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Três anos atrás o crescimento do futebol americano no Brasil começava a demonstrar contornos exponenciais. Alguns anos antes, em 2009, os primeiros jogos “full pad” eram realizados e as possibilidades pareciam gigantescas. Com a popularização da NFL e da prática do futebol americano, surgiu uma oportunidade incrível: tanto para quem praticava, para quem gostava ou para quem cobria o esporte.

Em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA, antiga AFAB), uma nova liga (totalmente profissional, com os atletas recebendo para jogar) teria sua temporada inaugural já em 2013, com seis times. Os nomes dos times ainda não foram divulgados ao início, mas sabia-se que seriam Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo (esta com dois times).

Um dos diferenciais da liga seria em relação à transmissão dos jogos: um contrato de três anos com a emissora SporTV previa a exibição de no mínimo 10 jogos da primeira temporada, todos ao vivo. Nos anos seguintes, essa quantidade aumenta (no mínimo 13 jogos em 2014 e 16 em 2015). A temporada teria início no dia 21 de setembro e contaria com cinco rodadas, playoffs com quatro times e a grande final que será realizada no dia 03 de novembro. Para os cargos de general manager e head coach, os times contariam com ex-jogadores, sendo a maior parte deles com experiência profissional e internacional (Estados Unidos e Europa). Os atletas, por sua vez, seriam selecionados por meio de draft e tryouts um total de 228 atletas brasileiros, além da contratação de 42 jogadores americanos (seis por time). Além de contar com toda uma estrutura física para treinamento e jogos, os atletas também seriam pagos, com salários variando entre R$ 330,00 e R$ 496,00, além do bônus relativo ao licenciamento da imagem dos mesmos.

Seria, de fato, a primeira liga totalmente profissional de futebol americano no Brasil.

Outro ponto inovador é no tocante à experiência do gameday: os jogos da primeira rodada seriam todos realizados numa arena temporária em São Paulo, com capacidade para mais de 4000 espectadores. A ideia era de trazer uma experiência que seja a mais próxima possível das vivenciadas em eventos esportivos nos Estados Unidos, incluindo música, locutores, placar eletrônico, telão, cheerleaders e, inclusive, praça de alimentação.

Como você percebeu, todos os tempos verbais neste texto foram usados no pretérito ou no futuro do pretérito. A Liga de Futebol Americano (LFA) nunca chegou a acontecer. Os motivos não foram bem esclarecidos até hoje. O que aconteceu?

Um grupo de jovens jornalistas, inspirados pela série 30 for 30 da ESPN americana, resolveu fazer um documentário em vídeo acerca de como a LFA sumiu tão rápido quanto apareceu. Tal qual “Small Potatoes: Who Killed the USFL” (doc da série 30 for 30 sobre o fim da USFL, liga que tentou rivalizar com a NFL nos anos 80), o objetivo é tentar achar respostas.

Pessoas do Brasil inteiro compraram a ideia, prepararam suas vidas para viver o sonho de jogar futebol americano profissionalmente e se entregaram por completo. Mas, repentinamente, tudo sumiu e a LFA acabou. Os motivos, bastidores, pretensões e desdobramentos da liga mais comentada da modalidade no Brasil, você confere no documentário — com previsão de lançamento para final de novembro. Para realizar a finalização do documentário, os realizadores estão realizando kickstart. “Utilizamos nosso dinheiro para fazer as gravações, mas agora precisamos da sua ajuda para a pós-produção. Uma parte da arrecadação será destinada ao tratamento das imagens, luz e cor do vídeo”, dizem os produtores, Andreson Spessatto e Leonardo Lorenzoni, na página (você pode contribuir com o projeto por aqui).

Confira um dos trailers abaixo.

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