Pro Football: NFL, Brasil, College Football e Futebol Americano http://profootball.com.br Futebol Americano com cobertura das temporadas da NFL e do College Football – Notícias, Opinião, Classificação, Tabela, Análises, Power Ranking e muito mais! Sat, 19 Aug 2017 23:31:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.8.1 Guia Fantasy 2017: As 5 prateleiras de tight ends para seu Draft http://profootball.com.br/fantasy/guia-fantasy-2017-as-5-prateleiras-de-tight-ends-para-seu-draft/ Sat, 19 Aug 2017 23:26:56 +0000 http://profootball.com.br/?p=12295

Depois de tirarmos do caminho wide receiversrunning backs, temos que falar de tight ends. Como já nos acostumamos, não haverá listas, entretanto. De forma alguma utilizaremos numerais ordinais,  como fizemos tantas vezes no passado. Iremos utilizar uma forma diferente, mas que facilita não só a categorização dos talentos disponíveis como ajuda você a tomar decisões na hora de selecionar jogadores.

Lembrando aos fanáticos que darei uma aula sobre Fantasy Football no Curso de Futebol Americano do ProFootball – aqui mais detalhes.

Rankings de Fantasy em 2017:
Guia Fantasy 2017: As 7 prateleiras de Wide Receivers para seu Draft
Guia Fantasy 2017: As 6 prateleiras de running backs para seu Draft
Guia Fantasy 2017: As 6 prateleiras de quarterbacks para seu Draft

Elencaremos os jogadores por tiers – que, em tradução livre, pode ser patamar, prateleiras, níveis. Em vez de rankearmos um por um, agruparemos os jogadores em níveis diferentes. Assim, os jogadores no tier 1 são os de elite naquela função; o tier 2 será o segundo escalão, e assim por diante.

Por que isso é importante? Pois bem: ao invés de você focar em um jogador, você tem um leque de opções relativamente próximos em termos de talento para o seu time de Fantasy. Se um running back do seu Tier 2 for selecionado, você ainda tem outra opções. Além disso, é uma forma fácil de identificar valor nas escolhas. Por exemplo,  você precisa de um running back. Os disponíveis são todos do seu Tier 5. Enquanto isso, tem um wide receiver Tier 3 disponível no board – você consegue capitalizar em cima de uma escolha que poderia ter sido gasta num running back menos valioso.

Posto isso, vamos aos melhores tight ends para a temporada que se aproxima! Para todos os efeitos, a pontuação tratada aqui é standard. 

Antes de irmos aos nomes, preciso fazer a recomendação: evite ou não selecione tight end antes da sexta rodada. O impacto de um tight end na sua equipe não é tão grande, não há escassez na posição e você consegue facilmente nomes produtivos na décima, décima-primeira rodada. Honestamente, o único tight end que eu selecionaria antes da quinta rodada seria Rob Gronkowski, e só lá na terceira rodada – mas ele nunca está disponível a essa altura do campeonato. Capitalize na pressa dos seus amigos em garantir um Greg Olsen da vida e construa um elenco mais rico em running backswide receivers.

Tier 1

Rob Gronkowski, New England Patriots – Escalar Rob Grokowski como seu tight end é como ter um wide receiver a mais. E é justamente por esse impacto que ele é o único tight end que vale um pick antes da sexta rodada. Em todas as temporadas na quais Gronkowski jogou pelo menos 10 jogos, ele bateu a marca de 120 recepções e 10 touchdowns 1. O problema é que isso só aconteceu em três das sete temporadas do camisa 87 na NFL.

Justamente por isso, o valor dele deve cair para final da segunda rodada – o average draft position do camisa 87 é na oitava escolha da segunda rodada em ligas de doze times. Ainda é um pouco cedo para mim, mas caindo um pouco além no meu draft eu fico tentado a selecioná-lo – mas não o condenaria por puxar o gatilho na 2.08. A média de 15 jardas por recepção da carreira de Rob Gronkowski é de uma discrepância para os outros da mesma posição – incomparável no Fantasy Football.

Tier 2

Jordan Reed, Washington Redskins – Se há medo de lesão em Rob Gronkowski, há tanto quanto em Jordan Reed. Quando saudável, o camisa 86 é uma ameaça constante na red zone para Kirk Cousins, e foi basicamente a melhor opção de passe . Em apenas oito jogos como titular em 2016, foram 12 targets e oito recepções na red zone para 59 jardas e cinco touchdowns. Todos os touchdowns foram dentro da faixa de 10 jardas do campo do adversário 2, mostrando que Reed é sem dúvidas o homem que Kirk Cousins procura para anotar pontos – tudo que um jogador de Fantasy Football pode querer.

Claro, a saúde de Reed é uma questão. Se saudável, o camisa 86 é uma senhora arma para o Washington Redskins, e ficar saudável é sempre difícil para o tight end. Seria relapso se não mencionasse que a chegada de Terrelle Pryor pode roubar um pouco da produção de Reed na red zone. De toda forma, com a saída de DeSean Jackson e Pierre Garçon (ambos com mais de 1000 jardas recebidas no ano passado), Reed pode ganhar mais volume – boa pedida em ligas PPR.

Greg Olsen, Carolina Panthers – O ex-Chicago Bear é um dos pontos principais do jogo aéreo do Carolina Panthers. Três temporadas consecutivas com mais de 1.000 jardas e pelo menos 77 recepções fazem da escolha de Olsen algo relativamente seguro para Fantasy Football. Foram apenas três touchdowns em 2016, mas é a velha história da regressão à média: esse número baixo deve voltar à normalidade em 2017.

Importante apontar que o ataque do Carolina Panthers fez adições importantes para 2017. O calouro Christian McCaffrey, o wide receiver Curtis Samuel e a promessa de um Kelvin Benjamin em forma tem o potencial de reduzir um pouco do volume de Olsen. Como todas as escolhas de tight end, não o selecionaria antes da sexta rodada, mas caso o faço, fique atento para as tendências do Carolina Panthers a tempo de conseguir trocá-lo com o valor ainda alto.

Jimmy Graham, Seattle Seahawks – Sob a suspeita de não ser produtivo em um ataque muito menos voltado para o passe do que o New Orleans Saints, Graham mostrou que pode ser um ponto focal para Russell Wilson em 2016. O camisa 88 teve o segundo maior número de targets (95) da equipe, atrás apenas de Doug Baldwin (125) 3 mudanças drásticas na situação ofensiva do Seattle Seahawks, Jimmy Graham promete em 2017, tendo em vista que sua habilidade de ganhar jardas após a recepção e agarrar bolas contestadas segue firme. O ataque dos Seahawks não é aquele sonho de volume para recebedores, mas você pode ter tight ends piores que Graham no elenco.

Travis Kelce, Kansas City Chiefs – Não há nada melhor do que ter um tight end que é o recebedor número um de qualquer ataque. A falta de utilização dos wide receivers do Kansas City Chiefs sob a batuta de Andy Reid tem feito de Travis Kelce um dos mais produtivos jogadores para Fantasy Football. Foram 1.125 jardas, 85 recepções e quatro touchdowns no ano passado.

Claro, há um porém. Justamente por essa temporada de destaque, Travis Kelce dificilmente cairá para além da quinta rodada, e o único tight end que selecionaria antes da quinta ou sexta rodada é Rob Gronkowski. Há o medo, também, de que Tyreek Hill pegue para si um pouco da produção aérea da equipe, que foi a vigésima-quinta em tentativas de passe em 2016 4

Tier 3

Delanie Walker, Tennessee Titans – Apesar do average draft position ser ao final da sétima rodada 5, o que acho particularmente alto, Delanie Walker tem a tendência de escapar das garras de jogadores de Fantasy Football durante o draft. Bom para você que está lendo essa lista. O Tennessee Titan liderou a equipe em targets na red zone, e apesar de ter agarrado apenas metade dos seus passes, a eficiência de Marcus Mariota na faixa final do campo é invejável 6. Ter alguém que capitalize nessa eficiência é importante, e Walker tem o entrosamento e confiança da equipe para anotar um alto número de touchdowns.



Hunter Henry, Los Angeles Chargers – O herdeiro de Antonio Gates chega no seu segundo ano com uma promessa de maior envolvimento no jogo aéreo da recém-movida franquia. Foram 573 snaps ofensivos em 2016 contra 585 de Antonio Gates, nos quais Henry anotou oito touchdowns em apenas 36 recepções em 56 targets. É um número de touchdowns difícil de sustentar e]com tão pouco volume, e com Gates retornando e dividindo a posição com Henry, é muito arriscado selecioná-lo no seu ADP atual (oitava rodada). 

Verdade seja dita, se as tendências de snap count e volume se mantiverem, Antonio Gates é um valor muito mais atraente na décima-terceira rodada. Henry é sem dúvidas o futuro da posição do Los Angeles Chargers, mas quando esse futuro começa?

Tyler Eifert, Cincinnati Bengals – Mais um caso de tight end cuja capacidade de ficar em campo é prejudicada. Quando saudável, Tyler Eifert é uma engrenagem valiosa para Andy Dalton e companhia, mas ele só foi titular em duas partidas em 2016, estando disponível em apenas oito jogos. Nesses jogos, foram 47 targets, média de 5.8 por partida, recebendo 29 dessas bolas para 394 jardas e cinco touchdowns. Eifert é um tight end com alto potencial, custa uma escolha mais baixa que Gronkowski e Reed, mas não o selecionaria no seu atual average draft position de 6.09.

Tier 4

Martellus Bennett, Green Bay Packers – A esperança é que Martellus Bennett seja para Aaron Rodgers o que Jared Cook não foi ano passado. O ex-Bear e ex-Patriots chega com respaldo para o ataque em rotas curtas e médias, mas há sempre o medo de que Bennett seja subutilizado, tal como Cook em 2016. É bem possível que Bennett acabe não valendo a escolha de sétima rodada. A aposta pode até se pagar, mas não espere um jogador de calibre dos tiers acima apenas pelo quarterback.

Kyle Rudolph, Minnesota Vikings – Apesar de não achar o teto de Rudolph alto, ele certamente se beneficia da precisão de Sam Bradford. Foram 840 jardas e sete touchdowns em 2016, número para lá de razoáveis, e com o average draft position de nona rodada, o valor está lá. Se ele cair para final da nona, começo da décima, não me oponho à escolha do jogador, embora também não me apegaria caso o produto de Notre Dame não produzisse o esperado.

Coby Fleener, New Orleans Saints – Em 2016, das 673 tentativas de passes de Drew Brees, 110 foram para tight ends. Em 2015, dos 627 passes, 142 para tight ends; indo mais além, em 2014,  foram 156 passes na direção do tight end dos 659. Bom, acho que você entenderam meu ponto: o New Orleans Saints utiliza bastante a posição. Fleener foi mal em 2016, mas considerando o volume que Drew Brees provém para Fantasy Football,  que Brandin Cooks e sua fatia de alvos (117) foram para Boston e que o average draft position de Coby Fleener está na décima-terceira rodada, o ex-Colt é um dos melhores valores na posição de tight end – imagina se ele resolve ir bem?

Jason Witten, Dallas Cowboys – A produção-base estará lá, mas o teto não é gigantesco. Não é como se Jason Witten fosse começar a correr go routes e anotar touchdowns de oitenta jardas. Nas trezes temporadas na NFL, apenas  uma com mais de 100 recepções, quatro para mais de mil jardas e nenhuma com dez touchdowns 7. Ele tem uma produção-base ótima, provavelmente sequer será selecionado em drafts, mas não é um jogador que te fará cair o queixo de semana a semana.

O.J. Howard, Tampa Bay Buccaneers – Teto alto, teto alto e mais teto alto de produção. O melhor prospecto de tight end desde Rob Gronkowski tem seu ADP na décima rodada – o que é um pouco cedo, confesso -, mas a torcida é que Howard suplante a competição de Cameron Brate e aproveitar a tendência de Jameis Winston procurar seus tight ends. Ainda assim, pode ser que Howard não suplante Brate de cara 8, e que Winston procure menos a posição com a adição de DeSean Jackson e o hype de Mike Evans.

Antonio Gates, Los Angeles Chargers – Falamos brevemente de Gates acima, mas ele merece um pouco mais de texto. O veteraníssimo não é mais o jogador explosivo que era, mas é ainda o homem de confiança de Philip Rivers. Ele terá volume, mas não terá as jardas para ser produtivo sem depender excessivamente de touchdowns. Você pode ter nomes piores que Gates no elenco, mas não espere o monstro do Fantasy de anos atrás.



Tier 5

Eric Ebron, Detroit Lions – Mais um ano que venho recomendar Eric Ebron. Ele anotou apenas um touchdown em 2016, o que é uma enorme bandeira vermelha para Fantasy, mas seu envolvimento em um dos ataques aéreos mais prolíficos da NFL é algo a se observar: 85 targets e 711 jardas em treze partidas. Com um ADP para além da décima-segunda rodada, Ebron é um ótimo valor, e deve ter uma regressão positiva em 2017.

Jack Doyle, Indianapolis Colts – Com a saída de Dwayne Allen e Coby Fleener nas últimas duas temporadas, Jack Doyle virou o único homem na posição de tight end para um dos melhores quarterbacks da NFL. Em 2016, foram 59 recepções, 584 jardas e cinco touchdowns, e agora que Allen está em Boston, Doyle tem o potencial de ser um produtivo tight end para o seu time de Fantasy. Sem falar que o ADP de décima-segunda rodada é bastante atraente…

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Façam suas apostas: até quando vai a paciência com Blake Bortles? http://profootball.com.br/nfl/facam-suas-apostas-ate-quando-vai-a-paciencia-com-blake-bortles/ http://profootball.com.br/nfl/facam-suas-apostas-ate-quando-vai-a-paciencia-com-blake-bortles/#respond Sat, 19 Aug 2017 22:46:38 +0000 http://profootball.com.br/?p=12408

Para os corajosos que se aventuraram em assistir o “clássico” da Flórida entre Jaguars e Buccaneers, uma coisa ficou bastante nítida: Blake Bortles parece não ter condições de ser titular na NFL.

Na partida de abertura da segunda semana da pré-temporada, o quarterback teve uma performance totalmente esquecível, levantando vários questionamentos sobre sua titularidade durante a temporada. Tanto é que o reserva, Chad Henne, foi para o jogo enquanto o restante dos titulares ainda estavam em campo, no final do segundo quarto.

Na sexta, o Dudu Miceli fez uma excelente análise sobre a mecânica de passe do Bortles, o que explica uma boa parte do problema. Apesar das dificuldades em jogar de maneira consistente, muitos analistas colocavam uma parcela da culpa na fraca linha ofensiva – o que aparentemente servia de justificativa para a franquia manter o quarterback como titular ao longo dos últimos três anos. Só que Doug Marrone, técnico que vem para a primeira temporada em Jacksonville, já deixou claro que o posto de titular está em aberto.

Por que Blake Bortles?

O Curti já explorou um pouco o tópico sobre a escolha do quarterback no Draft de 2014. A princípio ele nem era o principal jogador da posição, mas praticamente garantiu o status de escolha top 10 durante o combine. Para se ter ideia, seu físico e capacidade atlética fizeram com que ele fosse comparado com Big Ben Roethlisberger1.

De fato, suas medidas e resultados nos testes físicos impressionaram. Com 1,96m de altura e 105kg, correu o tiro de 40 jardas abaixo de 5 segundos – marca considerada boa para qualquer quarterback e acima da média se consideramos seu tamanho e peso. Em fevereiro de 2014, Blake foi o líder  (dentre os quarterbacks) nos testes de impulsões vertical e horizontal entre os prospectos da posição.

Blake Bortles não parece ter condições de ser titular na NFL

A boa capacidade atlética foi uma espécie de cereja do bolo no combine, visto que ele apresentou boa precisão e força no braço nos lançamentos – algo que ele já havia mostrado jogando por Central Florida. A propósito, Bortles teve uma boa produção durante o tempo no college, quando liderou um ataque semelhante àqueles da NFL por dois anos (sem muitos recebedores espalhados – Spread – ou corridas do quarterback). Quando foi titular, conquistou respeitáveis 22 vitórias e apenas 5 derrotas, chamando a atenção do país para suas performances. Contextualizando, são números ótimos para UCF – um programa sem muita tradição.



O desespero dos Jaguars

Na intertemporada de 2013, os Jaguars trocaram general manager e o head coach: David Caldwell e Gus Bradley chegaram, respectivamente. À época, o time vinha de um pífio 2-14, recebendo a segunda escolha geral do Draft. O quarterback? Um rapaz chamado Blaine Gabbert. Ao redor dele, um elenco bastante fraco, praticamente sem wide receivers e uma linha ofensiva que oscilava entre ruim e péssimo.

A dupla Caldwell e Bradley promoveu uma grande renovação, fez trocas, e escolheu o left tackle Luke Joeckel na primeira rodada de (um fraco) Draft em 2013. Ou seja, seja quem fosse o quarterback, teoricamente o pilar na proteção estava garantido. A temporada veio, Gabbert foi muito mal e sofreu uma lesão no ombro, deixando a vaga para Chad Henne.

Não tinha jeito: O Projeto Gabbert seria abortado. Assim, Blaine foi trocado para os 49ers por uma escolha de sexta rodada. Com várias dispensas e contratações, faltava o quarterback. E aí entra o brilho de Blake Bortles durante o combine. Não bastasse, a Universidade de Central Florida fica em Orlando – pouco mais de 2 horas de Jacksonville. Ou seja, era o casamento perfeito: um quarterback “ídolo” durante o college em uma universidade local indo para uma franquia que vinha com grandes dificuldades. Não era como se Jacksonville tivesse como desculpa que Bortles estava longe demais para que os olheiros pudessem conhecê-lo.

Desse modo, os Jaguars surpreenderam a todos e escolheram Bortles com a terceira escolha geral do Draft de 2014. Lembrando que nomes como Khalil Mack, Mike Evans, Odell Beckham Jr., Aaron Donald e Sammy Watkins estavam disponíveis.

Blake Bortles teve um carrossel de emoções em Jacksonville. Depois de tanto tempo, as desculpas (como a linha ofensiva fraca) não colam mais

Só que…

As boas estatísticas e carreira vitoriosa ao longo da graduação podem ser facilmente questionadas – e até foram na época do Draft. Se a quantidade de vitórias impressiona, não se pode dizer o mesmo da “qualidade” delas. UCF joga na AAC (ou American, como eles preferem ser chamados) – uma conferência menor e, consequentemente, com times mais fracos. Assim, a maior parte das vitórias vieram contra times sem talento se comparado àqueles que os quarterbacks de programas fortes enfrentam. Dos 27 jogos com Bortles under center, apenas quatro foram contra adversários ranqueados entre os 25 melhores times do país. O retrospecto? 2 vitórias e 2 derrotas.

Além do nível de jogo mais baixo, já havia um alerta aceso sobre a capacidade do quarterback jogar no contra defesas da NFL, mais rápidas e físicas. Ele mostrou bastante dificuldade quando enfrentou defesas mais fortes no college – por exemplo, no jogo contra Ohio State em 2012. Mais do que isso, ele nunca se mostrou muito confortável lançando passes mais longos e tomando decisões complicadas.

O sistema ofensivo usado em Central Florida baseava-se em muitos passes curtos e screens, com Bortles soltando a bola bem rápido para um recebedor pré determinado. Com efeito, ele acabava acertando a maioria dos passes que tentava e quase não ficava sob pressão. Ainda, Bortles não precisava fazer progressão e tomar decisões rapidamente – ou seja, ele quase só lançava para o primeiro recebedor que ele olhava. Quando se via em situação complicada, acabava usando sua vantagem física e resolvia facilmente com as pernas.

Resumindo, os bons números vieram contra adversários de nível mais baixo, sob um sistema simples que facilitava a vida do quarterback, o que inflou suas estatísticas. Em adição, as mais de 500 jardas e 15 touchdowns terrestres mostram que quando a jogada exigia uma decisão, a solução era correr.


Por que acreditaram em Blake Bortles até aqui?

A temporada de estreia de Bortles foi muito fraca: 11 touchdowns e 17 interceptações2. Todavia, não dá para condenar o jogador por uma temporada fraca assim; ninguém acreditava que um calouro conseguiria fazer muita coisa com um elenco recheado de jogadores fracos ou ainda inexperientes ao redor.

Veio a temporada de 2015 e mais contratações e escolhas no Draft já davam indícios de melhora. Em campo, o time até mostrou evolução: foram 5 vitórias, algo que não acontecia desde 2011. O mais animador, porém, foi a evolução que Bortles mostrou em seu jogo. Com um time nitidamente melhor (e mais experiente), ele lançou 35 touchdowns e 18 interceptações. Um ponto ainda questionável foi o baixo número de passes completados: apenas 58.6%.

Aí chegou 2016 e a gente embarcou no bonde do Jaguars sem Freio. Fomos enganados. O que se viu em campo foi uma queda drástica no desempenho do quarterback, com um número bem menor de touchdowns lançados. Ficou nítida a dificuldade para tomar decisões e fazer o ataque progredir.



Leia também: 
Depois de jogo pífio de Bortles, Técnico dos Jaguars não lhe garante titularidade
Necessidades no Draft 2017: Vamos nos empolgar com os Jaguars de novo ou falta QB?

O time que alguns acreditavam ter condições de ir aos Playoffs terminou com 3 vitórias e a demissão do técnico durante a temporada regular. Toda expectativa criada ao redor de Bortles se tornou uma enorme decepção. Seu jogo decaiu, mesmo com uma linha ofensiva atuando melhor: nas duas temporadas anteriores o time foi o que mais cedeu sacks. Em 2016, foi 15º.


Acabou a paciência ou é tentativa de estimular a competição?

Ainda durante os treinamentos nas últimas semanas, o quarterback mostrou deficiências passando a bola. Nos últimos dias de treinamento, o técnico Doug Marrone reduziu drasticamente a participação do jogador com o time titular. A justificativa? Bortles estaria com o braço cansado, pois estava com uma carga de treinamento alta3.

De fato, o signal caller teve uma intensidade de treinamento acima da média. Contudo, não faz sentido algum o técnico limitar a participação do seu quarterback titular nos treinamentos – até porque isso aconteceu contra a vontade de Bortles. Essa redução no número de repetições foi depois de um dia com duas interceptações de Bortles. Três dias depois, um jogo fraquíssimo e a declaração de que a vaga de quarterback titular está em aberto.

Mais pré-temporada no ProFootball:
Análise Tática: Para o bem e para o mal, vimos o mesmo Jay Cutler de 2015
Análise Tática: A Regressão e a Mecânica (?) de Blake Bortles

Os Jaguars tomaram uma decisão muito importante no último mês de maio. A franquia optou por exercer a opção do quinto ano do contrato de calouro do quarterback4. Assim, ele tem contrato até o final de 2018. Só que o valor para o ano que vem é bastante alto: são 19 milhões de dólares garantidos5.

A opção pelo quinto ano deixou claro que o time acredita(va) em Bortles para ser seu quarterback titular em 2017. O trabalho extra nos treinamentos seria uma forma de melhorar seu nível de jogo e corrigir problemas, como aqueles que o Miceli pontuou. O problema é que na prática as coisas estão estão longe de mostrar progresso.

Os treinadores esperavam uma evolução constante – que não aconteceu.

Qual o sentido de dar um contrato de 19 milhões para um jogador e três meses depois o técnico declarar que não sabe se este será titular? Certamente os treinadores esperavam uma evolução constante – apesar de Bortles já ter trabalhado com três coordenadores ofensivos diferentes ao longo dessas três temporada. De qualquer forma, parece que paciência está reduzida.

Ruim com Bortles, pior sem? 

Essa seria uma justificativa para manutenção do quarterback como titular: não há ninguém que possa fazer algo muito diferente. Chad Henne é limitadíssimo, como o Curti também comentou no outro texto. Já Brandon Allen é um jovem segundanista, escolhido na sexta rodada do Draft de 2016.

Ou seja, não há nada animador no banco de reservas. Henne já mostrou não ter as mínimas condições de ser nada além de um tapa buraco, enquanto Allen é totalmente inexperiente. Este poderia até ser um jogador para o futuro, mas até aqui não demonstrou nada de especial. Enfim, aparentemente ninguém conseguirá mudar muita coisa para a temporada que está para começar, e talvez a melhor opção técnica acabe sendo Bortles.

Se o time sem Bortles é pior do que com ele, digamos que não há muito o que piorar: nas últimas três temporadas foram 10 vitórias TOTAIS quando Blake foi titular. A grande questão é que a não-evolução de Bortles vai na contramão do que os Jaguars estavam pensando na vida. Após seguidas free agenciesdrafts, a franquia montou um time muito bom no papel – a chegada de veteranos como Malik Jackson, Tashaun Gipson, A. J. Bouye, Chris Ivory e Calais Campbell ilustra bem isso.

Dá pra dizer facilmente que essa defesa de Jacksonville tem nível para chegar aos Playoffs, então as coisas dependem do ataque funcionar. Para isso, há bons recebedores e um dos melhores prospectos de running back nos últimos anos foi selecionado no último Draft (Leonard Fournette). Também chegaram reforços para a linha ofensiva, apesar dessa não ser exatamente confiável.

O termômetro do ataque será quem estiver lançando a bola. E as declarações de Doug Marrone deixam bem claro uma coisa: Blake Bortles não tem condições de vencer. Um quarterback titular totalmente inconsistente (como o Miceli já bem detalhou em seu post) e sem confiança não consegue vencer de moco consistente na NFL. Com um elenco recheado de talento, aquele que conseguir vencer jogos – mesmo sem brilho algum, mas só por não prejudicar – será o titular.

E se você vê seu quarterback lançando passes horrorosos na pré-temporada, você fica preocupado. E ele é cotado para ser o líder da NFL em interceptações em 20176. Então você olha para os nomes que estarão disponíveis no mercado na próxima free agency, você vê que há um nome que pode ser um franchise quarterback por alguns (Kirk Cousins). E se olha a classe para o Draft, é uma das melhores da última década. Não tenho dúvidas de que os dirigentes de Jacksonville devem estar arrependidos por terem dado 19 milhões por Bortles.

Para piorar mais ainda a situação, a opção do quinto ano no contrato de Bortles tem um ponto importantíssimo aqui: se ele for cortado até março, não recebe nada e os Jaguars não perdem espaço no teto salarial. O único cenário em que ele não pode ser cortado (e pesará contra o teto salarial) é se, no caso de uma lesão séria, o quarterback não estiver apto a jogar março7. Isso muda totalmente a situação.

Chegou a hora de Chad Henne (meu deus…)

Além de não conseguir piorar muito mais do que já está, o time indo mal com Henne não será a maior tragédia do mundo. Mais uma escolha alta no Draft pode resultar na escolha de um franchise quarterback (já que a classe é promissora), ou até mesmo outro bom jogador. Também, bastante espaço na folha salarial permite que a franquia ofereça um bom contrato para assinar com Kirk Cousins, ainda mais tendo um elenco forte.

Ano passado ficou evidente como o ataque dos Jaguars era apático em campo. Para os defensores de estatísticas, a produção de Bortles nas duas últimas temporadas ocorreu quando o jogo já estava praticamente perdido. Na verdade, ele é o rei do Garbage Time – os últimos cinco minutos de jogo com o time perdendo por mais de duas posses de bola. E não é brincadeira: ele tem um quarterback rating semelhante ao de Tom Brady nessa situação, produzindo mais de 20% de seus touchdowns8.

Resumindo, no atual momento, colocar Bortles em campo não vale o risco de não poder cortá-lo ao final da temporada. É muito dinheiro em risco. Imagine você com 50 milhões de reais com duas opções para investir. Uma lhe renderá 5 mil reais em um ano, mas retorna 100 mil por ano nos cinco anos seguintes, com possibilidade de render até mais. A outra renderá 20 mil reais em um ano, perde 5 mil por outro, e depois não tem previsão de ganhos. Fácil escolher, não?

Seja com Chad Henne ou Brandon Allen em campo, Doug Marrone e os Jaguars não tem nada a perder. Tentar algo diferente pode ser uma solução no curtíssimo prazo, considerando que as opções são limitadas. Não custa nada sonha com Allen jogando bem e tendo uma temporada a la Dak Prescott 2016. Por outro lado, cada vez que Bortles entra em campo há um risco de arcar com um salário de 19 milhões de dólares para um jogador que nada produz. A escolha fica um pouco mais fácil e, ao menos a princípio, dá para apostar que Chad Henne deve ser o titular em 2017 (podendo até Brandon Allen virar titular ao longo da temporada).

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Calouro, Christian McCaffrey já impressiona na pré-temporada http://profootball.com.br/nfl/calouro-christian-mccaffrey-ja-impressiona-na-pre-temporada/ http://profootball.com.br/nfl/calouro-christian-mccaffrey-ja-impressiona-na-pre-temporada/#respond Sat, 19 Aug 2017 22:01:24 +0000 http://profootball.com.br/?p=12430

O ataque do Carolina Panthers, nos últimos anos, não foi bastante conhecido por ser uma unidade que explorava o jogo aéreo com running backs. Não por falta de vontade, mas também por falta de talento dos jogadores da posição nesse quesito.

A promessa é que isso mude com Christian McCaffrey. O calouro de Stanford, escolha de primeira rodada pelos Panthers, é conhecido como excelente corredor… De Rotas. Mas não só.

No pouco que estamos vendo dele na pré-temporada, McCaffrey já vem dando seu cartão de visitas. E não só recebendo passes. Dave Shula, coordenador ofensivo dos Panthers, não vem demonstrando qualquer receio de usar McCaffrey na red zone – as 20 jardas finais do campo, onde um jogo terrestre mais forte e encorpado aparece (e McCaffrey não é o running back mais pesado do mundo).

Além de aparecer nas corridas – o que é uma grata surpresa – o produto de Stanford também fez o que sabe de melhor: achar os espaços após um passe no backfield. No caso, Derek Anderson (Cam Newton ainda não jogou, dado que está se recuperando de lesão) conectou o delayed screen e o ganho foi longo.

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Claro, nem tudo são rosas. McCaffrey ainda precisa melhorar sua habilidade de bloquear – o que é bastante útil para ele no médio e longo prazo, vide que ele seria mais usado em terceiras descidas. Mas a pré-temporada já é um bom sinal do poder de fogo de Christian. Se você joga em uma liga de fantasy que dá pontos por recepção, fique de olho.

McCaffrey terminou a partida com três carregadas para 33 jardas e um touchdown terrestre. No jogo aéreo contra os Titans, foram duas recepções para 39 jardas.

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Briga por titularidade em Denver: Lynch ganha chance como titular no sábado http://profootball.com.br/noticias/briga-por-titularidade-em-denver-lynch-ganha-chance-como-titular-no-sabado/ http://profootball.com.br/noticias/briga-por-titularidade-em-denver-lynch-ganha-chance-como-titular-no-sabado/#respond Fri, 18 Aug 2017 21:18:42 +0000 http://profootball.com.br/?p=12421

Depois de um jogo esquecível contra os reservas do Chicago Bears, Paxton Lynch tem mais uma chance de mostrar trabalho nesta pré-temporada. E olha, precisa. Como falei no último episódio de nosso podcast, Lynch foi bem mal – nos poucos passes que lançou, tivemos um festival de overthrows.

O principal aspecto negativo no jogo de Paxton – agora em seu segundo ano – ainda estava presente; Ele ainda é muito cru nos aspectos que os quarterbacks profissionais precisam se destacar. O trabalho de pernas (e o movimento de quadril) ainda estão travados. A postura no pocket foi bem mais afobada do que Trevor Siemian mostrou contra os titulares dos Bears.



Por que a titularidade então? Bom, Vance Joseph, técnico do time em seu primeiro ano, quer dar chances iguais para os dois principais quarterbacks de seu elenco. Se Siemian teve a chance de encarar uma defesa titular, Lynch também terá (ao mesmo tempo que joga com os titulares de Denver).

Assim, Lynch começa o jogo contra San Francisco. “Queremos que um deles tomem o trono para si. Esta seria a situação ideal. Vamos ver nesta partida o que vai acontecer”, disse John Elway, general manager do time e outrora quarterback campeão duas vezes com a franquia.

Depois de uma abertura questionável, a boa notícia para o torcedor do time é que Lynch vem treinando bem nesta semana. “De longe um dos seus melhores dias”, disse Demaryius Thomas, wide receiver do time. Elway, por sua vez, se nega a afirmar que esta seria uma potencial última chance para Paxton. “Neste momento, sei que os técnicos estão esperando que os quarterbacks movam a bola e marquem pontos. (…) Melhorar e progredir [este é o foco agora]”.

Embora esta não seja a última chance de Paxton mostrar serviço, temos de lembrar o que representa a terceira semana da pré-temporada. É o ensaio geral das franquias. O cara que começa o jogo como quarterback na Semana 3 da pré-temporada é, salvo raras exceções, o titular na Semana 1 da temporada regular. Vejamos como segundanista joga neste final de semana.

Broncos e 49ers enfrentam-se no sábado às 21h. O jogo não tem transmissão no Brasil na TV – mas, lembrando, o GamePass (Pay-per-view da NFL) está com uma semana de cortesia.

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Guia Fantasy 2017: As 6 prateleiras de quarterbacks para seu Draft http://profootball.com.br/fantasy/guia-fantasy-2017-as-6-prateleiras-de-quarterbacks-para-seu-draft/ Fri, 18 Aug 2017 17:03:06 +0000 http://profootball.com.br/?p=12326

Mais uma categorização em prateleiras para que você chegue preparado no seu draft – e vamos, finalmente, falar de quarterbacks. A posição mais valiosa no campo de futebol americano acaba rendendo altas escolhas no Fantasy Football – mas, por favor, evite fazer isso. “Deixe o quarterback para mais tarde” é um lema que eu sigo de maneira xiita, e você também deveria. Já falei tanto disso que não quero ser repetitivo – apenas peço para que leia a fundamentação.


“3camisetas"

Para não enrolar mais ninguém, seguem as seis prateleiras de quarterback para Fantasy Football! Para todos os efeitos, a pontuação aqui aplicada é standard, e, portanto quatro pontos por touchdown passado. Lembrando aos fanáticos que darei uma aula sobre Fantasy Football no Curso de Futebol Americano do ProFootball – aqui mais detalhes.

Rankings de Fantasy em 2017:
Guia Fantasy 2017: As 7 prateleiras de Wide Receivers para seu Draft
Guia Fantasy 2017: As 6 prateleiras de running backs para seu Draft
Guia Fantasy 2017: As 5 prateleiras de tight ends para seu Draft

Tier 1

Aaron Rodgers, Green Bay Packers – Acredito não ser necessário falar muito por aqui. Aaron Rodgers foi uma máquina para o Green Bay Packers dentro de campo e uma divindade entre mortais no Fantasy, terminando o ano como primeiro em pontos – uma média de 23.8 pontos por jogo 1. Nada me faz acreditar que o camisa 12 não será novamente, no mínimo do mínimo, um dos três melhores na posição em 2017.

Observação importante: Rodgers ser primeira prateleira de quarterback não significa que ele valha primeira rodada no Fantasy. Nenhum quarterback vale, dado que a diferença de produção entre as prateleiras é menor na posição (em oposição ao que acontece com running backs e wide receivers)

Tier 2

Tom Brady, New England Patriots – Tom Brady foi o 15° quarterback em pontos em 2016 – mesmo jogando quatro jogos a menos. Foram apenas 12 partidas disputadas e mesmo assim ele ficou na frente de Cam Newton, Ben Roethlisberger, Carson Palmer, Joe Flacco, Eli Manning e tantos outros. Foram 21.5 pontos em média, o que o credenciaria à terceira posição nessa estatística. Se extrapolássemos a média para 16 partidas jogadas, Tom Brady teria 86 pontos a mais na sua conta no final da temporada – e seria o terceiro melhor em pontos na temporada passada.

Sem sinais de desacelerar, Tom Brady é uma escolha para lá de fantástica para Fantasy Football, com todas as ressalvas que a escolha prematura de quarterback, claro. Se a sua razão de touchdowns por interceptação se mantiver, não duvidaria que ele ultrapassasse Aaron Rodgers em pontos na temporada de 2017.

Drew Brees, New Orleans Saints – A pura consistência para Fantasy Football. Mais uma temporada de 5.000 jardas, a quinta da sua carreira, 674 tentativas aéreas – líder da NFL -, 38 touchdowns e segue o baile 2. Difícil ser mais seguro em termos de volume puro no jogo aéreo. Em termos de average draft position, Drew Brees está sendo selecionado com a sexta escolha da quarta rodada, o que é um pouco cedo, na minha (xiita) opinião. Ele saindo do range de quinta ou sexta rodada, pode ser um ótimo valor – mesmo para um quarterback escolhido no meio do draft.

Andrew Luck, Indianapolis Colts – Paira no ar o medo de Andrew Luck não estar pronto para a Semana 1 da temporada regular. Embora ache improvável que isso de fato se concretize, Luck é um baita quarterback para o Fantasy Football. Mais de 30 touchdowns, mais de 4.000 jardas e, pela ajuda da defesa e do jogo terrestre, tendo que passar a bola o tempo inteiro. Além do mais, Luck é o quarterback mais interessante em termos de ADP do Tier 1 e Tier 2: ele tem sido selecionado em média no final da sétima rodada, depois até de Matt Ryan e Russell Wilson.

Tier 3

Matt Ryan, Atlanta Falcons – Em termos de estatística, regressão à média após um ano fora da curva não é brincadeira. Vimos o que aconteceu com Cam Newton em 2016. Claro, não vejo Matt Ryan sendo catastrófico em 2017, mas é preciso medir as expectativas em relação à perfomance do quarterback do Atlanta Falcons. Acredito que o camisa 2 será um sólido quarterback para Fantasy, mas que não replicará os 38 touchdowns. Antes de 2016, Ryan só alcançara a marca de 30 touchdowns uma vez em oito temporadas 3. Sem falar do ADP, que está no final da quinta temporada. Por esse preço, eu prefiro não contar com o MVP da temporada de 2016 no meu time de Fantasy.

Kirk Cousins, Washington Redskins – Falando em regressão à média, Kirk Cousins é outro candidato. Foram quase 5.000 jardas em 2016, com 607 tentativas aéreas pelo time da capital – segunda maior marca da NFL. Acredito que Cousins replicará o número de touchdowns (25), mas que as jardas sofram um leve baque. O camisa 8 é uma ótima escolha para Fantasy, não me entenda errado, mas evite gastar uma escolha de sétima rodada ou anterior – o ADP dele está na oitava, um momento que já considero razoável caso queira contar com um quarterback mais cedo.

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Russell Wilson, Seattle Seahawks – Todos ainda sonham com o Russell Wilson da reta final da temporada 2015. Ano passado, com seu average draft position nas alturas, Wilson decepcionou e foi o 11° quarterback em pontos. Isso se deu pela lesão no joelho que o limitou e o trabalho ruim – para ser gentil – da sua linha ofensiva. Para 2017, essas questões parecem estar no mínimo mitigadas – mas nos resta torcer. Com o atual average draft position de sétima rodada, eu até considero arriscar, mas talvez prefira que alguém compre essa luta.

Tier 4

Matthew Stafford, Detroit Lions – Subestimado até o último fio de cabelo, Matthew Stafford foi um monstro no Fantasy Football na primeira metade da temporada. Nesse sentido, ele lembra Matt Ryan/Tony Romo (saudável) de alguns anos atrás. Em um ritmo insustentável, o camisa 9 caiu de ritmo e deslocou o dedo, se tornando uma sombra do que fora no começo da temporada. Todavia, há dois grandes trunfos em selecionar o Detroit Lion:  ADP tardio e facilidade em se desapegar caso não produza. Se você investe uma escolha alta em qualquer jogador, é mais difícil seguir em frente e se desfazer do jogador. Esse average draft position é muito bom para deixar passar.

Tier 5

Derek Carr, Oakland Raiders – Há argumentos de que a dificuldade em lidar com os rivais de divisão – no caso, Denver Broncos e Kansas City Chiefs – seja um motivo para que Carr não esteja sequer entre os dez melhores da posição para Fantasy Football. Mas, salvo melhor juízo, não é esse o motivo – ano passado o Oakland Raiders passou tanto o rolo compressor no jogo terrestre contra os Broncos em uma partida, e na segunda Carr sequer jogou. Contra os Chiefs, é bem verdade – Carr teve partidas abaixo da média.

O medo, na verdade, é justamente o comprometimento dos Raiders em estabelecer o jogo terrestre. O elenco ofensivo do time da Califórnia é forte o suficiente para não depender exclusivamente do camisa 4, o que faz com que o valor de Derek Carr sofra em relação a Kirk Cousins, Matthew Stafford ou Andrew Luck, por exemplo. Eu teria dificuldade em escolher Derek Carr antes da nona rodada, e o average draft position na sexta rodada faz dele, infelizmente, um preço muito alto.

Cam Newton, Carolina Panthers – Moderação em relação a Cam Newton é o melhor caminho. Depois de ser o quarterback número um em Fantasy em 2015, ser o dono do maior average draft position entre signal callers em 2016 e terminar em 17° no quesito pontos em 2016, não acredito em Newton nem como um, nem como outro. Cam Newton deve ficar na faixa de um quarterback um (ou seja, entre os doze melhores) semana sim, semana não. Com armas novas no jogo aéreo, é possível que o volume terrestre dele se transforme em aéreo, mas isso depende também da evolução do camisa 1 em um pocket passer. Com seu atual ADP (8.05), prefiro esperar mais algumas rodadas e gastar uma escolha menos valiosa em Philip Rivers ou Andy Dalton.



Philip Rivers, Los Angeles Chargers – O que mata são as interceptações. O camisa 17 liderou a NFL na estatística em 2016, maior marca da sua carreira. Ainda assim, não é desprezível o volume que ele traz na bagagem: 578 passes tentados. Ele será um sólido quarterback para Fantasy semana sim, semana também, e se torna especialmente atraente com um average draft position para lá da décima rodada.

Andy Dalton, Cincinnati Bengals – O grande atrativo de Andy Dalton é justamente seu ADP. Selecionar um quarterback que já se mostrou produtivo em 2015, e com armas novas (e saudáveis) em A.J. Green, Tyler Eifert, John Ross, Tyler Boyd e Joe Mixon, ficaria bem satisfeito em gastar uma escolha de décima-segunda (!!!) rodada no camisa 14 de Cincinnati.

Tier 6

Marcus Mariota, Tennessee Titans – Confesso estar mais baixo que alguns no camisa 8. A eficiência na red zone impressiona, mas o time é ainda demasiado comprometido com o jogo terrestre para que Marcus Mariota tenha o mesmo volume que quarterback de tiers superiores. Lembremos que ano passado o Tennessee Titans amassou muitas defesas abaixo da média – sem contar que o preço ser uma escolha de oitava rodada

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Ben Roethlisberger, Pittsburgh Steelers – Festival de red flags para o camisa 7 de Pittsburgh. Produção péssima jogando fora de casa, lesões atrás de lesões – você viu a foto de Ben Roethlisberger no training camp 4? Nem setembro e o quarterback já desfila a preocupação com lesões. Eu entendo, ele é um baita signal caller, um dos melhores da NFL na minha opinião. Só que bom para seu time na vida real não necessariamente se traduz para o Fantasy Football, e se tiver que pagar o preço de nona rodada que estão pagando, prefiro um quarterback que consiga ficar em campo os 16 jogos da temporada regular, o que Roethlisberger fez apenas três vezes em treze temporadas.

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Análise Tática: Para o bem e para o mal, vimos o mesmo Jay Cutler de 2015 http://profootball.com.br/all-22/analise-tatica-para-o-bem-e-para-o-mal-vimos-o-mesmo-jay-cutler-de-2015/ http://profootball.com.br/all-22/analise-tatica-para-o-bem-e-para-o-mal-vimos-o-mesmo-jay-cutler-de-2015/#respond Fri, 18 Aug 2017 16:10:43 +0000 http://profootball.com.br/?p=12413

A você que não tem muito o hábito de acompanhar a pré-temporada, lembro que o Miami Dolphins vem passando por um turbilhão de emoções. Jay Ajayi teve uma concussão nos treinos – já foi liberado – e dias depois, Ryan Tannehill foi ao chão após correr para fora do pocket.

Optando por não investir a temporada em um reserva – Matt Moore – o técnico do time, Adam Gase, mandou um “OI SUMIDO” no Whats para um velho conhecido. Jay Cutler. Depois de breve negociação, Cutler voltou da aposentadoria e desembarcou em Miami. Como caiu de paraquedas no training camp, não haveria como Cutler começar um jogo logo no início da pré-temporada, contra os Falcons. Assim, ele ficou em adaptação na Semana 1 da pré-temporada.

Mais Pré-Temporada:
Análise Tática: A Regressão e a Mecânica (?) de Blake Bortles
Quanto a suspensão de Ezekiel Elliott atrapalha o Dallas Cowboys?

Diante dos fãs, esta quinta seria sua estreia com a camisa aqua. O que vimos? Mais do mesmo. Para o bem e para o mal, este é o mesmo Jay Cutler de 2015.


Cutler esteve em campo por duas campanhas na partida de ontem contra o Baltimore Ravens. Na maioria dos snaps, saiu em shotgun e houve um comprometimento com o jogo terrestre – a primeira jogada da partida já foi um handoff para Jay Ajayi. Devemos ver muito Jay to Jay neste ano, aliás.

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Comportado. É um bom adjetivo para qualificar a partida de Jay Cutler. A principal preocupação do torcedor dos Dolphins é que o Bad Jay aparecesse mais do que o Good Jay. Na maior parte dos seis passes que deu, o Good Jay deu as cartas. Passes curtos, progressão feita. Outra preocupação era: como estará a forma física dele?

Esta imagem diz muito. Mesmo sem treinar durante a intertemporada e dizer na coletiva de apresentação que, por ser quarterback, não precisava muito de exercícios cardiovasculares, Cutler teve bom trabalho de pocket. O passe foi preciso na janela correta. Good Jay.

Isso não quer dizer que o Bad Jay não tenha aparecido na partida. Nesta tentativa de passe, o Bingo de Jay Cutler apareceu com força.

  1. Passe lançado mesmo com o safety cobrindo a área
  2. O que resulta em um passe arriscado em cobertura dupla
  3. Cutler confia demais no poder de seu braço e não planta o pé corretamente para passar a bola
  4. Como resultado, um passe quase interceptado.

No final do dia – e das duas campanhas – ele saiu de campo com três passes completos de seis tentados, sendo aquele acima para DeVante Parker o mais longo – 31 jardas, o qual não valeu por ter havido holding na jogada.

Para o bem e para o mal, este é o mesmo Jay Cutler de 2015.

Claro: é só pré-temporada e talvez Adam Gase consiga controlar mais os ímpetos brettfavreanos de Cutler. Ele conseguiu em 2015, quando foi o coordenador ofensivo de Jay nos Bears. Isso é necessário. O calendário dos Dolphins neste ano não dá margem para erros, sobretudo na metade final. Um passe como esse acima na secundária dos Broncos… Você sabe o que aconteceria.

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Há mais boas notícias do que ruins. Ao apagar das luzes, é o mesmo Cutler de 2015.

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Análise Tática: A Regressão e a Mecânica (?) de Blake Bortles http://profootball.com.br/all-22/analise-tatica-a-regressao-e-a-mecanica-de-blake-bortles/ http://profootball.com.br/all-22/analise-tatica-a-regressao-e-a-mecanica-de-blake-bortles/#respond Fri, 18 Aug 2017 15:39:51 +0000 http://profootball.com.br/?p=12394

Sem sombra de dúvidas, Blake Bortles tem sido o assunto quente da semana. Depois de Allen Robinson ter dado um mini-chilique pedindo para que Bortles “mantivesse a P%%%% da bola dentro de campo”1, e com Doug Marrone dizendo que a vaga de titular está “disponível”, todos nós estamos nos questionando: afinal, qual o problema de Blake Bortles?


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Não é novidade para ninguém que Bortles teve uma regressão abissal na sua mecânica em 2016. O camisa 5 levava a bola abaixo da linha da cintura antes de fazer o release, fazendo um círculo completo antes de soltá-la. Todo esse movimento dá um tempo gigantesco para a defesa agir; sejam os pass rushers ganhando tempo para alcançá-lo no backfield, sejam os defensive backs olhando o passe e tendo tempo de reagir.

Para exemplificar, um passe escolhido aleatoriamente da temporada de 2016:

 


Tudo bem, isso foi em 2016. Na noite de ontem, o que mudou? O que Blake Bortles fez de diferente, depois de tantos relatos de que ele estava “trabalhando na sua mecânica”?

Bom, vamos ao primeiro lançamento:

Reparem como o movimento pré-release está encurtado. Ao invés de levar a bola lá embaixo, forçando o cotovelo e potencialmente causando problemas físicos, Bortles segura a bola mais na altura do peito e faz um movimento mais rápido. Ponto para o camisa 5.

Ainda assim, o release é duro. Como o passe é rápido, o ideal é que a bola chegue muito rápido ao recebedor, sem dar uma janela para o defensive back interferir na conexão. Assim, Bortles imprime força de forma que prejudica o release. A bola chega em Allen Robinson, mas reparem como ela chega até o camisa 15.

Vamos para o meu passe favorito da noite da terceira escolha geral de 2014:

Boa movimentação no pocket, quando vê a pressão do lado direito faz o step up e solta o passe sem o esforço que lhe é peculiar. O braço vai mais baixo – normal, o passe é longo – mas o timing do release é certo, a bola sai com a espiral correta. O trabalho do defensive back na marcação de Allen Robinson é excelente e a não vemos uma big play, mas esse passe é o tipo de jogada que mantém as esperanças no quarterback.

Leia mais sobre os Jaguars no ProFootball:
Necessidades no Draft 2017: Vamos nos empolgar com os Jaguars de novo ou falta QB?
Depois de jogo pífio de Bortles, Técnico dos Jaguars não lhe garante titularidade

Claro, nem tudo são rosas. Em outro passe longo, Bortles reincide nos mesmos erros de sempre:

 

O trabalho corporal é péssimo. Blake Bortles tenta dar aquele toque na bola, fazendo um balão para Allen Robinson – completamente livre. O movimento do braço não é fluido, o corpo não gira da forma que deveria girar e o passe sai uma tremenda porcaria. Ao tentar dar o toque na bola, Bortles simplesmente esquece as virtudes da mecânica que renderam um passe tão bem colocado algumas descidas antes.

Há quem pergunte se falta força no braço, ou se a mecânica é simplesmente errática. Pois bem, um contribui para o outro. Se a mecânica não é fluida, se o movimento corporal não está em sincronia com o release, se o pé de apoio e os quadris não estão apontados para a direção do passe, não adianta: o passe será impreciso, ou faltará jardas para encontrar o alvo – para mais ou para menos.



Tantos quarterbacks confiam na força do braço que esquecem que há fatores que levam a um passe perfeitamente colocado – e elas não são necessariamente ter um bíceps gigantesco. Volta e meia vemos Cam Newton lançando do backfoot; Deshaun Watson, para citar outro, tem um trabalho de pés bastante porco, se me permitem a palavra.

No final das contas, a mecânica de Blake Bortles é o fiel da balança.

No final da contas, a mecânica de Blake Bortles é o fiel da balança. Ela é errática, e ao mesmo tempo que vemos sinais de correção, vemos erros básicos e antigos reincidindo. A imprecisão vem dessa rigidez no lançamento da bola, uma bandeira gigantesca para uma NFL que exige tanto que seus quarterbacks passem a bola 20, 30, 40 vezes por partida. Se Bortles não acha consistência nessa atividade, como há condições dele ser o franchise quarterback que a franquia tanto sonha desde os tempos de Blaine Gabbert?

Bortles entra na sua quarta temporada como quarterback do Jacksonville Jaguars, e infelizmente não há qualquer confiança na sua consistência, na sua capacidade de, descida após descida, entregar a bola de uma forma regular, sem picos de erros que fazem qualquer fã ou analista se questionarem sobre como ele ainda está na liga.

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A corda está no pescoço de Blake Bortles – e isso certamente não ajuda o jogador. As dificuldades mentais certamente contribuem para a inconsistência descida após descida, mas não adianta. A NFL é para poucos, e você precisa viver pelo mantra de Bill Belichick: do your job. Caso contrário, outros farão por você. E é justamente esse o destino para o qual Blake Bortles parece caminhar.

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Depois de jogo pífio de Bortles, Técnico dos Jaguars não lhe garante titularidade http://profootball.com.br/noticias/depois-de-jogo-pifio-de-bortles-tecnico-dos-jaguars-nao-lhe-garante-titularidade/ http://profootball.com.br/noticias/depois-de-jogo-pifio-de-bortles-tecnico-dos-jaguars-nao-lhe-garante-titularidade/#respond Fri, 18 Aug 2017 15:32:30 +0000 http://profootball.com.br/?p=12400

Blake Bortles foi a primeira escolha dentre os quarterbacks da classe de 2014. Entre duzentos mil wide receivers talentosos daquele Draft, o Jacksonville Jaguars optou por endereçar a posição de quarterback. Ao início, Bortles não era cotado como um principal signal caller da classe – a posição por boa parte do processo foi de Teddy Bridgewater.

Mas testes ruins de Bridgewater no Pro Day (ele usou luvas e sabe-se Deus por quê – vide isso não ser problema para Kurt Warner no fim da carreira – os times desceram sua cotação por isso) e um Combine fora de série por Bortles fizeram com que Bortles fosse o primeiro escolhido dentre os quarterbacks daquela classe. Bridgewater foi o último dos quarterbacks da primeira rodada. Entre eles, o folclórico Johnny Manziel.

Avançando alguns anos – três, para ser preciso – Blake Bortles vive um carrossel de emoções em Jacksonville e Bridgewater ainda se recupera da grave lesão que sofreu na temporada passada. Manziel está fora da liga.

O último episódio na trajetória de Blake foi ter a titularidade contestada. É o que sempre digo: novos regimes, novos quarterbacks. Os Jaguars têm um corpo de recebedores respeitável. Tem um potencial calouro ofensivo do ano em Leonard Fournette. Mas não têm um quarterback.

Incrivelmente, o novo head coach da equipe, Doug Marrone, colocou a titularidade de Bortles em xeque hoje. Não é incrível porque Bortles não mereça que isso aconteça. É incrível porque o desafiante é Chad Henne.

Estou procurando por alguém que vai liderar esse ataque. Não estou contente com a performance hoje. (…) Todo mundo viu o que aconteceu. Seja lá como quiserem chamar, ainda estou avaliando quem é o melhor para posição | Doug Marrone, head coach dos Jaguars

Pronto, temos uma disputa de titularidade. Que absurdo pensar isso há três anos. Como falei no Twitter, a gente esperava que era meio arriscado pegar Bortles no topo do Draft como Jacksonville fez. Mas não esperávamos que o cara que ele substituiu – Chad Henne – fosse ameaça três anos depois.

Henne não é nem um dos cinco melhores reservas da NFL. É sério. Como alguns sabem, eu torço para Michigan. Acompanho a carreira de Chad desde aquela época. Nunca foi nada demais. Longe disso, aliás.

A questão é que Bortles não merece ser o titular de franquia alguma da NFL neste momento. Como falei com o Eduardo em nosso podcast, ele é um dos cinco piores titulares da liga neste momento. Isso se ainda for titular até a Semana 1.

Não tenho dúvidas que algum defensor de Bortles vai aparecer aqui ou me xingando no Twitter. Donos de times de Fantasy amam Blake. Ele é o Tom Brady do Garbage Time – aquele momento em que o jogo já está decidido e o quarterback consegue empilhar jardas contra defesas que já não estão jogando com a mesma necessidade. E, aí, Bortles aparece no Fantasy. E as pessoas acham que ele não é um quarterback tão ruim assim.


Verdade seja dita que é muito difícil defender Blake depois do jogo de ontem. Os Jaguars ainda não fizeram touchdown tendo Bortles como seu signal caller nesta pré-temporada. No jogo de ontem contra o Tampa Bay Buccaneers, Bortles teve 8/13 para apenas 65 jardas em quatro campanhas – todas, menos uma, terminaram em punt.

Se o espaço amostral é pequeno, lembramos que, durante todo o training camp, Bortles vem tendo problemas. E tudo o que ele precisava fazer é conduzir campanhas através do jogo corrido de Leonard Fournette. Este era o plano do time para esta temporada. Mas parece que o camisa 5 está cada vez mais fora do futuro em Jacksonville.

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ProClub Ep 04 🔒 | Mega Guia para o Draft do Fantasy em 2017 http://profootball.com.br/proclub/proclub-ep-04-mega-guia-para-o-draft-do-fantasy-em-2017/ http://profootball.com.br/proclub/proclub-ep-04-mega-guia-para-o-draft-do-fantasy-em-2017/#respond Thu, 17 Aug 2017 20:32:19 +0000 http://profootball.com.br/?p=12354 Este conteúdo é exclusivo para sócios Touchdown e Field Goal do ProClub, o clube de benefícios do ProFootball. Além de conteúdo extra além do que já publicamos normalmente, o sócio ProClub tem inúmeros benefícios. Alguns exemplos:

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