Os 10 piores contratos dados a Free Agents na história

Durante a maior parte da história da NFL, os jogadores não tinham muita liberdade para escolher aonde queriam jogar. O sistema chamado de “Plano B” dava todo controle aos times, e as únicas formas possíveis para um jogador se desligar de uma equipe eram as trocas, as dispensas e as aposentadorias. Em 1993, em meio a um processo trabalhista movido por jogadores, isso mudou. Os atletas agora tinham mais liberdade para negociar seus contratos com quem quisessem, ao fim dos mesmos.

Este foi a sugestão da semana por nossos sócios diamante. Quer sugerir pautas e ser nosso chefe, com direito a prêmios e sorteios? Confira agora mesmo o Clube de Benefícios do ProFootball clicando aqui.

E um ano depois, com a criação do salary cap, a free agency da NFL se tornou o modelo que hoje conhecemos. Nele, os times têm a possibilidade de se reestruturar muito mais rapidamente, buscando jogadores de qualidade comprovada para suprir necessidades imediatas em seu plantel. Claro que isso nem sempre dá certo. Muitas vezes um time acaba investindo uma grande quantidade de recursos em um atleta que traz retornos limitados, ou pior, retorno nenhum. Nosso texto de hoje é dedicado a esses casos. Aqueles contratos que, quando olhamos em retrospecto, não podemos deixar de imaginar: “o que esse general manager estava pensando?!

10 – DeMarco Murray

Em 2014, as 1.894 jardas terrestres de Murray foram a melhor marca da NFL. O running back dos Cowboys marcou 13 touchdowns e obteve mais 416 jardas recebidas, sendo eleito o Jogador Ofensivo do Ano.

Quando ele se tornou um free agent, na offseason seguinte, o então técnico dos Eagles, Chip Kelly, não deixou passar a oportunidade de reforçar seu elenco, enquanto enfraquecia um rival de divisão.  O tiro saiu pela culatra. A insistência de Kelly em adequar Murray ao seu sistema, ao invés de fazer o processo contrário, fez com que o jogador tivesse a pior temporada de sua carreira. A presença de outros running backs talentosos no elenco, e o nível inferior de sua nova linha ofensiva, quando comparada com a que tinha em Dallas, ajudaram a fazer com que Murray obtivesse apenas 702 jardas e 6 touchdowns. Em março desse ano, demarco Murray foi trocado com o Tennessee Titans, um ano após assinar seu contrato de 5 anos e 40 milhões de dólares em Philadelphia.

9 – Andre Rison

Rison foi um das primeiras grandes farsas da free agency moderna. Em 1995 ele ficou sem contrato, após 5 temporadas muito bem sucedidas pelo Atlanta Falcons, incluindo quatro aparições no Pro Bowl. O contrato oferecido pelo Cleveland Browns, de 17 milhões por cinco anos, parece pequeno hoje em dia, mas na época tornou Rison o wide mais bem pago da NFL.

E como ele retribuiu esse contrato? Produzindo as piores marcas de sua carreira em recepções (47), jardas (701), e touchdowns (3). E fica ainda pior. Frustrados com as más atuações do recebedor, os Browns o dispensaram ao final daquela temporada. Um ano depois ele se sagraria campeão do Super Bowl pelo Green Bay Packers, marcando o primeiro  da partida.

8 – Dana Stubblefield

Stubblefield, a âncora da defesa de San Francisco, havia acabado de ser nomeado Jogador Defensivo do Ano quando se tornou um free agent. E como já vimos com Demarco Murray, esse tipo de honraria tende a se converter em um gordo contrato. Dana assinou com o Washington Redskins por seis anos, com um salário total de 36 milhões de dólares.

Sua carreira em Washington durou três anos, durante os quais Stubblefield registrou apenas 7 sacks, menos da metade do que teve em sua última temporada pelos 49ers.

7 – David Boston

Escolhido com a oitava escolha geral do Draft de 1999 pelos Cardinals, Boston teve duas boas temporadas em Arizona em 2000 e 2001. Isso, aliado a seu incrível potencial atlético, foi o suficiente para que o San Diego Chargers fizesse vista grossa a seus problemas extra campo e lhe oferece um contrato de 47 milhões de dólares.

Seu potencial, entretanto, nunca se realizou e sua única temporada em San Diego, ainda que razoável, ficou muito abaixo do esperado. E seus problemas extra campo foram uma distração maior do que os Chargers esperavam. Após seguidas críticas de companheiros de time e uma suspensão de um jogo devido a uma briga com um dos treinadores,  San Diego o mandou para Miami em troca de uma escolha de sexta rodada. Boston faria apenas cinco decepcionantes partidas pelos Dolphins, nunca mais entrando em campo após isso.

6 – Larry Brown

1995 foi o melhor ano da carreira de Larry Brown. Ele havia sido sempre considerado um cornerback mediano, mas naquela temporada, Brown foi um dos destaques da defesa do Dallas Cowboys. A cereja do bolo foi sua atuação no Super Bowl daquele ano, quando conseguiu duas interceptações contra o Pittsburgh Steelers e foi eleito o MVP da partida.

Aquela atuação acabou lhe rendendo um contrato de 12,5 milhões com o Oakland Raiders na temporada seguinte, uma quantidade absurda para um cornerback naquela época. Mais adaptado à marcação por zona, no entanto, Brown nunca conseguiu se adaptar à defesa dos Raiders, que privilegiava uma marcação individual mais agressiva. Em seus dois anos em Oaklanda, Brown disputou só 12 partidas, sendo titular em só uma delas.

5 – Neil O’Donnell

O que pode ser pior que dar um contrato de 12,5 milhões para um jogador só por causa de duas interceptações em um Super Bowl? Dar um contrato de 25 milhões para o quarterback que lançou essas interceptações. E foi exatamento o que o New York Jets fez.

Em sua primeira temporada em New York, O’Donnell jogou terrivelmente, perdendo as seis partidas que disputou e ficando de fora do resto da temporada devido a uma lesão no ombro. Na temporada seguinte ele participou de 15 partidas, mas completou apenas 56,3% de seus passes, para 2.796 jardas e 17 touchdowns, com 7 interceptações. Ele foi dispensado ao final de sua segunda temporada, pelo head coach Bill Parcells.

4 – Adam Archuleta

Um bom jogador durante seus anos em St. Louis, Archuleta se mudou pra Washington como o safety mais bem pago da história até aquele momento. Mas, como acontece com certa frequência com os free agents contratados pela equipe de Dan Snyder, suas atuações a partir da assinatura do novo contrato foram desastrosas. Lento e completamente perdido nas coberturas, parecia que havia algo de muito errado com o jogador. Archuleta ficou em Washington por apenas um ano, no qual jogou em todas as partidas, mas registrou apenas 1 sack e 49 tackles. Ele acabou sendo trocado com o Chicago Bears, por uma escolha de sexta rodada, e se aposentou um ano depois.

asomugha

3 – Nnamdi Asomugha

Considerado um dos melhores cornerbacks da NFL durante seus anos em Oakland, Asomugha chegou a Philadelphia para se juntar a nomes como Michael Vick, LeSean McCoy, DeSean Jackson, Jeremy Maclin, Jason Peters, Asante Samuel, Dominique Rodgers-Cromartie e Jason Babin no elenco que foi imediatamente apelidado de Time dos Sonhos. Time dos pesadelos seria um nome mais preciso.

Os Eagles venceram apenas 8 partidas naquele ano, e viram o rival New York Giants se sagrar campeão. Asomugha, dono de um contrato no valor de 60 milhões, jogou muito aquém do esperado, registrando apenas 4 interceptações e 82 tackles durante os dois anos que ficou em Philadelphia. Os Eagles cederam 60 touchdowns de passe nesse período. Em 2013, após se recusar a aceitar uma redução no pagamento, Asomugha foi cortado da equipe. Ele ainda faria três partidas (ruins) pelo San Francisco 49ers antes de se aposentar naquele mesmo ano.

2 – Javon Walker

Uma contratação considerada arriscada desde o começo, Javon Walker era um wide talentoso, mas que havia sofrido com lesões durante toda sua carreira. Isso não impediu os Raiders de lhe darem um contrato de 6 anos no valor de 55 milhões de dólares.

Walker, não supreendentemente, teve uma passagem desastrosa por Oakland. Ele jogou em 8 partidas em sua primeira temporada, até ser colocado na injury reserve por uma lesão no tornozelo. Nessas partidas, Walker teve apenas 15 recepções para 196 jardas e 1 . Na temporada seguinte, ele participaria de 3 partidas antes de ser dispensado da equipe. A única estatística registrada por Walker nessa temporada foi um fumble, em seu único retorno de punt.

No fnal das contas, Javon Walker recebeu 21 milhões de seu contrato inicial, uma média de 1,4 milhão de dólares por recepção. Nada mal, né?

1 – Albert Haynesworth

Nessa lista vimos muitas contratações desastrosas. Contratos gigantescos dados a jogadores que falharam, seja por lesão, falta de habilidade ou problemas extra campo. Mas nenhuma dessas contratações chega aos pés da de Albert Haynesworth.

Como a maioria das histórias que já vimos, essa começa com uma temporada espetacular logo antes do jogador se tornar um free agent. Em 2008, ainda jogando pelo Tennessee Titans, Haynesworth registrou 75 tackles e 8,5 sacks. Na offseason seguinte, era como se todos os times da NFL quisessem o enorme defensive em seu plantel. Ofertas de contrato chegaram aos montes para o agente do jogador, e ele acabou escolhendo assinar com o Washinton Redskins (Dan Snyder ataca novamente!). O contrato assinado, no valor de 100 milhões de dólares, fez de Haynesworth o jogador de defesa mais bem pago da história.

Em seus dois anos defendendo Washington, Haynesworth registrou apenas 53 tackles e 6,5 sacks. Mas o que torna sua contratação a pior de todas é o motivo de suas péssimas atuações: ele nunca quis jogar bem. Eu poderia relatar aqui cada um dos incidentes em que Haynesworth se envolveu, suas falhas em testes físicos, ou até mesmo mostrar vídeos de jogadas em que fica clara sua falta de vontade, mas prefiro citar seu ex-companheiro de time, o tight end Chris Conley:

” Seu objetivo desde o início era pegar o dinheiro. Ele também deu a entender a vários jogadores, que seu próximo objetivo era ser dispensado e assinar outro contrato de 10 ou 12 milhões, ir pra outro time, ser dispensado após um ano e ficar com a grana”.

Haynesworth acabou sendo trocado com o New England Patriots, por uma escolha de quinta rodada. Ele disputou 6 partidas pelos Patriots antes de ser cortado. Naquele mesmo ano, ele ainda disputou 7 partidas pelo Tampa Bay Buccaneers. Ele nunca mais pisou em um campo da NFL depois disso.

Menções (des)honrosas: Alvin Harper, Chuck Smith, Ahman Green, Jeff Garcia, Dale Carter, Jerry Porter, Javon Kearse, Dwayne Bowe, Byron Maxwell.

Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed Instagram Feed

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.