a liga porque o comissário colocou a final na última semana do calendário.

Aos jogadores: jogue com o regulamento embaixo do braço

Gosto muito de jogar poker e, nesse esporte mental, há um ditado bom. “Saiba quem é o pato de sua mesa ou o pato deve ser você”. Ou seja: toda liga, por mais equilibrada que seja, tem jogadores mais aleatórios ao mundo da NFL. Às vezes nem é culpa deles. Mas, convenhamos, este texto é dedicado para pessoas que querem jogar o fantasy de maneira competitiva e penso que você deve ser um deles.

Tire proveito disso então. Sei que pode ser meio Sonserina/Sith dizer isso, mas eu não entro no para perder. Como tirar proveito? Trocas, obviamente.

Esse tipo de jogador de costuma não conhecer os nuances do jogo à fundo. Por tabela, tende a supervalorizar e subvalorizar running backs, porque é assim que acontece na NFL da “vida real”.

Além de conhecer quem está na liga, é ideal que você entenda o regulamento. Algumas ligas funcionam no piloto automático, com a pontuação “standard” (padrão). Outras… Tem pontuação diferente. Uma liga que dá pontos por recepção, por exemplo, exige uma abordagem completamente diferente no waiver e mesmo no. Duke Johnson e Theo Riddick tem valor maior, porque são mais usados no jogo aéreo. Tight ends bloqueadores tem valor ainda menor.

Agora, vamos aos mandamentos.

1: Não escolha um quarterback cedo

Num texto longo como este, eis o ponto que quero mais frisar. Se você quiser ignorar todo o resto, por favor não esqueça disto. Como é um jogo à parte do jogo real, o fantasy tem regras e conceitos diferentes da vida real. Na NFL, ganha quem faz mais pontos e isso é dependente dos touchdowns. Logo, muito dependente dos quarterbacks. No fantasy, os pontos se dão por meio de estatísticas que vão além do . E cada estatística tem um peso.

É comum que um quarterback tenha dois passes para por jogo. Não é comum que um running back, hoje em dia, tenha três corridas para por jogo. Neste primeiro exemplo, acredito que você tenha entendido onde quero chegar.

O grande problema aqui é que, mesmo os quarterbacks sendo em abundância no, eles costumam pontuar mais do que as outras posições. Com isso, cria-se a falsa impressão de que você precisa pegar um quarterback cedo no – afinal, é a pontuação que mais pontua, certo?

Errado.

A combinação de running backs pontua muito mais do que um quarterback sozinho. Um duo de Jordan Howard e Mark Ingram, teve média acima dos 30 pontos por semana. O melhor quarterback do ano passado, Russell Wilson, teve 21 pontos de média. Se você escolher Wilson em vez de um running back de elite em termos de produção, sai atrás.

Epa, mas aí eu perco o Russell!!! Sim, mas aqui vem o pulo do gato. Vem comigo;

Para que fique mais claro o possível, vou usar um conceito de economia – incluisive, se você estudar microeconomia terá vantagens no. O conceito é o “custo de oportunidade”. É um termo usado para indicar o custo de um bem/serviço em relação a uma oportunidade perdida. Ou seja: o custo de oportunidade de draftar um quarterback alto no é gigantesco, porque você perderá a oportunidade de draftar um running back produtivo que é muito mais escasso no meio do.

quarterbacks? A diferença de pontuação de um cara draftado na primeira rodada não é tão grande em relação a um cara escolhido bem mais no fundo do draft do. Vou dar um exemplo de rodadas iguais para ficar o mais claro possível.

Quarterback draftado na terceira rodada, em média: Tom Brady; 18,5 pontos por semana em 2017
Running back draftado na terceira rodada, em média: Mark Ingram, 13,8 pontos por semana em 2017

Ah, mas por que eu vou escolher um running back na terceira rodada se poderia ter escolhido o Brady, que vai pontuar mais? Porque se você escolher o Brady, vai perder a oportunidade de pegar um running back que pontua bem. E, aí, na sexta rodada – quando poderia pegar um quarterback que não pontua de maneira tão inferior – vai pegar um running back com números ridículos para um RB1 de.

Quarterback draftado na sexta rodada, em média: Cam Newton: 18,7/semana
Running back drafatado na sexta rodada, em média: Rob Kelly, 5,6/semana; LeGarrette Blount, 6,2/semana

Diferença para os quarterbacks: Newton pontuou 0,2 melhor mesmo tendo sido escolhido, em média, três rodadas depois.

Diferença entre os running backs: – 7 pontos.

Esses sete pontos podem te fazer perder várias partidas ao longo do ano. Tudo porque você caiu na falácia de que o quarterback é a posição mais importante do jogo. É a que mais pontua, na maior parte das partidas do? Sim. Mas guarde isso: há muitos que pontuam e você não precisa apertar o gatilho tão cedo.

Ok, você pode ainda não acreditar em mim, então vou usar exemplos extremos. Carson Wentz estava sendo draftado na 13ª rodada do. Fez 21 pontos por partida no ano passado. Se você pegar um running back na 13ª rodada eu lamento muito. Ele provavelmente será reserva. Um exemplo? James Conner, muito escolhido porque Le’Veon Bell estava fazendo greve nos training camps do ano passado, tal como neste ano. Conner, escolha de 13ª rodada, pontuou 1,2 por semana.

2: Lote seu time de running backs

Alguns gostam de ter quarterbacks reserva para ir alternando entre o titular e o reserva em função dos confrontos. Se você escolher um bom quarterback entre a oitava e a décima-segunda rodada, a meu ver, isso não é necessário. E o mais importante: vai roubar espaço do seu que poderia ser usado em um running back que pode ser essencial em caso de lesão do titular do seu.

Mesmo que você perca seu quarterback titular por lesão, ainda é possível encontrar (em ligas de 12 pessoas) um quarterback razoável nos waivers. Perder seu RB1 por lesão e fazer a mesma coisa? Virtualmente impossível. O banco do é seguro de vida nesse sentido. No ano passado, alguns perderam Aaron Rodgers e podem ter contado com Jimmy Garoppolo para a reta final da temporada. Não vai acontecer a mesma coisa com running backs. Porque os backs que sobram nos waivers costumam ser reservas que não tocam na bola ou fullbacks que praticamente não pontuam e só fazem figuração no.

O mesmo princípio vale para defesa e kicker. Não há a menor necessidade de ocupar um espaço de um running back com defesa/kicker reserva. No primeiro caso, não há como a “defesa inteira” se machucar, então você não corre riscos – e existe a estratégia de streaming que já vou comentar. No segundo, caso o kicker titular se machucar, você certamente vai encontrar o kicker que o time contratar ainda disponível nos waivers. Se nem os times da NFL têm kicker reserva, você também não precisa ter.

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O running back, pelo fato de poucos produzirem muito por semana, é a commodity mais importante para se ter no seu time. Com o declínio do prestígio no jogo terrestre e alguns poucos Bells/Johnsons que são mitos no jogo aéreo, apenas 13 running backs tiveram média de ponto acima dos 10/semana. No caso de quarterbacks, foram 41. É sério. Jay Cutler teve 11 pontos por semana, de média. Odeio escrever o nome dele aqui. Vamos seguir em frente.

OBS: Isso não quer dizer que você tem que negligenciar wide receivers no banco. Não faça isso pelo amor de deus. Embora não seja uma posição tão escaça como running backs – já que mais de um alinha por jogada – você não pode ter um banco de 49 running backs e não ter ninguém para colocar no lugar de um wide em bye.

3: Solucionando o grande quebra-cabeça do: o

A posição de tight end é mega difícil de lidar. Há maior polaridade do que ocorre em wide receivers. O “combinado” dos três melhores tight ends pontuou na casa dos 10 pts/semana no ano passado – Gronkowski, Kelce e Ertz. O combinado dos três mais bem rankeados wide receivers esteve acima – mas costumam ser escolhidos mais cedo.

O problema é depois. Michael Thomas foi o oitavo com mais pontos em 2017, com média de 9,7/rodada. O oitavo tight end em pontos foi Cameron Brate, com 5,9. A diferença é grande.

Sendo assim, você precisa definir uma estratégia antes do começar. Paraício, lembre-se que há mais wide receivers titulares (dois ou três se você contar o flex) contra apenas um tight end titular. Tirando monstros como Gronkowski e Kelce, raríssimos tight ends valem uma aposta antes da sétima rodada – quando, espero, você já tenha escolhido dois wide receivers e dois running backs.

E, mesmo no caso de Gronkowski e Kelce, há sempre o risco de lesão – que costuma ser mais alto do que os riscos com wide receivers, dado que os tight ends bloqueiam mais no jogo terrestre e recebem passes no meio do campo. Pessoalmente, prefiro a estratégia abaixo – mas não há resposta certa aqui, sinceramente.

RB + WR ≥ 6 antes de ir atrás de

Se você apostar num tight end a partir da sexta rodada, ainda terá nomes consistentes e a ausência de produção deles será compensada, em tese, por RB/WR que você escolheu antes em vez de pegar um RB/WR depois. Como no caso dos quarterbacks, novamente é matemática aqui.

No ano passado, em média, Delanie Walker e Zach Ertz estavam sendo escolhidos entre a sétima e a oitava rodada. Walker fez 6,3 pontos por jogo e Ertz foi uma grata surpresa, com 9,2. Cameron Brate foi escolhido, em média, na 13º rodada e foi o oitavo que mais pontuou no ano passado. Não draftar Rob Gronkowski pode ser uma boa, no final das contas. O risco de lesão é alto demais, por melhor que sua produção seja. E se você perdê-lo por lesão, meu amigo, boa sorte no waiver.

Por fim, um novo lembrete: Não há resposta certa, na maior parte dos casos, para tight ends.

4: Use esta estratégia para defesa e kickers: “streaming”/espera e caça nos waivers

Ousadia é meu sobrenome, então vamos lá. Tá, não, é Curti, mas mesmo assim fica comigo nesta porque parece bizarro. Antes de mais nada, você vai seguir o princípio “2” e NÃO DRAFTAR NEM DEFESA E NEM KICKER. Opa. Pera. Aí eu não vou jogar com nenhum deles e deixarei de pontuar?

Não é isso. Se você estocar running backs (ou mesmo wide receivers) terá uma margem de manobra pós-draft. Se você não gostou de alguma escolha, pode trocar um desses backs extras por algum melhor – ou por um wide melhor (e vice-versa).

A estratégia aqui é pegar uma defesa dos waivers a cada semana – e a escolha se dá em função da ponderação entre o nível dessa defesa e o ataque que ela vai enfrentar. Toda semana você vai jogar com uma defesa diferente e isso pode te dar louros no final das contas. Vou dar um exemplo básico.

A defesa/ST do Chicago Bears de 2017 não foi, em média, sequer draftada na temporada passada. Por tabela, estava disponível para streaming na semana 7, quando enfrentou um Carolina Panthers que não vinha pontuando bem na temporada. Escolhi – sem clubismo – escalar os Bears e eles pontuaram com 30 pts no resultado.

Na mesma semana 7, os Chargers fizeram 27 pontos com sua defesa/ST. Estavam sendo draftados na última rodada do. Defesa badalada de anos anteriores, a do Denver Broncos foi draftada, em média, na nona rodada do de 2017 e fez 4 pontos na Semana 7.

Escalar defesas, via waiver, que enfrentavam Giants ou Browns (os dois piores times da NFL em pontos/jogo no ano passado) costumava ser uma excelente pedida. E muitas estavam disponíveis a cada semana.  A defesa dos Bengals, por exemplo, não foi sequer draftada (em média) na temporada passada e jogou duas vezes contra os Browns. O mesmo para a dos Ravens, que estava sendo draftada apenas na 14ª rodada.

No caso dos kickers, você deve imaginar que Justin Tucker e/ou Stephen Gostkowski valem uma escolha de fim de, lá para a 12ª rodada como foi o caso no ano passado. Mas eu prefiro pegar um running back reserva aqui.

Tucker fez 10 pontos, em média, no ano passado. Num dos meus times, escolhi Dion Lewis como aposta dele no jogo aéreo (nota mental: esse é o único caso que você pode apostar num running back dos Patriots, lá no final do, já explico). Peguei Lewis na 12ª rodada em vez de pegar um kicker, que fiz streaming. Ele fez 10 pontos por jogo no ano passado.

Ah, mas é igual! Sim. Mas isso me permitiu apostar em mais running backs. Você tem mais chance de acertar o alvo se lançar mais dardos. Kicker? Por boa parte da temporada tive Harrison Butker, que acompanhei no college e que substituiu Cairo Santos no Chiefs.

Butker teve 12 pontos por jogo no ano passado – muito porque os Chiefs, com eficiente ataque, lhe dava ótimas oportunidades para pontuar. No final das contas, fiquei com um running back de 10 pts/jogo e um kicker de 12 pts/jogoTucker, caso tivesse sido draftado por mim, teria dado apenas 10 pontos por semana.

Além de Butker, houveúmeros outros exemplos de kickers não draftados que ajudaram demais os donos de times ao longo do ano. Jake Elliott, dos Eagles, fez 9,9 pontos por semana, por exemplo.

Para os kickers, há duas estratégias básicas: ou você faz streaming a cada semana – e para escolher, coloca na balança coisas como se o estádio do jogo é coberto ou não (favorece os kickers), quão bem está o ataque daquele time e quão ruim é a defesa do outro – ou espera para achar o amor de sua vida como Butker foi para mim no ano passado.

5. Evite o clubismo (para os dois lados)

Para quem não sabe, torço para o Chicago Bears. Não tenho o menor pudor nem vergonha de dizer isso – se bem que na época do Cutler eu deveria, mas segue o jogo.




O grande rival dos Bears chama-se Green Bay Packers. Aqui, vamos ao grande ponto: ser clubista no ou não? A resposta depende do que você quer. Apenas se divertir e estudar mais os jogadores, independente de ser campeão ou não? Ou você quer jogar para ganhar e é tão competitivo como a Monica Geller em Friends?

Estou no segundo caso e sou absurdamente competitivo. Não entro no para perder. Se Aaron Rodgers estiver, num exemplo hipotético, disponível lá pra sétima rodada do, eu não vou deixar de escolhê-lo só porque torço para os Bears. O mesmo vale para Dalvin Cook, running back dos Vikings, caso o valor seja adequado em função de sua produção esperada em 2018.

Ao mesmo tempo, não vou usar o fator “ele joga no meu time” como fator de desempate no. Porque eu não ligo para isso. Afinal de contas, já sou “frio” o bastante com isso por trabalhar com as 32 franquias aqui no site, em meus livros e na ESPN.

Mas, claro, tem gente que não consegue e não quer. Nada de errado nisso: basta você saber quem é você e o que almeja. Se quer ser campeão, vai ter que deixar o clubismo de lado.

6. Evite as armadilhas: ataques ruins/comitê de/quarterback ruim lhe passando a bola

Nunca se esqueça que o funciona em função da pontuação da vida real – seja em touchdowns ou em estatísticas.

Se você escolhe um running back de um time ruim, ele vai ter menos viagens à red e, por tabela, pontuar menos. No ano passado, aprendi essa estratégia “na marra”. No final da segunda rodada, cometi a besteira de apostar em Isaiah Crowell, running back dos Browns. Terminado o já sabia que tinha feito besteira. Menos campanhas, muitas terceiras descidas longas sem corrida, poucas viagens à red: esse parecia o destino do ataque dos Browns no ano passado.

Por tabela, menos oportunidade e volume para Crowell. Foi um pesadelo, semana sim, semana também. Ele foi o 30º running back em pontos/semana e havia sido, em média, o 12º a sair no.

Cuidado com o “comitê” de running backs também. O Seattle Seahawks já dava indícios, antes da temporada começar, que usaria desse expediente. Mesmo assim houve pessoas apostando nos corredores do time. Thomas Rawls estava saindo na oitava rodada, Eddie Lacy na oitava e CJ Prosise na 12ª. Rawls fez 2,6 pontos por jogo, Lacy fez 2,5 e Prosise, 2,8.

Na mesma lógica, evite jogadores dos Patriots se eles não se chamarem Rob Gronkowski ou Tom Brady. Bill Belichick costuma planejar os jogos de acordo com as fraquezas do adversário, não de acordo só com as forças de seu time. Em uma dada semana, o running back X vai fazer 10 pontos. Noutra, estará inativo. Fica difícil apostar e montar um time de assim. Meu querido Eduardo Miceli costuma dizer “há muitas bocas para alimentar no ataque dos Patriots”.

Odeio você, Bill. Quer exemplo maior que Mike Gillislee no ano passado? Caí nessa armadilha. Ele arrebentou noício da temporada, com direito a e tudo contra os Chiefs. Ganhei o jogo do por causa dele. Sabe quantos jogos ele teve? 9. Belichick chegou a lista-lo como inativo em algumas partidas, aliás.

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Por fim, uma algo para se ter em mente com wide receivers. Quando um não quer, dois não dançam. Tome cuidado com wides que jogam com quarterbacks muito ruins, por melhores que eles sejam/tenha sido. Não adianta nada o wide ser um monstro se tem um cone passando a bola para ele. DeAndre Hopkins é um dos poucos que consegue produzir com um quarterback ruim (como foi o caso nos Texans fora os jogos com Deshaun), mas existe uma tendência de sofrimento.

Dos pontos deste mandamento, este é o mais flexível. Use-o como “critério de desempate” caso esteja em dúvida entre dois wides na hora do, por exemplo. Quem passa a bola para esse cara?

7. Só que não esqueça que o “Valor é a Lei” no Football

O princípio que deve te guiar pelo é este. A frase é uma adaptação de uma dita por John Romero quanto à essência dos videogames. Para quem não ligou o nome à pessoa, Romero foi um dos grandes revolucionários da indústria e designer-chefe de jogos que colocaram o first-person shooter no mapa, como Doom e Quake. Para ele, “o design é a lei”.

Enfim, feita essa introdução bacana – amo videogames – meu ponto é que você tem que tomar cuidado para não ser Ted Mosby no. Agora, outra referência – de séries, desta vez. Em How i Met Your Mother, Ted era o clássico exemplo de amante que “pensa demais”. Ele se ferrava várias vezes por causa disso.

Não seja o Ted de seu. Não pense demais. Deixar de draftar um cara porque o outro wide do seu time terá bye na mesma semana é ser Ted Mosby. É esquecer do valor do WR e pensar na maldita bye. Pode ser que você já esteja eliminado na bye. Pode ser que o cara esteja machucado lá. Ou então que ocorra um apocalipse zumbi antes disso.

O mesmo vale para jogadores do mesmo time. Deixar de draftar Tom Brady na oitava rodada só porque você já tem Rob Gronkowski e não quer colocar todos os ovos na mesma cesta é ser Ted Mosby. O valor de Brady, ali, é altíssimo. Não o passe por besteira. Se você tinha Tyreek Hill e Kareem Hunt no ano passado, garanto que não foi problema. Berry fala bastante disso em seu Manifesto de.

Ao draftar ou buscar jogadores no waiver, elimine o ruído e fique com o sinal. O valor do jogador é a lei.

8- O que aconteceu num ano não irá acontecer, necessariamente, no outro

Aqui, um ponto que Berry bate bastante em seu Manifesto. Jameis Winston teve seis touchdowns corridos em seu primeiro ano e apenas um no seguindo. Drew Brees, por outro lado, teve nove temporadas seguidas com pelo menos 30 passes para .

É uma questão estatística: opte por jogadores que já foram provados. Claro, nem sempre é possível – mas sempre que estiver em dúvida, pode usar isso como critério de desempate. É mais do que comum vermos um MVP caindo de nível no ano seguinte. Ou Dak Prescott um quarterback caindo um pouco de desempenho após um ano fenomenal de calouro – mais do que normal, dado que as defesas aprendem a “marcá-lo” melhor após uma offseason inteira.

Cuidado, portanto, com o “empolgou”. Há exemplos que isso é mitigado, como um bom ano de um running back – David Johnson e Le’Veon Bell emício de carreira, o que nos tranquiliza sobre Ezekiel Elliott e Todd Gurley, por exemplo. Mas jogadores, principalmente quarterbacks, que tomam de assalto a NFL em anos iniciais… Desconfie para. Zero garantia que isso será mantido e no pode ser uma aposta cruel.




Deshaun Watson, Jared Goff e outros são jogadores que tenho um pouco de pé atrás no caso de critério de desempate contra um outro que já foi provado, como Cam Newton ou Russell Wilson. Porque o espaço de “God” e “Deshow” é menor. Pode ser que ambos vão bem e pode ser que caiam – a incerteza é maior e quando estou draftando, quero diminuir a incerteza.

Na mesma toada, tome cuidado com medalhões. Ou seja, jogadores que produziram DEMAIS no passado mas que já estão passando ou passaram de seu auge.

Estamos em 2018, não em 2012. Dez Bryant não é mais um wide de elite. Já não era ano passado e, mesmo assim, estava sendo draftado na segunda rodada. Dez fez apenas 7,3 pontos por jogo, o 25º wide no ano passado.

Outro exemplo na mesma posição: Eric Decker, agora nos Patriots, jogou com os Titans no ano passado. Por conta de seus anos em Denver, é um nome mais famoso que outros tantos – tanto que estava sendo draftado, em média, na oitava rodada.

No ataque de Tennessee, travado no jogo aéreo, e em fim de carreira, o observador mais perspicaz sabia que ele se tratava de um medalhão e tão somente isso. Não por acaso, fez só 3,9 pontos por jogo no ano passado. Albert Wilson, então nos Chiefs e um nome bem menos badalado, sequer estava sendo draftado em 2017 e fez 5,7 pontos por jogo.

O futebol americano é um esporte cruel com seus atletas. Wide receivers e running backs, as estrelas do, costumam ter declínio a partir dos 30 anos. Não esqueça disso. (A menos que você se chame Larry Fitzgerald).

9- Aproveite-se do mercado ineficiente

Essa é uma grande máxima do mercado de capitais e pode ser ilustrada com gosto no fantasy. Os rankings e os ADPs (Posição Média de) dos jogadores não são perfeitos. Sempre há onde achar valor subestimado e sempre há como evitar armadilhas.

Quando falo em rankings, são aqueles “padrão” do site onde você faz um. ESPN americana, Yahoo, Flea Flicker, seja onde for: há ineficiências e é sua tarefa descobrir. No ano passado, como você já viu acima, Dez Bryant estava sendo draftado na segunda rodada sendo que há muito ele não justificava esse investimento. A aposta em Kareem Hunt num time “arrumadinho” pagou bastante. Delanie Walker é a ineficiência anual do mercado: um tight end consistente que muitos esquecem porque Tennessee é um mercado consumidor menor.

O mercado do fica ineficiente por muitos motivos – a maior parte deles, erros que você vê acima. Alguns, para recapitular:

  1. Preguiça dos oponentes em fazer seu próprio ranking e confiar no que aparece na hora no
  2. Erros dos oponentes em draftar jogador machucado ou suspenso
  3. Hype com times de mercados consumidores maiores ou esnobar mercados consumidores menores
  4. Esnobar os waivers e manter o mesmo time ao longo do ano; Menor demanda por jogadores de waivers significa menor valor a ser pago – seja em dinheiro fictício ou na ordem do waiver.

O que me lembra do próximo ponto:

10- A temporada tem quatro meses, lembre-se disso

O Cartola FC é “insuportável” para alguns por conta da necessidade de mexer no elenco sempre. Para essas pessoas, o barato do fantasy da NFL é que depois do é só relaxar e no máximo substituir um cara que se machucou.

Engana-se quem pensa que o da NFL é assim. Jogar o dessa forma é pedir para perder sua liga e correr um sério risco de ficar em último lugar. O é apenas o primeiro passo do seu time no. Há diversos exemplos de jogadores que estouram no meio da temporada e que nem tinham sido draftados. Dois ótimos exemplos: Odell Beckham Jr e Deshaun Watson.

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Análise Tática: As 3 coisas que os Patriots farão para compensar a ausência de Edelman
Defesa dos Packers deve dar salto de produção em 2018

Odell não jogou os quatro primeiros jogos de seu ano de calouro e estava amplamente disponível no waiver depois de se recuperar da lesão na panturrilha. Quem arriscou nele, encontrou o valor absurdo.

Watson no ano passado foi minha menina dos olhos – até se machucar. Numa de minhas ligas, apostei em Kirk Cousins mas seu desempenho foi bem meh noício da temporada. Kirk não precisou se machucar para que eu “abortasse a missão”. Encarei como sunk cost e o cortei, indo atrás de Watson depois de seu desempenho no primeiro jogo contra os Bengals. Comecei uma caminhada fortíssima para o título, ganhando todas as partidas que Watson esteve no meu time. Infelizmente o calouro machucou e com ele foram minhas chances de título. O azar faz parte – mas eu me mexi e me adaptei.

É possível fazer movimentações do gênero durante toda a temporada. Acomodar-se é o primeiro caminho para o caos. No suspende não suspende que rolou com Ezekiel Elliott, o valor de seus reservas subiu muito. Em todas as semanas que isso rolava, lá estava eu na fila dos waivers por eles.

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Ufa. Esses são 10 mandamentos que sigo à risca todo ano. São mandamentos que viraram a “doutrina corrente” do Football nos Estados Unidos e, outros, eu mesmo adicionei pela minha experiência no fantasy game. Não é necessário, muitas vezes, que você siga todos eles para ser campeão. Já fui em ligas mais fracas e praticamente não mexi no time ao longo do ano.

O fator sorte faz parte. Mas você pode minimiza-lo com preparação – que, no final das contas, é a palavra de ordem ao jogar o. Seguir todos esses mandamentos parece maçante e algo que tira a graça do fantasy, mas não vejo assim. São formas de você se engajar e investir mais tempo em algo que, no fundo, você já ama.

Neste ano, nosso site terá uma cobertura especial de comigo e com nosso “DJ Residente” sobre o assunto, o Eduardo Miceli – para mim, de longe o cara que mais entende do assunto aqui no Brasil. Aparte deste texto, todos os demais – incluindo rankings para o e waiver a cada semana – serão exclusivos dos assinantes que apoiam nosso trabalho. O ranking de quarterback, aliás, já será publicado nesta semana.

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Boa temporada a todos! Espero que tenham gostado do texto.

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